エピソード

  • David Pontes: “É preciso ter tribunais a julgar a irresponsabilidade das redes sociais”
    2026/07/13

    David Pontes, director do PÚBLICO, fala sobre a crise do jornalismo e defende que o Estado não se pode demitir de regular as redes sociais que provocam “danos terríveis na nossa sociedade” e que atacam a democracia. A sociedade deve “exigir aos políticos que ponham cobro a isto, a gente elege-os para regular a sociedade”.

    David Pontes acha que, com os condicionalismos das tipografias, distribuição e a crise da leitura em papel, a edição em papel “não vai ficar cá para sempre” e que se irá “extinguindo aos poucos”. Mas não assume o fim do PÚBLICO em papel a curto prazo: “Temos grandes vantagens em ter uma edição impressa, mesmo que ela não represente economicamente aquilo que já representou no passado e mesmo que eu tenha uma noção de finitude em relação a ela”.

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    34 分
  • Clara Ferreira Alves: “A Europa vai armar-se até aos dentes para quê? Para passar fome?”
    2026/07/06

    Clara Ferreira Alves, escritora, cronista, jornalista, é a entrevistada desta edição do podcast a propósito dos 250 anos da declaração da Independência dos Estados Unidos.

    Considera que J.D. Vance “é mais perigoso do que Trump” e é muito crítica desta decisão de rearmamento da Europa. “Então a Europa destrói o Estado Social para comprar armas aos americanos?”, aponta, considerando que “se esta insanidade for para a frente, a extrema-direita não vai alinhar nisto”. E será uma das razões “porque provavelmente sairá vencedora” no futuro.

    Ouça os episódios anteriores do podcast:

    Alexandra Leitão: “Uma revisão constitucional PSD/Chega deve ser a linha vermelha do PS”

    Henrique Raposo: “Serei sempre da classe operária”

    Inocência Mata: “O racista não é uma pessoa má. O racismo é uma ideologia”

    João Marecos: “Os homens ainda hoje reprimem os sentimentos de uma forma penosa”

    Bárbara Bulhosa: “É possível que o livro volte a ser um produto das elites”

    ​Carmen Garcia: “Entre um velho e um cão, a esmagadora maioria escolhe o cão”

    Ana Bárbara Pedrosa: “A autodeterminação de género engaveta as pessoas”

    Miguel Poiares Maduro: o autoritarismo “pode, claramente, acontecer em Portugal”

    Leonor Caldeira: “Numa sociedade patriarcal, a capacidade de seduzir os homens é o que dita o nosso valor”

    Ricardo Araújo Pereira: “A minha avó estabeleceu parâmetros que fazem com que eu tenha uma auto-estima bastante baixa”

    Jorge Moreira da Silva: “Vamos ser todos julgados sobre o que fizemos ou não fizemos em Gaza”

    O que fazer quando tudo arde está disponível na Apple Podcasts, Spotify, YouTube e restantes aplicações para podcasts.

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    51 分
  • Alexandra Leitão: “Uma revisão constitucional PSD/Chega deve ser a linha vermelha do PS”
    2026/06/29

    Alexandra Leitão, vereadora do PS na Câmara Municipal de Lisboa, é a convidada desta semana. Em discussão esteve a crise da social-democracia na Europa e também o futuro do PS.

    Alexandra Leitão defende que o PS deve fazer entendimentos com o Governo e mostrar-se disponível para negociar “não abdicando de medidas social-democratas”, mas afirma que o PS deve ter uma “linha vermelha”: se o PSD decidir fazer a revisão constitucional com o Chega, torna o diálogo com os socialistas impossível.

    “Estamos a falar de uma mudança de regime e essa deve ser mesmo a linha vermelha para o Partido Socialista”, diz Alexandra Leitão.

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    42 分
  • Henrique Raposo: “Serei sempre da classe operária”
    2026/06/22

    O escritor e cronista Henrique Raposo é o convidado do episódio desta segunda-feira do podcast O que fazer quando tudo arde.

    O seu primeiro romance, As Três Mortes de Lucas Andrade, venceu o prémio Camilo Castelo Branco. Está na forja um segundo, sendo que a sua primeira obra, Alentejo Prometido, era um quase romance.

    Nascido numa família operária, Henrique Raposo diz que será “sempre da classe operária” e que isso o colocou ou à esquerda ou à direita, “dependendo dos momentos históricos”. Pai de duas filhas, está preocupado com o facto de os jovens que têm agora 20 anos serem mais “reaccionários” do que “os da sua geração”.

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    33 分
  • Inocência Mata: “O racista não é uma pessoa má. O racismo é uma ideologia”
    2026/06/15

    Inocência Mata continua a ser a única professora negra na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi muitas vezes vítima de racismo “interpessoal” – havia colegas que lhe corrigiam o português – mas isso actualmente já não acontece.

    Inocência critica o que chama de “racismo sistémico” que faz com que as literaturas africanas e os estudos pós-coloniais sejam menorizados na faculdade. Nesta conversa no podcast O que fazer quando tudo arde, Inocência Mata diz que o racismo em Portugal é mais profundo do que no Brasil: “No Brasil nenhum negro é mandado para a sua terra”.

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    41 分
  • João Marecos: “Os homens ainda hoje reprimem os sentimentos de uma forma penosa”
    2026/06/08

    João Marecos, advogado, está a coordenar um livro sobre masculinidades. Convidado do podcast O que fazer quando tudo arde, Marecos considera que “falta um modelo alternativo de masculinidade”, que permita aos homens expressar emoções e que não os obrigue a estar continuamente “a provar que é homem”.

    João Marecos diz que “há um grande controlo dos homens sobre os outros homens” e que na verdade “não é diferente daquela dinâmica que a Leonor Caldeira também identificou aqui há umas semanas, que acontece nas mulheres”. E esse “controle é um policiamento total sobre as normas da masculinidade, sendo que a grande sanção para o homem é deixar de ser homem”.

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    34 分
  • Bárbara Bulhosa: "É possível que o livro volte a ser um produto das elites"
    2026/06/01

    A editora da Tinta da China Bárbara Bulhosa é a convidada deste semana do podcast O que fazer quando tudo arde.

    Em plena Feira do Livro de Lisboa, conversamos sobre o futuro do livro que, acredita Bárbara, não desaparecerá nunca mas pode voltar a ser – como foi no passado – um produto de elites.

    A Tinta da China faz agora 20 anos, é uma editora independente que vive exclusivamente da venda dos livros e que, diz Bárbara Bulhosa, “não faz cedências ao mercado”.

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    37 分
  • Carmen Garcia: “Entre um velho e um cão, a esmagadora maioria escolhe o cão”
    2026/05/25

    Carmen Garcia é a convidada deste episódio do podcast O que fazer quando tudo arde. Com Carmen, enfermeira com uma enorme experiência em geriatria, falamos de como a sociedade actual trata as pessoas mais velhas.

    “A velhice não é sexy”, diz Carmen, que considera que o Estado está mais focado em arranjar “mais camas” em lares, em vez de proporcionar condições para o envelhecimento dentro de casa, que é o que a maioria dos mais velhos prefere. Carmen Garcia trabalha há muitos anos em lares de idosos e não tem dúvidas: “A entrada no lar é sinónimo de saída da sociedade”.

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    40 分