エピソード

  • Bianca Castro: “Há uma tendência crescente para criminalizar activistas”
    2026/08/10

    Bianca Castro tem 25 anos e é activista climática. Recentemente, foi condenada a um ano e meio de pena suspensa por ter participado de uma acção simbólica: plantar sobreiros nos terrenos onde será construído o novo aeroporto.

    A militante ecologista afirma que “há uma tentativa crescente de silenciar activistas”, uma tendência que agora está a chegar a Portugal. Bianca diz que é urgente fazer um debate sobre a “tendência crescente de criminalizar quem está a lutar por justiça social”.

    Estudou Teatro e Física, esteve na Greenpeace e trabalha agora numa nova organização pela justiça climática, a Roots. Participou em várias conferências sobre o clima e não esconde o seu desapontamento. Admite que, “neste momento”, já pode “descrever como é que vai ser a COP31 na Turquia, porque a receita é a mesma”: “Nos primeiros dias, não acontece grande coisa, queixamo-nos de que está [a ser] muito lento; depois, os mesmos países bloqueiam as mesmas palavras, não querem que o texto tenha muitas menções a direitos, quer sejam direitos das mulheres, direitos dos povos indígenas ou direitos das crianças, portanto, é sempre um bocadinho a mesma receita. E depois, ali nos últimos dias, parece que há um push de 'tem de ser agora, tem de ser agora', e finalmente ficamos todos desiludidos.”

    Para Bianca Castro, “a diplomacia climática, tal como a conhecemos hoje em dia, está por um fio, e algo tem de mudar”.

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    34 分
  • Joana Marques: “Eu mostro as coisas que as pessoas efectivamente disseram”
    2026/08/03

    A humorista Joana Marques é a convidada do novo episódio de O que fazer quando tudo arde. A entrevista estava combinada há muito, mas a gravação aconteceu no meio da polémica com a actriz Mafalda Matos em que o sketch de Joana sobre “os amigos neurodivergentes” foi alvo de intensa crítica. Joana Marques diz que a ideia da sátira era o facto de Mafalda Matos se definir, “até põe na sua biografia do Instagram, autista como se fosse a sua única característica”.

    “O que eu achei engraçado, e respeito quem não acha, porque isso vai sempre acontecer, foi a ideia de ‘vou jogar às cartas com os meus amigos neurodivergentes’, uma espécie de clube e quase uma guetização das pessoas neurodivergentes”, disse Joana Marques.

    A humorista tem um dos programas mais populares, o Extremamente Desagradável, nas manhãs da Rádio Renascença. “Eu mostro o que as pessoas efectivamente disseram. Eu não transformo nada, não invento nada, depois comento aquelas afirmações. E por mais que as pessoas digam que são tiradas do contexto, eu estou de consciência tranquila quanto a isso.”

    Joana Marques fará em breve uma digressão europeia com a Bumba na Fofinha, pseudónimo da humorista Mariana Cabral. São amigas desde os 3 anos. A ideia era ser um “best of” dos espectáculos das duas, mas quando perceberam que muitos portugueses estavam disponíveis para ir a Madrid, decidiram que iriam precisar de algum material novo. Depois, haverá um espectáculo conjunto em Portugal, esse sim apenas com material novo.

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    41 分
  • Ouça a estreia do novo podcast diário do PÚBLICO: Hoje, com Sara de Melo Rocha
    2026/07/27

    O estreito de Ormuz tornou-se uma das principais frentes do conflito no Médio Oriente. No primeiro episódio do Hoje, olhamos para o impacto da guerra em milhares de marinheiros que ficaram retidos em navios petroleiros no Golfo Pérsico, numa crise que a ONU descreveu como sem precedentes.

    Entre eles estava Daniela Brito, uma portuguesa que trabalha em navios petroleiros há quase 20 anos e que passou vários meses encurralada em Ormuz. Ao Hoje, conta como viveu esses dias numa zona de conflito e como conseguiu sair.

    “Aviões militares que nunca paravam, os primeiros drones a aparecerem durante a noite. Esses primeiros dias em que nós vimos essas coisas deram-nos a noção de que estávamos em guerra, ou numa zona de guerra, e de que corríamos perigo real”, recorda Daniela Brito.

    Para perceber o que está em causa nesta crise é preciso olhar para a importância estratégica do estreito, para o papel do Irão e de Omã e para as consequências de uma instabilidade que afecta uma das principais rotas de transporte de energia do mundo.

    A jornalista Maria João Guimarães, que acompanha o Médio Oriente há vários anos no PÚBLICO, explica porque é que Ormuz é uma peça central nesta disputa.

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    22 分
  • João Maria Jonet: “As câmaras gastam dinheiro em coisas absurdas. Há uma festa a toda a hora”
    2026/07/20

    João Maria Jonet tem 28 anos e é vereador na Câmara de Cascais. Tornou-se militante do PSD quando tinha 22 anos e deixou de o ser para se candidatar como independente à Câmara de Cascais, onde teve apoios de peso, como António Capucho, ex-Presidente.

    Quando andou ao lado de Jorge Moreira da Silva, na candidatura à liderança do PSD, ficou com a ideia de que “o militante médio do PSD é mais à esquerda do que o dirigente médio”. Acha Montenegro e Cavaco Silva parecidos: ambos “abrem a boca e não dizem nada”: “Nisso acho que não mais ou menos iguais”.

    João Maria Jonet é muito crítico dos gastos das câmaras em “coisas absurdas”. Recentemente, uma proposta sua evitou que a Câmara de Cascais continuasse a dar “borlas fiscais” a empreendimentos de luxo. Nos últimos anos, já eram 13 milhões em taxas não cobradas. Juntamente com o voto do PS, acabaram por conseguir a abstenção do PSD e do Chega. O vereador também é contra o excesso de gastos com festas camarárias: “Há uma festa em todo o lado a toda hora”.

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    44 分
  • David Pontes: “É preciso ter tribunais a julgar a irresponsabilidade das redes sociais”
    2026/07/13

    David Pontes, director do PÚBLICO, fala sobre a crise do jornalismo e defende que o Estado não se pode demitir de regular as redes sociais que provocam “danos terríveis na nossa sociedade” e que atacam a democracia. A sociedade deve “exigir aos políticos que ponham cobro a isto, a gente elege-os para regular a sociedade”.

    David Pontes acha que, com os condicionalismos das tipografias, distribuição e a crise da leitura em papel, a edição em papel “não vai ficar cá para sempre” e que se irá “extinguindo aos poucos”. Mas não assume o fim do PÚBLICO em papel a curto prazo: “Temos grandes vantagens em ter uma edição impressa, mesmo que ela não represente economicamente aquilo que já representou no passado e mesmo que eu tenha uma noção de finitude em relação a ela”.

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    34 分
  • Clara Ferreira Alves: “A Europa vai armar-se até aos dentes para quê? Para passar fome?”
    2026/07/06

    Clara Ferreira Alves, escritora, cronista, jornalista, é a entrevistada desta edição do podcast a propósito dos 250 anos da declaração da Independência dos Estados Unidos.

    Considera que J.D. Vance “é mais perigoso do que Trump” e é muito crítica desta decisão de rearmamento da Europa. “Então a Europa destrói o Estado Social para comprar armas aos americanos?”, aponta, considerando que “se esta insanidade for para a frente, a extrema-direita não vai alinhar nisto”. E será uma das razões “porque provavelmente sairá vencedora” no futuro.

    Ouça os episódios anteriores do podcast:

    Alexandra Leitão: “Uma revisão constitucional PSD/Chega deve ser a linha vermelha do PS”

    Henrique Raposo: “Serei sempre da classe operária”

    Inocência Mata: “O racista não é uma pessoa má. O racismo é uma ideologia”

    João Marecos: “Os homens ainda hoje reprimem os sentimentos de uma forma penosa”

    Bárbara Bulhosa: “É possível que o livro volte a ser um produto das elites”

    ​Carmen Garcia: “Entre um velho e um cão, a esmagadora maioria escolhe o cão”

    Ana Bárbara Pedrosa: “A autodeterminação de género engaveta as pessoas”

    Miguel Poiares Maduro: o autoritarismo “pode, claramente, acontecer em Portugal”

    Leonor Caldeira: “Numa sociedade patriarcal, a capacidade de seduzir os homens é o que dita o nosso valor”

    Ricardo Araújo Pereira: “A minha avó estabeleceu parâmetros que fazem com que eu tenha uma auto-estima bastante baixa”

    Jorge Moreira da Silva: “Vamos ser todos julgados sobre o que fizemos ou não fizemos em Gaza”

    O que fazer quando tudo arde está disponível na Apple Podcasts, Spotify, YouTube e restantes aplicações para podcasts.

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    51 分
  • Alexandra Leitão: “Uma revisão constitucional PSD/Chega deve ser a linha vermelha do PS”
    2026/06/29

    Alexandra Leitão, vereadora do PS na Câmara Municipal de Lisboa, é a convidada desta semana. Em discussão esteve a crise da social-democracia na Europa e também o futuro do PS.

    Alexandra Leitão defende que o PS deve fazer entendimentos com o Governo e mostrar-se disponível para negociar “não abdicando de medidas social-democratas”, mas afirma que o PS deve ter uma “linha vermelha”: se o PSD decidir fazer a revisão constitucional com o Chega, torna o diálogo com os socialistas impossível.

    “Estamos a falar de uma mudança de regime e essa deve ser mesmo a linha vermelha para o Partido Socialista”, diz Alexandra Leitão.

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    42 分
  • Henrique Raposo: “Serei sempre da classe operária”
    2026/06/22

    O escritor e cronista Henrique Raposo é o convidado do episódio desta segunda-feira do podcast O que fazer quando tudo arde.

    O seu primeiro romance, As Três Mortes de Lucas Andrade, venceu o prémio Camilo Castelo Branco. Está na forja um segundo, sendo que a sua primeira obra, Alentejo Prometido, era um quase romance.

    Nascido numa família operária, Henrique Raposo diz que será “sempre da classe operária” e que isso o colocou ou à esquerda ou à direita, “dependendo dos momentos históricos”. Pai de duas filhas, está preocupado com o facto de os jovens que têm agora 20 anos serem mais “reaccionários” do que “os da sua geração”.

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    33 分