エピソード

  • 24 | Ana Cristina Cesar, com Bianca Comparato
    2026/10/20

    A homenageada do 24° episódio é a poeta Ana Cristina Cesar, em conversa entre a atriz convidada Bianca Comparato e Alexandra Maia.

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    Ana Cristina Cesar (1952–1983), nasceu no Rio de Janeiro. Foi poeta, tradutora e crítica literária, além de uma das vozes marcantes da poesia marginal brasileira. Sua escrita intimista combina coloquialidade, fragmentos, cartas e elementos autobiográficos, tensionando as fronteiras entre vida e literatura. Publicou "Cenas de abril" (1979), "Correspondência completa" (1979) e "Luvas de pelica" (1980) em edições independentes; e "A teus pés" (1982, Brasiliense). Postumamente, vieram "Inéditos e dispersos" (1985, Brasiliense) e "Poética" (2013, Companhia das Letras).

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    CARTILHA DE CURA

    "As mulheres e as crianças são as primeiras

    que desistem de afundar navios."


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    41 分
  • 23 | Lilian Sais
    2026/10/06

    A convidada deste episódio é a poeta Lilian Sais, em conversa com Alexandra Maia e Luiza Mussnich.

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    Lilian Sais (São Paulo, 1985) é poeta, romancista e pesquisadora brasileira. publicou, entre outros, os livros O funeral da baleia (Editora Patuá, 2021), finalista do Prêmio São Paulo de Literatura; Motivos para cavar a terra (Editora Cepe, 2022), vencedor do Prêmio Cepe Nacional de Literatura; O livro do figo (Macondo, 2023), semifinalista do Prêmio Oceanos; e Palavra nenhuma (Círculo de Poema, 2024), 2° lugar do Alphonsus de Guimarães do Prêmio Biblioteca Nacional. Suas publicações mais recentes foram Diário da casa nova (Macondo, 2025) e a plaquete O que é poesia, (Janela + MapaLab, 2026).

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    "o dilema é

    tecer uma mortalha

    sem ter muita certeza

    de como

    segurar a agulha

    ou jogar a agulha

    em um palheiro

    e passar o resto da vida

    a buscá-la"

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    51 分
  • 22 | Jorge de Sena, com Gabriel Braga Nunes
    2026/09/22

    O homenageado deste episódio é o poeta Jorge de Sena, numa conversa entre o ator convidado Gabriel Braga Nunes e Alexandra Maia.

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    Jorge de Sena (1919–1978), português, nasceu em Lisboa. Poeta, crítico, dramaturgo e professor, escreveu com erudição, densidade intelectual e forte diálogo com a história, a cultura e o exílio. Entre seus livros estão Metamorfoses (1963, Livraria Morais), Os Grão-Capitães (1976), O Físico Prodigioso (1977) e Sinais de Fogo (1979) - esses últimos, pela Edições 70. Recebeu o Prêmio Internacional de Poesia Etna-Taormina (1977) e foi indicado ao Prêmio Internacional de Literatura Neustadt. Sua obra poética destaca-se pela reflexão histórica, liberdade formal e experiência humana.

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    "Diz-me devagar coisa nenhuma, assim

    como a só presença com que me perdoas

    esta fidelidade ao meu destino.

    Quanto assim não digas é por mim

    que o dizes. E os destinos vivem-se

    como outra vida. Ou como solidão.

    E quem lá entra? E quem lá pode estar

    mais que o momento de estar só consigo?

    Diz-me assim devagar coisa nenhuma:

    o que à morte se diria, se ela ouvisse,

    ou se diria aos mortos, se voltassem."

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    44 分
  • 21 | Mônica de Aquino
    2026/09/08

    A convidada para o 21° episódio é a poeta Mônica de Aquino, em conversa com Alexandra Maia e Luiza Mussnich.

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    Mônica de Aquino (Belo Horizonte, 1979) é poeta, escritora e pesquisadora brasileira. Sua poesia é marcada pelo rigor da linguagem e explora memória, corpo, afetos, maternidade e relações familiares. Publicou Sístole (2005, Editora Bem-Te-Vi), Fundo falso (2018) e Continuar a nascer (2019) - ambos pela Editora Relicário - e Linha, labirinto (2020, Edições Macondo). Acaba de lançar Tomar parte no enxame (2026, Círculo de Poemas). Já foi reconhecida com o Prêmio Cidade de Belo Horizonte e finalista do Prêmio Jabuti.


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    "[…] Parir um zumbido sem rosto

    exercício de montagem


    cada abelha engendra a outra parte


    (a mãe é só uma possibilidade

    — matéria expressiva).


    Com a minha filha,

    também um enxame nasce.


    Fui seu casulo, sou agora a colmeia

    do que acumulo


    faço do seu nascimento

    um animal múltiplo."

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    55 分
  • 20 | Carlos Drummond de Andrade, com Dan Stulbach
    2026/08/25

    O poeta homenageado deste episódio é Carlos Drummond de Andrade, numa conversa entre o ator convidado Dan Stulbach e Alexandra Maia.

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    Carlos Drummond de Andrade (1902–1987) foi um dos maiores poetas brasileiros e uma figura central do modernismo. Mineiro de Itabira, construiu uma obra marcada pela linguagem coloquial, pela ironia, pela reflexão sobre o cotidiano, o indivíduo, o amor, a memória e as transformações sociais e políticas de seu tempo. Autor de livros fundamentais como Alguma Poesia, Sentimento do Mundo, A Rosa do Povo e Claro Enigma, Drummond também atuou como cronista e funcionário público. Sua obra atravessa gerações e ocupa um lugar central e incontornável na literatura brasileira.

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    "Gastei uma hora pensando um verso

    que a pena não quer escrever.

    No entanto ele está cá dentro

    inquieto, vivo.

    Ele está cá dentro

    e não quer sair.

    Mas a poesia deste momento

    inunda minha vida inteira."

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    44 分
  • 19 | Mar Becker
    2026/08/11

    A poeta convidada deste episódio é Mar Becker, numa conversa com Alexandra Maia e Luiza Mussnich.

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    Mar Becker, de Passo Fundo/RS, é poeta e filósofa brasileira. Publicou A mulher submersa (2020, Editora Urutau), Sal (2022, Assírio & Alvim Brasil), Canção derruída (2023, Assírio & Alvim Portugal), cova profunda é a boca das mulheres estranhas (2024) e Noite devorada (2025), ambos pela editora Círculo de Poemas. Foi finalista do Prêmio Jabuti e do Prêmio da Academia Rio-Grandense de Letras e recebeu os prêmios Minuano de Literatura, AGES e APCA de Poesia.

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    “porque o amor torna frágil tudo o que toca

    e porque eu mesma não evitei que

    tocasse meu corpo

    meus ossos

    minha respiração

    meu sono

    por isso temo por mim —

    pelo risco de desabar a um

    tremor de pálpebras”

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    1 時間 2 分
  • 18 | Orides Fontela, com Mônica Martelli
    2026/07/28

    A homenageada deste episódio é a poeta Orides Fontela, numa conversa entre a atriz convidada Mônica Martelli e Alexandra Maia.

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    Orides Fontela (1940–1998), nascida em São João da Boa Vista (SP), foi uma das vozes mais singulares da poesia brasileira. Sua escrita concisa, filosófica e imagética alia rigor formal e densidade reflexiva. Suas obras são: "Transposição" (1969, ICH/USP), "Helianto" (1973, Duas Cidades), "Alba" (1983) e "Rosácea" (1986) pela Roswitha Kempf Editores, e "Teia" (1996, Geração Editorial). Já recebeu os prêmios Jabuti e APCA na categoria poesia, além de ser a homenageada deste ano na 24ª FLIP. Em 2026 seus livros foram relançados pela Editora Hedra.

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    “A teia, não

    mágica

    mas arma, armadilha


    a teia, não

    morta

    mas sensitiva, vivente


    a teia, não

    arte

    mas trabalho, tensa


    a teia, não

    virgem

    mas intensamente

    prenhe:


    no

    centro

    a aranha espera.”

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    38 分
  • 17 | Júlia de Carvalho Hansen
    2026/07/14

    A convidada deste episódio é a poeta Júlia de Carvalho Hansen, em conversa com Alexandra Maia e Luiza Mussnich.

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    Júlia de Carvalho Hansen é poeta, editora e astróloga, nascida em São Paulo (SP). Sua escrita combina lirismo, reflexão sobre a natureza, espiritualidade e experiências do cotidiano. Publicou são cantos de estima (2009, Selo de Estimas e Grama), alforria blues ou Poemas do Destino do Mar (2013, Chão da Feira), Seiva veneno ou fruto (2016, Chão da Feira), Romã (2019, Chão da Feira) e Ano passado (2025, Editora Nós).

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    "O meu nome como

    um segredo surge

    pela tua boca.

    Tudo que floresce

    em mim tem

    o teu nome.”

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