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Esporte em foco

Esporte em foco

著者: RFI Brasil
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Notícias e entrevistas sobre futebol, tênis, vôlei, Fórmula 1... Espaço aberto para a cobertura exclusiva dos grandes torneios franceses e europeus. Destaque para a atuação dos atletas brasileiros na Europa.

France Médias Monde
エピソード
  • Ancelotti promove renovação na seleção brasileira pós-Copa ao convocar oito estreantes
    2026/09/10
    Os próximos três jogos da seleção brasileira poderão ficar marcados pela estreia de oito jogadores. Os brasileiros que nunca vestiram a camisa do Brasil foram convocados, junto com outros 18, pelo técnico Carlo Ancelotti, que apresentou a lista dos 26 na última quarta-feira (9) na sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), no Rio de Janeiro. Na próxima Data-Fifa, o Brasil vai enfrentar a Austrália, duas vezes, e a Índia. Marcio Arruda, correspondente da RFI no Rio de Janeiro Além de nomes conhecidos que estiveram na Copa, como Vini Jr, Raphinha, Rayan, Gabriel Magalhães e Marquinhos, o treinador italiano da seleção brasileira começou a promover uma renovação no elenco e explicou que já pensa no futuro da seleção. “Essa é uma lista equilibrada, com jogadores que estiveram na Copa do Mundo. Vai ser importante para a próxima geração. Temos jovens que têm qualidade para representar no futuro a seleção nos próximos anos. Temos de priorizar os jovens que terão idade para a próxima Copa do Mundo e a próxima Copa América”, afirmou Ancelotti. Jornalista com experiência em oito Copas do Mundo, André Rizek analisou os novos nomes da lista do Ancelotti. “Muitos nomes surpreendentes que não estavam no radar. Ninguém imaginava que fossem convocados agora. Mas não é uma surpresa que tenha havido muitas surpresas. A gente já imaginava que ele ia fazer muito teste. Começam os testes agora, tipo Mauro Júnior, do PSV, que ninguém falava que aqui. Tem também esse garoto, o Arthur Dias. O Jair é um teste. O Morisco e o Otávio no gol, além do Gabriel Bontempo, o Breno Bidon e o Mateuzinho. Esses nomes nunca haviam sido chamados”, detalhou Rizek, que á apresentador do programa Seleção SporTV. Lateral do PSV é surpresa para brasileiros Márcio Iannacca, colunista do Lance!, se mostrou surpreso com a convocação do lateral Mauro Júnior. “O Mauro Júnior foi uma das surpresas. É um jogador que não estava no radar, principalmente da imprensa. Ele nunca foi muito ventilado, mas é um jogador que está há muito tempo no PSV. Ele se tornou um dos capitães do time nessa temporada. A polivalência dele ajuda muito porque ele joga dos dois lados, tanto na direita quanto do lado esquerdo”, disse o jornalista que já cobriu cinco Copas do Mundo. O sonho de Mauro Júnior de ser convocado para a seleção não é recente. No ano passado, o lateral esquerdo do PSV de 27 anos falou sobre vestir a amarelinha. “É o sonho de todo mundo chegar neste nível da seleção. Eu estou dando o melhor em campo, trabalhando bastante para poder atuar bem nestes jogos de Champions League, que são vistos principalmente no Brasil. Nunca é tarde. É um sonho de criança”, disse, na época, Mauro Júnior. Rostos conhecidos de quem (quase) foi à Copa Carlos Gil, jornalista do Grupo Globo que cobre a seleção brasileira há mais de duas décadas, disse que é preciso analisar esta convocação com uma lupa.“Eu não vi tantas novidades, é claro que são oito estreantes, são oito jogadores que nunca vestiram a camisa de seleção no universo de 26, mas se você ampliar essa lista, você vê que tem 18 jogadores que ou foram à Copa, ou estiveram perto da Copa, ou pelo menos já foram testados na seleção brasileira. Alguns não com o Ancelotti, como é o caso do Pedro, mas é circunstancial porque o Pedro esteve em listas largas do Ancelotti, apenas não foi porque se lesionou", lembrou Gil. "O Andrey Santos acabou não indo ali em cima da hora, o próprio Wesley se machucou, alguns jogadores que acabaram tendo poucas oportunidades, mas o João Pedro... Acabou não indo também, em cima da hora, era nome certo, até ali vésperas da Copa. Então eu acho que essa lista, à primeira vista, parece ter muitas novidades, mas se você se aprofundar um pouco nela, eu vejo até uma certa continuidade”, detalhou Carlos Gil. Para Carlos Eduardo Mansur, colunista de O Globo, a não convocação do atacante Igor Thiago chamou atenção. “Ele convoca, por exemplo, o Pedro e o João Pedro, dois atacantes que estavam muito cotados para ir ao Mundial, que ele acabou deixando de fora para levar, por exemplo, o Igor Thiago. Nessa primeira convocação pós-Copa do Mundo, não vai o Igor Thiago e vão Pedro e João Pedro. Resta saber se ele quer novamente observar esses jogadores para ver se pode contar com eles ou se é o retrato de algum desapontamento dele com o Igor Thiago na Copa do Mundo”, afirmou Mansur, que cobre Copas do Mundo desde 1998. Carência da seleção brasileira André Rizek chamou atenção para a ausência de um meio de campo criativo. “O meio-campo segue como ponto fraco. O Ancelotti claramente não encontra ou não quer um camisa 10, um meia criativo. A gente tem poucos. Talvez o Estêvão possa fazer essa função na seleção. Mas não tem nenhum jogador de ofício nessa posição, que já foi uma carência na Copa. O futebol brasileiro tem essa ...
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  • Campeonato francês feminino reúne talentos brasileiros e tem domínio do Lyon
    2026/09/06
    O campeonato francês de futebol feminino começou neste fim de semana, com o Brasil sendo representado nos dois principais clubes que disputam o protagonismo da modalidade no país, o Lyon e o Paris Saint-Germain. Atual pentacampeão do torneio e detentor de 19 títulos no total, o Lyon conta em seu elenco com o talento de duas brasileiras: a defensora Tarciane e a meia Giovanna Waksman, jovem promessa da Seleção, de apenas 17 anos. O clube lionês estreou com o pé-direito, goleando o Fleury por 7 a 1, fora de casa, na sexta-feira (4). De cabeça, Tarciane marcou o primeiro gol, abrindo caminho para a vitória: "Vamos!", comemorou a zagueira em publicação nas redes sociais do time. O destaque foi a atacante haitiana Dumonay, que balançou as redes três vezes. Tarciane e Giovanna atuam ao lado da zagueira francesa Wendie Renard, ex-capitã da seleção francesa. Esta temporada, as brasileiras terão também a companhia da atacante espanhola de 22 anos Salma Paralluelo, que já foi titular pela ponta direita logo na sua estreia. Paralluelo veio do Barcelona, vencedor da Liga dos Campeões feminina, após ganhar justamente do clube francês na final. Principal reforço do Lyon para o ano, ela quer seguir conquistando títulos na nova equipe. “Me sinto bem preparada, com muita vontade de me integrar rapidamente ao grupo e encarar este novo desafio. O Lyon, para mim, é um clube com uma grande história, que sempre disputa competições importantes. É uma equipe vencedora, com uma mentalidade ambiciosa, e é isso que também me motiva”. No Lyon, Paralluelo vai reencontrar o técnico espanhol Jonatan Giráldez, com quem trabalhou durante sua passagem vitoriosa pelo Barcelona, em 2024. “Conheço o Jonatan (Giráldez). Obviamente, isso contribuiu para que eu viesse para o Lyon. Já trabalhei com ele e posso dizer que é um líder nato. Poder voltar a trabalhar com ele me anima muito. Além disso, é um clube que vem se mostrando capaz de lutar para ganhar todos os títulos, e é isso que quero seguir fazendo”, conta a atacante espanhola. “Espero contribuir com muito empenho a esta equipe, (tenho) muita vontade de trabalhar, aprender e ser o mais competitiva possível para que todos nós alcancemos o melhor nessa temporada”. Giraldez aprovou o desempenho da equipe durante a pré-temporada e acredita que as meninas do Lyon estão prontas para brigar pelo 20.º título da liga francesa. “Durante a pré-temporada, a gente trabalhou muito em campo, focando em aspectos táticos, ofensivos e defensivos. As jogadoras estão muito motivadas para esse início de temporada (...) E em linhas gerais, estou bem satisfeito com a performance da equipe”. Talento brasileiro dentro e fora de campo no PSG Maior rival do Lyon na França, o Paris Saint-Germain, por sua vez, conta com três brasileiros na sua equipe feminina. O DNA verde-amarelo começa já pelo comando do time, treinado pelo ex-lateral Paulo César, que tem uma relação de longa data com o clube francês. Como jogador, ele defendeu o PSG por cinco temporadas, entre 2002 e 2007. Como treinador, está no clube desde 2020, quando passou a integrar a comissão técnica do sub-19. Em 2025, foi efetivado como técnico do time feminino principal. Após uma primeira temporada de adaptação, com um terceiro lugar na liga nacional, ele acredita que o grupo está preparado para os desafios desse ano. “Eu vejo que o grupo está muito motivado. As jogadoras estão bem focadas para esse início de trabalho, com um ânimo incontestável. É isso que se espera de nós durante toda a temporada”, avaliou o treinador, em entrevista divulgada nas redes sociais do clube. No elenco do PSG, Paulo César conta com o talento das brasileiras Yaya, que joga no meio-campo, e Isabela Chagas, que atua pela lateral direita. Ambas chegaram ao clube na temporada passada. As duas foram titulares no jogo de estreia, neste sábado (5), quando o PSG derrotou o Lens por 2 a 0, fora de casa. Os gols foram marcados pela camisa 10 Aijibade e Oillic (contra). Dono de quatro títulos da Copa da França, a primeira e única vez que o Paris Saint-Germain foi campeão da liga francesa no atual formato foi em 2021. Por isso, o desafio do elenco é recolocar o clube no topo do futebol feminino nacional. “Durante a preparação, a gente dialoga bastante. Fazemos muito trabalho tático durante os treinamentos para que as jogadoras assimilem tudo que precisamos a nível técnico e físico (...) É verdade que o resultado é secundário, mas ele também é importante. Então, a gente precisa trabalhar tudo isso e, depois, a gente tira as conclusões necessárias para começar nossa temporada com todas as soluções que implementamos, para que as jogadoras estejam prontas para pôr em prática dentro de campo”, explicou o treinador brasileiro, nas redes sociais do clube. “A gente fez uma preparação muito boa. As meninas são muito fortes (...) Estou muito contente e muito ...
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  • Mãe e filha, Neymara Carvalho e Luna Hardman disputam juntas o Mundial de bodyboard em Portugal
    2026/08/30
    A pentacampeã mundial de bodyboard Neymara Carvalho, de 50 anos, está de volta a Portugal para disputar a temporada europeia do Circuito Mundial ao lado da filha, Luna Hardman, de 20. Mãe e filha dividem a elite da modalidade e podem ficar frente a frente nas ondas do Sintra Pro, uma das etapas mais tradicionais do calendário internacional. Luciana Quaresma, correspondente da RFI em Portugal Uma situação quase única no esporte de alto rendimento: três décadas separam as duas atletas, que agora disputam as mesmas ondas, os mesmos pontos no campeonato, e, eventualmente, uma contra a outra. A competição na Praia Grande, em Sintra, de 1 a 6 de setembro, tem ainda um significado particular para as brasileiras. Neymara construiu parte importante de sua trajetória nas ondas portuguesas e considera a etapa quase como competir no “quintal de casa”. Luna também guarda uma ligação especial com o local: foi em Sintra, em 2022, aos 16 anos, que conquistou seu primeiro título mundial Pro Junior. Agora, mãe e filha chegam à mesma competição como possíveis adversárias. “Competir contra a minha filha é um misto de emoções gigante. O amor de mãe é muito único, muito genuíno. Eu criei a Luna praticamente sozinha durante esses 20 anos, claro, com o apoio da minha família, então somos muito próximas. Dentro de uma bateria, ter que enxergá-la como uma adversária é muito difícil. É um dos momentos mais difíceis da minha carreira”, afirma Neymara. Pentacampeã mundial e dez vezes campeã brasileira, a capixaba conta que precisou trabalhar até com acompanhamento psicológico a separação entre os papéis de mãe e atleta. “Eu tive que entender que ela está com 20 anos, criando a carreira dela, traçando a carreira dela, e eu não posso amolecer. O coração de mãe amolece, porque a mãe quer que o filho sobressaia, quer que o filho esteja feliz. Mas eu ainda preciso me priorizar, porque sou atleta e ganho para isso.” A convivência durante as viagens tornou essa divisão parte da rotina. As duas dividem quartos, tarefas e boa parte da preparação, mas aprenderam a estabelecer limites principalmente nos dias de competição. “A gente conversa sobre essas limitações: onde entra a mãe e onde entra a atleta. A gente brinca muito com isso. Eu falo: ‘Aqui eu não sou mãe, aqui eu sou atleta’. Ou então: ‘Vem cá, chora comigo, agora eu sou mãe’.” Para Luna, a separação parece mais simples. A brasileira cresceu acompanhando a carreira da mãe e não esconde que derrotá-la faz parte do caminho para atingir seus próprios objetivos. “Como atleta, sempre vou querer ganhar da melhor. E, para mim, ela é a melhor de todos os tempos. Então eu tenho que ganhar dela se eu quero ser a melhor um dia. Eu consigo distinguir isso um pouco melhor que ela e a vejo como uma atleta na bateria, não como a minha mãe”, explica. A possibilidade de as duas dividirem uma bateria é resultado de trajetórias que começaram em momentos muito diferentes. Quando Luna nasceu, Neymara já era bicampeã mundial e uma das principais referências do bodyboard feminino. A atleta chegou a competir grávida da filha e voltou às competições poucos meses depois do nascimento. “Em vários momentos eu tinha a ideia de que segurá-la no pódio, como fiz diversas vezes, seria o meu melhor exemplo de mãe. Eu estava ali vitoriosa, mostrando que, independentemente da maternidade, continuei. Eu competi grávida, voltei a competir quando ela tinha dois meses de vida.” Duas décadas depois, a relação também se inverteu “Hoje eu aprendo com ela. Não só ensino e continuo dando dicas, mas vejo que ajudei a formar uma mulher forte, uma competidora muito forte, uma adversária para mim. A atleta que ela se tornou é também uma das mais difíceis do Circuito Mundial hoje”, diz Neymara. Para Luna, durante muito tempo a dimensão esportiva da mãe não era tão evidente. Ter uma pentacampeã mundial dentro de casa fazia parte da rotina. “Para mim, ela sempre foi minha mãe que era campeã. Era normal ter uma campeã dentro de casa, que se alimentava bem, que treinava. Quando comecei realmente a viajar e vi o quanto as pessoas admiravam ela, comecei a achar estranho. Não era tão normal quanto eu achava ter uma mãe pentacampeã mundial.” Foi acompanhando Neymara pelo circuito que Luna passou a enxergar a mãe também como referência esportiva. “Comecei a admirá-la não só como mãe, mas realmente como atleta. Comecei a perceber a importância que ela tinha e a estrela que ela tinha dentro desse esporte. Acho que isso me fez me apaixonar ainda mais pelo bodyboard e querer essa vida.” O sobrenome e a trajetória da mãe também trouxeram pressão desde cedo. Luna conta que ainda criança já era questionada sobre a possibilidade de seguir os passos de Neymara. “Mesmo quando eu não estava no esporte, os repórteres vinham perguntar se eu ia ser igual a ela. Mas desde pequena ...
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