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Psicanálise de Boteco

Psicanálise de Boteco

著者: Alexandre Patricio de Almeida
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Freud explica ou Freud implica? Já passou da hora de a psicanálise descer da sua “torre de marfim” e se tornar mais acessível. Alexandre Patricio de Almeida (@alexandrepatricio) — psicanalista, mestre, doutor e pesquisador de pós-doutorado em Psicologia Clínica pela PUC-SP — apresenta, ao lado de Filipe Pereira Vieira (@filipepv), psicanalista, mestre e doutorando em Psicologia Clínica pela PUC-SP, conversas sobre temas do cotidiano à luz da teoria psicanalítica. Sem jargões desnecessários e com a aposta de que é possível pensar profundamente sem complicar.Alexandre Patricio de Almeida 心理学 心理学・心の健康 衛生・健康的な生活
エピソード
  • O que herdamos sem querer?
    2026/06/07

    Nesse episódio, conversamos sobre aquilo que herdamos sem perceber. As frases que repetimos sem notar, os medos que parecem vir de antes de nós, os assuntos que, em algumas famílias, nunca puderam ser ditos. A psicanálise nos mostra que nem sempre somos marcados pelo que foi falado, mas também pelo que permaneceu sem palavras e atravessou gerações.

    Logo, podemos nos perguntar: até que ponto a herança é o destino? Ao longo da conversa, chegamos a uma conclusão que serve, aqui, como um convite: herdar não nos obriga a repetir. Podemos reconhecer o que recebemos e, assim, escolher o que faremos com isso.

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    51 分
  • Culpa materna
    2026/06/01

    Nesse episódio, recebemos Elisama Santos (@elisamasantosc) - psicanalista, escritora best-seller, palestrante e podcaster - para uma conversa necessária sobre um dos afetos mais presentes e menos elaborados na experiência de maternar: a culpa.

    Partimos da clínica para chegar à cultura: o ideal impossível de maternidade, a herança patriarcal que transforma o cuidado em cobrança e os efeitos disso na vida psíquica das mulheres.

    Com Melanie Klein, tensionamos a ideia de que tudo depende do ambiente, ao enfatizar o peso dos fatores inatos, como a inveja e a voracidade, na constituição psíquica do bebê. Nesse deslocamento, a mãe deixa de ocupar o lugar de causa absoluta.

    Já com Donald Winnicott, abrimos espaço para um respiro: a mãe não precisa ser perfeita; precisa ser suficientemente boa.

    A proposta do episódio é retirar a culpa materna do registro da falha individual e recolocá-la dentro de um campo mais amplo, em que o psíquico, o relacional e o cultural se entrelaçam sem reduzir a complexidade da maternidade em si.

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    1 時間
  • A dificuldade de pedir ajuda
    2026/04/18

    Nesse episódio, falamos sobre a dificuldade de pedir ajuda. Partimos de Freud, em “Introdução ao narcisismo” (1914), para pensar aqueles sujeitos que não conseguem depender de ninguém devido a uma onipotência narcísica que torna o amparo quase intolerável. Num outro extremo, recorremos a Ferenczi (1933), para refletir sobre os efeitos de traumas precoces em sujeitos que foram obrigados a amadurecer antes do tempo e a carregar a vida nas costas. Vale lembrar que, quando pedir ajuda nunca pôde ser uma experiência segura, a autossuficiência se organiza como defesa. Também conversamos sobre os efeitos clínicos desse funcionamento. No fim, Filipe leu um trecho de seu artigo “A recusa do amparo: defensividade e medo da dependência”, que aborda o manejo desses pacientes na perspectiva winnicottiana.

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    58 分
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