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A Semana na Imprensa

A Semana na Imprensa

著者: RFI Brasil
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概要

Uma leitura dos assuntos que mais interessaram as revistas semanais da França. Os destaques da atualidade do ponto de vista das principais publicações do país.

France Médias Monde
政治・政府
エピソード
  • Questionamentos sobre saúde mental de Trump ganham espaço na imprensa francesa
    2026/04/25

    Donald Trump é louco? A pergunta na manchete de capa da revista francesa L’Express desta semana ecoa a dúvida de muita gente em todo o mundo diante do comportamento imprevisível do presidente dos Estados Unidos. A publicação, que chegou às bancas na quinta-feira (23), traz uma série de reportagens investigativas com o objetivo de confirmar ou desmentir essa suspeita.

    Após várias declarações chocantes, sobretudo depois do início da guerra contra o Irã, a L’Express lembra que o auge das provocações do republicano foi atingido quando ele ameaçou destruir a civilização iraniana. Uma semana depois, mudou de alvo e provocou um escândalo ao criticar o papa Leão XIV, a quem chamou de fraco. Diante das reações negativas, apagou publicações e mudou de narrativa sem demonstrar qualquer constrangimento.

    Desde o início do mês de abril, parece que algo está fora da ordem no comando dos Estados Unidos, que vêm acumulando reveses, sintetiza a reportagem. Muitos críticos e opositores apontam uma suposta loucura ou o início de uma demência do presidente, que completará em breve 80 anos. A tal ponto que no Congresso americano, representantes democratas, com o apoio de alguns republicanos insatisfeitos, anunciam que pretendem recorrer à 25ª Emenda da Constituição, que prevê a substituição do presidente em caso de incapacidade para governar. Trata-se de uma iniciativa com consequências potencialmente muito mais graves.

    Discutir a saúde mental de Trump "pode ser uma faca política de dois gumes". A medida exige maioria absoluta no Congresso, algo que os democratas não possuem, e a tese da loucura pode acabar desacreditando o país no cenário internacional. Jeffrey Sonnenfeld, especialista ouvido pela revista, afirma que "a impressão de caos produzida por Donald Trump é uma estratégia deliberada do presidente, que divide para governar melhor e transgride voluntariamente as normas, obtendo às vezes bons resultados".

    Louco, psicopata ou habilidoso?

    A suposta loucura de Trump também interessa a outros meios de comunicação franceses. Em entrevista à rádio pública France Inter, o neuropsiquiatra Boris Cyrulnik afirma que o republicano não é um "louco irresponsáve"l, mas "um psicopata que tem o dinheiro como único valor da condição humana".

    Psicopata, louco ou habilidoso, o fato é que a guerra no Irã veio atrapalhar até mesmo as melhores estratégias de comunicação do presidente americano, "que perdeu a mão", escreve a Nouvel Obs em editorial.

    Diante de tantas críticas e da queda em sua popularidade, "Trump vive o início do fim de seu poder?" questiona a L’Express. Alguns analistas afirmam que a guerra contra o Irã seria o Vietnã do republicano. Mas estamos realmente assistindo ao seu crepúsculo?

    "O 47º presidente dos Estados Unidos ainda tem várias cartas na manga e já demonstrou diversas vezes sua habilidade em transformar críticas em armas políticas". Mesmo que os republicanos sejam derrotados nas eleições de meio de mandato em novembro, Trump permanecerá no poder até 20 de janeiro de 2029, conclui a L'Express.

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  • Como a guerra no Oriente Médio corrói o apoio árabe aos Estados Unidos
    2026/04/18

    A guerra no Oriente Médio tem abalado o apoio aos Estados Unidos no mundo árabe. O tema é destaque nas revistas semanais francesas, que apontam uma mudança de preferência dessas populações em direção aos grandes rivais de Washington: China, Irã e Rússia.

    A revista L’Express publica os resultados de pesquisas realizadas pelo Barômetro Árabe, que estuda a opinião pública no mundo árabe desde 2006. Essa mudança começou a se intensificar após a guerra devastadora conduzida por Israel, com apoio dos Estados Unidos, na Faixa de Gaza, e se prolonga até hoje. Segundo o levantamento, os habitantes do Oriente Médio “perderam quase toda a confiança na ordem regional dirigida por Washington”.

    Embora muitos países do Golfo Pérsico continuem a considerar o programa nuclear iraniano uma ameaça, a guerra iniciada por Israel e pelos EUA contra Teerã intensifica o sentimento antiamericano na região. Nesse contexto, colaborar abertamente com Washington pode se transformar em fonte de protestos, algo que os dirigentes autoritários do mundo árabe detestam. Ainda segundo a reportagem, com os ataques ao Irã, os Estados Unidos passam a perder a imagem de defensores dos direitos humanos.

    A revista Le Point dedica uma reportagem ao sultanato de Omã, que já foi considerado a Suíça do Oriente Médio por seu papel histórico de mediador em conflitos. Foi em Mascate, por exemplo, que o enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e o genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, se reuniram indiretamente com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, em abril de 2025. O apoio americano à guerra lançada por Israel, em junho de 2025, alterou profundamente o cenário diplomático. “Omã se sentiu insultado por Trump”, afirma Abdullah Baabood, professor de relações internacionais da Universidade Waseda, em Tóquio, ouvido pela revista.

    Já a Le Nouvel Obs, que chega às bancas, analisa as tentativas de acordo entre os Estados Unidos e Teerã, com mediação do Paquistão. Segundo a revista, Donald Trump teria sido convencido pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a tentar derrubar um governo que estaria “enfraquecido após a primeira guerra de doze dias”, em junho de 2025. Apesar das reservas do secretário de Estado Marco Rubio, Trump apostou que o regime iraniano, no poder desde 1979, cairia facilmente após bombardeios. Quarenta dias depois, a realidade sugere que o presidente pode ter se equivocado ao envolver os Estados Unidos em um conflito sem precedentes desde a invasão do Iraque, em 2003. O Irã, por sua vez, pode sair fortalecido ao ampliar a instabilidade regional e ao bloquear o Estreito de Ormuz, o que tem impacto na economia internacional, levando as monarquias do Golfo a pressionar Washington. O resultado é uma erosão acelerada do prestígio americano no mundo árabe, em um momento de profundas recomposições geopolíticas no Oriente Médio.

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  • Energia russa, apoio conservador e propaganda: entenda o plano de Orbán para vencer as eleições húngaras
    2026/04/11

    Às vésperas das eleições legislativas na Hungria, marcadas para este domingo (12), o primeiro‑ministro Viktor Orbán tenta se manter no poder com o apoio de Moscou, Pequim e Washington. Nem os alertas da maioria dos 26 Estados-membros da União Europeia (UE), nem as consequências da guerra na vizinha Ucrânia parecem abalar a determinação do líder conservador, que está há 16 anos no comando do país. O tema é destaque das principais revistas semanais francesas.

    A Le Point destaca que, embora a UE invista bilhões de euros na Hungria desde 2004 para a construção de rodovias, metrôs e pontes, é junto à Rússia — em guerra aberta contra os europeus — que Viktor Orbán adquire 80% do petróleo e do gás indispensáveis ao país. Pior do que isso, cartazes de campanha espalhados em diversas cidades desgastam a imagem da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, retratados como “perigosos”.

    Para a oposição, no entanto, a dependência energética “não deve justificar essa aliança com o Kremlin”, já que haveria alternativas viáveis. O texto sugere ainda que o líder húngaro se beneficia de uma relação opaca com o presidente russo, Vladimir Putin.

    Segundo a revista Le Nouvel Obs, as pesquisas eleitorais indicam o partido nacional‑populista de Orbán, o Fidesz, atrás da oposição liderada por Péter Magyar, diplomata que denunciou a corrupção dentro da legenda governista. O líder do partido Tisza alerta para a ingerência de equipes de inteligência russa em campanhas de desinformação no país.

    Aproximação de líderes ultraconservadores

    O jornal Washington Post chegou a divulgar a existência de um plano envolvendo uma tentativa de assassinato de Orbán para impulsionar sua popularidade. A aproximação com o presidente americano, Donald Trump, e outros líderes conservadores, como o argentino Javier Milei, também integra a estratégia de campanha. O vice‑presidente dos Estados Unidos, JD Vance visitou a Hungria na semana que antecedeu a votação para apoiar o atual primeiro‑ministro.

    Já a revista L’Express analisa a transformação do Mathias Corvinus Collegium (MCC), instituição educacional fundada em 1996 para apoiar estudantes de baixa renda, em uma “máquina de propaganda” do governo ultraconservador de Viktor Orbán. Privatizado em 2021, o instituto recebeu forte apoio financeiro da companhia petrolífera MOL, cuja receita depende do petróleo russo. Desde então, o MCC se expandiu e passou a atuar em 31 localidades, incluindo Romênia, Eslováquia e Ucrânia.

    A revista aponta ainda que instituições ligadas a Orbán contam com apoio explícito de Washington. Nas palavras do secretário de Estado americano Marco Rubio, “a vitória de Orbán é a nossa vitória”.

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