エピソード

  • #6 - Quando o extremo deixa de parecer extremo.
    2026/08/16

    Crises não produzem extremismo automaticamente. Mas podem mudar aquilo que uma sociedade passa a considerar aceitável.

    Neste episódio, eu parto das ascensões de Mussolini e Hitler para pensar como movimentos extremistas ganham espaço, quem abre a porta para que cheguem ao governo e o que acontece depois que entram.

    Porque a crise pode abrir espaço. Mas alguém precisa abrir a porta.

    🎙️ Eu explico história, você entende o presente.

    Referências

    PAXTON, Robert O. A Anatomia do Fascismo. Paz e Terra.
HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos. Companhia das Letras.
KERSHAW, Ian. Hitler. Companhia das Letras.
BOSWORTH, R. J. B. Mussolini. Bloomsbury.


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    15 分
  • #5 - O Japão mereceu Hiroshima?
    2026/08/09

    Existe uma frase que aparece sempre que se fala da bomba atômica: “o Japão mereceu”.

    Neste episódio, eu parto de uma distinção essencial: reconhecer os crimes do Japão imperial não significa transformar toda a população japonesa em culpada.

    Falamos sobre Nanquim, Hiroshima, os hibakusha, o debate historiográfico sobre a rendição japonesa e a diferença entre eficácia militar e justificabilidade moral.

    Porque governos fazem guerras. Estados cometem crimes. Mas populações civis não herdam automaticamente a culpa dos próprios Estados.

    📚 Referências:
— John Hersey, Hiroshima
— Tsuyoshi Hasegawa, Racing the Enemy
— Richard B. Frank, Downfall
— John W. Dower, Embracing Defeat
— Yuki Tanaka, Japan’s Comfort Women
— Sheldon H. Harris, Factories of Death
— Hiroshima Peace Memorial Museum

    Eu explico história, você entende o presente.


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    14 分
  • #4 - Ditadura e impunidade: por que o Brasil não julgou seus torturadores?
    2026/08/01

    Por que o Brasil voltou à democracia sem julgar quem torturou, matou e fez desaparecer?


    Neste episódio, eu explico como a redemocratização brasileira reconheceu os crimes da ditadura sem construir uma responsabilização penal efetiva.


    A gente passa pela abertura “lenta, gradual e segura”, pela Lei da Anistia, pelo caso Vladimir Herzog e pela comparação com a Argentina, que retomou os julgamentos apesar dos recuos.


    O que uma democracia deve à própria história quando reconhece os crimes de Estado, mas não pune quem os cometeu?


    Eu explico história, você entende o presente.


    📚 Leitura recomendada:

    — PAIVA, Marcelo Rubens. Ainda Estou Aqui. Alfaguara/Objetiva.


    📚 Referências:

    — COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE. Relatório. Brasília: CNV, 2014.

    — GASPARI, Elio. A Ditadura Escancarada. Companhia das Letras.

    — FICO, Carlos. Além do Golpe. Record.

    — MEZAROBBA, Glenda. Um acerto de contas com o futuro. Humanitas/FAPESP.

    — BRASIL. Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979.

    — CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS. Caso Gomes Lund e outros vs. Brasil. Sentença de 24 de novembro de 2010.

    — DANTAS, Audálio. As Duas Guerras de Vlado Herzog. Companhia das Letras.

    — CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS. Caso Herzog e outros vs. Brasil. Sentença de 15 de março de 2018.

    — PEREIRA, Anthony W. Ditadura e Repressão. Paz e Terra.

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    14 分
  • #3 - Isso é comunismo? | Jango, Prestes e o uso político de uma palavra.
    2026/07/25

    A palavra “comunista” descreve uma posição política real. Mas também foi usada para transformar reformas, adversários e ameaças em uma coisa só.


    Neste episódio, analisamos dois casos da história brasileira: João Goulart e Luís Carlos Prestes. Um foi acusado de ser comunista sem ser. O outro era comunista de fato. E essa diferença muda completamente a forma de entender essas histórias.


    📚 Bibliografia


    -SCHRECKER, Ellen. Many Are the Crimes: McCarthyism in America. Little, Brown and Company.

    - FERREIRA, Jorge. João Goulart: Uma Biografia. Civilização Brasileira.

    - FICO, Carlos. O Golpe de 1964: Momentos Decisivos. Editora FGV.

    - GASPARI, Elio. A Ditadura Envergonhada. Companhia das Letras.

    - MORAIS, Fernando. Olga. Companhia das Letras.

    - PRESTES, Anita Leocádia. Meu Pai. Companhia das Letras.

    - FERREIRA, Jorge; REIS, Daniel Aarão (orgs.). As Esquerdas no Brasil. Civilização Brasileira.

    1 MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. Boitempo.

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    12 分
  • #2 - Quem pagou pelo Rio moderno?
    2026/07/18

    No início do século XX, o Rio de Janeiro decidiu se transformar numa capital moderna. A inspiração vinha de Paris: avenidas largas, prédios monumentais e uma nova imagem de cidade, associada ao progresso e à civilização.


    Mas quem pagou pelo Rio moderno?


    Neste episódio, eu investigo as reformas urbanas associadas a Pereira Passos e volta à Paris de Haussmann para entender o modelo que inspirou a transformação da capital brasileira.

    Do Bota-Abaixo à expansão das favelas e dos subúrbios, da Avenida Central ao Theatro Municipal, a história revela que construir uma nova cidade também significou decidir quem poderia continuar fazendo parte dela.


    Pereira Passos modernizou o Rio ou aprofundou uma cidade segregada? Talvez a resposta esteja justamente no fato de que essas duas histórias nunca estiveram separadas.

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    16 分
  • #1 - Existiam heróis e vilões na Guerra Fria?
    2026/07/11

    A Guerra Fria costuma ser contada como uma disputa entre o mundo livre e o mundo comunista. Entre heróis e vilões.


    Mas a História é mais complicada do que isso.


    Neste primeiro episódio, analisamos massacres, golpes, intervenções militares e repressão política para entender onde terminavam os princípios defendidos por Estados Unidos e União Soviética — e onde começava a lógica do poder.


    Mais do que decidir “quem estava certo”, este episódio mostra como historiadores analisam as contradições de dois projetos que disputaram o século XX.


    Livros, filmes e referências citados no episódio também estão no Instagram @barbaridadehistorica.

    Referências completas do episódio:

    Bloco 1 — My Lai e Novocherkassk

    • Max Hastings, "Vietnã: Uma Tragédia Épica 1945-1975", Intrínseca.
    • Samuel Baron, "Bloody Saturday in the Soviet Union: Novocherkassk, 1962", Stanford University Press.
    • Anne Applebaum, "Cortina de Ferro", Editora Record.

    Bloco 2 — Guatemala, MKUltra, Irã-Contras

    • Stephen Kinzer, "Overthrow: America's Century of Regime Change from Hawaii to Iraq", Times Books.
    • Tim Weiner, "Legado de Cinzas: Uma História da CIA", Editora Record.

    Bloco 3 — Esquizofrenia lenta e Hungria 1956

    • Robert van Voren, "Cold War in Psychiatry: Human Factors, Secret Actors", Rodopi.
    • Victor Sebestyen, "Twelve Days: Revolution 1956", Pantheon Books.

    Panorama geral

    • John Lewis Gaddis, "A Guerra Fria", Objetiva.
    • Felipe Loureiro, "Guerra Fria", Coleção Temas, Editora Contexto.
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    14 分