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Barbaridade Histórica

Barbaridade Histórica

著者: Bárbara Matos
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A História não serve para decorar datas. Serve para entender como o mundo chegou até aqui. No Barbaridade Histórica, cada episódio investiga um tema, um personagem ou um acontecimento para responder perguntas que continuam fazendo sentido no presente. Sem simplificações, sem torcida e sem transformar a História em lista de curiosidades. Eu explico história. Você entende o presente.Bárbara Matos 世界
エピソード
  • #6 - Quando o extremo deixa de parecer extremo.
    2026/08/16

    Crises não produzem extremismo automaticamente. Mas podem mudar aquilo que uma sociedade passa a considerar aceitável.

    Neste episódio, eu parto das ascensões de Mussolini e Hitler para pensar como movimentos extremistas ganham espaço, quem abre a porta para que cheguem ao governo e o que acontece depois que entram.

    Porque a crise pode abrir espaço. Mas alguém precisa abrir a porta.

    🎙️ Eu explico história, você entende o presente.

    Referências

    PAXTON, Robert O. A Anatomia do Fascismo. Paz e Terra.
HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos. Companhia das Letras.
KERSHAW, Ian. Hitler. Companhia das Letras.
BOSWORTH, R. J. B. Mussolini. Bloomsbury.


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    15 分
  • #5 - O Japão mereceu Hiroshima?
    2026/08/09

    Existe uma frase que aparece sempre que se fala da bomba atômica: “o Japão mereceu”.

    Neste episódio, eu parto de uma distinção essencial: reconhecer os crimes do Japão imperial não significa transformar toda a população japonesa em culpada.

    Falamos sobre Nanquim, Hiroshima, os hibakusha, o debate historiográfico sobre a rendição japonesa e a diferença entre eficácia militar e justificabilidade moral.

    Porque governos fazem guerras. Estados cometem crimes. Mas populações civis não herdam automaticamente a culpa dos próprios Estados.

    📚 Referências:
— John Hersey, Hiroshima
— Tsuyoshi Hasegawa, Racing the Enemy
— Richard B. Frank, Downfall
— John W. Dower, Embracing Defeat
— Yuki Tanaka, Japan’s Comfort Women
— Sheldon H. Harris, Factories of Death
— Hiroshima Peace Memorial Museum

    Eu explico história, você entende o presente.


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    14 分
  • #4 - Ditadura e impunidade: por que o Brasil não julgou seus torturadores?
    2026/08/01

    Por que o Brasil voltou à democracia sem julgar quem torturou, matou e fez desaparecer?


    Neste episódio, eu explico como a redemocratização brasileira reconheceu os crimes da ditadura sem construir uma responsabilização penal efetiva.


    A gente passa pela abertura “lenta, gradual e segura”, pela Lei da Anistia, pelo caso Vladimir Herzog e pela comparação com a Argentina, que retomou os julgamentos apesar dos recuos.


    O que uma democracia deve à própria história quando reconhece os crimes de Estado, mas não pune quem os cometeu?


    Eu explico história, você entende o presente.


    📚 Leitura recomendada:

    — PAIVA, Marcelo Rubens. Ainda Estou Aqui. Alfaguara/Objetiva.


    📚 Referências:

    — COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE. Relatório. Brasília: CNV, 2014.

    — GASPARI, Elio. A Ditadura Escancarada. Companhia das Letras.

    — FICO, Carlos. Além do Golpe. Record.

    — MEZAROBBA, Glenda. Um acerto de contas com o futuro. Humanitas/FAPESP.

    — BRASIL. Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979.

    — CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS. Caso Gomes Lund e outros vs. Brasil. Sentença de 24 de novembro de 2010.

    — DANTAS, Audálio. As Duas Guerras de Vlado Herzog. Companhia das Letras.

    — CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS. Caso Herzog e outros vs. Brasil. Sentença de 15 de março de 2018.

    — PEREIRA, Anthony W. Ditadura e Repressão. Paz e Terra.

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    14 分
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