『A Semana na Imprensa』のカバーアート

A Semana na Imprensa

A Semana na Imprensa

著者: RFI Brasil
無料で聴く

Uma leitura dos assuntos que mais interessaram as revistas semanais da França. Os destaques da atualidade do ponto de vista das principais publicações do país.

France Médias Monde
政治・政府
エピソード
  • O que pensa o coach de alguns dos principais empresários da França
    2026/09/05
    O psiquiatra e coach francês Éric Albert é uma figura relativamente desconhecida do grande público, mas extremamente influente nos bastidores do empresariado da França. A revista Le Point acaba de publicar uma extensa reportagem sobre ele, que já trabalhou com dirigentes de cerca de dois terços das empresas do índice CAC 40, as maiores companhias listadas na Bolsa de Paris. Para Éric Albert, o sucesso dos grandes executivos depende menos da inteligência técnica e mais da capacidade de administrar emoções, escutar equipes e lidar com o próprio ego. A principal tese defendida pelo coach é que a inteligência emocional diferencia os líderes de alto desempenho, segundo a reportagem. Albert argumenta que os melhores alunos nem sempre são aqueles que chegam mais longe profissionalmente. O fator decisivo seria a capacidade de controlar impulsos, gerir ansiedade e adaptar comportamentos diante de situações complexas. Essa ideia é ilustrada pela reportagem com o famoso "teste do marshmallow", experiência psicológica que mede a capacidade de adiar recompensas imediatas. Para Albert, essa competência é mais determinante para a liderança do que os diplomas de elite obtidos em instituições como a École Polytechnique ou a antiga École Nationale d'Administration (ENA), ambas na França. O maior perigo para os dirigentes: a arrogância Outro ponto que chama atenção é a visão de Albert sobre o chamado "hubris", termo grego associado ao excesso de confiança e à arrogância. Segundo ele, muitos líderes acabam acreditando que não precisam de ajuda porque são inteligentes ou ocupam posições de poder. A reportagem relata inclusive que, apesar de intermediários tentarem organizar encontros entre ele e Emmanuel Macron, o presidente francês jamais aceitou. Para Albert, a crença de que não se precisa de aconselhamento está entre os maiores riscos para quem exerce funções de comando. O poder da escuta Ao contrário da imagem estereotipada dos coaches motivacionais, que apresentam fórmulas prontas e discursos sobre alta performance, Albert é descrito por seus clientes como alguém cuja principal qualidade é ouvir. Seu trabalho consiste em oferecer aos dirigentes um espaço onde possam falar livremente sobre dúvidas, medos, conflitos internos e decisões estratégicas sem receio de vazamentos. A reportagem destaca que ele se torna depositário de segredos empresariais, financeiros e humanos, conhecendo muitas vezes antecipadamente processos de sucessão, fusões e mudanças de gestão. A condição fundamental para esse trabalho é a confidencialidade absoluta. O líder não precisa só decidir, precisa convencer Talvez a observação mais relevante para gestores seja sua distinção entre competência técnica e capacidade de liderança. Segundo Albert, muitos executivos chegam ao topo por serem especialistas brilhantes. O problema surge quando passam a liderar equipes numerosas. Em suas palavras, ninguém ensina verdadeiramente a gerir pessoas. A partir daí, o sucesso depende da capacidade de persuadir, tranquilizar, ouvir e criar consenso. A reportagem cita como contraexemplo o ex-dirigente da Stellantis, Carlos Tavares. Embora reconheça sua competência estratégica, Albert avalia que ele teria operado dentro de um repertório comportamental muito limitado, baseado excessivamente em pressão e cobrança, sem conseguir adaptar seu estilo às diferentes circunstâncias. A necessidade de alguém que diga a verdade Outro ensinamento interessante é que, quanto mais alto alguém sobe na hierarquia, menor tende a ser o número de pessoas dispostas a contradizê-lo. A matéria reproduz o depoimento de Éric Lombard, ex-ministro da Economia da França, segundo o qual dirigentes acabam frequentemente tratados como "deuses vivos". Por isso, precisam ao seu redor de alguém capaz de dizer verdades incômodas. O papel de Albert seria justamente funcionar como esse interlocutor independente, livre das pressões políticas e corporativas que cercam os grandes executivos. O segredo das empresas familiares A reportagem também mostra que parte importante de seu trabalho ocorre nas grandes empresas familiares. Um dos exemplos relatados é o processo sucessório da Sodexo. Em vez de o fundador impor sozinho a escolha do sucessor, Albert teria incentivado os herdeiros a construir coletivamente o método de seleção. O resultado foi a escolha de Sophie Bellon, aceita consensualmente pela família. Segundo a revista, a solução evitou conflitos e preservou a estabilidade do grupo. A inteligência coletiva acima dos egos Para Albert, a grande questão das organizações modernas não é apenas encontrar líderes talentosos, mas fazer com que líderes talentosos trabalhem juntos. Seu foco está nos comitês executivos, os grupos que concentram o poder das grandes empresas. Ele considera que reuniões dominadas por disputas de ego ou pela falta de atenção comprometem a qualidade ...
    続きを読む 一部表示
    2 分
  • Dilemas da inteligência artificial na França: o desafio escolar, as urnas de 2027 e a ameaça biológica
    2026/08/29

    As revistas semanais francesas mostram a inteligência artificial como uma força cada vez mais presente e transformadora, capaz de mexer com áreas centrais da sociedade — da educação à democracia e à segurança internacional.

    A Nouvel Obs aborda o impacto da IA sobre o sistema educacional francês. O uso dessas ferramentas pelos estudantes se tornou tão disseminado que já provoca debates sobre plágio, dependência e o chamado “descarregamento cognitivo”, quando parte do esforço intelectual é transferida para a máquina.

    Para os professores, isso cria um problema prático: como avaliar trabalhos feitos em casa quando não é possível saber quanto foi produzido pelo aluno e quanto pela inteligência artificial?

    As respostas ainda estão em construção e vão da reformulação dos métodos de ensino à adoção de medidas de precaução. Neurocientistas, por exemplo, defendem que assistentes de IA não sejam usados em sala de aula antes dos 12 anos, para preservar a aprendizagem de competências básicas e o desenvolvimento do pensamento crítico.

    Impacto político

    A L’Express, por sua vez, analisa o impacto político da IA nas eleições presidenciais francesas de 2027. Uma pesquisa exclusiva mostra o grau de desconfiança dos eleitores: 86% temem que a tecnologia seja usada para influenciar o resultado das eleições, e 40% a consideram uma ameaça direta à democracia. Apenas 3% dizem que seguiriam a recomendação de uma IA para escolher seu candidato — uma parcela pequena, mas que, em termos absolutos, representa cerca de 1,5 milhão de eleitores.

    A pesquisa também revela uma forte exigência de autenticidade, sobretudo entre os mais jovens. Os eleitores rejeitam especialmente o uso da IA em tarefas que envolvem diretamente a responsabilidade política dos candidatos, como escrever discursos ou elaborar propostas.

    Perigo das armas biológicas

    Já a Le Point chama atenção para outro risco muito grave: o potencial da inteligência artificial para facilitar o desenvolvimento de armas biológicas. A revista relata um experimento coordenado pelo MIT, no qual estudantes conseguiram encomendar fragmentos do vírus da gripe espanhola de 1918 a empresas de síntese genética, expondo falhas nos atuais sistemas de biossegurança.

    Com ferramentas de IA cada vez mais sofisticadas, pesquisadores demonstraram que é possível modificar moléculas biológicas perigosas de maneira a preservar suas características nocivas e, ao mesmo tempo, escapar dos mecanismos de detecção utilizados pelas empresas de síntese. O avanço tecnológico, nesse caso, está ocorrendo mais rapidamente do que a capacidade de governos e empresas de criar mecanismos eficazes de controle.

    Apesar dos alertas feitos por nomes importantes do próprio setor de tecnologia, a regulamentação continua fragmentada e não existem, em escala global, controles obrigatórios capazes de rastrear de forma sistemática transações potencialmente suspeitas.

    続きを読む 一部表示
    3 分
  • Dificuldade de recrutar soldados revela desgaste russo e reconfigura guerra na Ucrânia
    2026/08/22

    As principais revistas francesas que chegaram às bancas nesta semana abordam a guerra na Ucrânia, em um momento em que o avanço terrestre russo está bloqueado pela falta de efetivo. Para as publicações, a nova fase do conflito, marcada por bombardeios e ataques de longo alcance, é um sinal de que a paz continua distante.

    A Nouvel Obs publica uma reportagem sobre a crescente dificuldade de recrutamento na Rússia. Oficialmente, o ingresso nas Forças Armadas do país é voluntário e regido por contrato, afirma a revista. Mas, diante das perdas no campo de batalha, as autoridades têm recorrido a métodos cada vez mais coercitivos. Relatos nas redes sociais que conseguem driblar a rígida censura russa descrevem jovens capturados nas ruas, detidos e ameaçados de responder por tráfico de drogas caso se recusem a assinar o alistamento.

    O presidente russo, Vladimir Putin, corre contra o relógio ao mesmo tempo que Kiev intensifica sua campanha de bombardeios com drones em território russo. Esse é, aliás, o foco de uma análise publicada pela revista Courrier International, que afirma ser “incontestável” o sucesso técnico das operações ucranianas.

    Os ataques ucranianos atingiram duas refinarias russas no início deste mês, reduzindo a capacidade de processamento do país em um terço. A Ucrânia também passou a mirar em armazéns da gigante do comércio online Wildberries, que fornece equipamentos militares a Moscou, causando prejuízos próximos de € 3 bilhões.

    “Paralelamente, os ataques no mar de Azov, que atingiram 236 navios-alvo somente em julho, reduziram a circulação marítima russa em três quartos nesse eixo crucial”, observa o semanário.

    Kerch: eterno campo de batalha

    A revista L’Express traz uma reportagem sobre o Estreito de Kerch, único ponto de passagem entre o mar de Azov e o mar Negro, descrito no título como “o eterno campo de batalha entre Rússia e Ucrânia”. “A crise no Estreito de Ormuz mostrou bem como os estreitos têm um papel crucial no comércio mundial”, explica o texto, ao recapitular as décadas de disputa pelo Estreito de Kerch entre Moscou e Kiev.

    A publicação lembra que, desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, as hostilidades se intensificaram na região, com a Ucrânia multiplicando ataques contra a ponte que liga a península da Crimeia à Rússia – território ucraniano anexado por Moscou em 2014.

    Em julho deste ano, uma vasta campanha ucraniana mirou em navios na região, atingindo uma centena de embarcações e afetando o tráfego marítimo russo. Para a revista, o principal objetivo é asfixiar a península da Crimeia, em uma batalha territorial, econômica e simbólica.

    続きを読む 一部表示
    2 分
adbl_web_anon_alc_button_suppression_t1
まだレビューはありません