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著者: PÚBLICO
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De segunda a sexta às 7h. Antes de tudo: P24. O dia começa aqui2026 PÚBLICO 政治・政府 日次
エピソード
  • A América faz anos e merece os parabéns, apesar dos desgostos que nos dá
    2026/07/03

    No dia 4 de Julho de 1776, cumprem-se neste sábado 250 anos, um novo país nascia no outro lado do Atlântico. Representantes das 13 colónias britânicas da América do Norte tinham chegado à conclusão de que não podiam continuar dependentes do poder político com sede em Londres. Numa reunião histórica em Filadélfia, declararam a independência dos Estados Unidos da América, celebraram com vinho Madeira e, anos mais tarde, aprovaram uma Constituição que trouxe novos horizontes à relação entre a soberania do povo e os seus representantes. Nada seria como antes depois desse texto fundamental.

    Ao atribuir a nós, o povo, a origem do poder político, os constituintes americanos abriram portas a novas formas de Governo, um governo do povo, pelo povo e para o povo. Pelo caminho, recusaram o direito divino dos reis ou toda e qualquer forma de autocracia ou oligarquia. Ao longo destes 250 anos, nem todas as premissas do espírito da revolução americana foram cumpridas. A sua história é, e continua a ser, marcada por episódios de violência e de negação do princípio segundo o qual todos somos iguais perante a lei. A declaração dos direitos do homem foi demasiadas vezes contestada em abusos do poder, em assassinatos políticos ou numa guerra civil que teve o esclavagismo como causa.

    Mas, apesar de todas as vicissitudes, a América tornar-se-ia um farol da liberdade, dos direitos individuais e do equilíbrio dos poderes. A plenitude dos direitos civis entre brancos e negros demorou quase 200 anos a ser conseguida, mas para milhões de seres humanos, o sonho americano tornou-se um farol e um propósito. O país onde todos tinham possibilidade de acreditar que a sua origem social era um ponto de partida, não uma condenação.

    Muitos desses valores democráticos e liberais estão hoje particularmente em causa com a administração Trump. O poder político ingere no poder judicial. A oligarquia firma os seus interesses por oposição ao interesse geral. O ideal de liberdade, de estabilidade do sistema do direito internacional, conquistado em grande parte pelos Estados Unidos, está ameaçado. Mas não é com um abalo que as conquistas da revolução de há 250 anos ficam destruídas. Nas manifestações de rua o mote é ainda "no kings", não há reis. Há juízes, universidades e políticos que resistem. A América liberal luta.

    Vamos discutir estes e outros temas com um reconhecido especialista em Direito Internacional. Chama-se Azeredo Lopes e é professor no Centro Regional Norte da Universidade Católica.

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    21 分
  • O Governo vai chumbar nos exames do secundário?
    2026/07/02

    Os exames nacionais do ensino secundário não estão a correr bem ao Governo. A primeira polémica ocorreu com a utilização no exame de Português de um cartoon, sobre o qual os alunos deveriam fazer uma apreciação crítica, que já tinha sido publicado num manual de preparação para exames da editora Leya.

    A credibilidade da prova de acesso ao ensino superior foi posta em causa e a Inspecção-geral da Educação e Ciência concluiu ter existido uma “falha objectiva” na sua elaboração.

    A seguir, surgiram outros problemas, relacionados com a correcção digital dos exames. Os professores que classificam os testes começaram a relatar dificuldades técnicas na plataforma utilizada, pela primeira vez, este ano: exames incompletos, páginas trocadas entre disciplinas diferentes, respostas não digitalizadas, atrasos no acesso às provas e convocatórias de docentes para disciplinas que não leccionam.

    O ministro da Educação admitiu algumas “dificuldades técnicas” e deu como exemplo o facto de as escolas agrafarem, indevidamente, as folhas de resposta dos alunos. Ontem, no parlamento, Fernando Alexandre garantiu que os prazos serão cumpridos e que nenhum aluno será prejudicado.

    Carlos Louro, presidente interino da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, é o convidado deste episódio.

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    15 分
  • Estamos preparados para Verões cada vez mais quentes e noites tropicais?
    2026/07/01

    O mês de Julho em Portugal continental começou com uma vaga de calor que promete ser longa. As temperaturas estão acima da média, as ondas de calor são cada vez mais intensas e o planeta vai continuar a aquecer todos os anos.

    Especialistas afirmam que já não é possível voltar atrás e que estamos ainda num processo de aquecimento e não numa fase de estabilidade.

    Na prática, estamos a entrar num tempo em que o calor deixará de ser uma excepção e passará a ser uma condição permanente da nossa vida quotidiana.

    Dito isto, preparemo-nos. No Alentejo, a fasquia dos 40 graus Celsius será superada a partir de quarta-feira, sendo que as temperaturas mais elevadas se deverão estender a outras regiões do país no fim-de-semana.

    E prepare-se, também, para as noites tropicais, com as temperaturas mínimas a oscilar entre os 12º.C e os 17º.C, prevendo-se que ultrapasse, nestes dias, os 20.ºC no interior.

    Porque é que Portugal tem estado relativamente mais protegido do que outras zonas da Europa? Que papel desempenha o Atlântico? E até que ponto estamos preparados para suportar Verões mais quentes, noites tropicais e períodos prolongados de desconforto térmico?

    O convidado deste episódio é Miguel Miranda, ex-presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, entre 2013 e 2023.

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    15 分
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