エピソード

  • Mulheres avançam no controle do patrimônio, mas ainda enfrentam barreiras no mercado financeiro | O TEMPO Entrevista
    2026/08/15

    As mulheres devem controlar cerca de 50% da riqueza mundial nos próximos dez anos, segundo dado citado por Mariella Gontijo, fundadora e CEO da Voz Investimentos e da Ava Invest. A mudança, no entanto, ocorre em um cenário em que muitas mulheres ainda se sentem inseguras para falar sobre dinheiro e administrar o próprio patrimônio “A gente não foi criada para falar de dinheiro, isso não cabia às mulheres”, afirmou a executiva, em entrevista ao jornalista Léo Mendes no O TEMPO Entrevista.

    Mariella Gontijo, que acumula três décadas de experiência no setor, acrescentou que a dificuldade também está relacionada à forma como o mercado financeiro foi estruturado, historicamente com predominância masculina. Ela relatou que é comum encontrar mulheres que construíram empresas, famílias e patrimônio, mas ainda não se sentem preparadas para tomar decisões financeiras.

    Na avaliação da executiva, administrar o próprio dinheiro é também uma questão de autonomia, especialmente em situações como aposentadoria, divórcio, mudança de carreira ou empreendedorismo.

    A especialista também chama atenção para a necessidade de mais transparência na relação entre clientes e profissionais do mercado financeiro. Segundo Mariella Gontijo, mulheres chegam com frequência às empresas com carteiras de investimentos que não correspondem aos seus objetivos e produtos que poderiam ter sido evitados com mais informação.

    O primeiro passo, ela aconselha, não é necessariamente aprender todos os detalhes do mercado, mas entender o que se deseja para a própria vida e usar o dinheiro como instrumento para alcançar esses objetivos.

    A entrevista completa com a CEO da Ava Invest, Mariella Gontijo, vai ao ar no sábado, 15 de agosto, às 18 horas, no canal de O TEMPO no YouTube.

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    30 分
  • Eleições 2026 entram na reta decisiva e podem marcar o fim de um ciclo político no Brasil | O TEMPO Entrevista
    2026/08/08

    As Eleições 2026 estão no período do registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), etapa que segue até 15 de agosto, e que antecede o início oficial da campanha, no dia 16. No O TEMPO Entrevista, o advogado, mestre em Direito e professor de Teoria do Estado, Ricardo Souza, afirmou que a disputa deste ano reúne fatores inéditos, como a fragmentação da direita, a dificuldade de formação de alianças e o peso crescente da inteligência artificial nas campanhas eleitorais.

    Mas, ao analisar o futuro da política brasileira, Ricardo Souza acredita que o país pode estar encerrando um ciclo marcado pelo protagonismo de Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, com a essa reorganização partidária ainda dependendo de fatores observados no cenário internacional. "Independentemente de quem vai ganhar essas Eleições, a tendência é que, na sequência, nós venhamos a ter aqui no Brasil um governo conservador", pontuou.

    Minas Gerais

    Durante a conversa com o jornalista Léo Mendes, o especialista destacou que Minas Gerais se tornou um dos principais termômetros da disputa. "Minas é um grande laboratório para análise da política nacional. O cenário no estado está tão complexo que imagino a dificuldade que as campanhas nacionais estão tendo para definir suas estratégias".

    Ricardo disse ainda que a indefinição das chapas e o equilíbrio entre os candidatos tornam a disputa imprevisível e dificultam a construção das estratégias tanto para a corrida ao governo estadual quanto para a Presidência da República.

    O professor também frizou que a eleição para o Senado terá peso semelhante ao da disputa presidencial, por causa da influência da Casa Alta sobre temas institucionais. Ao comentar as pesquisas eleitorais, defendeu maior transparência na divulgação da metodologia dos levantamentos, mas fez um alerta sobre propostas de maior controle das sondagens. "A pesquisa é uma fotografia daquele momento e é importante. Acho que há mais necessidade de transparência na metodologia do que de um selo de confiabilidade, como o proposto pelo TSE".

    O TEMPO Entrevista com o advogado Ricardo Souza vai ao ar no sábado (8/8), às 18 horas, no canal de O TEMPO no YouTube.

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    34 分
  • Banco Master expõe debate sobre atuação do STF e credibilidade da Justiça, diz especialista | O TEMPO Entrevista
    2026/08/01

    As investigações sobre o Banco Master vão além das suspeitas de fraude financeira e abrem discussões sobre a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), o sigilo processual, negociação sobre delações premiadas e a credibilidade do sistema de Justiça.

    No O TEMPO Entrevista, a advogada criminalista, professora universitária e mestre em Direito pela UFMG Mariane Cardoso avalia os principais desdobramentos do caso, defendendo que o processo deve seguir seu curso respeitando as garantias legais.

    A especialista afirma que a dimensão e a repercussão da investigação estão relacionadas ao possível envolvimento de autoridades de diferentes esferas. "Quero crer que realmente a gente vai caminhar para um desdobramento em que as pessoas possam se defender, mas que aqueles que têm responsabilidade sejam sim, penalizados".

    Ao mesmo tempo, a especialista reconheceu que parte da população teme que o caso não tenha um desfecho efetivo. "Muito se fala no Brasil que as coisas acabam em pizza."

    Durante a conversa com o jornalista Léo Mendes, Mariane defendeu uma análise baseada nos limites constitucionais das competências do STF. Na avaliação da advogada, a imagem do Judiciário precisa ser fortalecida para recuperar a confiança da população. "As pessoas precisam voltar a acreditar que uma pessoa é ou não condenada porque ela realmente fez algo errado e porque é a partir de um processo que observou o devido processo legal, ou seja, de um processo justo."

    Ela também abordou os desafios envolvendo o sigilo da investigação, os vazamentos de informações e a possibilidade de uma nova proposta de delação premiada por parte da defesa de Daniel Vorcaro, ressaltando que qualquer acordo depende da apresentação de fatos e provas inéditas.

    O TEMPO Entrevista com Mariane Cardoso vai ao ar no sábado, 1º de agosto, às 18 horas, no canal de O TEMPO no YouTube.

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    32 分
  • Redução da maioridade penal não tem eficácia comprovada no combate à violência, diz criminalista
    2026/07/18

    A proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos voltou ao debate no Congresso Nacional, mas, para a advogada criminalista e vice-presidente do Instituto de Ciências Penais, Paola Alcântara, não há comprovação de que a medida seja capaz de reduzir a criminalidade. No podcast O TEMPO Entrevista, ela afirmou que o endurecimento da legislação, por si só, não enfrenta as causas da violência e defendeu que o foco esteja na aplicação efetiva das políticas públicas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

    Durante a conversa com o jornalista Léo Mendes, Paola também avaliou que a discussão costuma ganhar força em anos eleitorais. "É muito comum em períodos eleitorais, nós percebemos esse aumento, essa pauta voltada para a segurança pública, que se transforma num discurso eleitoral capaz de mobilizar a sociedade", afirmou.

    Ao comentar os argumentos favoráveis à redução da maioridade penal, a criminalista destacou que adolescentes já respondem por atos infracionais e que o sistema socioeducativo prevê medidas de responsabilização. O desafio está em aperfeiçoar a aplicação dessas medidas, especialmente nos casos de maior gravidade. "O ECA foi pensado em 1990, quando havia uma adolescência completamente distinta da que nós temos hoje. É necessário que ele passe por um processo de modificação para atender os nossos anseios.", disse.

    Segundo a advogada, uma alternativa seria ampliar o período máximo de internação para determinados crimes, em vez de transferir adolescentes para o sistema prisional comum. Para a especialista, o enfrentamento da violência passa por educação, políticas públicas e ressocialização, além da revisão de instrumentos já existentes no ordenamento jurídico brasileiro.

    O TEMPO Entrevista com a advogada criminalista Paola Ancântara vai ao ar no sábado (18/7), às 18 horas, no canal de O TEMPO no YouTube.

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    29 分
  • Controle de celular e redes sociais ainda não é visto como violência por 56% dos brasileiros | O TEMPO Entrevista
    2026/07/11

    A violência contra a mulher nem sempre começa com agressões físicas. A escrivã da Polícia Civil de Minas Gerais, Aline Risi, explica que os primeiros sinais costumam aparecer por meio do controle, das ameaças, da violência psicológica e, cada vez mais, da violência digital.

    No O TEMPO Entrevista, ela destaca que o ambiente virtual passou a reproduzir comportamentos já presentes nos relacionamentos abusivos e alertou que esses episódios não devem ser tratados como demonstrações de afeto. “Antes de chegar na agressão física, a mulher já está passando, muito provavelmente, por violência psicológica, moral e patrimonial”, afirmou.

    Durante a conversa com o jornalista Léo Mendes, Aline comentou dados do Datafolha e do Movimento Mulher 360 que mostram que 56% dos brasileiros não reconhecem o controle das redes sociais como uma forma de violência contra a mulher.

    Na avaliação da policial, esse comportamento ainda é banalizado. “O simples fato de falar assim: abre seu celular que eu quero ver as mensagens. Isso é um tipo de violência, é violência psicológica. Muitas vezes o ciúme é travestido de amor, de paixão, mas não é. É um controle”. A escrivã também destacou que a violência digital pode anteceder crimes mais graves, inclusive o feminicídio.

    Ao orientar mulheres que enfrentam esse tipo de situação, Aline Risi recomendou preservar todas as provas e procurar a Polícia Civil o quanto antes. “Ela tem que guardar print, gravação, vídeo. Tudo isso vai subsidiar a prova, porque crime na internet deixa rastro. Não existe crime perfeito”, afirmou.

    O TEMPO Entrevista com a escrivã da Polícia Civil de Minas Gerais, Aline Risi, vai ao ar no sábado, 11 de julho, às 18 horas, no canal de O TEMPO no YouTube.

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    37 分
  • Desembargadora e escritora Mônica Sifuentes | O TEMPO Entrevista
    2026/07/04

    A desembargadora do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), Mônica Sifuentes, participou do O TEMPO Entrevista para falar sobre seu romance "Um poema para Bárbara – a história de amor que ajudou a escrever a História do Brasil". A obra aborda a relação entre Bárbara Heliodora e o inconfidente Alvarenga Peixoto, personagens centrais da Inconfidência Mineira, e busca lançar luz sobre um episódio pouco explorado pela historiografia tradicional.

    Mônica Sifuentes destacou que a história de Bárbara Heliodora acabou ofuscada por outros romances mais conhecidos do período, uma vez que os autores em geral enaltecem o romance que existiu entre Tomás Antônio Gonzaga e Marília de Dirceu.

    A Inconfidência Mineira ocorreu principalmente entre 1788 e 1789, no contexto do Brasil Colônia. O movimento foi uma reação da elite de Vila Rica (atual Ouro Preto) contra a exploração da Coroa Portuguesa, especialmente a cobrança abusiva de impostos conhecida como "derrama".

    Durante a conversa com o jornalista Léo Mendes, a escritora conta que o livro nasceu de uma pesquisa aprofundada e tem forte base documental. “É um livro que foi adotado em algumas escolas porque ele é 80% baseado em fatos históricos, em documentos”, afirmou. Mônica Sifuentes explicou ainda que a literatura entra como elemento de ligação: “a literatura vem como coadjuvante para juntar esses pequenos pedaços e reconstruir a história”.

    A autora também comentou sua visão sobre a forma como os grandes acontecimentos históricos costumam ser narrados. “História é vida, ela não é essa sequência tão certinha de fatos. A história vai e vem, como a vida da gente”, afirmou, ao defender uma abordagem mais humana para compreender episódios como a Inconfidência Mineira.

    O TEMPO Entrevista com a desembargadora Mônica Sifuentes vai ao ar no sábado, 4 de julho, às 18 horas, no canal de O TEMPO no YouTube.

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    30 分
  • Alex mochila fala sobre sua escolha para governar Minas Gerais
    2026/06/30

    O pré-candidato a deputado estadual Alex Mochila (PL-MG) avaliou o atual cenário político em Minas Gerais e no país durante entrevista ao canal de O TEMPO no YouTube. Ex-vereador de Alpinópolis, cidade do Sudoeste Mineiro, ele fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), comentou o momento vivido pelo Partido dos Trabalhadores no estado e afirmou que o eleitor mineiro está mais atento ao comportamento de partidos e lideranças políticas.

    Durante a conversa com o jornalista Léo Mendes, no O TEMPO Entrevista, Mochila afirmou que o desgaste do PT em Minas é perceptível, mas alertou que isso não garante vitórias automáticas para adversários. Para ele, o cenário exige responsabilidade de todos os campos políticos. “O eleitor hoje cobra coerência e postura. Quem não entender isso, independentemente do partido, vai ter dificuldade”, afirmou.

    Na entrevista, Alex Mochila ainda falou sobre a atuação do Judiciário e defendeu o fortalecimento do papel do Senado como instância de equilíbrio institucional. Segundo ele, é necessário preservar a harmonia entre os Poderes e evitar que decisões políticas se concentrem em um único espaço. “O debate precisa ser feito dentro das regras do jogo democrático”, concluiu.

    O TEMPO Entrevista completo com Alex Mochila vai ao ar na terça-feira, 30 de junho, às 18 horas, no canal de O TEMPO no YouTube.

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    33 分
  • Polilaminina, com Marco Túlio Reis | O TEMPO Entrevista
    2026/06/27

    A polilaminina, substância experimental estudada como possível aliada no tratamento de lesões na medula espinhal, ainda precisa passar por etapas decisivas antes de ser considerada segura e eficaz. O alerta é do neurocirurgião Marco Túlio Reis, especialista em cirurgia da coluna vertebral, que participou do O TEMPO Entrevista para esclarecer o que já se sabe (e o que ainda não se sabe) sobre o tema que tem ganhado grande repercussão nacional nos últimos anos.

    Durante a conversa com o jornalista Léo Mendes, o médico explicou que a pesquisa com a polilaminina tem quase três décadas, mas ainda está em fase inicial do ponto de vista científico e nos testes que serão realizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Apesar da promessa da droga, a gente ainda está na fase 1, que é um estudo de segurança. Não estamos avaliando eficácia neste momento, mas sim se é seguro aplicar em pacientes”, afirmou.

    O neurocirurgião explica que os dados que mais chamaram a atenção do público vieram de estudos preliminares, com número reduzido de pacientes e sem publicação em revistas científicas indexadas. “O único trabalho em humanos disponível é um pré-print, com várias falhas metodológicas. Isso não nos dá segurança para recomendar o uso de forma ampla”, ressaltou.

    Marco Túlio também lembrou que casos de recuperação tidos como estraordinários, envolveram tratamento multidisciplinar intensivo, o que dificulta atribuir os resultados exclusivamente à substância.

    O especialista reforçou ainda a necessidade de cautela, especialmente diante da judicialização do acesso ao medicamento. “A esperança é legítima, mas o entusiasmo não pode atropelar o método científico. A gente torce para que a polilaminina seja um divisor de águas, mas ainda é cedo. Precisamos de estudos conclusivos, com grupo controle, para saber se ela realmente muda o prognóstico da lesão medular”, concluiu.

    No O TEMPO Entrevista, o telespectador vai compreender quando surgiu a polilaminina, como foram os primeiros testes em animais e em humanos e o futuro da substância.

    O podcast vai ao ar no sábado, 27 de junho, às 18 horas, no canal de O TEMPO no YouTube.

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    38 分