エピソード

  • Ancelotti promove renovação na seleção brasileira pós-Copa ao convocar oito estreantes
    2026/09/10
    Os próximos três jogos da seleção brasileira poderão ficar marcados pela estreia de oito jogadores. Os brasileiros que nunca vestiram a camisa do Brasil foram convocados, junto com outros 18, pelo técnico Carlo Ancelotti, que apresentou a lista dos 26 na última quarta-feira (9) na sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), no Rio de Janeiro. Na próxima Data-Fifa, o Brasil vai enfrentar a Austrália, duas vezes, e a Índia. Marcio Arruda, correspondente da RFI no Rio de Janeiro Além de nomes conhecidos que estiveram na Copa, como Vini Jr, Raphinha, Rayan, Gabriel Magalhães e Marquinhos, o treinador italiano da seleção brasileira começou a promover uma renovação no elenco e explicou que já pensa no futuro da seleção. “Essa é uma lista equilibrada, com jogadores que estiveram na Copa do Mundo. Vai ser importante para a próxima geração. Temos jovens que têm qualidade para representar no futuro a seleção nos próximos anos. Temos de priorizar os jovens que terão idade para a próxima Copa do Mundo e a próxima Copa América”, afirmou Ancelotti. Jornalista com experiência em oito Copas do Mundo, André Rizek analisou os novos nomes da lista do Ancelotti. “Muitos nomes surpreendentes que não estavam no radar. Ninguém imaginava que fossem convocados agora. Mas não é uma surpresa que tenha havido muitas surpresas. A gente já imaginava que ele ia fazer muito teste. Começam os testes agora, tipo Mauro Júnior, do PSV, que ninguém falava que aqui. Tem também esse garoto, o Arthur Dias. O Jair é um teste. O Morisco e o Otávio no gol, além do Gabriel Bontempo, o Breno Bidon e o Mateuzinho. Esses nomes nunca haviam sido chamados”, detalhou Rizek, que á apresentador do programa Seleção SporTV. Lateral do PSV é surpresa para brasileiros Márcio Iannacca, colunista do Lance!, se mostrou surpreso com a convocação do lateral Mauro Júnior. “O Mauro Júnior foi uma das surpresas. É um jogador que não estava no radar, principalmente da imprensa. Ele nunca foi muito ventilado, mas é um jogador que está há muito tempo no PSV. Ele se tornou um dos capitães do time nessa temporada. A polivalência dele ajuda muito porque ele joga dos dois lados, tanto na direita quanto do lado esquerdo”, disse o jornalista que já cobriu cinco Copas do Mundo. O sonho de Mauro Júnior de ser convocado para a seleção não é recente. No ano passado, o lateral esquerdo do PSV de 27 anos falou sobre vestir a amarelinha. “É o sonho de todo mundo chegar neste nível da seleção. Eu estou dando o melhor em campo, trabalhando bastante para poder atuar bem nestes jogos de Champions League, que são vistos principalmente no Brasil. Nunca é tarde. É um sonho de criança”, disse, na época, Mauro Júnior. Rostos conhecidos de quem (quase) foi à Copa Carlos Gil, jornalista do Grupo Globo que cobre a seleção brasileira há mais de duas décadas, disse que é preciso analisar esta convocação com uma lupa.“Eu não vi tantas novidades, é claro que são oito estreantes, são oito jogadores que nunca vestiram a camisa de seleção no universo de 26, mas se você ampliar essa lista, você vê que tem 18 jogadores que ou foram à Copa, ou estiveram perto da Copa, ou pelo menos já foram testados na seleção brasileira. Alguns não com o Ancelotti, como é o caso do Pedro, mas é circunstancial porque o Pedro esteve em listas largas do Ancelotti, apenas não foi porque se lesionou", lembrou Gil. "O Andrey Santos acabou não indo ali em cima da hora, o próprio Wesley se machucou, alguns jogadores que acabaram tendo poucas oportunidades, mas o João Pedro... Acabou não indo também, em cima da hora, era nome certo, até ali vésperas da Copa. Então eu acho que essa lista, à primeira vista, parece ter muitas novidades, mas se você se aprofundar um pouco nela, eu vejo até uma certa continuidade”, detalhou Carlos Gil. Para Carlos Eduardo Mansur, colunista de O Globo, a não convocação do atacante Igor Thiago chamou atenção. “Ele convoca, por exemplo, o Pedro e o João Pedro, dois atacantes que estavam muito cotados para ir ao Mundial, que ele acabou deixando de fora para levar, por exemplo, o Igor Thiago. Nessa primeira convocação pós-Copa do Mundo, não vai o Igor Thiago e vão Pedro e João Pedro. Resta saber se ele quer novamente observar esses jogadores para ver se pode contar com eles ou se é o retrato de algum desapontamento dele com o Igor Thiago na Copa do Mundo”, afirmou Mansur, que cobre Copas do Mundo desde 1998. Carência da seleção brasileira André Rizek chamou atenção para a ausência de um meio de campo criativo. “O meio-campo segue como ponto fraco. O Ancelotti claramente não encontra ou não quer um camisa 10, um meia criativo. A gente tem poucos. Talvez o Estêvão possa fazer essa função na seleção. Mas não tem nenhum jogador de ofício nessa posição, que já foi uma carência na Copa. O futebol brasileiro tem essa ...
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  • Campeonato francês feminino reúne talentos brasileiros e tem domínio do Lyon
    2026/09/06
    O campeonato francês de futebol feminino começou neste fim de semana, com o Brasil sendo representado nos dois principais clubes que disputam o protagonismo da modalidade no país, o Lyon e o Paris Saint-Germain. Atual pentacampeão do torneio e detentor de 19 títulos no total, o Lyon conta em seu elenco com o talento de duas brasileiras: a defensora Tarciane e a meia Giovanna Waksman, jovem promessa da Seleção, de apenas 17 anos. O clube lionês estreou com o pé-direito, goleando o Fleury por 7 a 1, fora de casa, na sexta-feira (4). De cabeça, Tarciane marcou o primeiro gol, abrindo caminho para a vitória: "Vamos!", comemorou a zagueira em publicação nas redes sociais do time. O destaque foi a atacante haitiana Dumonay, que balançou as redes três vezes. Tarciane e Giovanna atuam ao lado da zagueira francesa Wendie Renard, ex-capitã da seleção francesa. Esta temporada, as brasileiras terão também a companhia da atacante espanhola de 22 anos Salma Paralluelo, que já foi titular pela ponta direita logo na sua estreia. Paralluelo veio do Barcelona, vencedor da Liga dos Campeões feminina, após ganhar justamente do clube francês na final. Principal reforço do Lyon para o ano, ela quer seguir conquistando títulos na nova equipe. “Me sinto bem preparada, com muita vontade de me integrar rapidamente ao grupo e encarar este novo desafio. O Lyon, para mim, é um clube com uma grande história, que sempre disputa competições importantes. É uma equipe vencedora, com uma mentalidade ambiciosa, e é isso que também me motiva”. No Lyon, Paralluelo vai reencontrar o técnico espanhol Jonatan Giráldez, com quem trabalhou durante sua passagem vitoriosa pelo Barcelona, em 2024. “Conheço o Jonatan (Giráldez). Obviamente, isso contribuiu para que eu viesse para o Lyon. Já trabalhei com ele e posso dizer que é um líder nato. Poder voltar a trabalhar com ele me anima muito. Além disso, é um clube que vem se mostrando capaz de lutar para ganhar todos os títulos, e é isso que quero seguir fazendo”, conta a atacante espanhola. “Espero contribuir com muito empenho a esta equipe, (tenho) muita vontade de trabalhar, aprender e ser o mais competitiva possível para que todos nós alcancemos o melhor nessa temporada”. Giraldez aprovou o desempenho da equipe durante a pré-temporada e acredita que as meninas do Lyon estão prontas para brigar pelo 20.º título da liga francesa. “Durante a pré-temporada, a gente trabalhou muito em campo, focando em aspectos táticos, ofensivos e defensivos. As jogadoras estão muito motivadas para esse início de temporada (...) E em linhas gerais, estou bem satisfeito com a performance da equipe”. Talento brasileiro dentro e fora de campo no PSG Maior rival do Lyon na França, o Paris Saint-Germain, por sua vez, conta com três brasileiros na sua equipe feminina. O DNA verde-amarelo começa já pelo comando do time, treinado pelo ex-lateral Paulo César, que tem uma relação de longa data com o clube francês. Como jogador, ele defendeu o PSG por cinco temporadas, entre 2002 e 2007. Como treinador, está no clube desde 2020, quando passou a integrar a comissão técnica do sub-19. Em 2025, foi efetivado como técnico do time feminino principal. Após uma primeira temporada de adaptação, com um terceiro lugar na liga nacional, ele acredita que o grupo está preparado para os desafios desse ano. “Eu vejo que o grupo está muito motivado. As jogadoras estão bem focadas para esse início de trabalho, com um ânimo incontestável. É isso que se espera de nós durante toda a temporada”, avaliou o treinador, em entrevista divulgada nas redes sociais do clube. No elenco do PSG, Paulo César conta com o talento das brasileiras Yaya, que joga no meio-campo, e Isabela Chagas, que atua pela lateral direita. Ambas chegaram ao clube na temporada passada. As duas foram titulares no jogo de estreia, neste sábado (5), quando o PSG derrotou o Lens por 2 a 0, fora de casa. Os gols foram marcados pela camisa 10 Aijibade e Oillic (contra). Dono de quatro títulos da Copa da França, a primeira e única vez que o Paris Saint-Germain foi campeão da liga francesa no atual formato foi em 2021. Por isso, o desafio do elenco é recolocar o clube no topo do futebol feminino nacional. “Durante a preparação, a gente dialoga bastante. Fazemos muito trabalho tático durante os treinamentos para que as jogadoras assimilem tudo que precisamos a nível técnico e físico (...) É verdade que o resultado é secundário, mas ele também é importante. Então, a gente precisa trabalhar tudo isso e, depois, a gente tira as conclusões necessárias para começar nossa temporada com todas as soluções que implementamos, para que as jogadoras estejam prontas para pôr em prática dentro de campo”, explicou o treinador brasileiro, nas redes sociais do clube. “A gente fez uma preparação muito boa. As meninas são muito fortes (...) Estou muito contente e muito ...
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  • Mãe e filha, Neymara Carvalho e Luna Hardman disputam juntas o Mundial de bodyboard em Portugal
    2026/08/30
    A pentacampeã mundial de bodyboard Neymara Carvalho, de 50 anos, está de volta a Portugal para disputar a temporada europeia do Circuito Mundial ao lado da filha, Luna Hardman, de 20. Mãe e filha dividem a elite da modalidade e podem ficar frente a frente nas ondas do Sintra Pro, uma das etapas mais tradicionais do calendário internacional. Luciana Quaresma, correspondente da RFI em Portugal Uma situação quase única no esporte de alto rendimento: três décadas separam as duas atletas, que agora disputam as mesmas ondas, os mesmos pontos no campeonato, e, eventualmente, uma contra a outra. A competição na Praia Grande, em Sintra, de 1 a 6 de setembro, tem ainda um significado particular para as brasileiras. Neymara construiu parte importante de sua trajetória nas ondas portuguesas e considera a etapa quase como competir no “quintal de casa”. Luna também guarda uma ligação especial com o local: foi em Sintra, em 2022, aos 16 anos, que conquistou seu primeiro título mundial Pro Junior. Agora, mãe e filha chegam à mesma competição como possíveis adversárias. “Competir contra a minha filha é um misto de emoções gigante. O amor de mãe é muito único, muito genuíno. Eu criei a Luna praticamente sozinha durante esses 20 anos, claro, com o apoio da minha família, então somos muito próximas. Dentro de uma bateria, ter que enxergá-la como uma adversária é muito difícil. É um dos momentos mais difíceis da minha carreira”, afirma Neymara. Pentacampeã mundial e dez vezes campeã brasileira, a capixaba conta que precisou trabalhar até com acompanhamento psicológico a separação entre os papéis de mãe e atleta. “Eu tive que entender que ela está com 20 anos, criando a carreira dela, traçando a carreira dela, e eu não posso amolecer. O coração de mãe amolece, porque a mãe quer que o filho sobressaia, quer que o filho esteja feliz. Mas eu ainda preciso me priorizar, porque sou atleta e ganho para isso.” A convivência durante as viagens tornou essa divisão parte da rotina. As duas dividem quartos, tarefas e boa parte da preparação, mas aprenderam a estabelecer limites principalmente nos dias de competição. “A gente conversa sobre essas limitações: onde entra a mãe e onde entra a atleta. A gente brinca muito com isso. Eu falo: ‘Aqui eu não sou mãe, aqui eu sou atleta’. Ou então: ‘Vem cá, chora comigo, agora eu sou mãe’.” Para Luna, a separação parece mais simples. A brasileira cresceu acompanhando a carreira da mãe e não esconde que derrotá-la faz parte do caminho para atingir seus próprios objetivos. “Como atleta, sempre vou querer ganhar da melhor. E, para mim, ela é a melhor de todos os tempos. Então eu tenho que ganhar dela se eu quero ser a melhor um dia. Eu consigo distinguir isso um pouco melhor que ela e a vejo como uma atleta na bateria, não como a minha mãe”, explica. A possibilidade de as duas dividirem uma bateria é resultado de trajetórias que começaram em momentos muito diferentes. Quando Luna nasceu, Neymara já era bicampeã mundial e uma das principais referências do bodyboard feminino. A atleta chegou a competir grávida da filha e voltou às competições poucos meses depois do nascimento. “Em vários momentos eu tinha a ideia de que segurá-la no pódio, como fiz diversas vezes, seria o meu melhor exemplo de mãe. Eu estava ali vitoriosa, mostrando que, independentemente da maternidade, continuei. Eu competi grávida, voltei a competir quando ela tinha dois meses de vida.” Duas décadas depois, a relação também se inverteu “Hoje eu aprendo com ela. Não só ensino e continuo dando dicas, mas vejo que ajudei a formar uma mulher forte, uma competidora muito forte, uma adversária para mim. A atleta que ela se tornou é também uma das mais difíceis do Circuito Mundial hoje”, diz Neymara. Para Luna, durante muito tempo a dimensão esportiva da mãe não era tão evidente. Ter uma pentacampeã mundial dentro de casa fazia parte da rotina. “Para mim, ela sempre foi minha mãe que era campeã. Era normal ter uma campeã dentro de casa, que se alimentava bem, que treinava. Quando comecei realmente a viajar e vi o quanto as pessoas admiravam ela, comecei a achar estranho. Não era tão normal quanto eu achava ter uma mãe pentacampeã mundial.” Foi acompanhando Neymara pelo circuito que Luna passou a enxergar a mãe também como referência esportiva. “Comecei a admirá-la não só como mãe, mas realmente como atleta. Comecei a perceber a importância que ela tinha e a estrela que ela tinha dentro desse esporte. Acho que isso me fez me apaixonar ainda mais pelo bodyboard e querer essa vida.” O sobrenome e a trajetória da mãe também trouxeram pressão desde cedo. Luna conta que ainda criança já era questionada sobre a possibilidade de seguir os passos de Neymara. “Mesmo quando eu não estava no esporte, os repórteres vinham perguntar se eu ia ser igual a ela. Mas desde pequena ...
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  • Sem rival à altura, PSG inicia caminhada no campeonato francês perseguindo seu 15° título
    2026/08/23
    Nos últimos cinco anos, o grito de “PSG campeão” foi o que se ouviu ao fim de cada campeonato francês, a Ligue 1. A temporada 2026/2027 começou neste fim de semana com os parisienses novamente apontados como favoritos ao título, enquanto equipes como o Mônaco, comandado pelo brasileiro Filipe Luís, e o Olympique de Marselha tentam desafiar a hegemonia do Paris Saint-Germain. Renan Tolentino, da RFI em Paris Atual bicampeão europeu, o clube da capital chega forte mais uma vez para brigar pelo seu 15° título nacional, o sexto de forma consecutiva. Para isso, conta com o reforço de Ferran Torres, autor do gol que deu o título mundial à Espanha e principal contratação do time para a temporada. “O que mais me atraiu no PSG? O fato de ser um projeto vencedor, já consolidado, com um elenco muito jovem, que vai durar muitos anos. Por que não ganhar uma Liga dos Campeões aqui? Eu nunca tive a oportunidade de ganhar uma. E acredito que este seja o clube certo para conseguirmos isso”, diz Ferran. O atacante francês Désiré Doué concorda com o novo companheiro de Paris Saint-Germain. Bicampeão europeu com o clube, ele sabe bem a sensação de enfileirar troféus com a camisa tricolor. “O que torna esse PSG invencível? É a mentalidade que temos, de sempre querer vencer, de querer ser o mais competitivo possível”, resume Doué. Para o zagueiro brasileiro Marquinhos, o Paris Saint-Germain deve valorizar as conquistas recentes, mas sem se acomodar. Capitão da equipe, ele é o jogador com mais partidas na história do PSG, com mais de 520 disputadas. “Não podemos nos basear apenas nos últimos dois anos. Cada confronto tem sua própria história e cada temporada é diferente. Cada jogo nos dá experiência. As derrotas deixam cicatrizes que nos ajudam a melhorar, e as vitórias nos mostram o caminho a seguir. Esta equipe passou por muita coisa nos últimos anos, e é por isso que está pronta para enfrentar qualquer adversário”, diz o brasileiro. “Hoje é um momento diferente. O que conquistamos ficou no passado. Estamos famintos. Temos objetivos a conquistar”, avalia Marquinhos. Reencontro com Luis Enrique Além da possibilidade de conquistar títulos, Ferran Torres afirma que a oportunidade de trabalhar novamente com o compatriota Luis Enrique também o motiva. “Sempre disse isso. Para mim, Luis Enrique tem sido como um pai no futebol. Quando tive a chance de treinar com ele na seleção (espanhola), ele sempre depositou muita confiança em mim. E ter hoje novamente a oportunidade de treinar sob o comando dele me enche de entusiasmo e me dá muita vontade de embarcar neste projeto”, recorda Ferran. O PSG inicia sua caminhada no campeonato francês neste domingo (23) contra o Rennes, às 16h45 (horário de Brasília). A princípio, o clube iria estrear em casa, junto à sua torcida, mas o mando de campo teve que ser invertido devido ao estado ruim do gramado no Parque dos Príncipes. A grama do estádio foi comprometida pela onda de calor que atingiu a França nas últimas semanas e por um fungo que se prolifera justamente nestas condições climáticas. Filipe Luís inicia jornada no Mônaco No Mônaco, Filipe Luís, ex-técnico do Flamengo, inicia uma jornada promissora. Em seu primeiro trabalho à frente de um clube europeu, ele tem o desafio de manter a equipe na parte de cima da tabela e classificada para competições continentais. “Para mim e para o clube é muito importante que o Mônaco jogue competições europeias. Acreditamos que podemos fazer um grande campeonato e uma grande temporada”, disse antes do jogo de playoff da Conference League, torneio continental. O duelo contra o Górnik Zabrze, da Polônia, marcou a estreia de Filipe Luís em jogos oficiais pelo Mônaco, que venceu por 3 a 2. Durante a pré-temporada, a equipe do principado fez seis amistosos como forma de preparação: venceu três, perdeu dois e empatou um. Entre os resultados mais emblemáticos, está a vitória sobre o Liverpool, por 3 a 2, de virada, em pleno Anfield. Na Ligue 1, o clube faz sua estreia também neste domingo, às 10h15 (horário de Brasília), contra o Havre, fora de casa. O elenco conta com o lateral brasileiro Vanderson e o atacante Balogun, destaque dos Estados Unidos na Copa e uma das principais referências técnicas. O clube tem ainda o brasileiro Tiago Scuro como diretor-geral. Campeão mundial com a França em 2018, Paul Pogba acaba de encerrar seu contrato com o Mônaco um ano depois de sua chegada. Convivendo com problemas físicos, o meia não conseguiu se firmar na equipe durante esse período. "Ele é um jogador com uma grande história no futebol francês. Não tive muitas oportunidades de vê-lo em ação. Ele treinou na primeira semana, mas depois teve alguns problemas. Não conseguiu treinar muito conosco. Infelizmente, ele está sofrendo com essa lesão. O clube decidiu rescindir o contrato dele. Só posso desejar-lhe tudo de bom", ...
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  • Clubes europeus movimentam bilhões na janela de transferência para nova temporada
    2026/08/16
    A temporada 2026-2027 do futebol europeu começou oficialmente esta semana com a decisão da Supercopa da UEFA, vencida pelo Paris Saint-Germain contra o Aston Villa. Mas o mercado da bola já está agitado desde junho, com a movimentação dos clubes buscando novos reforços e contratações milionárias que atingem valores cada vez mais altos. Renan Tolentino, da RFI Uma das transferências mais caras e mais badaladas até o momento é a do atacante Yan Diomandé, que disputou a Copa do Mundo pela Costa do Marfim. O jogador de 19 anos, que estava no RB Leipzig, da Alemanha, fechou com o Real Madrid por 7 temporadas, até 2033. Em entrevista ao canal oficial do clube, ele celebrou a oportunidade e contou por que escolheu o time merengue, que tinha a concorrência do PSG pelo atleta. “Por quê? É simples, porque é o melhor clube do mundo. E quando o Real Madrid te chama, você não pode dizer não. Simples assim”. “Estou orgulhoso e feliz por poder atuar pelo Real, porque esse era meu sonho. Quando eu era criança, queria jogar pelos principais clubes do mundo. Então, sou muito grato por estar aqui. Estou contente e orgulhoso, e quero que minha família esteja orgulhosa de mim também, assim como todos os torcedores”, completou Diomandé. Mais caro da história madrilenha O valor de sua compra é o que chama atenção. Para vencer a concorrência do PSG, o clube espanhol desembolsou € 125 milhões fixos (cerca de R$ 736 milhões), podendo chegar a € 140 milhões (R$ 823,5 milhões). Dessa forma, Diomandé se tornou a contratação mais cara já feita pelo time espanhol e também o jogador africano mais valioso da história. “Este é o maior clube do mundo. Todo mundo quer jogar aqui. Por isso, estou muito honrado de vestir essa camisa e quero compartilhar essa alegria com todos, contribuindo para o sucesso do clube (...) É sempre bom ter grandes jogadores ao seu lado. Aprendo com eles. Eu os assistia pela televisão e hoje dividimos o mesmo vestiário. Isso é incrível”, conclui o jovem marfinense. Diomandé não é o único reforço do Real Madrid para esse ano. Durante a Copa do Mundo, o clube espanhol investiu forte, mais de R$ 1,3 bilhão em contratações, após passar a última temporada sem conquistar nenhum título. Os merengues pagaram R$ 323 milhões pelo lateral Cucurella, ex-Chelsea e campeão da Copa do Mundo com a Espanha. Também chegaram o meia português Bernardo Silva e o zagueiro francês Konaté, que estavam livres no mercado e vieram sem custo algum. Além disso, o Real renovou contrato com Vinicius Jr. até 2032. Barcelona aposta em brasileira O rival Barcelona, por sua vez, trouxe o atacante inglês Anthony Gordon, ex-Everton, por € 80 milhões (equivalente a R$ 480 milhões), e negocia com o Manchester City para ter o meia Rodri, campeão mundial com a Espanha. Para reforçar a equipe feminina, o clube catalão fechou com a brasileira Kerolin Nicoli até 2030, ex-City, pelo valor de € 1,2 milhão (R$ 7 milhões). Por essa quantia, a atacante titular da Seleção se tornou a jogadora brasileira mais cara da história. Durante sua apresentação no clube espanhol, ela disse estar vivendo um sonho. “A primeira vez que me disseram que o Barcelona me queria, eu não conseguia acreditar, entre outras coisas porque eu tinha contrato com o City. Mas, quando vi que isso poderia se concretizar, fiquei muito emocionada e disse para seguir em frente, pois é uma oportunidade que não se pode deixar escapar. Acontece uma vez na vida. Então eu disse para mim mesma: por que não jogar no melhor time do mundo. Meu sonho se torna realidade, estou muito feliz”, afirmou. PSG busca herói do título espanhol Atual bicampeão da Liga dos Campeões, o Paris Saint-Germain manteve a base vencedora, fazendo contratações pontuais. A mais recente delas é a do atacante Ferran Torres, autor do gol do título da Espanha na Copa do Mundo. O clube pagou o equivalente a R$ 300 milhões para tirá-lo do Barcelona. Antes dele, foram anunciados os franceses Akliouche, meia ex-Monaco, e Lucas Digne, lateral que estava no Aston Villa. Dez anos depois de sua primeira passagem, Digne retorna ao PSG aos 33 anos para mais três temporadas. "Estou voltando diferente, como homem e também como jogador. Tenho mais maturidade e experiência agora. Quero trazer essa experiência para a equipe e conquistar muitos títulos. Este clube foi construído para vencer, faz parte do seu DNA. Além disso, este grupo de jogadores é extremamente ambicioso, demonstra isso ano após ano, e é por isso que todos querem vir jogar em Paris", pondera Digne. Bruno Guimarães com “fome de vitória” Entre os jogadores brasileiros, a contratação do meia Bruno Guimarães pelo Arsenal, da Inglaterra, é uma das mais promissoras até o momento. O volante de 28 anos estava no New Castle e foi apresentado pelos Gunners esta semana. O técnico do clube londrino, Mikel Arteta, afirma que o brasileiro chega com ...
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  • Copa Africana de Nações feminina reúne número recorde de seleções e vale vaga para o Mundial do Brasil
    2026/08/08
    O Marrocos é palco neste mês de agosto da Copa Africana de Nações (CAN) feminina, maior competição de futebol do continente. Esta 14ª edição já entra para a história com um número recorde de equipes participantes, além de valer vaga para o Mundial do Brasil no ano que vem. Renan Tolentino, para a RFI em Paris No total, 16 seleções, divididas em quatro chaves, jogaram a fase de grupos do torneio, que entra agora no mata-mata. Ao lado de Malawi, Cabo Verde disputa pela primeira vez a CAN. Para a atacante Silviane Gomes, um dos destaques do time, a chance inédita de jogar o torneio transcende o lado competitivo e merece ser valorizada. “É um momento incrível. Falando francamente, é uma aventura humana. Eu nunca imaginei que um dia eu iria chegar até aqui, com a minha seleção, Cabo Verde. Então eu aproveito ao máximo”, celebrou Silviane. Sentimento compartilhado por sua companheira no ataque dos Tubarões Azuis, Evy Pereira, que marcou o primeiro gol da seleção caboverdiana na história da Copa Africana feminina. “Sim, é sempre bom entrar para a história. Estou muito feliz, mas eu estaria ainda mais feliz se o meu gol tivesse levado Cabo Verde à vitória (...) Mas eu estou contente mesmo assim e grata por essa oportunidade que me deram (...) Isso também faz parte do futebol”. Uma equipe em construção Única seleção de língua portuguesa na Copa Africana de Nações feminina, Cabo Verde não foi bem na fase de grupos e acabou não se classificando para o mata-mata. Mas a equipe conquistou o primeiro ponto de sua história no torneio ao empatar com Camarões, em 1 a 1, na última rodada. Eleita a melhor campo contra as camaronesas, a defensora Eleia Vieira valoriza a experiência adquirida durante sua estreia na CAN com a seleção caboverdiana. “Queremos corrigir o que precisa ser corrigido e, para a próxima competição, viremos com mais força. Vivi grandes experiências. É a primeira vez que piso neste palco. Levo uma experiência bem grande para o meu clube, para minha vida pessoal e momentos também que não vou esquecer jamais”, disse ela em entrevista ao repórter Marco Martins, enviado especial da RFI no Marrocos. O jornalista português, que acompanhou de perto a seleção caboverdiana direto de Casablanca, avalia os desafios que a equipe precisou driblar para alcançar a classificação inédita para a CAN e o que fica de lição para o futuro. “Antes de tudo, Cabo Verde tem que estar feliz pela participação. Como eu disse, essa seleção existe há apenas oito anos. A maior parte dessas jogadoras joga na segunda divisão portuguesa, mas não são profissionais em sua maioria. Outras jogam em Cabo Verde, onde também não há um campeonato profissional”, ressalta. “Essa seleção caboverdiana está sendo construída, mas ainda falta uma experiência de alto nível, ainda falta uma estrela, como a Chawinga no Malawi, que também está na sua primeira participação. Ela está acostumada a ganhar títulos com o Lyon, está habituada a disputar jogos importantes na Liga dos Campeões da Europa, na liga francesa. Falta talvez essa referência do lado de Cabo Verde para também inspirar as jovens jogadoras. Este grupo já vai inspirar as jovens caboverdianas a praticarem futebol, mas uma estrela também é importante, como Vozinha no futebol masculino”, analisa Martins. Domínio nigeriano Enquanto Cabo Verde era uma das estreantes, outra seleção é figurinha carimbada não só no torneio, como também no álbum de campeãs. Atual vencedora, tendo conquistado em 2025, a Nigéria tem incríveis 10 títulos em 13 edições, demonstrando um domínio absoluto na competição. Prova disso é que o país nunca perdeu uma final, tendo vencido todas desde que chegou à decisão pela primeira vez em 1998. Marco Martins aponta fatores extracampo que são determinantes para a Nigéria alcançar esse sucesso esportivo no continente. “É algo cultural, talvez. Desde a primeira edição, temos essas equipes presentes: África do Sul, Nigéria, Gana... são seleções cujas federações rapidamente apostaram no futebol feminino. Há seleções que são muito recentes, como Cabo Verde, por exemplo, que só existe oficialmente há oito anos. Quando olhamos para a Nigéria, ela ganhou seu primeiro título em 1998, ou seja, já estavam adiantadas desde essa época", detalha. "Então, esse avanço que a Nigéria tem faz com que ela consiga continuar a vencer a CAN várias vezes. Quando se tem essa vantagem de quase 20 anos em relação a outras seleções, não há mistério, trabalha-se bem. Várias jogadoras nigerianas estão em grandes ligas, como dos Estados Unidos, França, Espanha e Inglaterra, em campeonatos competitivos", explica o jornalista. Leia tambémZagueira da seleção brasileira, Tarciane mira Copa do Mundo de 2027 e fala da adaptação na França Além da equipe nigeriana, somente outras duas seleções levantaram o troféu da CAN feminina ...
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  • Tota Magalhães, única brasileira no Tour de France feminino, projeta pódio com a equipe
    2026/08/01

    A 5ª edição do Tour de France Feminino de ciclismo deu a largada neste fim de semana na Suíça. São 21 equipes em competição e 147 ciclistas. Até 9 de agosto, as atletas percorrem cerca de 1.175 km até Nice. A atleta carioca Tota Magalhães, a única ciclista brasileira da edição e a primeira a disputar a Volta no ano passado, corre pela equipe espanhola Movistar pela segunda vez. O time pretende chegar ao pódio neste ano.

    Em 2025, a Movistar ficou em 22° lugar na classificação geral. Mas este ano, garante que será diferente. “No passado, a gente tinha uma equipe muito forte, mas a nossa líder ficou doente um dia antes. Acabamos indo para uma prova mais aberta, tentando encontrar oportunidades para ganhar uma etapa. Se tudo correr bem, acho que podemos estar no pódio, inclusive vestindo a camisa amarela", disse Tota à RFI.

    A camisa que a atleta brasileira menciona é usada pela líder da classificação geral: a ciclista com o menor tempo acumulado ao longo do torneio. No ciclismo, o objetivo do time é apoiar a líder, que, no caso da Movistar, é a suíça Marlen Reusser, vencedora do torneio nacional de seu país recentemente.

    Tota Magalhães explica seu papel na engrenagem do time como capitã de estrada: “[Sou] aquela que organiza a equipe durante a corrida, que mantém, digamos, a ordem e toma algumas decisões que precisa”. A brasileira diz que tenta ajudar Marlen Reusser em todas as etapas, como "um braço direito para a nossa líder".

    Nove etapas

    A Volta Ciclística feminina da França é disputada em nove etapas, uma por dia, variando em distância, altitude e formato. A mais curta é a quarta etapa, um contrarrelógio individual de 21 km entre Gevrey-Chambertin e Dijon; a mais longa é a oitava, entre Sisteron e Nice, com cerca de 172 km. O ponto mais alto da prova é o temido Monte Ventoux, com 1.910 metros de altitude, na chegada da sétima etapa.

    Tota explica que o começo da prova vai ser difícil de encarar: “São três etapas técnicas e duras. No começo do Tour está tudo muito mais nervoso, a classificação geral ainda está em aberto, então todo mundo ainda tem esperança de poder brigar pela vitória.”

    “Logo depois a gente tem um contrarrelógio, que é a especialidade da Marlen, campeã mundial. Então a gente espera que ali a gente consiga estar com uma [camisa] amarela, quem sabe sonhar com isso”, conta a ciclista.

    Enquanto o torneio masculino se tornou há muito tempo o maior evento esportivo do país, o ciclismo feminino ainda está construindo seu público. Para dar uma ideia do interesse que a prova masculina desperta, a audiência global chega a 3,5 bilhões de pessoas.

    Tota sonha com o aumento de ciclistas no Brasil

    Tota conta a importância do apoio de fãs brasileiros. "Qualquer corrida em que eu estou, tem brasileiro torcendo, e acho que, para mim, isso é um dos meus maiores motores.”

    A ciclista também deseja que o esporte passe a fazer parte do dia a dia do país, já que o Brasil é muito maior que nações que se destacam na modalidade.

    "Um dos melhores países no ciclismo, com atletas, é a Holanda, que é um país minúsculo. Então, imagine se a gente cuidasse da nossa cultura da bicicleta como meio de transporte também, imagina quantos mais ciclistas a gente não teria. Acho que, aos poucos, se tudo der certo, a gente vai abrir mais caminhos."

    Entrada no álbum de figurinhas da competição

    Neste ano, a brasileira ganhou ainda mais visibilidade ao aparecer no álbum oficial de figurinhas da prova feminina e não escondeu a emoção quando uma seguidora lhe enviou uma foto da página.

    "Fiquei em choque, até porque são só três meninas por equipe no álbum feminino. É basicamente um álbum masculino, com uma parte dedicada ao feminino, e cada equipe tem três atletas, e eu sou uma delas. Acho que é uma responsabilidade para o meu país saber que estou tentando abrir portas. É um peso de uma responsabilidade, mas que fico muito feliz de estar carregando”, disse Tota.

    A competição vai ser difícil. No topo da classificação para essa temporada está a francesa Pauline Ferrand-Prévot, do time Visma, que venceu a prova no ano passado. Também se destaca a holandesa Demi Vollering, que ficou em segundo lugar em 2025. E, neste ano, Vollering venceu o Giro d'Itália, outra grande corrida de etapas do ciclismo mundial. Já Paula Blasi, ciclista espanhola, é considerada uma grande revelação da temporada. Ela venceu a Vuelta feminina em seu país natal neste ano.

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  • Premiação milionária e CR7 como embaixador: Mundial de E-sports reúne competidores e fãs de games em Paris
    2026/07/26
    Paris recebe, entre os meses de julho e agosto, a EWC, Copa do Mundo de E-sports (esportes eletrônicos). Depois das duas primeiras edições em Riade, Arábia Saudita, o evento desembarca pela primeira vez na capital francesa, reunindo 25 competições de diferentes jogos eletrônicos, US$ 75 milhões em premiações e um público que vem dos quatro cantos do planeta. Renan Tolentino, para a RFI em Paris As dezenas de competições são transmitidas online, para o mundo todo, além do público presente no complexo de exposições de Porte de Versailles, região oeste de Paris. Contando com Cristiano Ronaldo como embaixador, o evento tem torneios de games populares, como Fortnite, Counter-Strike, League of Legends, PUBG: Battlegrounds e EA Sports FC. Atleta de Teamfight Tactics, um jogo de estratégia em equipe, o norte-americano Filup, de 25 anos, explica como é a preparação e os principais desafios na hora de competir. “No caso do nosso game, como é do gênero de estratégia, é necessário muito tempo de planejamento em equipe quando vamos disputar uma competição como essa. Em geral, a gente se prepara jogando partidas e revendo os jogos de times adversários. Investimos muito tempo. E na hora de competir, acredito que um dos maiores desafios é justamente conseguir aplicar durante as partidas a tática que definimos nos treinamentos”, detalha Filup. Ex-jogador de futebol e ex-atleta de e-sports, o brasileiro Wendell Lira já participou de diversas competições internacionais. Hoje, mais focado no streaming e na produção de conteúdos, ele reforça que a rotina de um profissional de esportes eletrônicos vai além do que é mostrado nas telas. “As pessoas não têm noção do quanto é difícil ser um atleta de e-sports. Eu fui atleta de futebol na vida real e sei que você não tem esse cansaço (constante). Você é um atleta (de futebol), mas você tem treinador, tem preparador físico, nutricionista, fisioterapeuta… e você vai lá, treina e vai embora. Agora, um jogador de EA FC, por exemplo, treina umas 12 horas por dia", explica. "Tem todo um esquema tático para aprender, com videoaulas para estudar a mecânica do jogo e, em paralelo, (para alguns) ainda tem a criação de conteúdos. É uma rotina muito desgastante, muito mais difícil do que as pessoas acham. Hoje, ser um pro player vai muito além do que só jogar", comenta Wendell Lira, que em 2015 venceu o Prêmio Puskás de gol mais bonito daquela temporada no futebol, antes de trocar a chuteira pelo joystick e mudar sua carreira para o mundo dos games. Brasil representado No campeonato do game de futebol EA FC Pro, que aconteceu durante a terceira semana da EWC, o Brasil esteve representado por três atletas: GugaFerraz, Paulo Neto e PHzin. Em entrevista à RFI, o holandês Renzo Oemrawsingh, técnico da Team Liquid, equipe de Paulo Neto, elogia o empenho do brasileiro. “Eu fui treinador dele durante cinco anos. Paulo é um grande jogador, que costuma ter um bom desempenho nas competições”, resume. Renzo conta que, como treinador de futebol virtual, seu trabalho é ajudar o atleta a potencializar suas habilidades, além de definir as táticas mais adequadas para enfrentar cada adversário. “Eu tento ajudar os players a desenvolverem as habilidades deles, a encontrarem as melhores estratégias, que podem mudar até mesmo durante as partidas… então, ao longo da semana, nós tentamos reproduzir nos treinamentos esses diferentes cenários de competição, também fazemos videoanálises e buscamos melhorar constantemente, como qualquer outro esporte competitivo", detalha o holandês. "Obviamente, o player tem 98% da responsabilidade, o treinador pode auxiliar nos outros 2% extras. Mas isso é o mais importante, porque todos são bons nesse nível”, avalia Renzo. CR7 embaixador, Aya Nakamura na abertura e Benzema na final A abertura da EWC no início do mês contou com um grandioso show em Paris, com a participação de vários artistas, entre eles, DJ Snake e Aya Nakamura, estrelas da música francesa. O evento tem ainda Cristiano Ronaldo como principal embaixador e garoto-propaganda. De forma quase onipresente, a imagem dele aparece em inúmeros anúncios fixados nas ruas e no metrô de Paris. Além dos competidores, a Copa do Mundo de esportes eletrônicos atrai fãs de diferentes países. Alessandro Grande, de 14 anos, veio de Mantova, norte da Itália, junto com sua família. “Eu gosto de videogames, especialmente jogos de futebol, então acho que é um evento bem legal. Estava esperando por isso há um longo tempo e estou me divertindo bastante. Posso dizer que me sinto muito animado. Vim também para ver meu player italiano favorito, Samugamer, da equipe Sassuolo”. Viajando ainda mais longe, a jovem Jawaher Nasser, de 25 anos, veio com a mãe e o irmão direto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, só para acompanhar o Mundial de E-sports. Ela conta que os jogos eletrônicos são muito ...
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