Roberto Costa: nebulosas, estrelas e vida
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Nesse primeiro episódio de uma série de entrevistas com cientistas brasileiros, eu converso com o astrofísico Roberto Dias da Costa, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP. O Roberto é também o atual diretor do Parque de Ciência e Tecnologia da USP, o Cientec, que fica na cidade de São Paulo e promove atividades de educação e divulgação científica abertas gratuitamente ao público.
O Roberto é um dos mais importantes pesquisadores brasileiros sobre nebulosas planetárias, que se formam quando estrelas do tipo do Sol chegam ao final de sua existência. O Roberto também deu enorme contribuição ao estudo das abundâncias químicas das nebulosas e a evolução química da Via Láctea. A gente passeou por esses temas na nossa conversa, dando especial atenção para a relação que existe entre o final da existência das estrelas e os elementos químicos que constituem os seres vivos aqui na Terra. O oxigênio, o carbono, e todos os elementos químicos que compõem o nosso corpo e que são mais pesados do que o hidrogênio foram formados, há bilhões de anos atrás, por estrelas chegando ao fim de sua história – agonizando e morrendo, entre aspas. Hoje a gente sabe que a morte das estrelas semeia e aduba com elementos importantes para a vida as nebulosas no espaço ao seu redor, onde outros sistemas de estrelas e planetas vão nascer. Ou seja, o nosso papo abriu uma janela sobre os ciclos naturais que parecem permear a existência da vida no universo.