エピソード

  • 8 crianças por hora: violência sexual segue como crime silencioso no Brasil | O TEMPO Entrevista
    2026/05/16

    O Brasil registra oficialmente oito casos de violência sexual contra crianças e adolescentes por hora. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo especialistas, apenas cerca de 8,5% das ocorrências chegam aos sistemas de denúncia, revelando um cenário de subnotificação alarmante. A maioria das vítimas são meninas, e grande parte dos crimes ocorre dentro do círculo de convivência, sem um perfil definido do agressor, dificultando a identificação.

    O tema foi debatido no programa O TEMPO Entrevista, por Warlei Torezani, pedagogo e coordenador do Meninadança Brasil, e por Samuel Duarte, analista sênior de Responsabilidade Social Corporativa do Grupo SADA. Durante a conversa com o jornalista Léo Mendes, os convidados destacaram que a violência sexual infantil é um crime silencioso, sustentado pelo medo, pela culpa imposta às vítimas e pela dificuldade de romper o silêncio, muitas vezes dentro da própria família ou comunidade.

    Warlei destacou que o enfrentamento envolve acolhimento, conscientização, atenção a sinais físicos, emocionais e comportamentais, além de fortalecer canais de denúncia como o Disque 100. Já Samuel explicou o engajamento do Grupo SADA na causa, especialmente no contexto das rodovias, onde a exploração sexual é recorrente, defendendo o papel de empresas e da sociedade como agentes ativos de proteção. Ambos reforçaram que denunciar não exige certeza do crime e que o silêncio, nesses casos, acaba se tornando cúmplice da violência.

    A entrevista completa será exibida no sábado, 16 de maio, às 14 horas, no canal de O TEMPO no Youtube.

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    43 分
  • Como o INHAC transforma vidas pela gastronomia | O TEMPO Entrevista
    2026/04/25

    A gastronomia tem mudado trajetórias profissionais e ampliado perspectivas de futuro para centenas de jovens em Belo Horizonte. Esse impacto ganha um novo capítulo no próximo dia 29 de abril, com a formatura de 73 alunos do Curso Técnico em Gastronomia do INHAC - Instituto de Hospitalidade e Artes Culinárias, escola social que aposta na formação técnica gratuita como caminho de inserção produtiva para jovens e adultos em situação de vulnerabilidade.

    Essa transformação concreta promovida pelo INHAC foi o tema do O TEMPO Entrevista, apresentado por Léo Mendes e Lorena Martins, que receberam a diretora executiva da instituição, Sarah Rocha.

    Criado a partir de um sonho antigo da educadora Carmem Rocha, o instituto nasceu com a proposta de oferecer ensino de excelência, com metodologia de acolhimento, disciplina e rigor técnico, sem custo para os alunos. À frente do projeto, Sarah Rocha destaca que o curso vai além da cozinha: são 960 horas de formação que combinam prática intensa, conteúdos teóricos ligados à cultura alimentar, gestão, história e identidade da gastronomia brasileira.

    O perfil dos estudantes revela a dimensão social do projeto. São jovens a partir dos 15 anos, e também adultos, muitos deles marcados por trajetórias de negação de direitos, evasão escolar e dificuldades de acesso ao mercado de trabalho. Ainda assim, o INHAC registra índices de evasão próximos de 5% e uma taxa elevada de empregabilidade, com alunos contratados ainda durante o estágio obrigatório. “A formação técnica ensina a fazer, e isso muda tudo. O aluno sai pronto para entrar na cozinha e seguir seu próprio percurso profissional”, afirma Sarah.

    Assinado pelo chef Leo Paixão, que atua de forma voluntária no desenho pedagógico e técnico do curso, o INHAC acompanha de perto a trajetória dos egressos e já planeja novos passos, como cursos de graduação tecnológica, parcerias internacionais e a criação de um hotel-escola. A aposta é clara: formar bons profissionais, fortalecer a cadeia da gastronomia e mostrar que, quando oportunidade e excelência caminham juntas, a cozinha pode ser também um poderoso instrumento de transformação social.

    O TEMPO Entrevista com a diretora executiva do INHAC, Sarah Rocha, vai ao ar no sábado, 25 de abril, às 14 horas, no canal de O TEMPO no YouTube.

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  • Comércio pode funcionar em feriados? Fecomércio-MG explica | O TEMPO Entrevista
    2026/04/20

    A Fecomércio-MG defendeu a necessidade de segurança jurídica nas relações de trabalho e reforçou que o funcionamento do comércio em feriados depende de autorização formal por meio de convenção coletiva. O tema foi detalhado pelo gerente jurídico da entidade, Hermes Filho, em entrevista ao podcast O TEMPO Entrevista, apresentado pelo jornalista Léo Mendes.

    Durante a conversa, Hermes explicou que a Fecomércio-MG representa mais de 800 mil empresas em Minas Gerais, por meio de 54 sindicatos ligados aos setores de comércio, bens, serviços e turismo. Segundo ele, apenas sindicatos patronais e laborais têm legitimidade legal para negociar convenções coletivas e autorizar o trabalho em feriados, conforme determina a legislação federal.

    O gerente jurídico alertou que empresas que funcionam em feriados sem respaldo de convenção coletiva ficam sujeitas a autuações, multas e passivos trabalhistas. Ao mesmo tempo, ressaltou que a Fecomércio atua para viabilizar a abertura do comércio sempre que possível, desde que com respaldo legal, negociando diretamente com os sindicatos dos empregados.

    Além do debate trabalhista, Hermes Filho destacou a atuação do Sistema Fecomércio, que reúne Sesc e Senac, com ações nas áreas de qualificação profissional, cultura, lazer e saúde, beneficiando empresários e trabalhadores em todo o estado, especialmente micro e pequenos empreendedores.

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    19 分
  • Intoxicações silenciosas fazem parte da rotina e exigem mais atenção | O TEMPO Entrevista
    2026/04/18

    Intoxicações não estão restritas a acidentes extremos ou situações criminosas. Elas fazem parte do cotidiano, no uso inadequado de medicamentos, na mistura de produtos de limpeza aparentemente inofensivos e até em hábitos repetidos dentro de casa. O tema foi abordado no O TEMPO Entrevista, em conversa com o médico toxicologista Alvaro Pulchinelli, diretor da Toxicologia Pardini, que explicou como essas exposições afetam o organismo e quais cuidados podem reduzir riscos.

    Segundo o especialista, a toxicologia médica estuda justamente a interação de substâncias químicas com o corpo quando elas causam prejuízos à saúde. Casos recentes de grande repercussão, como intoxicações por metanol, uso incorreto de produtos químicos e acidentes domésticos, não indicam necessariamente um aumento isolado de eventos, mas um problema recorrente associado ao uso fora das recomendações. Produtos seguros, quando utilizados de forma inadequada ou abusiva, podem provocar desde irritações leves até quadros graves e fatais.

    Entre os principais alertas estão os produtos de limpeza e inseticidas de uso doméstico. Apesar de amplamente disponíveis, eles exigem leitura atenta dos rótulos, uso em ambientes ventilados e jamais devem ser misturados. O risco aumenta quando se trata de produtos clandestinos ou receitas caseiras, sem controle de composição, o que dificulta o atendimento médico em situações de emergência. A exposição repetida também preocupa, já que o organismo pode se sensibilizar ao longo do tempo, fazendo com que os sintomas apareçam apenas após vários usos.

    A entrevista conduzida pelo jornalista Léo Mendes também abordou intoxicações por medicamentos, automedicação, uso de remédios vencidos, desafios virais envolvendo aerossóis, impactos da poluição e a importância dos exames toxicológicos exigidos para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em algumas categorias. De acordo com o médico, a informação de qualidade é uma das principais ferramentas de prevenção, especialmente em um cenário de desinformação e conteúdos perigosos disseminados nas redes sociais. Em casos suspeitos de intoxicação, a orientação é afastar a pessoa da fonte de exposição e procurar atendimento médico imediato, sem tentar soluções caseiras.

    O TEMPO Entrevista vai ao ar no sábado, 18 de abril, às 14 horas, no canal de O TEMPO no YouTube.

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    31 分
  • A inteligência artificial pode destruir a verdade? | O TEMPO Entrevista
    2026/04/11

    Em O TEMPO Entrevista, o advogado Everson Soto Silva Brugnara, coordenador do curso de Direito do Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), explica que a desinformação não é um fenômeno novo, mas ganhou velocidade, escala e sofisticação com o uso da IA. “Hoje, o problema não é apenas a mentira, mas a aparência de verdade. A tecnologia cria conteúdos muito convincentes, que circulam em ambientes de confiança, como grupos de família ou amigos”, afirma.

    Durante a conversa com o jornalista Léo Mendes, Everson Brugnara disse que esse contexto reduz o senso crítico e facilita a propagação de informações falsas, muitas vezes sem intenção deliberada de causar dano. “As pessoas compartilham porque confiam na fonte, não porque checaram o conteúdo. Isso torna o combate à desinformação ainda mais complexo”, observa.

    O advogado também destaca os impactos desse cenário no processo democrático, especialmente em períodos eleitorais. Conteúdos falsos produzidos com inteligência artificial podem influenciar opiniões, manipular narrativas e afetar decisões coletivas, antes que qualquer checagem consiga frear sua disseminação.

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    27 分
  • ECA Digital amplia responsabilização de plataformas | O TEMPO Entrevista
    2026/04/04

    Crianças e adolescentes estão cada vez mais expostos a conteúdos inadequados no ambiente digital, impulsionados por algoritmos, rolagem infinita e mecanismos que estimulam o consumo prolongado de telas.

    A partir de março, o Brasil passou a contar com o chamado ECA Digital, uma atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente voltada à proteção no ambiente online. O tema foi debatido em O TEMPO Entrevista, que recebeu a advogada Núbia de Paula, doutora em Direito e vice-presidente da OAB-MG. O podcast do canal O TEMPO tem a apresentação do jornalista Léo Mendes.

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  • CDB, CDI, Tesouro Direto, Master
    2026/03/28

    A liquidação do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, revelou um desequilíbrio grave entre caixa e compromissos financeiros e reacendeu um debate essencial: como investimentos de alto risco, muitas vezes travestidos de oportunidades seguras, chegam a milhares de carteiras pelo país. O caso virou exemplo de um problema estrutural do mercado financeiro: a dificuldade de o investidor comum identificar riscos ocultos.

    Em O TEMPO Entrevista, o CEO e diretor de Consultoria da Stokos Wealth Management, Henrique Stuart, explicou que o modelo de captação do banco já indicava fragilidades muito antes da liquidação. “Quando uma instituição precisa pagar 120% ou 130% do CDI para captar recursos, isso significa que ela já não consegue financiamento em condições normais. Esse custo elevado precisa ser compensado com ativos ainda mais arriscados, o que cria um ciclo insustentável”, afirmou.

    Para Banker da Stokos, Leon David, outro fator decisivo é a forma como esses produtos são distribuídos ao público. “Muitos investimentos problemáticos se espalham porque pagam comissões mais altas a quem os vende. O investidor acredita que está sendo orientado, mas muitas vezes não sabe que o incentivo está no produto, não na proteção do patrimônio”, disse. Segundo ele, a promessa de retorno elevado costuma ser o primeiro alerta de que há risco adicional envolvido.

    O jornalista e apresentador Léo Mendes também abordou o papel do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e a falsa sensação de segurança criada por essa proteção. Os especialistas reforçaram que o fundo não cobre todos os cenários e que confiar apenas nele pode ser um erro. “Não existe retorno extra sem risco extra. Se algo parece bom demais pra ser verdade, provavelmente é”, resumiu Stuart. O alerta final é direto: mais do que buscar rendimento, o investidor precisa entender quem está sendo remunerado e por quê.

    Entenda mais sobre como identificar investimentos seguros e sobre o papel dos especialistas nesse processo. O TEMPO Entrevista, com os convidados Henrique Stuart e Leon David, vai ao ar no sábado, 28 de março, às 14h, no canal de O TEMPO no YouTube.

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    29 分
  • Professor Adriano Gianturco desmonta mitos sobre o Brasil em novo livro
    2025/12/06

    Em O TEMPO Entrevista, o PhD em Ciência Política e coordenador do curso de Relações Internacionais do IBMEC-BH, Adriano Gianturco mostra como discursos populares sobre corrupção, riqueza, violência, protecionismo e comportamento brasileiro não resistem à comparação global.

    Adriano Gianturco esteve nos estúdios de O TEMPO para apresentar seu novo livro: "Mentiram para Nós sobre o Brasil", obra que reúne dezenas de dados e rankings internacionais para desmontar ideias amplamente repetidas no debate público. “Muitas narrativas que circulam por aqui simplesmente não batem com os dados”, afirma o autor. Pensado para o grande público, o livro tem capítulos curtos e independentes, que podem ser lidos em qualquer ordem.

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    36 分