『Mãe e filha, Neymara Carvalho e Luna Hardman disputam juntas o Mundial de bodyboard em Portugal』のカバーアート

Mãe e filha, Neymara Carvalho e Luna Hardman disputam juntas o Mundial de bodyboard em Portugal

Mãe e filha, Neymara Carvalho e Luna Hardman disputam juntas o Mundial de bodyboard em Portugal

無料で聴く

ポッドキャストの詳細を見る
A pentacampeã mundial de bodyboard Neymara Carvalho, de 50 anos, está de volta a Portugal para disputar a temporada europeia do Circuito Mundial ao lado da filha, Luna Hardman, de 20. Mãe e filha dividem a elite da modalidade e podem ficar frente a frente nas ondas do Sintra Pro, uma das etapas mais tradicionais do calendário internacional. Luciana Quaresma, correspondente da RFI em Portugal Uma situação quase única no esporte de alto rendimento: três décadas separam as duas atletas, que agora disputam as mesmas ondas, os mesmos pontos no campeonato, e, eventualmente, uma contra a outra. A competição na Praia Grande, em Sintra, de 1 a 6 de setembro, tem ainda um significado particular para as brasileiras. Neymara construiu parte importante de sua trajetória nas ondas portuguesas e considera a etapa quase como competir no “quintal de casa”. Luna também guarda uma ligação especial com o local: foi em Sintra, em 2022, aos 16 anos, que conquistou seu primeiro título mundial Pro Junior. Agora, mãe e filha chegam à mesma competição como possíveis adversárias. “Competir contra a minha filha é um misto de emoções gigante. O amor de mãe é muito único, muito genuíno. Eu criei a Luna praticamente sozinha durante esses 20 anos, claro, com o apoio da minha família, então somos muito próximas. Dentro de uma bateria, ter que enxergá-la como uma adversária é muito difícil. É um dos momentos mais difíceis da minha carreira”, afirma Neymara. Pentacampeã mundial e dez vezes campeã brasileira, a capixaba conta que precisou trabalhar até com acompanhamento psicológico a separação entre os papéis de mãe e atleta. “Eu tive que entender que ela está com 20 anos, criando a carreira dela, traçando a carreira dela, e eu não posso amolecer. O coração de mãe amolece, porque a mãe quer que o filho sobressaia, quer que o filho esteja feliz. Mas eu ainda preciso me priorizar, porque sou atleta e ganho para isso.” A convivência durante as viagens tornou essa divisão parte da rotina. As duas dividem quartos, tarefas e boa parte da preparação, mas aprenderam a estabelecer limites principalmente nos dias de competição. “A gente conversa sobre essas limitações: onde entra a mãe e onde entra a atleta. A gente brinca muito com isso. Eu falo: ‘Aqui eu não sou mãe, aqui eu sou atleta’. Ou então: ‘Vem cá, chora comigo, agora eu sou mãe’.” Para Luna, a separação parece mais simples. A brasileira cresceu acompanhando a carreira da mãe e não esconde que derrotá-la faz parte do caminho para atingir seus próprios objetivos. “Como atleta, sempre vou querer ganhar da melhor. E, para mim, ela é a melhor de todos os tempos. Então eu tenho que ganhar dela se eu quero ser a melhor um dia. Eu consigo distinguir isso um pouco melhor que ela e a vejo como uma atleta na bateria, não como a minha mãe”, explica. A possibilidade de as duas dividirem uma bateria é resultado de trajetórias que começaram em momentos muito diferentes. Quando Luna nasceu, Neymara já era bicampeã mundial e uma das principais referências do bodyboard feminino. A atleta chegou a competir grávida da filha e voltou às competições poucos meses depois do nascimento. “Em vários momentos eu tinha a ideia de que segurá-la no pódio, como fiz diversas vezes, seria o meu melhor exemplo de mãe. Eu estava ali vitoriosa, mostrando que, independentemente da maternidade, continuei. Eu competi grávida, voltei a competir quando ela tinha dois meses de vida.” Duas décadas depois, a relação também se inverteu “Hoje eu aprendo com ela. Não só ensino e continuo dando dicas, mas vejo que ajudei a formar uma mulher forte, uma competidora muito forte, uma adversária para mim. A atleta que ela se tornou é também uma das mais difíceis do Circuito Mundial hoje”, diz Neymara. Para Luna, durante muito tempo a dimensão esportiva da mãe não era tão evidente. Ter uma pentacampeã mundial dentro de casa fazia parte da rotina. “Para mim, ela sempre foi minha mãe que era campeã. Era normal ter uma campeã dentro de casa, que se alimentava bem, que treinava. Quando comecei realmente a viajar e vi o quanto as pessoas admiravam ela, comecei a achar estranho. Não era tão normal quanto eu achava ter uma mãe pentacampeã mundial.” Foi acompanhando Neymara pelo circuito que Luna passou a enxergar a mãe também como referência esportiva. “Comecei a admirá-la não só como mãe, mas realmente como atleta. Comecei a perceber a importância que ela tinha e a estrela que ela tinha dentro desse esporte. Acho que isso me fez me apaixonar ainda mais pelo bodyboard e querer essa vida.” O sobrenome e a trajetória da mãe também trouxeram pressão desde cedo. Luna conta que ainda criança já era questionada sobre a possibilidade de seguir os passos de Neymara. “Mesmo quando eu não estava no esporte, os repórteres vinham perguntar se eu ia ser igual a ela. Mas desde pequena ...
adbl_web_anon_alc_button_suppression_t1
まだレビューはありません