エピソード

  • #128 - Vamos deixar voar a imaginação? O futuro da corretagem pode já estar sendo construído agora!
    2026/08/30

    Vamos deixar voar a imaginação? O futuro da corretagem pode já estar sendo construído agora!


    Há duas décadas, ninguém imaginava que um cliente poderia visitar um imóvel em outra cidade — ou até em outro país — sem sair do sofá. Hoje, a visita 360 graus é realidade. Também não se pensava em conversar com dezenas de clientes simultaneamente, de forma personalizada, usando apenas mensagens automáticas no WhatsApp. Nem em gravar vídeos com drone, editar tudo no celular e publicar nas redes sociais em minutos.


    Era impensável imaginar que uma inteligência artificial poderia redigir anúncios, sugerir imóveis com base em preferências comportamentais ou até antecipar objeções antes mesmo de uma visita. E, no entanto, tudo isso faz parte da rotina atual de muitos profissionais do mercado.


    A tecnologia não pediu licença para entrar no mundo da corretagem. Ela chegou. E já transformou não apenas o modo de divulgar, mas também a forma de atender, negociar e se relacionar com o cliente.


    Mas se em tão pouco tempo já avançamos tanto… o que mais pode acontecer?


    – Será que um imóvel poderá mudar virtualmente de estilo — minimalista, rústico, industrial — conforme o gosto de quem está visitando online?


    – E se os clientes puderem testar como seria morar em determinado bairro passando 24 horas ali com óculos de realidade aumentada que simulem sons, clima e vizinhança?


    – Será que corretores terão assistentes virtuais treinados com suas vozes, modos de falar e estilo de atendimento, atendendo clientes mesmo quando eles estiverem dormindo?


    – Será que o próprio imóvel enviará mensagens para potenciais compradores dizendo: “Oi, acho que você vai gostar de mim”?


    – E se o histórico de decisões de compra de uma pessoa puder indicar com exatidão onde ela gostaria de viver, mesmo que ela nunca tenha pensado nesse lugar?


    – Será que haverá um “botão de compra emocional” — quando o cliente sentir que o imóvel é “o certo”, ele aperta e inicia sozinho todos os trâmites jurídicos?


    – E se a IA conseguir prever quais imóveis terão alta valorização emocional, além da financeira — porque aquele local vai ter um significado especial para o cliente no futuro?


    Talvez pareça exagero. Mas há 20 anos também parecia absurdo usar o celular para fazer uma chamada de vídeo, enviar documentos instantaneamente ou publicar um tour virtual em alta definição.


    A evolução não pede permissão. Ela acontece.


    E cabe a nós, profissionais do setor, acompanhar, adaptar e, acima de tudo, continuar fazendo as perguntas certas.


    Porque o futuro — esse lugar onde ainda não estamos — começa com a coragem de perguntar:

    e se?

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  • #127 - O Dia em que o mercado imobiliário virou um call center
    2026/08/23

    O Tempo das Baias, das Listas e do Telefone: O Modelo de Vendas Imobiliárias que Tentou se Impor no Brasil


    Lembro claramente de uma conversa aparentemente simples, daquelas que acontecem sem pretensão, em frente a uma loja, enquanto tomávamos aquele cafezinho “de graça” que toda imobiliária oferece.


    Um colega que havia trabalhado comigo decidiu sair da empresa e ingressar em uma daquelas imobiliárias gigantes, estruturas que sempre impressionaram pelo tamanho, pelo volume e pela promessa de resultados em escala. Curioso — como todo corretor que leva a profissão a sério — perguntei como funcionava o dia a dia por lá.


    A resposta me marcou.


    Ele descreveu a loja: cerca de 30 metros de profundidade, de ponta a ponta ocupada por baias de atendimento, todas preenchidas por corretores. Um verdadeiro “call center imobiliário”. Segundo ele, isso acontecia por volta de 2008, e a empresa fornecia listas de telefones com contatos de pessoas. O trabalho era simples na teoria, exaustivo na prática: ligar, ligar e ligar, oferecendo algum produto imobiliário.


    Naquele momento, me dei conta de que aquele modelo dizia muito mais sobre a tentativa de industrializar a venda de imóveis do que sobre o mercado imobiliário em si.

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  • #126 - OKR, você sabe o que é?
    2026/08/16

    OKR PARA CORRETORES DE IMÓVEIS E GESTORES


    Um guia profissional, claro e prático



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    O que é OKR?


    OKR (Objectives and Key Results) é uma metodologia de gestão focada em estabelecer objetivos claros e mensuráveis.

    Ela organiza metas em duas partes:


    Objective (O): o que queremos alcançar — deve ser inspirador, claro e significativo.


    Key Results (KR): como vamos medir o progresso — deve ser quantitativo, específico e verificável.



    No mercado imobiliário, essa metodologia ajuda tanto corretores quanto gestores a manter foco, ritmo e clareza nas prioridades.



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    Como aplicar OKR à rotina de um corretor de imóveis


    A aplicação prática envolve ciclos trimestrais ou mensais, com revisões semanais.


    Objetivo 1: Aumentar minha performance comercial no trimestre


    KR1: captar 12 novos imóveis qualificados.

    KR2: realizar 40 atendimentos completos (diagnóstico + follow-up).

    KR3: converter 4 vendas/locações no período.



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    Objetivo 2: Melhorar a qualidade do atendimento ao cliente


    KR1: responder novos leads em até 10 minutos.

    KR2: criar um roteiro padrão de atendimento e aplicar em 90% dos contatos.

    KR3: solicitar feedback de 20 clientes e atingir nota média 8,0 ou superior.



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    Como aplicar OKR para um gestor imobiliário


    O gestor utiliza OKRs tanto para direcionar equipes quanto para elevar resultados globais da unidade.


    Objetivo 1: Elevar a produtividade da equipe de vendas


    KR1: aumentar em 20% o número de atendimentos completos por corretor.

    KR2: reduzir o ciclo médio de fechamento de 90 para 60 dias.

    KR3: implementar dashboards semanais de desempenho com 100% de adesão da equipe.



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    Objetivo 2: Fortalecer a captação de imóveis exclusivos


    KR1: aumentar em 30% o volume de imóveis exclusivos ativos.

    KR2: treinar a equipe em pitch de exclusividade e certificar 100% dos corretores.

    KR3: criar campanha digital de captação com 500 leads qualificados no trimestre.



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    Dicas para executar OKRs com eficácia


    Evite ter muitos objetivos: 2 a 3 é o ideal.


    Os Key Results devem ser mensuráveis — se não dá para medir, não é KR.


    Acompanhe semanalmente: o valor do OKR está na execução.


    Transparência total: todos devem ver o progresso.


    Ajuste conforme a realidade: OKR é dinâmico.




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    Ciclo semanal sugerido


    Segunda-feira: definir prioridades da semana alinhadas aos OKRs.

    Quarta-feira: revisão rápida do progresso.

    Sexta-feira: registrar resultados, gargalos e próximos passos.



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    Conclusão


    OKRs ajudam corretores e gestores a saírem do piloto automático, focarem no que realmente importa e produzirem resultados consistentes.

    Com uma rotina estruturada e metas claras, a performance melhora de forma previsível e sustentável.


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  • #125 - Clareza profissional
    2026/08/09

    E você? É um corretor 100%, 75%, 50% ou 25%?


    No mercado imobiliário, costumamos olhar para números: leads, visitas, propostas, fechamentos. Mas existe um número que quase nunca analisamos — o percentual de corretor que realmente somos.


    Se dividirmos a corretagem em quatro grandes etapas:


    1. Captação de imóveis



    2. Atendimento ao cliente



    3. Fechamento do negócio



    4. Parte burocrática (contrato, documentos, registros, etc.)




    … em quais delas você realmente é forte?

    Em quais você prefere atuar?

    E em quais você precisa evoluir?


    A verdade é simples: não existe corretor perfeito, mas existe o corretor que se conhece — e esse, invariavelmente, produz mais, cresce mais e fecha mais negócios.


    Você é um corretor 100%?


    É aquele profissional que domina todas as etapas. Capta imóveis com técnica, atende com profundidade, fecha com segurança e navega pela burocracia com tranquilidade.

    Esse é o corretor raro — e, geralmente, o que constrói carreira sólida e previsível.


    Ou você é 75%?


    Capta bem, atende melhor ainda, fecha com naturalidade… mas trava na papelada.

    Ou o oposto: domina contratos e processos, mas tem dificuldades na prospecção.


    O corretor 75% já tem uma base forte. Falta apenas ajustar um dos pilares.


    Corretor 50%


    É aquele que brilha em duas etapas, mas precisa de suporte nas outras duas.

    Pode ser excelente no atendimento e no fechamento, mas não gosta de captar.

    Ou domina a captação e a burocracia, mas não performa no atendimento.


    Esse corretor tem grande potencial — desde que aceite que ninguém cresce sozinho.


    Corretor 25%


    Normalmente está no início, ainda tateando as etapas, ou está perdido dentro da própria rotina.

    Talvez brilhe em uma área — geralmente na que tem mais afinidade — e se sente inseguro nas demais.


    Mas uma boa notícia: a evolução do 25% para o 50%, depois 75% e enfim 100% ocorre muito mais rápido quando o corretor tem consciência de onde está.


    E você… em qual etapa se destaca?


    Você gosta de captar imóveis?

    Prefere o atendimento humano, aquele bate-papo que vira confiança?

    Seu chão é o fechamento, aquele momento decisivo em que tudo se resolve?

    Ou talvez você seja o tipo de profissional que ama a ordem dos papéis, a burocracia que garante segurança jurídica?


    Saber isso muda tudo.

    Muda como você monta sua agenda.

    Muda com quem você deve se associar.

    Muda quais habilidades deve treinar.

    Muda, principalmente, seu resultado mensal.


    **O mercado não recompensa quem tenta dominar tudo.


    Recompensa quem sabe onde brilha — e se organiza a partir disso.**


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  • #124 - Condomínio alto, patrimônio baixo
    2026/08/02

    Quando o Condomínio Alto Diminui o Patrimônio: O Impacto Real na Velocidade e no Valor de Venda


    Nos últimos anos, a taxa de condomínio se tornou um dos fatores mais determinantes no processo de escolha de um imóvel. Antes, muitos compradores perguntavam apenas “quanto custa o apartamento?”. Hoje, a pergunta mudou — e aparece entre as primeiras, com razão:


    “Quanto é o condomínio?”


    E esse movimento não é à toa.

    Com custos de vida aumentando, juros ainda elevados e consumidores cada vez mais atentos ao orçamento mensal, o valor do condomínio deixou de ser um detalhe e passou a ser um dos principais filtros de decisão.


    O resultado?

    Imóveis com condomínio alto perdem velocidade de venda e, em muitos casos, valor de mercado.

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  • #123 - Alinhamento e respeito
    2026/07/26

    Quando o Correspondente Bancário Esquece seu Papel: Atravessamentos, Comunicação e os Riscos para a Experiência do Cliente


    No mercado imobiliário, cada profissional possui um papel claro dentro da jornada de compra de um imóvel. O corretor conduz a relação comercial, entende o cliente, controla o ritmo da negociação e decide quando e como cada informação deve ser apresentada. O correspondente bancário, por sua vez, é o especialista técnico em crédito — importante, necessário, mas não protagonista da relação.


    O problema começa quando o correspondente, principalmente aquele que já foi corretor, esquece essa fronteira.


    E passa a acreditar que o cliente enviado pelo corretor é, automaticamente, cliente dele.



    valor máximo possível;


    score, dívidas, comprovação de renda;


    riscos de o financiamento não ser aprovado.



    Se o correspondente fala isso antes da hora certa, sem coordenação, ele pode:


    gerar ansiedade no cliente;


    criar bloqueios psicológicos;


    reduzir o entusiasmo pela compra;


    dificultar a negociação;


    enfraquecer a posição do corretor.



    E mais: o cliente pode interpretar essas falas como decisões finais, quando na verdade são apenas análises preliminares.


    O correspondente pode até entender de crédito, mas não entende de timing comercial como o corretor entende.



    Quando o correspondente já foi corretor — e isso vira um problema


    O correspondente que já atuou como corretor, em vez de facilitar, às vezes complica:


    Ele acredita que “sabe como funciona”,

    mas esquece que agora ocupa outra função.


    Ele acha que entende o cliente,

    mas não conhece o histórico da conversa,

    nem as dores,

    nem o momento,

    nem o nível de confiança criado.


    E, por acreditar que domina o jogo, ultrapassa fronteiras que jamais deveria cruzar.


    Ex-corretor no papel de correspondente precisa ter o dobro de consciência — porque a tentação de “assumir o controle” é grande.

    Mas controle, aqui, não é dele.



    Cliente enviado não muda a titularidade da relação


    O cliente pode até preencher ficha, mandar documentos, falar diariamente com o correspondente.

    Mas isso não muda um fato central:


    o cliente é do corretor.


    O correspondente é um apoio técnico, uma peça da engrenagem.

    Ele não conduz a narrativa, não define o ritmo, não controla o processo de venda.


    A relação principal — comercial, emocional e estratégica —

    é sempre entre o corretor e o cliente.


    Ignorar isso é, no mínimo, desrespeitoso.



    Correspondente eficiente é o que fortalece — não o que invade


    O correspondente ideal:


    alinha tudo antes com o corretor;


    pergunta como abordar cada assunto;


    respeita o fluxo da negociação;


    nunca decide sozinho;


    jamais antecipa temas sensíveis sem permissão;


    entende que seu papel é somar, não liderar.



    Quando o correspondente age assim, o cliente sente segurança, o corretor mantém controle e todos ganham.




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  • #122 - O efeito silencioso na imagem do corretor
    2026/07/19

    A Rotatividade nas Grandes Imobiliárias e o Efeito Silencioso na Imagem do Corretor


    No mercado imobiliário contemporâneo, a exposição nas redes sociais se tornou quase obrigatória. Corretores e corretoras aparecem em eventos, postam fotos com as equipes, anunciam novos desafios e participam de celebrações de conquistas. É o “palco digital” onde todos parecem sempre avançando.


    Mas há um fenômeno que vem se intensificando: a entrada e saída rápida de corretores em grandes imobiliárias, muitas vezes em poucos meses. E a pergunta que fica é: isso fortalece a imagem do corretor ou gera dúvidas sobre sua trajetória?


    A exposição é boa, mas também expõe fragilidades. Hoje é muito fácil acompanhar a vida profissional de quem se expõe. Quando um corretor entra em uma grande empresa, posta sobre o novo desafio, e depois de cinco meses se despede dizendo que segue novos rumos, o mercado observa. E as dúvidas surgem: por que ficou tão pouco tempo? Foi desligado? Não atingiu resultados?


    Grandes empresas têm alta exigência, e a rotatividade frequente pode passar uma imagem de instabilidade. Não é só a saída em si, mas o padrão de várias trocas em sequência que cria essa narrativa.


    Então, o que a imagem do corretor realmente comunica? O mercado julga o conjunto da obra. E para construir uma imagem sólida, é importante pensar não só na exposição, mas na consistência da trajetória. Assim, o artigo explora essas questões e convida os corretores a refletirem sobre o impacto de cada movimento.



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  • #121 - Poder de compra no Brasil
    2026/07/12

    Por que Mesmo a Classe Média Não Se Sente Preparada para Comprar um Imóvel?

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