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A Semana na Imprensa

A Semana na Imprensa

著者: RFI Brasil
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概要

Uma leitura dos assuntos que mais interessaram as revistas semanais da França. Os destaques da atualidade do ponto de vista das principais publicações do país.

France Médias Monde
政治・政府
エピソード
  • 'Margem de erro é alta': os perigos do uso da inteligência artificial para a guerra
    2026/03/13

    A operação militar conjunta de Israel e Estados Unidos contra o Irã evidenciou, como nunca antes, o potencial e os riscos do uso da inteligência artificial na guerra. As informações e imagens recolhidos ao longo de anos pelos serviços secretos israelenses e americanos alimentaram as bases de dados das IAs contratadas por Washington e Tel Aviv, que orientaram os alvos de bombardeios em Teerã.

    O assassinato do líder supremo Ali Khamenei foi resultado desta “automatização da guerra”, indica a revista francesa Le Nouvel Obs desta semana. O uso da IA já era disseminado nos conflitos na Ucrânia e em Gaza, assim como foi decisivo para a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Desta vez, entretanto, a operação conjunta entre a CIA americana e o Mossad israelense marcou “uma virada na história militar”, afirma também a semanal L’Express.

    “As duas agências de inteligência usaram a alta tecnologia como nenhuma outra antes”, aponta a revista, salientando que os países ainda se beneficiam de um vácuo jurídico na legislação internacional sobre o uso militar da inteligência artificial.

    As IAs analisam volumes massivos de dados sensíveis, ajudando os serviços de inteligência humana a conectar essas informações e definir suas futuras ações. No caso dos ataques a Teerã, a inteligência artificial Claude, desenvolvida pela Anthropic, identificou alvos e deslocamentos recorrentes das lideranças do regime ao longo de anos.

    'Margem de erro alta'

    O problema é que “a margem de erro é alta e o discernimento humano na tomada de decisões não para de se reduzir”, adverte a diretora do Centro de Políticas de Tecnologias do Instituto Francês de Relações Internacionais (Ifri), Laure de Roucy-Rochegonde, em entrevista à Nouvel Obs. A pesquisadora chama a atenção para o risco de “maior tolerância aos danos colaterais”.

    “A decisão é sempre tomada por um humano, mas ele se baseia no direcionamento estabelecido por uma máquina, que usa informações que ele não tem – o que significa dizer que a decisão é tomada às cegas”, explicou a especialista.

    A revista Le Point destaca que a tecnologia também é amplamente utilizada para a defesa. Alvos das retaliações iranianas, os países do Golfo têm conseguido evitar a maioria dos ataques disparados por Teerã – graças, em grande parte, aos benefícios da inteligência artificial.

    Com “orçamento ilimitado e salários exorbitantes”, os Emirados Árabes Unidos têm atraído alguns dos melhores especialistas da área, sublinha reportagem da Le Point. Em Abu Dhabi, o país inaugurou há cinco anos a primeira universidade do mundo especializada em IA.

    “A inteligência artificial não é apenas um vetor de crescimento econômico dos emiradenses: é também o escudo da nação”, aponta a revista francesa.

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  • ‘Sem embasamento legal ou motivo claro’: quais são os verdadeiros objetivos da guerra contra o Irã?
    2026/03/07

    As revistas francesas desta semana abordam diversos aspectos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã e suas possíveis consequências para o mundo. As edições especiais investigam os verdadeiros objetivos por trás do conflito que chacoalha a geopolítica.

    "Como Netanyahu e Trump incendeiam o Oriente Médio", é a manchete da revista Nouvel Obs. A semanal afirma que, apesar das dúvidas em seu próprio campo, o presidente americano se engajou no conflito "sem embasamento legal e motivo claro", movido por suas convicções políticas e seus cálculos pessoais.

    Para a Nouvel Obs, o atual conflito é uma aposta "irresponsável, arrogante e imperial" de Trump e Netanyahu. "O objetivo é fazer cair a teocracia xiita? Ou seria esse um cenário como o da Venezuela?", pergunta.

    A diferença, segundo a revista, é que depois dos ataques de junho contra o Irã, Trump acreditava na possibilidade de negociação. A matéria revela que foi apenas depois da visita de Netanyahu aos Estados Unidos, em dezembro, que o presidente americano foi convencido a iniciar o planejamento da operação lançada em 28 de fevereiro.

    Por isso, para a Nouvel Obs, não há dúvidas de que a guerra teve início por pressão de Israel. Netanyahu teria percebido nas manifestações iranianas, entre o final de 2025 e o início de 2026, uma janela para aniquilar o inimigo em um momento de fragilidade.

    Virada no Oriente Médio com morte de Khamenei

    A revista L'Express afirma que os Estados Unidos e Israel "embaralham as cartas" da geopolítica e questiona até onde eles estão dispostos a ir. De acordo com a matéria, uma semana após o início da guerra, ninguém se arrisca a prever os próximos capítulos do conflito. Mas uma coisa é certa, diz a L'Express: a morte do líder supremo Ali Khamenei - "que transformou o Irã em uma teocracia ultramilitarizada" – marca uma virada no Oriente Médio e no islamismo mundial.

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    Entrevistados pelo diário, especialistas apontam que há dois cenários possíveis para o futuro do Irã. O primeiro seria a manutenção do regime e uma nova onda de repressão caso a população atenda ao chamado de insurreição de Trump. A segunda possibilidade é a tomada do controle do Estado pelos militares, em que o poder total estaria nas mãos da temida Guarda Revolucionária.

    A revista Le Point estampa sua capa com uma foto de Khamenei e recapitula o meio século de crimes contra o Irã e o mundo cometidos sob sua mão de ferro. A edição especial retraça sua chegada ao poder, em 1989, quando decidiu dar sequência ao regime sanguinário do aitolá Khomeini, reforçando seus próprios poderes, reorientando o país em direção ao nuclear e reprimindo qualquer desejo de transformação, na esfera política ou social.

    Ouvido pela Le Point, Mehdi Khalaji, especialista no islã xiita, prevê um novo modelo de liderança no Irã. Segundo ele, o próximo guia supremo terá um papel simbólico, com o principal objetivo de manter a legitimidade do regime.

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  • A duas semanas das eleições municipais na França, revistas projetam duelo Mélenchon-Bardella em 2027
    2026/02/28

    A quinze dias do primeiro turno das eleições municipais na França, que devem redesenhar as relações de força políticas, as revistas semanais já estão preocupadas com outra votação importante no país. A Nouvel Obs e a Le Point antecipam um provável duelo entre Jean-Luc Mélenchon, da ultraesquerda, e Jordan Bardella, da extrema direita, na eleição presidencial de 2027.

    Na manchete de capa, ilustrada com uma foto do líder do partido A França Insubmissa (LFI), a Nouvel Obs afirma que “Mélenchon está em um impasse”. A revista entrevistou o político pouco antes da morte do jovem de extrema direita Quentin Deranque, em Lyon, durante uma briga com militantes antifascistas.

    O texto destaca que Mélenchon é alvo de uma avalanche de críticas. Para a publicação, o líder da LFI “acaba com as chances da esquerda” e “beneficia a extrema direita” devido à sua estratégia de confronto permanente, à sua relação com a violência política e à sua responsabilidade na fragmentação da esquerda.

    O politólogo Philippe Marlière, ouvido pela Nouvel Obs, avalia que essa “estratégia minoritária de Mélenchon o levará ao fracasso”.

    Segundo ele, a LFI pode até chegar ao segundo turno da eleição presidencial, mas não teria condições de vencer.

    "Inimigos perfeitos"

    A Le Point afirma, em editorial, que Mélenchon e Bardella são “inimigos perfeitos”. Sob a aparência de antagonismo, o partido Reunião Nacional (RN), de extrema direita, e a França Insubmissa, na prática, trabalham lado a lado. As duas legendas compartilhariam o mesmo objetivo: se enfrentarem diretamente em 2027.

    “O melhor aliado do RN é a LFI”, aponta o texto. No entanto, Bardella — provável candidato da extrema direita no lugar de Marine Le Pen, condenada pela Justiça — ainda não garantiu a vitória.

    O RN segue com sua estratégia de “desdiabolização”, moderando discurso e programa. Bardella, por sua vez, iniciou uma suposta conversão ao pragmatismo econômico destinada a seduzir a direita tradicional. Mas, para a Le Point, essa estratégia “continua sendo uma farsa”. Ainda assim, a revista avalia que Bardella só encontraria dificuldades para vencer o segundo turno caso seu adversário não fosse Mélenchon.

    Uma pesquisa encomendada pela revista mostra que 41% dos entrevistados não desejam a vitória de nenhum dos dois candidatos.

    Nesse cenário, “uma parte importante da sociedade não estaria representada”, analisa o especialista Jean‑Yves Dormagen, que alerta para um possível “problema de legitimidade política e democrática” no país.

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