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Linha Direta

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著者: RFI Brasil
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概要

Bate-papo com os correspondentes da RFI Brasil pelo mundo para analisar, com uma abordagem mais profunda, os principais assuntos da atualidade.France Médias Monde 政治・政府
エピソード
  • Decisão judicial alemã restringe acesso a mensagem de celular de investigados
    2026/03/13

    Em um contexto global em que mensagens de celular são usadas cada vez mais como provas criminais, o Tribunal Federal de Justiça alemão restringiu nesta semana o direito de investigadores de vasculharem o histórico de mensagens de celular dos suspeitos. A decisão deve tornar o trabalho de investigação das autoridades policiais mais complicado, mas ilustra bem a histórica preocupação alemã com a privacidade de dados.

    Gabriel Brust, correspondente da RFI em Düsseldorf, Alemanha

    A decisão é sobre um tipo de vigilância bem específico: quando a polícia ou o Ministério Público solicita à justiça um monitoramento das mensagens de um suspeito, o chamado “grampo”. A partir de agora, eles só poderão acessar as mensagens de bate papo-criadas a partir do início do monitoramento. Se os investigadores quiserem, por exemplo, usar o histórico de conversa do WhatsApp ou do Telegram de um investigado como provas, eles terão que pedir um outro tipo de autorização judicial, muito mais difícil de se obter e que é concedido apenas em alguns tipos de crime.

    O caso concreto que levou à esta decisão judicial aconteceu na cidade de Aurich, noroeste da Alemanha. Um homem foi condenado a vários anos de prisão por tráfico ilegal de medicamentos, mas acabou tendo a sentença parcialmente anulada porque, entre as provas, a polícia elencou mensagens de até 5 meses antes do início do monitoramento.

    Spywares estatais

    O direito alemão está passando por um movimento de reação a uma alteração do código penal feita em 2017. Na época, bastante motivada por ameaças de terrorismo, essa mudança no código penal autorizou investigadores a infiltrarem-se em celulares e computadores de suspeitos usando software de espionagem. Já no ano passado a justiça alemã decidiu que o uso indiscriminado dos chamados spywares são parcialmente inconstitucionais.

    Agora vem outra decisão tornando o monitoramento mais complicado. A decisão desta semana foi celebrada pela Ordem dos Advogados da Alemanha, que sempre considerou ilegal usar o histórico de mensagens dos investigados.

    Alemães e privacidade: uma questão histórica

    A Alemanha tem um histórico de conviver com regimes autoritários de vigilância, como o regime nazista, em que a polícia secreta do governo, a Gestapo, coletava informações sobre cidadãos e mantinha arquivos detalhados para perseguir opositores políticos ou grupos étnicos. Depois da Segunda Guerra Mundial ainda houve a Stasi, o Ministério para Segurança do Estado do regime socialista da Alemanha Oriental, que ficou conhecido por ter um dos sistemas de vigilância de cidadãos mais amplos da história.

    Nos dias atuais, a preocupação dos alemães em evitar que um regime desse tipo ocorra novamente se adaptou aos tempos da internet, e é por isso que o país se dedica tanto a questões como proteção de dados e privacidade online. Para se ter uma ideia, até mesmo em uma consulta ao dentista por aqui você vai ser solicitado a assinar um longo documento sobre privacidade de dados.

    Decisão do Censo de 1983 e GDPR

    A atual legislação da União Europeia de proteção de dados, conhecida pela sigla GDPR, foi fortemente inspirada em uma lei de 1970 do estado alemão de Hesse, que é considerada a primeira lei de proteção de dados do mundo.

    Depois disso, houve ainda a histórica decisão judicial conhecida como Decisão do Censo. Na primavera de 1983 estava previsto um censo da população alemã que pretendia coletar uma vasta gama de informações dos cidadãos. Houve uma reação popular e dos meios jurídicos que acabou levando o censo aos tribunais e a uma decisão histórica, dando origem ao princípio jurídico chamado “direito à autodeterminação informativa”. O censo acabou acontecendo só quatro anos depois, e de forma muito mais limitada.

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  • Espanha amplia acesso à saúde pública para imigrantes sem residência legal
    2026/03/12
    O governo espanhol aprovou um decreto que garante acesso à saúde pública para estrangeiros em situação irregular no país. A medida visa desburocratizar o atendimento médico e atender grupos mais vulneráveis. Ana Beatriz Farias de Oliveira, correspondente da RFI em Madri Aprovado recentemente pelo governo espanhol, um decreto que reforça a universalidade da saúde pública regula, entre outras coisas, o direito à assistência médica para estrangeiros que se encontram na Espanha sem residência legal. Uma das principais novidades trazidas pelo texto é a simplificação dos procedimentos administrativos. Entre as medidas de desburocratização, está a possibilidade de solicitar acesso ao sistema público de saúde por meio de uma declaração responsável, em que o solicitante afirma não ter cobertura médica por outros meios. O reconhecimento da residência habitual na Espanha também foi simplificado: além do registro formal de domicílio – conhecido no país como “empadronamiento” –, outros comprovantes poderão ser aceitos. É o caso de faturas de serviços básicos que estejam em nome do solicitante, por exemplo. Por outro lado, a nova norma também estabelece mecanismos de controle. Se o pedido de acesso ao sistema público de saúde for recusado ou for detectada qualquer inexatidão ou falsificação na declaração apresentada, poderá haver cobrança pelos serviços prestados. Acesso imediato Para evitar atrasos no atendimento, será emitido um documento provisório no momento da solicitação de acesso ao sistema de saúde. Com isso em mãos, o solicitante pode ter acesso imediato à assistência médica pública enquanto o seu pedido estiver sendo processado. A administração tem um prazo máximo de três meses para comunicar sua decisão ao requerente. Uma vez reconhecido, esse direito não expira até que a cobertura de saúde seja obtida por outros meios. A nova norma também prevê acesso imediato e efetivo aos serviços públicos de saúde para grupos que necessitam de proteção especial, independentemente da situação migratória. Entre eles, estão: menores de idade, gestantes, vítimas de violência, solicitantes de proteção internacional e pessoas com deficiência. Leia tambémEspanha aprova plano para regularizar meio milhão de imigrantes, a maioria latino-americanos Inclusão de espanhóis que vivem fora do país O decreto amplia ainda o acesso à saúde pública para espanhóis de origem que, vivendo no exterior, estejam de passagem pela Espanha. Antes, esse direito era restrito a pensionistas ou trabalhadores. Agora passa a incluir todos os espanhóis de origem e seus familiares, como cônjuges e filhos dependentes, desde que estes não tenham cobertura por acordos internacionais ou pela seguridade social. Além disso, a nova regra estabelece que pessoas isentas de pagar por medicamentos, por serem de baixa renda, também ficarão isentas de pagar por produtos de ortopedia e próteses. Medidas favoráveis à população migrante A simplificação da inclusão de imigrantes sem residência legal no sistema público de saúde espanhol vai ao encontro de outras medidas tomadas pelo governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez. Em janeiro deste ano, o executivo espanhol deu sinal verde para um plano que vai regularizar de maneira extraordinária a situação de cerca de 500 mil pessoas que vivem no país e se encontram em situação administrativa irregular. Para ser contemplado, o estrangeiro precisa ter chegado à Espanha até o dia 31 de dezembro de 2025, estar no país há pelo menos cinco meses no momento do pedido e não ter antecedentes criminais. Leia tambémNa contramão da política migratória europeia, Espanha aposta em inserção de estrangeiros pelo trabalho Segundo a ministra de Migrações, Elma Saiz, os pedidos de regularização poderão começar a ser apresentados a partir de abril. A reforma surge após uma iniciativa popular que reuniu mais de 600 mil assinaturas e contou com o apoio de cerca de 900 associações. Na Espanha, já foram realizados seis processos de regularização extraordinária antes. O último deles foi posto em prática em 2005, beneficiando mais de 500 mil pessoas. De acordo com a ministra de Migrações, a medida aplicada mais de 20 anos atrás foi um êxito, e teve um “enorme impacto positivo na sociedade e no conjunto do país”. Por outro lado, o plano atual sofre críticas da oposição conservadora e da extrema direita, com alguns de seus representantes acusando o governo de incentivar a imigração irregular. Hoje, mais de sete milhões de estrangeiros vivem na Espanha, e as estimativas são de que 840 mil estejam em situação irregular, segundo o centro de análises Funcas. Com a decisão de promover a regularização, o governo de Pedro Sánchez se destaca em relação a outros membros da União Europeia, já que, atualmente, outros países do bloco endurecem suas regras sob pressão da extrema direita.
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  • Preço do petróleo recua após fala de Trump, que ameaça Irã com ataques 'vinte vezes mais fortes'
    2026/03/10
    No 11º dia da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, os mercados globais reagiram a sinais contraditórios vindos da Casa Branca. Os preços do petróleo recuaram depois que o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o conflito pode terminar “muito em breve”. Ao mesmo tempo, o líder republicano elevou o tom nas redes sociais ao advertir que qualquer tentativa do Irã de bloquear o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz provocaria uma resposta militar dos Estados Unidos “vinte vezes mais forte” do que as operações realizadas até agora. Luciana Rosa, correspondente da RFI em Nova York A escalada militar teve efeito imediato nos mercados de energia. Na segunda-feira (9), o barril de Brent, referência internacional do petróleo, chegou a ultrapassar US$ 100, atingindo o nível mais alto desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022. Em determinado momento, o preço se aproximou de US$ 120, o que provocou quedas nas bolsas da Ásia e da Europa e pressionou também os índices em Wall Street. O movimento começou a se reverter depois das declarações de Trump sugerindo que a campanha militar pode estar próxima do fim. Com isso, o preço do Brent recuou e voltou para a faixa de US$ 99 o barril. Ao mesmo tempo, a Casa Branca tenta evitar uma nova disparada no preço da energia. Trump sugeriu que os Estados Unidos podem flexibilizar sanções contra alguns países para aumentar a oferta de petróleo no mercado internacional. O governo americano já autorizou, por exemplo, uma licença temporária de 30 dias para que a Índia compre petróleo russo de navios que estavam parados no mar. Mesmo assim, o presidente deixou claro que uma escalada no Golfo Pérsico continua sendo uma possibilidade. Segundo Trump, qualquer tentativa iraniana de interromper o fluxo de petróleo será respondida com força. A ameaça sobre o Estreito de Ormuz Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que os Estados Unidos não permitirão que o Irã “mantenha o mundo refém do petróleo”. Segundo ele, caso Teerã tente bloquear o Estreito de Ormuz, Washington reagirá com ataques “vinte vezes mais fortes” do que os realizados até agora. A declaração aumentou o temor de uma ampliação do conflito. O Estreito de Ormuz concentra uma das rotas energéticas mais estratégicas do planeta: cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo passa pela região, localizada entre o Irã e Omã. Analistas alertam que qualquer tentativa de bloqueio poderia provocar uma crise energética internacional e desencadear uma resposta militar ainda maior dos Estados Unidos e de seus aliados. Apesar das ameaças, Trump tem adotado um tom otimista sobre o andamento da guerra. O presidente descreveu a ofensiva, batizada de Operação Fúria Épica, como “uma das operações militares mais complexas e impressionantes já realizadas”. Segundo ele, a campanha seria uma espécie de “incursão de curto prazo” e estaria adiantada em relação ao cronograma. Trump chegou a afirmar que o conflito pode terminar “muito em breve”. Ainda assim, o presidente americano evitou declarar vitória. Ele disse que os Estados Unidos “já venceram de muitas maneiras, mas ainda não o suficiente”, e afirmou que a operação só será considerada concluída quando o Irã não tiver mais capacidade de atacar os Estados Unidos, Israel ou aliados americanos na região. O líder republicano também comentou a sucessão política em Teerã após a morte do aiatolá Ali Khamenei, nos primeiros dias do conflito. Trump criticou a escolha do novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, dizendo estar “decepcionado” com a decisão e sugerindo que a mudança pode manter os mesmos problemas políticos no país. Israel já sinalizou que o novo líder iraniano também pode se tornar alvo militar, o que aumenta ainda mais a tensão. Ataque a escola aumenta pressão internacional Um dos episódios mais chocantes da guerra ocorreu na cidade iraniana de Minab. Um ataque que tinha como alvo uma base naval da Guarda Revolucionária acabou atingindo uma escola primária próxima, provocando a morte de dezenas de pessoas, muitas delas crianças. Imagens divulgadas pela agência iraniana Mehr e analisadas por investigadores independentes do grupo Bellingcat indicam que o local foi atingido durante uma série de bombardeios americanos. Segundo essas análises, o ataque teria sido realizado com um míssil Tomahawk, armamento utilizado pelas forças armadas dos Estados Unidos. Questionado sobre o caso, Trump afirmou que o episódio ainda está sob investigação. O presidente também sugeriu, sem apresentar provas, que o ataque poderia ter sido realizado pelo próprio Irã ou por “algum outro país”, argumentando que outros governos também possuem esse tipo de míssil. O caso aumentou a pressão internacional sobre Washington e intensificou as preocupações sobre vítimas civis no conflito. Seleção feminina do Irã pede ...
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