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Pesquisa nacional sobre violência contra a mulher: quando a agressão não é reconhecida como violência

Pesquisa nacional sobre violência contra a mulher: quando a agressão não é reconhecida como violência

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A violência contra a mulher pode se esconder em atitudes corriqueiras, como no controle do celular, no domínio financeiro ou em sucessivas humilhações, o que muitas vezes impede que a própria vítima a reconheça. Para entender a distância entre a violência vivida na prática e a violência declarada, o Pautas Femininas desta semana, conversa com Maria Tereza Prado, coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência, e com Raquel Andrade, coordenadora da Procuradoria da Mulher do Senado. Elas analisam a mais recente pesquisa do DataSenado e explicam como a naturalização das agressões afeta diretamente a busca por ajuda e a criação de políticas públicas. O levantamento, que ouviu mais de 21 mil brasileiras em todos os Estados, revela um cenário preocupante: embora uma em cada três entrevistadas tenha relatado situações concretas de abuso nos últimos doze meses, apenas 4% se declararam espontaneamente como vítimas. O programa também detalha as diferenças regionais desse problema pelo país e os mecanismos de proteção e acolhimento em vigor, reforçando que nomear as diferentes formas de violência, seja ela física, psicológica, moral, patrimonial ou sexual, é o primeiro passo para que toda a sociedade atue na proteção dessas mulheres.
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