エピソード

  • [A Origem do Sabor] Franco Maria Sala - Proprietário do Restaurante Sughetto e da VinoRosso #EP09
    2026/07/03

    O que acontece quando um chef italiano, formado entre a cozinha rural da Úmbria e a alta gastronomia da Toscana, desembarca no Brasil e decide olhar para os nossos ingredientes sem preconceito? Franco Maria Sala, proprietário do Sughetto e da VinoRosso, chegou ao país em 2013 acreditando que ficaria pouco tempo. Mais de uma década depois, construiu uma trajetória ligada à valorização do produto brasileiro, mostrando que tradição não é copiar o passado, mas entender sua essência e fazer ela dialogar com o lugar onde estamos.

    Na conversa, Franco revisita as memórias dos jantares preparados por sua mãe, o aprendizado com animais de criação e caça, os anos próximos a Montalcino e os desafios de começar uma nova vida em um país onde ainda faltavam muitos ingredientes da sua referência italiana. Dessa adaptação nasceram o Sughetto, seus projetos com vinho e uma busca constante por produtores locais. Ele fala sobre tomates, queijos, carnes, azeites, flores de abobrinha, embutidos e vinhos brasileiros, sempre provocando uma ideia simples: por que olhar para fora antes de reconhecer o que nasce perto da gente?

    O episódio mostra que gastronomia também é cultura, afeto, economia e identidade. Ao trabalhar com pequenos produtores, cooperativas e vinhos inspirados na fauna brasileira, Franco transforma a cozinha e a taça em ferramentas de valorização do território. Uma conversa sobre origem, memória e pertencimento — para lembrar que valorizar o Brasil não é abrir mão da tradição, é permitir que ela continue viva.


    Destaques


    🇮🇹 Da Úmbria à Toscana

    Franco conta como os sabores da infância, os jantares da mãe e a vida rural despertaram sua relação com a cozinha. Depois, trabalhando próximo a Montalcino, aprofundou seu olhar para ingredientes, vinho e hospitalidade.

    🌱 O produto local como escolha

    Ao chegar ao Brasil, ele precisou adaptar receitas e buscar novos fornecedores. Com o tempo, percebeu que o país não precisava apenas importar referências: precisava reconhecer a qualidade dos próprios produtos.

    🍝 Tradição sem fantasia

    A conversa desmonta algumas ideias sobre a cozinha italiana. Franco fala sobre antipasto, primo e secondo, diferentes tipos de ragù e a importância de respeitar a história real de cada prato.

    🍷 A defesa do vinho brasileiro

    Depois de ouvir clientes recusando vinhos nacionais por preconceito, Franco decidiu criar seus próprios rótulos. O projeto trabalha com pequenos produtores, cooperativas brasileiras e nomes inspirados na fauna nacional.

    🐺 Histórias dentro da garrafa

    Lobo-guará, quati, jacuaçu e outros animais aparecem como símbolos de uma proposta mais afetiva e contemporânea para aproximar o consumidor do vinho brasileiro.

    👨‍🌾 Pequenos produtores e cadeia local

    Franco mostra como reunir produtores e trabalhar com cooperativas pode fortalecer uma cadeia inteira, gerando valor para quem planta, vinifica, cozinha e consome.

    🥘 Cozinhar também é cuidar

    Um dos momentos mais bonitos do episódio fala da comida como gesto de afeto. Preparar algo para alguém é separar tempo, memória e intenção em forma de prato.

    🌎 Farm to table na prática

    Mais do que uma tendência, o conceito aparece como uma forma de conhecer a origem do que comemos: quem produziu, onde nasceu, como chegou à mesa e por que isso muda tudo.

    🍷 VinoRosso e novos encontros

    Franco também apresenta a VinoRosso, espaço inspirado nas enotecas italianas, com vinhos, petiscos e receitas ligadas às suas memórias, pensado para beber, comer bem e conversar.

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    1 時間 16 分
  • Felipe Bebber - Enólogo e sócio-proprietário da Vinícola Família Bebber #EP161
    2026/07/02

    Como uma vinícola jovem consegue construir identidade, conquistar o mercado e fazer pessoas viajarem exclusivamente para conhecê-la? Neste episódio do SommCast, Felipe Bebber, enólogo e sócio-proprietário da Vinícola Bebber, compartilha a trajetória de uma família que saiu da fotografia, produziu os primeiros vinhos no porão do avô e transformou curiosidade, planejamento e coragem em um projeto reconhecido dentro e fora da Serra Gaúcha.

    A conversa percorre os primeiros anos da Bebber, o trabalho com marcas próprias, a busca por uvas de diferentes regiões do Rio Grande do Sul e o desafio de equilibrar aquilo que o enólogo deseja produzir com o que o consumidor quer beber. Felipe explica por que um bom marketing pode vender a primeira garrafa, mas somente qualidade, identidade e experiência conquistam a segunda. Entre vinhos como Peleia e Luigi Bebber, o papo passa pela força dos blends, pelo uso inteligente da madeira, pela Cabernet Franc de Altos Montes e pela mudança do paladar brasileiro em direção a vinhos mais frescos e elegantes.

    Mais do que produzir garrafas, a Bebber entendeu que o vinho ganha outra dimensão quando encontra gastronomia, hospitalidade e pessoas. O enoturismo, o restaurante e as experiências de degustação ajudaram a criar uma conexão que nenhum anúncio consegue comprar: a indicação espontânea de quem viveu algo especial. Um episódio sobre vinho, empreendedorismo, família, amadurecimento e a importância de crescer sem perder a essência.


    Destaques


    🍇 Da infância à própria vinícola

    Felipe relembra o impacto de observar uma vinícola em funcionamento ainda criança e como aquela curiosidade levou à primeira produção familiar, feita no porão do avô.

    📸 Quando a fotografia encontrou o vinho

    A experiência da família com imagem e criação influenciou diretamente a Bebber. O irmão desenvolvia os rótulos, Felipe criava os vinhos e o projeto começou atendendo marcas próprias.

    🛒 A primeira garrafa e a segunda compra

    A embalagem pode chamar atenção, mas é o conteúdo que sustenta a relação. Qualidade, narrativa, preço, identidade e experiência precisam caminhar juntos.

    ⚖️ Identidade sem ignorar o mercado

    Produzir apenas o que o mercado pede pode apagar a personalidade da vinícola. Produzir somente o que o enólogo gosta pode tornar o negócio inviável. A força está no equilíbrio.

    🍷 Peleia: encontro entre regiões e variedades

    O rótulo combina Cabernet Franc da Serra Gaúcha com Malbec da Serra do Sudeste, unindo terroirs, estilos de madeira, frescor, estrutura e vocação gastronômica.

    ⛰️ Altos Montes e a assinatura do frescor

    Altitude, solos basálticos, argila e amplitude térmica ajudam a formar vinhos estruturados, com boa acidez e elegância, reforçando o potencial da região.

    🪵 Madeira não é sinônimo automático de qualidade

    Mais importante do que usar barrica nova é entender por que usar madeira, em qual volume e por quanto tempo. Ela deve acompanhar o vinho, não esconder sua origem.

    🏡 Enoturismo como construção de marca

    Quando as pessoas começaram a viajar apenas para visitar a Bebber, Felipe percebeu que o projeto havia alcançado outro patamar. A experiência transforma clientes em divulgadores espontâneos.

    🍽️ Vinho, comida e pessoas

    O restaurante e os menus harmonizados traduzem uma visão simples: o vinho se completa ao redor da mesa, na gastronomia, na conversa e nos vínculos criados.

    📈 Crescer também significa saber parar

    A estrutura planejada para 2030 ficou pronta em 2022. Depois de anos de expansão, a família decidiu consolidar conquistas e observar o mercado antes de iniciar uma nova fase.

    🥂 O paladar brasileiro está mudando

    Felipe percebe uma migração dos vinhos muito maduros e marcados pela madeira para estilos com mais frescor, acidez e elegância — mudança que favorece o Sul do Brasil.

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    55 分
  • [Boletim Tanin] Quem Compra Vinho no Brasil, Europa em Chamas e o Espumante Azul #EP15
    2026/07/02

    Quem realmente compra vinho no Brasil? E o que uma onda de calor histórica na Europa tem a ver com a próxima safra de Champagne?


    Neste episódio:


    🍷 Quem compra mais vinho no Brasil? Os novos dados da Ideal BI revelam um perfil que surpreende o mercado.

    🥟 Uma harmonização inesperada entre vinhos do Cerrado e a gastronomia regional na Expovitis Brasil.

    🏅 O Brasil alcança sua melhor campanha da história no Brazil Wine Challenge, mesmo com critérios mais rigorosos.

    🌡️ A onda de calor extrema na Europa ameaça regiões clássicas como Champagne, Chablis e Côte de Beaune.

    🍇 Como uvas históricas e quase esquecidas estão sendo resgatadas para enfrentar as mudanças climáticas.

    🏆 A Croácia surpreende no Decanter World Wine Awards com variedades pouco conhecidas.

    💙 O espumante azul brasileiro que chamou atenção na Expovitis e a história por trás dessa categoria.


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    15 分
  • [SommCast] Glenda Haas - Azeitóloga e Sócia-proprietária da Lagar H #EP160
    2026/06/29

    O azeite está presente todos os dias na cozinha, mas quanto realmente sabemos sobre ele? Neste episódio do SommCast, Glenda Haas, azeitóloga e sócia-proprietária da Lagar H, revela o universo de técnica, origem e cuidado escondido dentro de uma garrafa. Formada em Direito e Administração, ela trocou a carreira corporativa pelo desafio de produzir no Brasil um azeite extravirgem capaz de competir com os melhores do mundo.A conversa percorre a criação da Lagar H, desde os primeiros estudos, em 2013, o plantio das oliveiras, em 2014, e a espera até a primeira safra, em 2020. Glenda conta como buscou conhecimento na Califórnia, em Portugal, na Itália e em outros polos produtores para entender variedades, poda, colheita, análise sensorial e extração. O episódio também mostra por que velocidade, temperatura e limpeza são decisivas depois que a azeitona deixa a árvore e como um processo mal conduzido pode arruinar uma fruta excelente.Mais do que uma aula sobre azeite, este episódio muda a forma como olhamos para a comida cotidiana. Glenda explica por que acidez não é o único indicador de qualidade, como luz, calor, oxigênio e tempo comprometem o produto e por que guardar o melhor azeite apenas para ocasiões especiais pode ser um desperdício. Destaques🫒 Da advocacia ao olivalGlenda construiu sua primeira carreira no Direito e na Administração, mas a curiosidade por um ingrediente usado diariamente mudou sua trajetória. Ao perceber que conhecia muito sobre gastronomia e quase nada sobre azeite, decidiu mergulhar nesse universo.🌱 Um projeto que exigiu paciênciaAs primeiras oliveiras foram plantadas em 2014, mas a produção relevante só veio anos depois. O episódio mostra como projetos agrícolas dependem de tempo, pesquisa, adaptação e capacidade de lidar com a natureza.🌍 Conhecimento mundial, identidade brasileiraEstados Unidos, Portugal, Itália e Espanha ajudaram a formar a base técnica da Lagar H. O desafio não era copiar modelos estrangeiros, mas adaptar variedades, técnicas e tecnologias às condições brasileiras.⏱️ Da árvore ao azeite em poucas horasComo a colheita brasileira acontece em temperaturas elevadas, a rapidez é essencial. A fruta precisa ser resfriada e processada rapidamente para evitar fermentações e defeitos.🧪 Acidez não conta a história inteiraUma acidez baixa não garante, sozinha, que o azeite seja extravirgem. A classificação também depende de análises químicas e de uma avaliação sensorial capaz de identificar oxidação, ranço e falhas de produção.🕶️ Luz, calor e oxigênio são inimigosO azeite perde frescor com o tempo. Por isso, a Lagar H armazena sua produção em tanques de inox, sob nitrogênio e em ambiente refrigerado, realizando o envase conforme a demanda.🇧🇷 A vantagem do azeite brasileiroA proximidade entre produtor e consumidor reduz o tempo de transporte e a exposição ao calor. Enquanto muitos importados enfrentam longos trajetos marítimos, o produto nacional pode chegar mais fresco à mesa.👃 Amargor e picância são qualidadesPara quem está acostumado a azeites neutros ou oxidados, um extravirgem fresco pode surpreender. O amargor e a picância podem indicar presença de compostos naturais e revelar um produto vivo e intenso.🍳 O melhor azeite também é para cozinharGlenda provoca uma mudança de mentalidade: não faz sentido guardar o melhor produto durante meses e usar ingredientes inferiores todos os dias. Preparações simples também podem ganhar sabor e complexidade com um bom azeite.🏅 O Brasil entre os grandesMesmo com produção pequena, os azeites brasileiros vêm conquistando reconhecimento internacional. Olivais jovens, inovação e tecnologia ajudam o país a construir uma reputação baseada em qualidade, não em volume.

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    1 時間 43 分
  • [A Origem do Sabor] Ronaldo Rossi - Chef, Cervejeiro, Professor, Escritor e Proprietário da Cervejoteca #EP08
    2026/06/26

    Harmonizar não é apenas colocar duas coisas gostosas na mesma mesa. É entender intensidade, gordura, acidez, aroma, textura e memória. Neste episódio de A Origem do Sabor, Élvio Rocha recebe Ronaldo Rossi, chef, cervejeiro, professor, escritor e proprietário da Cervejoteca. Mais do que um convidado, Ronaldo foi uma das pessoas que abriram caminhos na trajetória de Élvio, o que transforma o programa em uma conversa entre amigos, cheia de conhecimento, histórias e boas provocações.

    Ao longo do papo, Ronaldo mostra por que a harmonização pode ser tratada quase como uma equação. Antes de buscar semelhanças ou contrastes, é preciso equilibrar a intensidade dos produtos e entender como álcool, amargor, acidez e carbonatação atuam no paladar. Entre Witbier, Barley Wine, cervejas belgas, Imperial Stout e diferentes queijos artesanais, eles exploram o chamado “terceiro sabor”: algo novo, que não estava completamente nem na bebida nem no alimento, mas nasce quando os dois se encontram.

    O episódio também passa pela análise sensorial, pelo papel da temperatura, pela força dos queijos de leite cru, pelo terroir e pelos desafios do mercado artesanal brasileiro. Ronaldo defende menos arrogância, mais educação e mais espaço para os pequenos produtores. Um papo para quem gosta de cerveja, queijo e gastronomia, mas também para quem quer aprender a comer e beber com mais curiosidade.


    Destaques


    🍺 Da gastronomia para a cerveja

    Ronaldo conta como seus 30 anos de cozinha moldaram a forma de pensar receitas, ingredientes e experiências à mesa.

    🧀 O desafio dos queijos de leite cru

    Depois de errar 11 de 12 harmonizações, ele percebeu que a acidez, os aromas e o terroir desses queijos exigem muito mais do que regras prontas.

    ✨ A formação do terceiro sabor

    Quando a bebida desperta algo no alimento — e o alimento faz o mesmo com a bebida — surge uma experiência nova, capaz de criar memória.

    📐 Harmonização também é matemática

    Primeiro vem o equilíbrio de intensidade. Depois entram as relações de semelhança e contraste, como manjericão com manjericão, tosta com tosta ou doçura contra amargor.

    🫧 Os quatro elementos de corte

    Álcool, amargor, acidez e carbonatação ajudam a limpar o paladar e equilibrar gordura e persistência. Mas, em excesso, também podem atropelar sabores delicados.

    👃 Como analisar uma cerveja

    Cor, turbidez, espuma, aroma, textura, gosto e retrogosto ajudam a entender o que existe dentro do copo. Até a temperatura muda completamente a percepção.

    🌾 O malte como processo

    Mais do que um ingrediente, o malte nasce da transformação de cereais e do controle da torra, criando notas de pão, caramelo, tosta e café.

    ❤️ Harmonização é memória afetiva

    Uma boa combinação não termina no prato. Ela cria desejo de repetir, como aquele pão de queijo, feijão ou produto que nos faz atravessar a cidade.

    🏪 Os 15 anos da Cervejoteca

    Ronaldo revisita a história da loja e as mudanças de um mercado que cresceu, se sofisticou, mas também se afastou de parte do público.

    📚 Cultura cervejeira precisa voltar ao centro

    Sem educação e troca, o setor fala sempre com as mesmas pessoas. Para formar novos consumidores, é preciso explicar menos de cima para baixo e convidar mais gente para a mesa.

    🌱 Valorizar o pequeno é preservar cultura

    Queijos, cervejas, cafés e azeites artesanais carregam território, conhecimento e identidade. Apoiar esses produtores é manter a diversidade viva.

    🍻 Menos frescura, mais experiência

    Nem toda combinação precisa funcionar. O importante é provar, errar, descobrir e não deixar que o conhecimento transforme prazer em arrogância.

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    1 時間 37 分
  • [SommCast] Lucas Foppa - Enólogo e Cofundador da Vinícola Foppa & Ambrosi #EP159
    2026/06/25

    Como uma vinícola que começou com apenas 45 garrafas conseguiu construir uma operação internacional antes de completar dez anos? Neste episódio do SommCast, gravado durante a Wine South America, recebemos Lucas Foppa, enólogo e cofundador da Foppa & Ambrosi, para uma conversa sobre vinho, empreendedorismo e a coragem de transformar uma ideia improvável em um negócio com presença dentro e fora do Brasil.

    Lucas relembra sua entrada quase acidental na enologia, ainda na adolescência, a formação no Instituto Federal, o estágio na Chandon e a experiência com microvinificações na Espanha. Ao lado de Ricardo Ambrosi, começou a produzir vinhos no porão da casa da família, sem investidores e praticamente sem entender como vendê-los. A passagem por Napa Valley mudou essa visão e mostrou que, além da técnica, era preciso construir marca, experiência e conexão com o consumidor. Hoje, a Foppa & Ambrosi produz cerca de 120 mil garrafas por ano e desenvolve projetos nos Estados Unidos e no Uruguai.

    Mais do que uma história de crescimento, o episódio mostra que construir uma vinícola exige aprender com os erros, entender o mercado, fortalecer a própria identidade e repetir o trabalho bem-feito ao longo do tempo. Uma conversa para quem acredita no vinho brasileiro e quer entender como técnica, comunicação, hospitalidade e empreendedorismo podem caminhar juntos.


    Destaques


    🍷 Uma escolha profissional aos 13 anos

    Lucas entrou para o curso técnico em Enologia sem conhecer profundamente o vinho. A decisão nasceu da busca por uma formação de qualidade e da influência de pessoas que enxergaram nele um potencial que ainda não conseguia perceber.

    🏠 O começo no porão de casa

    A Foppa & Ambrosi nasceu de pequenas microvinificações feitas no porão da casa dos pais de Ricardo. O primeiro experimento rendeu 45 garrafas. Depois vieram 300 garrafas e a descoberta de que fazer vinho e construir uma empresa são desafios completamente diferentes.

    🔥 O incêndio que mudou os planos

    Durante uma experiência profissional em Napa Valley, Lucas e Ricardo enfrentaram os grandes incêndios florestais de 2017. O cenário contribuiu para a decisão de voltar ao Brasil e investir definitivamente no próprio projeto.

    🤝 Uma sociedade complementar

    Embora os dois sejam enólogos, Ricardo assumiu a produção e a qualidade dos vinhos, enquanto Lucas passou a liderar os negócios, o posicionamento e a comunicação da marca.

    📈 De 300 para 120 mil garrafas

    Sem grandes investidores, a vinícola chegou a uma produção anual próxima de 120 mil garrafas. Para Lucas, o crescimento nasceu da combinação entre trabalho, adaptação, boas conexões e oportunidades bem aproveitadas.

    🌎 Uma atuação internacional

    A experiência em Napa abriu caminho para uma operação própria nos Estados Unidos. A empresa também desenvolve vinhos no Uruguai, em parceria com a Bracco Bosca, conectando diferentes territórios e estilos.

    🏷️ A força da marca

    Depois de criar diferentes linhas e submarcas, a vinícola percebeu que precisava concentrar seus esforços no próprio nome. A mudança fortaleceu Foppa & Ambrosi como a principal assinatura diante do consumidor.

    🕵️ Segredo de Enólogo

    Na linha Segredo de Enólogo, o consumidor prova o vinho sem saber quais uvas compõem o corte. A proposta é desafiar preconceitos e mostrar como nomes e experiências anteriores podem interferir na percepção.

    🚪 Enoturismo como prioridade

    Receber pessoas na vinícola é parte central do negócio. Durante a visita, o público conhece a história, prova os vinhos, conversa com quem produz e cria uma relação mais profunda com a marca.

    🇧🇷 O futuro do vinho brasileiro

    Mesmo com projetos internacionais, o foco continua no Brasil. O objetivo é consolidar a empresa, elevar a qualidade e mostrar que o vinho brasileiro pode ocupar novos mercados sem perder sua identidade.

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    48 分
  • [Épice Talks] Sebastián Ruiz - Enólogo da Viña Tarapacá #EP01
    2026/06/24

    Como criar um novo ícone sem apagar mais de 150 anos de história? Na estreia do Épice Talks, Sebastián Ruiz, enólogo da Viña Tarapacá, apresenta o Etiqueta Dourada, um Cabernet Sauvignon que inaugura uma nova fase para uma das vinícolas mais tradicionais do Chile. Um vinho que nasce do encontro entre profundidade e frescor, tradição e movimento, experiência e coragem para fazer diferente.

    A conversa percorre a trajetória de Sebastián, suas primeiras memórias com o vinho e a importância de manter o enólogo conectado ao campo. O episódio mergulha também na história da Tarapacá, em seu terroir no Vale do Maipo e no trabalho realizado para compreender cada detalhe da propriedade. Foram centenas de análises de solo, estudos geológicos, recuperação da biodiversidade e anos de experimentação até identificar as pequenas parcelas que deram origem ao Etiqueta Dourada. Concreto, madeira, oxigênio, ponto de colheita e tempo de garrafa entram nessa construção.

    Produzido em uma edição limitada de aproximadamente sete mil garrafas, com apenas 900 destinadas inicialmente ao Brasil, o Etiqueta Dourada representa mais do que um lançamento. É o resultado de décadas de conhecimento, de uma parceria histórica entre a Épice e a Tarapacá e de uma nova leitura sobre os grandes vinhos chilenos: mais elegante, fluida e conectada ao lugar. Um episódio para entender como nasce um ícone — e por que os grandes vinhos não precisam escolher entre tradição e modernidade


    Destaques


    🍷 O nascimento de um novo ícone

    O Etiqueta Dourada chega ao topo do portfólio da Tarapacá com uma proposta mais fresca e elegante, preservando profundidade, fruta e potencial de guarda.

    🟡 A história das etiquetas

    O novo vinho se junta aos tradicionais Etiqueta Branca, Negra e Azul, abrindo outro capítulo na forma como a vinícola interpreta seu terroir.

    👨‍🌾 O enólogo também precisa estar no campo

    Sebastián defende que enologia e viticultura caminhem juntas. Conhecer a planta, o solo e o clima é essencial para preservar a identidade do lugar.

    🗺️ Um terroir estudado em profundidade

    Centenas de análises e escavações revelaram pequenas parcelas, diferentes composições geológicas e solos formados há milhões de anos.

    🌿 Biodiversidade que chega à taça

    Corredores biológicos, coberturas vegetais e manejo integrado ajudaram a recuperar o ecossistema e melhorar a qualidade das uvas.

    🏔️ Um lugar protegido pela natureza

    Montanhas, rio e correntes de ar frescas ajudam a preservar a acidez e favorecem vinhos intensos, equilibrados e elegantes.

    🧱 Concreto, madeira e equilíbrio

    O concreto preserva a fruta, enquanto a madeira oferece oxigenação e estrutura. A escolha nasce da experimentação, não de uma fórmula pronta.

    🌡️ Colher antes para preservar o frescor

    A antecipação da colheita e as fermentações mais delicadas ajudam a evitar excesso de álcool, mantendo tensão, frescor e elegância.

    🌱 Vinhas maduras e de pé franco

    As uvas vêm de vinhedos com cerca de 30 anos, incluindo plantas de pé franco, mais equilibradas e concentradas na maturação dos frutos.

    🇧🇷 O Brasil no centro da estratégia

    A chegada de 900 garrafas ao país reforça a importância do mercado brasileiro e a confiança da Tarapacá na parceria com a Épice.

    🤝 Uma parceria de mais de 30 anos

    Desde 1995, Épice e Tarapacá atravessam juntas mudanças de portfólio, imagem e posicionamento da marca no Brasil.

    ⏳ O tempo como ingrediente

    O descanso em garrafa ajudou a integrar os taninos e revelar uma textura mais fina, fluida e elegante.

    ✨ O que define um grande vinho

    Um grande vinho entrega prazer hoje, mas também possui equilíbrio, identidade e estrutura para evoluir durante muitos anos.

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    1 時間 9 分
  • [Boletim Tanin] A Crise do Vinho na China, Recorde Brasileiro e a Nova Argentina #EP14
    2026/06/23

    Portugal bebe quase 24 vezes mais vinho que o Brasil. E, ao mesmo tempo, vê no mercado brasileiro uma das maiores oportunidades do mundo.


    Neste episódio:


    🍷 O consumo de vinho no Brasil comparado aos maiores mercados do mundo

    🇵🇹 A ofensiva portuguesa liderada pela Casal Garcia e o impacto do acordo Mercosul–União Europeia

    🎬 Sarah Jessica Parker e o Sauvignon Blanc com jalapeño que virou assunto nos Estados Unidos

    🥂 A transformação da Nova Aliança e sua aposta nos vinhos finos e espumantes premium

    🏅 O vinho brasileiro sem álcool premiado em Londres e a diferença entre desalcoolizado e suco de uva

    🏃 A Expovitis Brasil e a corrida entre vinhedos que abriu a principal feira dedicada ao vinho brasileiro

    🌊 O novo Uruguai além do Tannat, com vinhos costeiros, frescos e salinos em Maldonado e Punta del Este

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    14 分