エピソード

  • [SommCast] Carlos Henrique - Criador da comunidade e do canal Mapa do Whisky #EP179
    2026/09/07

    O whisky precisa ser difícil para ser levado a sério? Para Carlos Henrique, criador do Mapa do Whisky, a resposta é justamente o contrário. Neste episódio do SommCast, ele mostra como uma bebida cercada de regras, status e termos técnicos pode voltar ao que realmente importa: prazer, memória e conexão. Arquiteto de formação, Carlos transformou um interesse pessoal em conteúdo, comunidade e negócio, construindo uma referência para quem quer entender mais sobre whisky sem entrar em um universo de arrogância ou elitismo.

    A conversa passa pela criação do Mapa do Whisky, pela rotina intensa de estudo e produção de conteúdo e pela construção de uma plataforma pensada para levar o público do básico ao avançado. No caminho, falamos sobre blends, single malts, turfa, maturação, influência dos barris, finalizações em vinho do Porto e Jerez, desenvolvimento de paladar e até sobre como escolher melhor uma garrafa. Mas a provocação central vai além da técnica: não existe uma única forma certa de beber. Com gelo, puro, em taça ou copo simples, o melhor whisky é aquele que faz sentido para o seu paladar e para o momento.

    É um episódio para quem já gosta de whisky, para quem quer começar e também para quem acredita que conhecimento não precisa virar barreira. Carlos defende menos ego, mais curiosidade e uma relação mais humana com a bebida — porque, no fim, talvez você esqueça o rótulo, mas dificilmente esqueça a história que aconteceu ao redor da mesa.


    Destaques


    🥃 Whisky sem elitismo

    Carlos explica por que conhecimento deve aproximar, não afastar. A técnica importa, mas não pode ser usada para transformar a bebida em um clube exclusivo.

    🗺️ De hobby a referência

    O Mapa do Whisky nasceu da vontade de falar sobre a bebida de forma acessível e evoluiu para conteúdo, comunidade, cursos e uma estrutura de aprendizado para diferentes níveis.

    🧠 Como desenvolver o paladar

    Em vez de começar pelos rótulos mais intensos ou caros, a ideia é avançar aos poucos, comparar estilos, reconhecer preferências e criar repertório sensorial.

    🪵 Barril importa — e muito

    Mais do que olhar apenas para idade, Carlos chama atenção para a qualidade e o histórico dos barris, que ajudam a definir aromas, sabores e personalidade do whisky.

    🔥 Turfa, blends e single malts

    O papo mostra como estilos diferentes entregam experiências completamente distintas — e por que não gostar de um whisky turfado, por exemplo, não significa “não entender” de whisky.

    🍷 Quando vinho e whisky se encontram

    Finalizações em barris de Porto, Jerez e outros vinhos mostram como os dois universos dialogam e criam novas camadas de aroma, sabor e textura.

    🤝 A bebida como ponto de encontro

    Mais importante que decorar termos é entender o papel social da bebida. Para Carlos, whisky é ferramenta para conversa, amizade, celebração e memória.

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    1 時間 53 分
  • [A Origem do Sabor] Bruno Alexandre - gin brasileiro, botânicos, perfumaria e a busca por uma identidade própria #EP18
    2026/09/04

    Farmacêutico, tecnólogo de alimentos e Sommelier de Gin, Bruno Alexandre construiu uma trajetória em que ciência, aroma, sabor e curiosidade acabaram se encontrando. Depois de 14 anos na indústria farmacêutica, ele mergulhou no universo dos destilados, da botânica e da perfumaria. Colunista da Revista Degusta! e da italiana Retrogusti, Bruno chega ao A Origem do Sabor para mostrar que o gin está muito além de uma bebida com gelo e tônica: é território, matéria-prima, técnica, memória e cultura.

    A conversa passa pelo papel indispensável do zimbro, pelos diferentes botânicos e pela maneira como aromas de fundo, coração e saída aproximam o gin da lógica da perfumaria. Bruno conta como estudos realizados no Marrocos ampliaram sua percepção sobre aromas e especiarias, explica como identificar perfis cítricos, florais e resinosos e traz dicas para preparar uma boa gin tônica. Mas o papo ganha ainda mais força quando chega ao Brasil: pequenas destilarias, ingredientes regionais, diversidade de biomas e o desafio de criar uma identidade própria, sem simplesmente copiar referências estrangeiras.

    No fim, fica uma provocação que combina totalmente com A Origem do Sabor: quanto mais entendemos de uma bebida, mais queremos conhecer de onde ela vem, quem a produz e quais histórias cabem dentro dela. Bruno defende que o gin brasileiro já tem qualidade para ocupar muito mais espaço e que conhecer e valorizar o produto nacional é parte desse movimento. Um episódio para quem gosta de descobrir sabores, mas também para quem entende que beber pode ser uma porta de entrada para falar de campo, ciência, cultura, encontros e identidade.


    Destaques

    🧪 Da farmácia à sommellerie de gin — A experiência de Bruno com controle de qualidade e análise de álcool criou uma base técnica que encontrou um novo caminho no universo dos destilados.

    🌿 Zimbro, botânicos e criação — Todo gin precisa ter zimbro, mas o restante da receita pode reunir poucos ou dezenas de botânicos. É nessa combinação que cada produtor constrói personalidade.

    🌸 Um “perfume de beber” — A perfumaria ajuda a compreender o gin em camadas: notas mais densas na base, zimbro e florais no coração e cítricos e herbais na saída.

    🇧🇷 Existe um sabor brasileiro para o gin? — Bruno acredita que essa identidade ainda está sendo construída. Jambu, frutas, sementes, flores e ingredientes regionais apontam para um universo enorme de possibilidades.

    🍸 Menos exagero, mais equilíbrio — Gin e tônica de qualidade, bastante gelo e uma composição mais simples podem revelar melhor os aromas do que uma taça carregada de frutas e especiarias.

    🎨 Sabor como experiência — O projeto Tuca nasce da vontade de unir gin, gastronomia, queijo, perfumaria e arte, reforçando uma das ideias centrais do programa: sabor nunca existe sozinho. Ambiente, memória, cultura e companhia também fazem parte da experiência.

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    1 時間 1 分
  • [Na Estrada] Farina Wines: Tradição, Amarone e a Alma da Valpolicella Classica #EP01
    2026/09/03

    Existem regiões que produzem grandes vinhos — e outras que criam um estilo impossível de separar do território. No primeiro episódio da série especial SommCast na Estrada pela Itália, chegamos à Valpolicella Classica, na província de Verona, para conhecer a Farina Wines, vinícola familiar com mais de cem anos de história. Uma casa que atravessou gerações mantendo sua ligação com as uvas locais e com uma das técnicas mais emblemáticas do vinho italiano: o appassimento.Percorremos vinhedos, salas de secagem, adegas e espaços de pesquisa para entender como Corvina, Corvinone, Rondinella e Molinara podem seguir caminhos completamente diferentes dentro da mesma região. De um lado, tradição, trabalho familiar e respeito pelo território. Do outro, pesquisas com novos recipientes, parceria com a Universidade de Verona e soluções para enfrentar um clima cada vez menos previsível.Na taça, essa história fica ainda mais clara. Provamos Valpolicella Classico, Superiore, Ripasso, diferentes Amarones, Riserva e Recioto, acompanhando como a mesma paisagem pode ganhar frescor, estrutura, concentração e profundidade. Mais do que visitar uma vinícola, este episódio é um mergulho em uma região onde vinho, família, geologia e cultura caminham juntos há séculos.Destaques📍 Valpolicella ClassicaConhecemos a zona histórica ao norte de Verona, marcada pela influência dos Alpes, do Lago de Garda e por uma cultura vitivinícola construída ao longo de séculos.🏡 Mais de 100 anos de FarinaDe uma história iniciada por uma família de meeiros a uma vinícola que produz para diferentes mercados do mundo, a relação com o território continua no centro da casa.🍇 A força das uvas autóctonesCorvina, Corvinone, Rondinella e Molinara mostram como preservar variedades locais também significa proteger a personalidade e a memória de uma região.🌬️ Appassimento por dentroEntramos nas salas onde as uvas permanecem secando por meses, perdendo água e concentrando aromas, açúcar e textura antes de seguirem para a vinificação do Amarone.⏳ O tempo como ingredienteValpolicella e Amarone podem nascer de uma base semelhante, mas processos, fermentações e tempos diferentes transformam completamente o resultado.🧪 Pesquisa e inovaçãoA Farina estudou durante cinco anos o amadurecimento do Amarone em diferentes recipientes para compreender como materiais e níveis de oxigênio interferem na evolução do vinho.🌱 O desafio das mudanças climáticasTecnologia, controle de secagem e pesquisa ganham ainda mais importância diante de um clima que deixou de ser tão previsível no vinhedo.🍷 Da leveza ao AmaroneA degustação começa no frescor do Valpolicella, passa pelo Ripasso e cresce até diferentes interpretações de Amarone, antes de terminar no Recioto — justamente o vinho que está na origem dessa história.🇮🇹 SommCast na Estrada pela ItáliaA Farina abre uma série de cinco episódios em que viajamos pelo Vêneto e pela Emília-Romagna para conhecer produtores, territórios e histórias por trás de alguns dos vinhos mais emblemáticos da Itália.

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    19 分
  • [Boletim Tanin] O Chile Apostou na Uva Errada? França no Topo e o Vinho Avança ao Norte #EP24
    2026/09/03

    E se o Chile tiver escolhido a uva errada para representar seus vinhos no mundo? A provocação ganha outro peso quando vem de Aurelio Montes Junior, enólogo-chefe da Viña Montes e responsável pelo Purple Angel, um dos Carmenère mais celebrados do país.

    No Boletim Tanin #24, Ana Leal parte de uma degustação vertical de Purple Angel para discutir a identidade do vinho chileno — e conecta essa história a um episódio cheio de mercado, comportamento e transformações importantes no mapa mundial do vinho.


    Neste episódio:


    🍷 O Chile apostou na uva errada? Por que a Carmenère é tão difícil de trabalhar e como o estilo do Purple Angel mudou ao longo das últimas décadas.

    🎵 A cave da Viña Montes onde os vinhos envelhecem ouvindo canto gregoriano 365 dias por ano, dentro de um projeto inspirado também pelo feng shui.

    🍇 A Campanha Gaúcha consegue uma importante vitória contra a deriva do herbicida 2,4-D, apontado como responsável por enormes prejuízos aos vinhedos.

    🇧🇷 O brasileiro realmente tem preconceito com vinho nacional? O economista Mauro Salvo defende outra tese: nunca foi preconceito, sempre foi reputação.

    🇫🇷 Por que nenhum país vende vinho tão caro para o Brasil quanto a França — e a surpresa: entre os vinhos tranquilos, o francês de maior faturamento por aqui é o Piscine, rosé conhecido por ser servido com gelo.

    🇮🇹 A despedida de Vittorio Frescobaldi, que morreu aos 97 anos depois de ajudar a transformar uma dinastia toscana de sete séculos e participar da história de nomes como Ornellaia e Luce.

    🌍 E o mapa mundial do vinho continua mudando. Suécia e Inglaterra avançam na produção enquanto o aquecimento global cria novas possibilidades no norte da Europa.


    Mais do que notícias, o Boletim Tanin é leitura de mercado — para quem quer entender o vinho além da taça.

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    15 分
  • [PodVenda+Vinho] Do zero aos R$ 3 milhões em dois anos: os bastidores do crescimento de uma operação especializada em vinhos #EP05
    2026/09/01

    O que faz uma loja de vinhos sair do zero e chegar à casa dos R$ 3 milhões de faturamento em pouco mais de dois anos? No novo episódio do PodVenda+Vinho, Diego Bertolini recebe Fabio Ijano, sócio-proprietário da Vinoteo Comércio de Vinhos, para abrir os bastidores de uma operação que nasceu com uma premissa simples: antes de vender vinho, é preciso entender e facilitar a vida do cliente. Depois de 24 anos no mercado financeiro, Fabio levou sua visão de gestão, relacionamento e identificação de oportunidades para um setor que, na visão dele, ainda pode evoluir muito na experiência de compra.

    A conversa mostra que o crescimento da Vinoteo não aconteceu apenas colocando mais garrafas na prateleira. A operação foi construída como um ecossistema: adega, empório, wine bar, gastronomia de baixa complexidade operacional, cursos e espaço para eventos corporativos. A pizza, criada inicialmente para resolver uma necessidade de conveniência do cliente, chegou a representar quase 30% do faturamento da operação. Já os cursos somaram mais de R$ 1,1 milhão em faturamento em três anos, além de educarem o consumidor, ampliarem o repertório de compra e criarem recorrência para a própria loja.

    No digital, a provocação é igualmente prática: view não paga conta. Fabio e Diego discutem social selling, relacionamento com novos seguidores, uso inteligente dos dados, CRM, pós-venda e a necessidade de transformar atenção em negócio. Um dos exemplos do episódio mostra R$ 12 mil gerados em vendas a partir de interações nas redes sociais, enquanto conteúdos com enorme alcance nem sempre produziram resultado comercial. É um episódio para quem quer enxergar a loja de vinhos menos como uma adega e mais como uma operação de relacionamento, experiência, dados e múltiplas receitas. Confira o PodVenda+Vinho no YouTube e Spotify.


    Destaques


    🚀 Do mercado financeiro para o vinho

    Fabio conta como trocou uma carreira de 24 anos no setor financeiro pelo empreendedorismo no vinho e transformou sua experiência com gestão e relacionamento em vantagem competitiva. A oportunidade surgiu justamente do incômodo com uma venda excessivamente técnica e pouco preocupada em simplificar a escolha do consumidor.


    🏪 A loja de vinhos precisa ser mais do que uma loja

    Adega, empório, consumo no local, gastronomia, cursos e eventos convivem dentro do mesmo espaço. A lógica não é adicionar complexidade por adicionar, mas encontrar novas formas de monetizar a estrutura e criar motivos para o cliente voltar.


    🍕 Resolver um problema pode criar outro negócio

    A gastronomia entrou para evitar que o consumidor comprasse o vinho em um lugar e o jantar em outro. A solução evoluiu até uma marca própria de pizza congelada, com operação enxuta e participação relevante no faturamento.


    🎓 Educação também vende vinho

    Os cursos não funcionam apenas como uma fonte adicional de receita. Eles diminuem a insegurança do consumidor, apresentam novos estilos e regiões e fortalecem uma relação em que o cliente volta porque sente que aprende a cada visita.


    📲 Alcance sem conversão é só número

    Um vídeo com 1 milhão de visualizações pode gerar menos negócios do que outro com apenas algumas centenas. O ponto está em identificar quem interagiu, iniciar conversas e transformar seguidores em relacionamento comercial.


    💰 Dá para ganhar dinheiro com vinho?

    Fabio defende que sim — desde que exista gestão, diferenciação e serviço agregado. Na reta final, ele abre indicadores de margem da operação e resume dois pilares para quem empreende no setor: persistência e disposição para buscar ajuda em vez de tentar construir tudo sozinho.----------------------------------------------------

    https://www.instagram.com/diegobertolinii/

    https://www.instagram.com/vinoteo/


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    1 時間 18 分
  • [SommCast] Rodrigo Novaes - Head Sommelier do Grupo Adega Santiago #EP178
    2026/08/31

    Rodrigo Novaes não cresceu com vinho à mesa — e talvez isso ajude a explicar a forma tão pouco engessada com que enxerga a profissão. Seu contato real com a bebida começou trabalhando em restaurante, onde entrou como caixa, assumiu novas responsabilidades, começou a comprar vinhos e decidiu investir do próprio bolso na formação como sommelier. Uma trajetória construída no salão, na operação e na curiosidade, até chegar à liderança do pilar de vinhos do Grupo Adega Santiago.No episódio, a conversa vai muito além de rótulos. Rodrigo abre os bastidores da construção das cartas de diferentes casas do grupo e mostra que uma boa seleção precisa equilibrar conceito, perfil do público, giro de estoque, preço, fornecedores e, principalmente, capacidade de serviço. A carta não deve ser feita para impressionar outro especialista, mas para funcionar para quem está sentado à mesa. E isso exige treinamento, leitura do cliente e uma curadoria capaz de surpreender — muitas vezes oferecendo algo melhor e mais interessante, não necessariamente mais caro.Também falamos sobre hospitalidade, formação de equipes, vinho brasileiro e as mudanças no comportamento do consumidor. Rodrigo destaca o crescimento de brancos e rosés, a busca por vinhos mais frescos e com menos álcool e um movimento de “beber menos e beber melhor”. Ao mesmo tempo, defende que o Brasil vive um salto qualitativo e precisa olhar para sua própria produção com menos preconceito. Um episódio para quem quer entender vinho não apenas como bebida, mas como negócio, serviço, cultura e relação humana.Destaques🍷 Da operação ao vinho — Rodrigo conta como começou como caixa de restaurante, assumiu funções administrativas, descobriu o vinho no trabalho e transformou curiosidade em profissão.📋 A carta precisa funcionar — Mais rótulos não significam necessariamente uma carta melhor. Cada casa pede uma seleção própria, construída a partir do público, conceito, fluxo, estoque e capacidade de venda.🎯 Vender vinho é entender pessoas — Antes de recomendar uma garrafa, é preciso entender quem está do outro lado. Para Rodrigo, hospitalidade acontece quando o cliente se sente compreendido e confia na sugestão.🤝 Conhecimento não se constrói sozinho — Viagens, provas, garrafas especiais e aprendizados ganham valor quando são compartilhados com a equipe. A formação coletiva aparece como parte central de sua filosofia de liderança.🇧🇷 O Brasil precisa beber o Brasil — Mesmo em restaurantes de conceito ibérico ou italiano, o grupo mantém espaço para produtores nacionais. Para Rodrigo, a qualidade do vinho brasileiro avançou mais rápido do que a percepção de muitos consumidores.🥂 Menos peso, mais frescor — Brancos, rosés, vinhos de menor teor alcoólico e até opções sem álcool começam a refletir uma mudança maior no consumo: beber com mais consciência, qualidade e versatilidade.

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    1 時間 58 分
  • [A Origem do Sabor] Ana Mosquera - Redatora-chefe na Revista Prazeres da Mesa #EP17
    2026/08/28

    Quem conta a história do Brasil também pode fazer isso pela comida. Neste episódio de A Origem do Sabor, Ana Mosquera, redatora-chefe da revista Prazeres da Mesa, troca o papel de entrevistadora pelo de entrevistada para uma conversa sobre gastronomia, jornalismo, cultura e responsabilidade. Para Ana, comida nunca é apenas alimento: ela carrega histórias individuais que, quando reunidas, ajudam a explicar uma sociedade inteira.

    Da trajetória que começou ainda na faculdade, com um blog sobre gastronomia consciente, ao contato com o Slow Food e à chegada à Prazeres da Mesa, Ana mostra como repertório se constrói vivendo o campo para além dos restaurantes. A conversa passa pela responsabilidade de quem critica, pela diferença entre jornalistas e influenciadores, pela independência editorial e pela necessidade de conhecer produtores, cozinhas, territórios, arte e cultura antes de falar sobre gastronomia.

    O papo também olha para o futuro — ou talvez para uma volta ao essencial. Ana percebe uma gastronomia menos preocupada com discursos complicados e mais interessada em entregar prazer, sabor e experiências que falem por si. Ao mesmo tempo, cresce a valorização dos ingredientes brasileiros, desde que usados com contexto e propósito. E essa discussão vai muito além da alta gastronomia: passa pelo combate ao desperdício, pelo acesso ao alimento, pela agricultura familiar e pela valorização do PF, da comida de casa e dos pequenos restaurantes de bairro. No fim, fica uma definição simples e poderosa: comida boa é aquela que alimenta, fica na memória e dá vontade de repetir.


    Destaques


    🍽️ Comida também conta a história de um povo

    Muito antes de chefs, restaurantes e tendências, existe a comida como memória, identidade e expressão cultural. É pelo prato que também entendemos territórios, famílias e modos de viver.

    📰 Crítica exige repertório

    Ter um celular e uma opinião não transforma alguém em crítico. Ana provoca uma discussão necessária sobre experiência, apuração e responsabilidade diante do impacto que uma avaliação pode causar em um negócio.

    📱 Jornalista x influenciador

    São funções diferentes. Enquanto o influenciador se aproxima de uma lógica de empreendedor e criador de audiência, o jornalismo precisa carregar método, contexto e compromisso com a informação.

    🇧🇷 Menos discurso, mais brasilidade

    A tendência apontada por Ana é de menus menos explicativos e experiências mais intuitivas. Ingredientes brasileiros ganham espaço, mas não basta colocá-los no prato: eles precisam ter sabor, coerência e conexão com a cozinha.

    🌱 Da origem do ingrediente ao acesso à comida

    Farm to table também significa perguntar quem produz, quanto recebe, o que é desperdiçado e quem consegue comer. Para Ana, já não é possível falar de gastronomia ignorando fome, sustentabilidade e acesso ao alimento.

    🍛 O valor revolucionário do prato feito

    Em meio à busca pelo novo e pelo sofisticado, talvez o futuro também esteja no arroz com feijão bem feito, no restaurante do bairro, na agricultura familiar e na comida cotidiana que mantém comunidades e histórias vivas.

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    1 時間 12 分
  • [SommCast] Bruna Dachery - Enóloga e Sócia-proprietária da Monte Chiaro Vinhos Finos #EP177
    2026/08/27

    Bruna Dachery cresceu em uma região onde o vinho faz parte da cultura, mas precisou construir o próprio espaço dentro de um universo técnico historicamente masculino. Enóloga, pesquisadora, professora e sócia-proprietária da Monte Chiaro Vinhos Finos, ela transformou estudo e inquietação em uma trajetória que atravessa laboratório, sala de aula, vinícola e enoturismo. No SommCast, Bruna mostra que produzir vinho vai muito além da técnica: envolve identidade, cultura, representatividade e, principalmente, pessoas.

    A conversa passa por sua formação acadêmica, pesquisas em enologia, produção de espumantes, os desafios enfrentados pelas mulheres no setor e a criação do Movimento Mulher do Vinho do Brasil. Também mergulhamos na Monte Chiaro, projeto familiar de pequena produção no Vale dos Vinhedos que prefere crescer em qualidade e experiência, não em volume. Entre vinhos autorais e o Ledone — rótulo inspirado na luta das mulheres por espaço no universo do vinho —, Bruna defende uma nova forma de receber o consumidor: menos interrogatório sobre aromas e mais liberdade para simplesmente viver aquele momento.

    O papo também olha para o futuro do vinho brasileiro. Novas regiões produtoras, enoturismo, gastronomia, cultura local e educação do consumidor podem ampliar o mercado sem apagar a história construída pela Serra Gaúcha. No fim, fica uma das melhores definições do episódio: “o vinho nasce na ciência e termina na experiência”. Porque conhecimento importa, mas talvez o ápice dele seja justamente perceber que vinho não precisa ser complicado.


    Destaques


    🍷 Da memória familiar à enologia

    Bruna relembra o vinho feito pelo avô e conta como transformou essa relação cultural em formação técnica, pesquisa, docência e produção.

    🔬 A ciência por trás da taça

    Mestrado, doutorado, pesquisas sobre segurança do vinho e métodos de elaboração mostram um lado da enologia que raramente chega ao consumidor — e ajudam a entender quanto conhecimento existe antes de uma garrafa chegar à mesa.

    👩‍🔬 Mulheres ocupando o vinho

    Bruna fala sobre a necessidade constante de mulheres provarem sua competência em um setor ainda muito associado à figura masculina e apresenta o Movimento Mulher do Vinho do Brasil, criado para conectar e fortalecer profissionais de diferentes áreas.

    🍇 Monte Chiaro: pequena por escolha

    Com produção limitada e 12 rótulos, a Monte Chiaro aposta em personalidade, qualidade e contato direto com quem visita a vinícola. O plano não é produzir cada vez mais, mas entregar cada vez melhor.

    🌅 Enoturismo sem complicação

    Para Bruna, uma visita à vinícola pode transformar alguém em consumidor de vinho para a vida inteira. Por isso, a experiência precisa acolher, emocionar e deixar o visitante confortável — sem transformar a degustação em uma prova.

    🇧🇷 O novo mapa do vinho brasileiro

    O crescimento de regiões produtoras fora dos polos tradicionais não enfraquece o Vale dos Vinhedos. Pelo contrário: pode trazer novos consumidores para o vinho, criar novas rotas e aproximar a bebida da cultura de cada lugar.

    ✨ Da ciência à experiência

    Depois de estudar aromas, técnicas, terroirs e processos, existe uma volta à simplicidade: vinho é memória, comida, conversa, viagem e prazer. Conhecer mais deveria aproximar as pessoas da taça — nunca afastá-las.

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    1 時間 5 分