エピソード

  • Copa do Mundo 2026: participação do Irã reacende tensões no esporte e na diplomacia global
    2026/05/03
    A cerca de 40 dias do início da Copa do Mundo de futebol, a participação do Irã no torneio voltou a expor tensões diplomáticas no cenário internacional. Nesta semana, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmaram que a seleção iraniana estará presente na competição, apesar das controvérsias geopolíticas que envolvem o país. Durante um congresso da FIFA realizado em Vancouver, no Canadá, Gianni Infantino foi direto ao confirmar a presença da seleção iraniana no Mundial: “Quero confirmar que o Irã participará da Copa do Mundo”, declarou o presidente da FIFA. “E, é claro”, acrescentou, “o Irã jogará nos Estados Unidos”. Pouco depois, questionado por jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, o presidente norte-americano, Donald Trump, respondeu em tom irônico, citando diretamente o dirigente da FIFA: “Se o Gianni disse isso, então estou de acordo”. Para analisar o contexto político por trás desses anúncios, a reportagem da RFI ouviu Raphaël Le Magoariec, doutor em Geopolítica pela Universidade de Tours, na França, e especialista em Oriente Médio. Segundo ele, Donald Trump foi colocado “diante de um fato consumado” e se mostra incomodado com a postura da FIFA, que tenta se afastar das disputas geopolíticas, especialmente em um momento de forte tensão na região. “O presidente americano foi colocado diante de um fato consumado e, sobretudo, ele está muito incomodado com o discurso da FIFA, que deseja, como vimos na última quinta-feira (30), sair da geopolítica, especialmente desta geopolítica regional do Oriente Médio, que está atualmente pegando fogo”. Interesses da FIFA acima dos conflitos internacionais Le Magoariec lembra que Gianni Infantino tentou, durante a assembleia da FIFA, aproximar os presidentes das federações israelense e palestina, em uma tentativa de mediação simbólica. “Vemos claramente que o presidente da FIFA, que atribuiu o primeiro Prêmio da Paz da FIFA a Trump em dezembro, está incomodado com os desdobramentos e com toda a política de Donald Trump no Oriente Médio atualmente”. Para o especialista, a iniciativa não teve sucesso, mas revela ambições políticas do dirigente máximo do futebol mundial. “Não funcionou, mas vemos muito bem que ele está tentando; podemos até nos perguntar se ele não tem vontade de obter ele próprio o Prêmio Nobel da Paz”, sugere. Le Magoariec destaca ainda que, para Infantino, os interesses financeiros da instituição têm prioridade sobre os conflitos internacionais. “Para ele, o que conta é o lucro e enriquecer cada vez mais a FIFA. Portanto, todas as rivalidades geopolíticas devem silenciar para que o lucro prevaleça. Essa é a realidade dele”, opina. Futebol e poder político no Irã De acordo com o especialista, Gianni Infantino insiste em assumir um papel político no cenário internacional. Nesse contexto, o futebol iraniano não pode ser dissociado do poder político, nem dentro do Irã nem em outros países do Oriente Médio e do Golfo Pérsico. Raphaël Le Magoariec lembra que a seleção representa oficialmente a República Islâmica do Irã e que a estrutura esportiva está diretamente ligada ao regime, já que “a federação iraniana é dirigida por Mehdi Taj, um ex-membro da Guarda Revolucionária”, detalha o especialista. Segundo ele, o esporte é utilizado como instrumento simbólico de controle social. “É preciso compreender que o futebol, a luta ou o voleibol são para o Irã elementos simbólicos de controle social.” Esse vínculo entre esporte e política não é exclusivo do Irã, afirma Le Magoariec. “Mesmo em outros países da região, nos países do Golfo Pérsico, não está dissociado da política e faz parte do simbolismo do poder, da encenação da potência e do controle social.” Le Magoariec cita ainda declarações do secretário de Estado americano, Marco Rubio, que demonstrou preocupação com a composição da delegação iraniana que viajará aos Estados Unidos. “Foi por isso que Marco Rubio insistiu que o problema não eram os jogadores, mas sim a delegação. É preciso ver quem fará parte da delegação que irá viajar. É isso que causa preocupação”. Onde o Irã vai jogar? Apesar da confirmação da presença do Irã no Mundial, permanece a dúvida sobre os locais dos jogos da seleção. O Irã está no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, com partidas previstas para Los Angeles e Seattle. Para Raphaël Le Magoariec, uma alternativa seria transferir os jogos para outro país-sede da Copa, como México ou Canadá. “Essa é realmente a solução: que sejam deslocados para outro país. Sabendo que o Irã deveria jogar especialmente em Los Angeles, onde vive a maior comunidade iraniana nos Estados Unidos.” O especialista ressalta, no entanto, que a seleção iraniana não conta ...
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  • Lucas Beraldo, do atual campeão PSG, diz que clube está pronto para encarar o Bayern nas semifinais da Champions
    2026/04/26
    Esta semana promete ter fortes emoções em Paris. O PSG entra em campo na terça-feira (28) no Parc des Princes para enfrentar o Bayern de Munique, no primeiro jogo das semifinais da Liga dos Campeões. Marcio Arruda, da RFI em Paris O Paris Saint-Germain é o atual campeão da Champions League e vai jogar pela terceira vez seguida as semifinais da Liga, um desempenho incomum para a maioria dos clubes, frisou técnico do Paris, Luis Enrique. "Isso é muito difícil de conseguir. Estamos orgulhosos do que fizemos até agora e queremos muito mais. Buscaremos, nos próximos anos, fazer a mesma coisa ou melhorar ainda mais", disse. "Nós sabemos que, no futuro, será difícil estar novamente numa semifinal ou até mais chegar mais adiante”, ressaltou o treinador do Paris Saint-Germain. Na fase mata-mata desta edição, o PSG passou pelo Mônaco, eliminou o Chelsea – vingando a derrota na final do mundial de clubes de 2025 – e despachou o Liverpool. Os jogadores do clube francês têm demonstrado confiança para a partida que será disputada nesta terça-feira, em Paris. O zagueiro brasileiro Lucas Beraldo, que já atuou de lateral e volante com a camisa do time parisiense, disse que o elenco está focado na Champions League. “A expectativa é sempre a melhor possível. A gente conhece a qualidade do nosso adversário, então, a gente está se preparando da melhor forma possível porque esse mês vai ser importante para a gente, nesta temporada”, contou o brasileiro. Osso duro de roer O Bayern de Munique tem sido uma pedra no sapato do PSG na Champions. Na final de 2020, o time alemão ganhou por 1 a 0 e foi campeão. Na temporada seguinte, foram dois jogos pelas quartas com uma vitória para cada lado e classificação do clube francês. Nas oitavas da edição de 2022/23, o balanço foi duas vitórias do Bayern sobre o PSG. Nesta temporada, no jogo disputado em novembro do ano passado na capital da França, nova vitória do Bayern: 2 a 1. Para a partida desta terça-feira, o Bayern, campeão desta temporada da Bundesliga e finalista da Copa da Alemanha, terá pelo menos dois desfalques: o meia-atacante Serge Gnabry, lesionado na coxa direita e que não poderá disputar a Copa do Mundo pela seleção da Alemanha, e o técnico Vincent Kompany. O ex-zagueiro do Manchester City e da seleção da Bélgica – ele estava em campo na partida em que os belgas tiraram o Brasil da Copa de 2018 – foi punido com cartão amarelo durante o jogo em que o Bayern eliminou o Real Madrid e está suspenso para a partida em Paris. “Em termos de como vamos organizar o jogo contra o PSG, nós ainda estamos pensando. Para ser honesto, não estou feliz com o cartão amarelo que recebi no jogo contra o Real Madrid. O quarto árbitro está lá também para nos escutar", argumentou. "Em um determinado momento, teve um lance discutível e é normal que eu, como técnico do Bayern, fale com ele. Se a minha linguagem tivesse sido exagerada, eu aceitaria a punição, mas minha linguagem não foi desrespeitosa", afirmou o treinador do Bayern. "A equipe vai a Paris para buscar um bom resultado. Eu só estarei à beira do campo no jogo da volta, em Munique. Eu tenho muita fé na equipe do Bayern e na comissão técnica para não apenas continuar, como para ganhar cada vez mais força e motivação”, revelou Kompany. Mesmo com os desfalques do Bayern, o técnico Luis Enrique descartou qualquer favoritismo do Paris Saint-Germain. “Nós somos igualmente favoritos desde o primeiro dia que jogamos a Champions League. Na verdade, não é importante saber quem é favorito. O importante é mostrar em campo o seu nível, e é isso que interessa.” Apesar da boa fase, o treinador não quer nem saber se o Paris Saint-Germain desta temporada é melhor ou pior do que o PSG que foi campeão na última edição da Champions. “Isso não é importante. Eu arrisco a dizer que somos iguais. Nada mal. Eu realmente não estou preocupado se a gente é um pouco mais forte ou mais fraco. Para mim, estar mais ou menos no mesmo nível do que estávamos é incrível”, disse Luis Enrique. Leia tambémPSG goleia Inter de Milão na final e conquista título inédito da Liga dos Campeões Mesmo tendo sido titular somente em alguns dos últimos jogos do PSG, o brasileiro Lucas Beraldo tem passado a maior parte da temporada no banco de reservas. Mas isso não incomoda o zagueiro, que ganhou destaque no futebol com a camisa do São Paulo. “Eu acho que sou uma pessoa importante no clube, não só pela questão de jogar ou não, mas no dia a dia eu estou sempre fazendo o meu trabalho e dando o meu melhor. Cabe ao treinador escolher quem vai jogar ou não", comentou. "Minha parte está sendo bem feita e tem sido correspondida nos últimos jogos, quando eu estou conseguindo um pouco mais de minutagem. Espero ter mais essa sequência para ajudar ainda mais a equipe”, afirmou Beraldo, que fez o terceiro gol da vitória do Paris ...
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  • “Endrick está com mais confiança”, diz treinador do Lyon antes de jogo contra o PSG
    2026/04/19

    O Paris Saint-Germain recebe neste domingo (19), o Lyon, no jogo de encerramento da 30ª rodada do campeonato francês. Enquanto o time parisiense busca manter-se isolado na liderança, o Lyon vai tentar um bom resultado para continuar na briga pelas melhores posições da tabela. O treinador do time lionês elogia a boa fase do brasileiro Endrick, mas faz mistério sobre se o atacante será titular.

    Embalado pela vitória de 2 a 0 contra o Liverpool, em Anfield, que garantiu vaga na semifinal da Liga dos Campeões da Europa, o PSG entrará em campo menos pressionado do que seu adversário.

    Líder isolado com 61 pontos e com um jogo a menos do que o Lens, segundo colocado, o time parisiense vê na vitória uma oportunidade de ampliar a vantagem para os concorrentes ao título.

    A superioridade do PSG é incontestável. A boa fase do time, que vem também de duas vitórias seguidas no campeonato, faz os adversários temerem. O treinador do Lyon, o português Paulo Fonseca, confessou na entrevista coletiva antes da partida, que enfrentar o PSG exige uma preparação não somente física mas mental, para enfrentar uma equipe ofensiva e que, segundo ele, vive seu melhor momento.

    “Acho que o PSG está no seu melhor momento da temporada. Eles também tiveram problemas físicos e lesões, mas agora contam com todos os jogadores. Não sei se todos estão disponíveis para jogar ou não, mas eles estão em um ótimo momento. Acho que este é o melhor momento do PSG”, disse Fonseca.

    Segundo a imprensa esportiva francesa, a volta aos treinamentos do meio campista Fabien Ruiz é progressiva e talvez não entre em campo contra o Lyon. O treinador Luis Enrique ainda pode poupar o lateral Nuno Mendes e o atacante Desiré Doué, que sentiram leves contusões no jogo contra o Liverpool.

    Mas as dúvidas não dissipam as preocupações do jogadores adversários. O zagueiro angolano do Lyon, Clinton Mata, não hesita em dizer que vai enfrentar uma equipe que é um verdadeiro “rolo compressor”. Mas o time pode surpreender, após a boa vitória contra o Lorient, em casa, por 2 a 0.

    “Vamos enfrentar, diria, a melhor equipe do campeonato. Sabemos que é também um "rolo compressor". É uma equipe que tem muitas qualidades. Para nós, acho que o mais importante nesse tipo de partida é nos concentrarmos em nós mesmos. Acho que, a vitória contra o Lorient deu muito mais confiança para a equipe. Além disso, tudo é possível no futebol. De qualquer forma, vamos disputar essa partida dando o nosso melhor para tentar conquistar alguns pontos”, disse Mata.

    Endrick “com confiança”

    Para tentar surprender o PSG em casa, os torcedores do Lyon esperam contar com a eficiência do brasileiro Endrick. Muito criticado por ter ficado seis partidas sem marcar gols, o brasileiro foi parar no banco, por escolha do treinador Paulo Fonseca.

    Mas na vitória contra o Lorient, que encerrou uma série de derrotas do Lyon, Endrick foi decisivo. Ao entrar em campo na segunda etapa, deu um passe para Yaremchuck abrir o placar e também teve participação no segundo gol, marcado por Tolisso. A equipe chegou aos 51 pontos e está em quinto lugar na tabela.

    Questionado sobre o papel de Endrick especialmente no últimos jogo do Lyon, o treinador Paulo Fonseca foi só elogios ao brasileiro.

    “Ele entrou muito bem, deu mais confiança aos jogadores. Ele ajudou a equipe, foi decisivo e decidiu o jogo. Sei que é difícil ser decisivo em todos os jogos, mas ele jogou melhor do que nos outros", avaliou.

    "No final da partida, analisamos muitas coisas e também precisamos levar em conta que foi um jogo contra uma equipe que defendia muito bem, sem deixar espaços. Neste momento, precisamos da criatividade de um jogador como o Endrik. Ele entrou, fez o que eu acho que ele sabe fazer de melhor, e pode ajudar a equipe neste momento”, acrescentou.

    Paulo Fonseca admite que tem sido muito criticado pelas escolhas que tem feito. Cobrado sobre como pretende aproveitar melhor o brasileiro em campo, o português não quis revelar se o atacante será titular contra o PSG, mas destacou o bom momento do ex-palmeirense.

    “Para um jogador como o Endrik, há outros momentos em que é mais fácil para ele entrar durante o jogo. Mas um jogador com a qualidade do Endrick, precisamos o tempo todo. Ele é muito importante em todos os momentos e acho que ele está melhor agora, com mais confiança”.

    O jogo PSG contra o Lyon será no Parque dos Príncipes, em Paris, às 20h45 pelo horário local, 15h45 pelo horário de Brasília.

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  • Europa reverencia Ayrton Senna em exposição imersiva sediada em Luxemburgo
    2026/04/12
    O trágico acidente de Ayrton Senna, morto depois de bater seu carro na Curva Tamburello do autódromo de Ímola, durante a disputa do Grande Prêmio de San Marino de 1994, completa 32 anos no próximo dia 1° de maio. Nestas mais de três décadas, surgiram gerações que não tiveram a oportunidade de acompanhar o dia a dia da carreira do piloto brasileiro. Mas nem o tempo foi suficiente para apagar a imagem de Senna. A cada ano que passa, o legado do tricampeão mundial de Fórmula 1 se fortalece. Marcio Arruda, enviado especial da RFI a Luxemburgo Imagine agora, em 2026, ver de perto o verdadeiro carro que Ayrton Senna pilotou e venceu pela primeira vez na Fórmula 1? Este e outros modelos guiados pelo brasileiro podem ser apreciados em um único lugar na Europa. Na capital de Luxemburgo, uma exposição sobre o brasileiro tricampeão mundial na virada dos anos 80 para os 90 atrai olhares de fãs da Fórmula 1. O novíssimo centro de convenções Gridx organiza a “Ayrton Senna Forever”, uma homenagem imersiva que reúne carros de competição e itens usados pela lenda brasileira em sua carreira. “Nós trabalhamos com exposições temáticas e esta é a nossa primeira, que começou aqui no ano passado no nosso museu", explica o gerente da galeria 610 da Gridx, Alex Jacoby. "Queríamos começar com algo muito grande, muito especial. E o Ayrton Senna é uma lenda e muita gente adora o Senna. Então, era algo que queríamos fazer. E é uma grande honra ter esta exposição conosco agora”. Máquinas voadoras Cinco modelos de Fórmula 1 chamam a atenção de quem visita a mostra. Todos esses carros foram marcantes na trajetória do brasileiro, que disputou 11 temporadas na Fórmula 1 e foi contemporâneo de Niki Lauda, Nelson Piquet, Nigel Mansell, Mika Hakkinen, Michael Schumacher e Alain Prost. Leia tambémImprensa francesa presta homenagem a Senna, 30 anos após a morte do ídolo da Fórmula 1 Duas das três Lotus que Senna guiou na carreira estão em exposição. A vedete é a Lotus-Renault 97T, carro nas cores preta e dourada que ajudou Senna a alcançar sua primeira vitória na F1, conquistada no GP de Portugal de 1985 disputado debaixo de um temporal. A outra Lotus é o modelo 99T, da temporada de 1987. Naquele ano, o piloto brasileiro usou motores Honda e conquistou a primeira de suas seis vitórias no GP de Mônaco. O triunfo nas ruas do Principado foi o primeiro de um carro equipado com suspensão ativa, tecnologia que ficou mundialmente conhecida em 1992, ano em que os carros da equipe Williams dominaram a categoria. “Temos todos os carros lendários dele, como a Lotus 99T e a 97T. Temos, também, a McLaren MP4/6 e um de seus últimos carros: a Williams FW16”, detalhou Jacoby. O modelo da Williams, que não é o carro que sofreu o acidente na Tamburello, foi pilotado pelo brasileiro em 1994. Este F1 está em um pedestal ao lado de uma barra de direção fabricada pela Williams, peça similar àquela que causou o acidente do brasileiro no GP de San Marino daquele ano. A McLaren, segundo o gerente da galeria 610 da Gridx, é o único carro do salão que não foi pilotado pelo tricampeão. “Todos os carros que estão aqui são originais, exceto o MP4/6, que acabou sendo vendido e, por isso, não podíamos mais ficar com o carro. Mas todos os outros que estão aqui são os que foram pilotados por ele.” A McLaren-Honda exposta na “Ayrton Senna Forever” é o modelo que foi para as pistas na temporada de 1991, ano em que Ayrton conquistou seu terceiro título mundial de Fórmula 1 por esta escuderia inglesa; antes, ele foi campeão em 1988 e 1990. O carro que está neste salão é original da equipe britânica, mas foi adesivado para ficar com a identidade visual que o brasileiro usou naquela temporada, como o número um no bico e no aerofólio traseiro, e o nome de Senna com a bandeira do Brasil no santantônio. Além dos três telões que exibem continuamente imagens de momentos que construíram o mito Ayrton Senna, a mostra resgata grande parte da carreira do piloto brasileiro na Europa, inclusive seus primeiros anos antes de entrar na Fórmula 1. O Fórmula Ford 2000, com o qual Senna foi campeão britânico e inglês em 1982, é uma das raridades que estão no local. Outra curiosidade é um carro menos badalado pelos fãs do brasileiro: o Toleman-Hart TG184 que Senna guiou no ano de sua estreia na Fórmula 1, em 1984. Jacoby lembra que esse foi um dos seus primeiros carros de Fórmula 1. "Temos exatamente aqui aquele carro, aquele chassi que competiu em Mônaco”, detalha. Aquela corrida nas ruas encharcadas de Monte Carlo foi inesquecível para a torcida brasileira, que até hoje aposta que Senna seria o vencedor, caso a prova não tivesse sido interrompida antes da metade. Além do segundo lugar no GP de Mônaco, Senna conquistou outros dois pódios com a Toleman naquele ano: um terceiro lugar na Inglaterra e outra terceira colocação em Portugal. Além dos carros ...
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  • Filho de bicampeão mundial, Emmo sonha ser o próximo Fittipaldi na Fórmula 1
    2026/04/05
    Um nome que é sinônimo de automobilismo para o Brasil está perto da Fórmula 1. Em poucos anos, mais um Fittipaldi pode estar no grid da categoria. Emmo é o mais jovem piloto da família Fittipaldi, que há décadas se confunde com a história do esporte a motor. Ele é filho de Emerson Fittipaldi, bicampeão mundial de Fórmula 1 (1972/74), duas vezes vencedor das 500 Milhas de Indianápolis (1989/93) e campeão da Indy (1989). Marcio Arruda, da RFI em Paris Aos 19 anos, Emerson Fittipaldi Jr, conhecido como Emmo, acabou de estrear na Fórmula 2, último degrau antes da Fórmula 1. Depois de passar pela Fórmula 4 italiana, pela Regional Europeia, que também é chamada de Freca, e pela Eurocup-3, Emmo contou em entrevista exclusiva à RFI o motivo de ter pulado a Fórmula 3 e ido direto para a Fórmula 2, que é o caminho mais comum entre os pilotos. “A gente teve uma oportunidade muito boa na equipe AIX Racing de poder dar esse pulo grande para a Fórmula 2. A gente sabe que a F2 é um mundo muito pequeno, com apenas 22 carros. Então, não é sempre que você tem um assento para guiar", explicou. Por isso, ele não deixou escapar essa primeira oportunidade que teve e trabalhou muito para estar preparado para esse "grande passo". "Eu fui de um carro com 280 cv (de potência do motor) para quase 700 cv. Então, é muita diferença. De uma categoria para outra, é um grande pulo”, comenta. A temporada 2026 da Fórmula 2 começou na Austrália, no começo do mês passado. Emmo avaliou sua estreia na nova categoria. “A minha corrida em Melbourne foi a minha estreia na Fórmula 2 e também a minha primeira corrida em fim de semana de Fórmula 1. Então, é sempre uma oportunidade legal de estar na mesma pista, horas antes da Fórmula 1", lembrou. Segundo ele, essa foi uma oportunidade de ficar mais perto do sonho, que é a F1. "Minha estreia foi muito positiva porque a gente conseguiu tudo que precisava fazer, da questão de aprendizado até a adaptação ao regulamento da Fórmula 2. Acredito que a cada corrida a gente vai dar passos para a frente e ir melhorando cada vez mais”, disse. Guerra impõe alterações no calendário O piloto brasileiro iria voltar ao cockpit agora em abril, mas a Fórmula 2 cancelou as corridas do Bahrein e da Arábia Saudita por causa da Guerra do Irã. O cancelamento encurtou o calendário e aumentou a distância para a próxima etapa, que agora será em Mônaco, no primeiro fim de semana de junho. Até lá, nada de descanso e foco total no trabalho. “Vai ter um break bem grande entre Melbourne e Mônaco. Sempre entre as corridas, eu faço um trabalho físico e também no simulador. Hoje em dia, existe o simulador e a gente pode andar muito para conhecer as pistas. Aí eu fico andando, andando… até conseguir melhorar o meu tempo. E isso vai me ensinando que não há limite; sempre posso melhorar com o treino”, acredita o jovem piloto. Tendo bons resultados na Fórmula 2, que é o Enem da Fórmula 1, o piloto de 19 anos prevê que em pouco tempo chegará na categoria onde o pai é bicampeão. “Em dois anos, no máximo, teremos algumas notícias. É preciso andar bastante na Fórmula 2 e mostrar que tenho potencial para entrar na Fórmula 1", antecipa. Ele relembra que a família Fittipaldi é uma das maiores no automobilismo. Na Fórmula 1, é até agora "a família que teve mais pilotos", garante. "Se chegarmos a ter cinco (pilotos), aí eu acho que ninguém vai alcançar a nossa família. Ela vai ser, para sempre, a maior família da história da Fórmula 1. Então, eu acho que é fantástico se eu puder alcançar esse meu sonho. O importante, agora, é focar e dar o meu melhor para que, um dia, eu possa estar na F1. Aí eu estarei muito contente”, prevê. Os Fittipaldi sonham em 'fazer a quina' Se realizar o sonho de guiar na F1, Emmo se tornará o quinto Fittipaldi a competir na categoria. Como se diz no esporte, a família vai fazer a quina - fazendo referência ao jogo de loteria. Os quatro que passaram pela F1 são seu pai Emerson, que pilotou para as equipes Lotus, McLaren e Copersucar/Fittipaldi de 1970 a 1980, seu tio Wilsinho, que guiou para Brabham e Copersucar/Fittipaldi entre 1972 e 1975, seu primo Christian, que foi piloto da Minardi e da Footwork de 1992 a 1994, e seu sobrinho Pietro, que competiu pela Haas em dois Grandes Prêmios em 2020. Leia tambémEmerson Fittipaldi é homenageado em circuito francês que já recebeu a Fórmula 1 Com DNA da velocidade, Emmo revelou o assunto que é sempre conversado em família. “É sempre muito divertido estar com meus familiares. Não tem nenhum lugar que a gente esteja que a gente não fale sobre F1. Com Christian, Enzo e Pietro, o assunto sempre é corrida”, revelou. Para chegar à Fórmula 1, Emmo Fittipaldi sabe que o caminho é longo e difícil, principalmente para quem carrega um sobrenome de peso. “É um nome icônico na Fórmula 1 e, por isso, é óbvio que vem com pressão. As ...
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  • Ekitité é o mais novo carrasco da seleção brasileira e revela inspiração para fazer gol da vitória
    2026/03/27
    A derrota para a França esfriou a empolgação brasileira para a Copa do Mundo. Esta foi a primeira vez que o técnico do Brasil, Carlo Ancelotti, enfrentou uma equipe europeia desde que assumiu o comando da seleção brasileira, em maio do ano passado. É bem verdade que o Brasil entrou em campo desfalcado de alguns jogadores que são considerados titulares. Além do resultado do amistoso disputado em Boston, nos Estados Unidos, o desempenho apresentado em campo preocupou a torcida brasileira. Marcio Arruda, da RFI em Paris Apesar de ter perdido a partida por 2 a 1, o treinador italiano da seleção confia no esquema de jogo com quatro atacantes e um meio de campo mais defensivo. “Se tivermos de avaliar a seleção com quatro atacantes, a equipe teve um bom equilíbrio porque o Ederson fez apenas uma defesa difícil. A verdade é que tomamos gols em dois contra-ataques com pouca vigilância defensiva dos jogadores de trás. Na frente, o desempenho está muito bom porque o trabalho defensivo de todos foi satisfatório. E é por isso que eu falo do único chute perigoso que parou no Ederson. A equipe estava bem equilibrada”, afirmou o treinador do Brasil. Além de citar o sistema defensivo brasileiro, Ancelotti falou quantos zagueiros pretende convocar para a Copa. “Os zagueiros estão mais ou menos definidos. Nesta data-Fifa, temos três zagueiros novos: Léo Pereira, Bremer e Ibañez. Vamos avaliar nem tanto a condição física, mas como eles se comportam com o grupo. É claro que todos os três têm qualidades para estar na Copa do Mundo. Para a Copa, vamos convocar quatro ou cinco zagueiros. Também vamos levar em conta que um desses zagueiros pode, em algum jogo, atuar como lateral-direito”, revelou Ancelotti. O técnico do Brasil demonstrou satisfação com o futebol que os atacantes Vini Jr. e Raphinha têm apresentado. “Raphinha jogou bem, mas depois teve um problema no fim do primeiro tempo e tivemos de tirá-lo da partida. O Raphinha teve oportunidades e se movimentou bem sem a bola. O Vini é perigoso; ele pode não ter marcado, mas um atacante que sempre pode fazer gol. O trabalho feito pelos dois está muito bom”, analisou o treinador italiano. No entanto, quem tem feito um ótimo trabalho é a França. Antes do amistoso, o técnico Didier Deschamps elogiou a seleção brasileira. Mas quando o árbitro apitou o início da partida, a França mostrou que tem muita determinação e obediência tática, além de diversos jogadores de útima qualidade. A vitória da atual vice-campeã mundial sobre o Brasil deixou a torcida e a imprensa francesas empolgadas. As opções ofensivas da França deixam os franceses sonhando com o tricampeonato em Copas. Ekitiké, o carrasco francês da vez Autor do segundo gol francês no amistoso, o atacante Hugo Ekitiké revelou ter se inspirado no camisa 10 e companheiro de seleção Kylian Mbappé. “Construímos um bom contra-ataque onde o Olise se deu bem em cima do defensor. Ele teve qualidade para passar a bola para mim. Na hora não temos muito tempo para pensar, mas lembrei do primeiro gol do jogo, quando o Mbappé deu uma cavadinha. Então, eu tentei fazer o mesmo e funcionou", revelou. Hugo Ekitiké entrou para a galeria de carrascos franceses da seleção brasileira, que inclui nomes de peso, como Zinedine Zidane, Michel Platini e Thierry Henry. Esta vitória em 2026 colocou fim ao jejum francês de 15 anos sem vitória em jogos contra o Brasil. "Tivemos o prazer de conquistar uma grande vitória neste clássico contra uma grande seleção. Sempre estive pronto para este tipo de jogo de futebol. É um confronto que eu assistia na infância e acho que todo mundo também assistia na televisão. Então, sou muito grato pelo que aconteceu e vou continuar trabalhando. Temos outra partida e o tempo passa muito rápido”, declarou o francês Ekitiké, que atualmente defende as cores do Liverpool. A seleção francesa vota a campo no domingo (29) em Landover para enfrentar a Colômbia também em jogo amistoso de preparação para a Copa. Gosto amargo O Brasil também tem outro jogo. A seleção volta a campo na terça-feira, dia 31 de março, desta vez na Flórida, para encarar a Croácia. A última vez que as duas equipes se enfrentaram, o resultado teve um gosto amargo para o Brasil. Na Copa de 2022, a seleção foi eliminada nos pênaltis para os croatas. Porém, o histórico é favorável à equipe pentacampeã mundial. Foram cinco jogos até momento, sendo que o Brasil conquistou três vitórias e colecionou dois empates. Autor do gol em cima dos croatas na última Copa, Neymar não foi convocado por Ancelotti. Questionado sobre a ausência do camisa 10 do Santos, o treinador não falou muito sobre o assunto e foi direto ao ponto. “Agora temos de falar a respeito dos jogadores que estão aqui e que deram tudo em campo. Eles trabalham muito e estou bem satisfeito. Agora a gente vai se preparar para o próximo jogo contra a Croácia...
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  • Técnico da França, Didier Deschamps elogia seleção brasileira antes de amistoso
    2026/03/22
    A semana promete mexer com corações brasileiros e franceses. Uma das maiores rivalidades do futebol mundial entra em campo na próxima quinta-feira (26). O amistoso entre Brasil e França vai ser disputado em Boston, nos Estados Unidos, a partir das cinco horas da tarde, no horário de Brasília. É o galo contra o canarinho pistola, como o mascote da seleção é chamado carinhosamente pela torcida. Marcio Arruda, da RFI em Paris Nesta semana, tanto Brasil quanto a França divulgaram as listas de convocados. Se o assunto na CBF foi a ausência de Neymar, na sede da federação francesa, em Paris, sobram elogios para a seleção brasileira. O técnico Didier Deschamps, que foi campeão do mundo pela França como jogador na final da Copa de 1998 contra o Brasil, falou que enfrentar a "seleção", como os franceses se referem ao Brasil, é sempre especial. “Quando a França enfrenta o Brasil é sempre um momento especial. Eu sei pelos meus jogadores e por ter falado sobre isso com alguns deles. Sem querer minimizar a importância de outras seleções, eles me dizem que é diferente enfrentar equipes de segunda ou terceira prateleira e encarar o Brasil. E isso fala por si só, também, porque o Brasil é a terra do futebol. Vai ser um grande duelo”, resumiu Deschamps. Na sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), no Rio de Janeiro, o técnico da seleção, Carlo Ancelotti, divulgou a lista dos 26 jogadores que vão enfrentar a França e a Croácia nos dias 26 e 31 de março, respectivamente. O treinador deixou Neymar de fora mais uma vez. “Neymar com a bola nos pés está muito bem, mas ele tem de melhorar fisicamente. Para a comissão técnica e para mim, ele não está 100%. Então, ele tem de trabalhar para ficar 100% fisicamente. A comissão vai assistir aos jogos dele nos próximos meses e estará atenta. Estamos fazendo uma avaliação física, e não técnica”, explicou Ancelotti. Didier Deschamps atento à lista de Ancelotti Em Paris, Deschamps deu a entender que esperava velhos conhecidos na lista de Ancelotti. “O Carlo (Ancelotti) teve escolhas difíceis para fazer. Eu vi a lista dos 26 e percebi que não tem alguns jogadores importantes; talvez não estejam 100% fisicamente”, opinou o francês. Neymar, titular do Brasil nas últimas três Copas, não foi o único jogador veterano de seleção que ficou de fora da lista. O zagueiro Éder Militão (Real Madrid), o lateral-esquerdo Caio Henrique (Mônaco), o lateral-direito Vanderson (Mônaco), o volante Bruno Guimarães (Newcastle) e o meia-atacante Rodrygo (Real Madrid) estão lesionados e não foram chamados pelo treinador do Brasil. Revelado pelo Santos, a contusão do camisa 11 do Real Madrid é a mais séria, já que tirou qualquer possibilidade de Rodrygo disputar a Copa do Mundo deste ano. “O Rodrygo teve uma lesão séria, que não lhe permite jogar a Copa do Mundo. É uma pena. Ele tem tudo para jogar outra Copa do Mundo; tem tempo para mostrar todas as suas qualidades, como tem demonstrado até hoje. Falei com ele e desejei que se recupere logo porque a seleção está esperando por ele na sequência da Copa do Mundo”, revelou Ancelotti. O atacante Estêvão, artilheiro da seleção na Era Ancelotti com cinco gols em oito jogos, está se recuperando de uma lesão e também não foi convocado. Com tantos desfalques, Carlo Ancelotti afirmou que ainda não definiu os 26 jogadores brasileiros que vão disputar a Copa. “Temos dúvidas na zaga e no meio de campo. No ataque, temos poucas. Além disso, temos de levar em conta a chance de lesão porque temos dois meses de competições muito intensas na Europa e no Brasileirão. Estamos bem focados na avaliação de todos. Os jogadores que não estão nesta lista podem estar na próxima, que será a convocação para a Copa”, revelou o técnico. Leia tambémBrasil garante vaga no mundial de 2026 e país segue como único a disputar todas as Copas do Mundo Nesta última lista antes da convocação para a Copa do Mundo, Ancelotti chamou cinco jogadores que farão parte da seleção brasileira pela primeira vez: Danilo (Botafogo), Gabriel Sara (Galatasaray), Igor Thiago (Brentford), Léo Pereira (Flamengo) e Rayan (Bournemouth), que foi elogiado por Ancelotti. “Rayan é um jogador potente, com qualidade e boa atitude em campo. Ele se apresentou muito bem numa liga difícil, como é a Premier League. Ele é jovem e acredito que tem futuro na seleção. Não sei se para a Copa do Mundo deste ano. Pelo que ele está fazendo, ele merece estar aqui”, disse o treinador italiano sobre o atacante de 19 anos, que foi revelado pelo Vasco. Carlo Ancelotti e Didier Deschamps são velhos conhecidos. Dois anos antes de se aposentar como jogador, o treinador italiano comandou o então meia francês em 1999 na Juventus de Turim. Deschamps lamentou o pouco tempo que trabalharam juntos. “É um treinador que conheço bem. Eu trabalhei com ele, mesmo que por pouco tempo, na ...
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  • Após conquistar medalha histórica nas Paralimpíadas de Inverno, Cristian Ribera já mira os Jogos de Verão
    2026/03/15
    Cristian Ribera conquistou a primeira medalha da história do Brasil em Jogos Paralímpicos de Inverno, no esqui cross-country. Aos 23 anos, ele diz que se tornar atleta foi a melhor escolha da sua vida, após desistir do sonho de voltar a andar. O brasileiro pretende começar a se preparar em breve para as Paralimpíadas de Verão de 2028, competindo no atletismo. Júlia Valente, correspondente da RFI em Milão Cristian Ribera escreveu seu nome na história dos esportes paralímpicos de inverno ao levar o segundo lugar na prova de sprint do esqui cross-country, na categoria para atletas que competem sentados. A modalidade exige um grande esforço físico. Trata-se de uma espécie de maratona na neve, com esquis adaptados e o uso da força nos bastões para ganhar impulso. “Só nesse ano eu treinei quase 1.500 km a mais do que no ano passado. Então a gente se esforçou muito para chegar aqui e estar nesse patamar. Fiquei muito feliz, muito contente de dizer que eu sou medalhista paralímpico. Realizei meu sonho!”, disse o atleta à RFI após a medalha inédita. A conquista se soma a outras importantes marcas em sua carreira. No ano passado, Cristian levou o Globo de Cristal ao terminar a temporada como campeão da Copa do Mundo de esqui cross-country paralímpico. “É a junção de várias provas da Copa do Mundo. Eu fui muito consistente, a gente conseguiu fazer um ótimo trabalho durante a temporada toda e isso me deu muita confiança. Os Jogos Paralímpicos são diferentes de tudo, é o maior evento esportivo do mundo. A gente não pode contar com a vitória, mas a gente sonha. Sonha e trabalha muito”, disse. Atingir um nível como esse era uma aspiração que ele cultivava desde pequeno. Cristian nasceu com uma condição rara chamada artrogripose, que afeta um a cada 3 mil bebês, segundo o Ministério da Saúde do Brasil. No caso dele, a doença afetou as articulações e mobilidade das pernas. “Eu fiz 21 cirurgias até os 11 anos de idade. Passei por vários procedimentos para tentar esticar a perna, para eu voltar a andar. E até então, até os 9 anos, o meu sonho era voltar a andar”, afirmou o atleta. Desde muito jovem, a família dele o incentivou a se tornar independente com o uso da cadeira de rodas. E o esporte sempre foi a sua válvula de escape. Além das sessões diárias de fisioterapia, Cristian começou a praticar diversas modalidades a partir dos quatro anos, por recomendação médica, e nunca mais parou. Entre elas, natação, basquete, bocha e skate. “Isso mudou a minha cabeça quando eu entrei no esporte paralímpico e vi mais pessoas iguais a mim fazendo atividades, aproveitando a vida, sendo feliz. O esporte salva vidas e me deixou muito mais independente.”, disse. Foi essa experiência que transformou as perspectivas sobre o que ele queria para o próprio futuro. “Acho que isso foi mudando minha cabeça até eu decidir realmente desistir do sonho de andar, porque eu preferia a cadeira e sabia que eu era muito mais independente e rápido nela, e que poderia ajudar mais gente na cadeira estando feliz e contente, fazendo esporte. Depois que esse sonho passou, eu decidi que o meu próximo seria virar atleta”, disse. Do interior de São Paulo para as montanhas Cristian é natural de Rondônia, no Norte do Brasil. Ainda bebê, mudou-se com a família para Jundiaí (SP), em busca de tratamento para sua condição. No interior de São Paulo, aos 12 anos, ele teve o primeiro contato com o esqui durante uma apresentação na cidade sobre esportes de neve. “Foi bem rápido que eu descobri que era bom no esqui e que [isso] mudou minha vida”, disse Cristian Ribera. Três anos depois, ele já competiria em uma Paralimpíada. Nos Jogos de Inverno de PyeongChang 2018, com apenas 15 anos, Cristian terminou em sexto lugar. Até conquistar a prata em Milão-Cortina, este era o melhor resultado do Brasil em Paralimpíadas de Inverno. O atleta começou a treinar com o chamado rollerski, um esqui adaptado com rodinhas para pistas de asfalto. Até hoje, ele utiliza o equipamento no Brasil para se preparar para as competições. “Quando a gente chega na neve, a gente só troca o roller pelo esqui. A gente consegue simular bastante, a técnica é muito parecida. O que muda mais é o impacto do asfalto nos ombros. E a curva, que é o principal, porque quando chega na neve é muito mais sutil do que no roller”, explicou. Outra modalidade também o ajudou nesta prática. “O skate me ensinou a esquiar”, afirma. Além de Cristian, o esporte faz parte da rotina de toda a família. O irmão, Fábio, é o técnico dele. A irmã mais nova, Eduarda, também competiu no esqui cross-country nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026. “Minha família é muito competitiva. Minha mãe também treina junto com a gente. É praticamente uma paralimpíada e olimpíada todos os dias. Sempre que a gente sai para treinar é para querer ganhar, evoluir”, disse o atleta. O sonho das ...
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