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Hora da ciência

Hora da ciência

著者: Poraquê
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10月19日まで。※適用条件あり

Este é o podcast da revista Poraquê.

Ijoci
政治・政府 科学
エピソード
  • Ep 18, de 16.10.26
    2026/10/16

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    Neste episódio, Hora da Ciência conversa com o biólogo Henrique Fragoso dos Santos (4'12"), professor da Universidade Federal Fluminense (UFF). Ele é autor de um artigo científico que mostrou que bactérias que vivem no lixo plástico do mar colonizam o intestino de tartarugas. O estudo foi feito na praia de Itaipu, em Niterói (RJ). Os responsáveis pela pesquisa esperavam que a microbiota das tartarugas fosse parecida com a das algas, que são o seu principal alimento. Em vez disso, os animais partilhavam os mesmos tipos de bactérias encontrados em resíduos de plástico coletados na praia, que eles comem acidentalmente.

    A jornalista Cristiane Segatto (12'21"), especialista em assuntos de saúde, fala sobre a endometriose, condição ginecológica que atinge até 10% da população feminina - seu principal sintoma é uma cólica menstrual intensa e incapacitante. Ela comenta os resultados de uma pesquisa realizada pela Universidade Yale, nos Estados Unidos, que encontrou pistas capazes de explicar por que algumas pacientes, mesmo com um pequeno número de lesões, têm dores muito intensas. As análises revelaram quase 900 genes que se expressam de forma diferente nos casos sintomáticos e assintomáticos de endometriose.

    Cassiano Isler (23'58"), professor do Departamento de Engenharia de Transportes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), discute os resultados de um levantamento sobre o comportamento dos motoristas brasileiros em relação aos limites de velocidade em ruas e estradas. O trabalho mostra que 90% dos entrevistados declararam a intenção de respeitar esses limites em nome da segurança e da preservação da vida. Mas cerca de um terço admitiu excedê-los por pressa, pressão de outros motoristas ou para reduzir o tempo de viagem.

    A bióloga Sandra Bos Mikich (32'48"), da Embrapa Florestas, em Colombo (PR), explica como essências aromáticas sintéticas podem ajudar a atrair morcegos que comem frutas e dispersam sementes para ecossistemas degradados, auxiliando no reflorestamento. A estratégia já é adotada utilizando essências naturais, extraídas de frutos que os morcegos gostam de comer, mas que são mais difíceis de obter.

    Fechando o programa, Frederico Tenchini (46'45"), professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), expõe os cinco diferentes perfis de agricultores familiares do Brasil. Ele é autor de uma tese de doutorado que mostrou que as políticas públicas favorecem os agricultores familiares mais bem organizados e a ampliação de crédito aos agricultores sem apoio técnico adequado pode desencadear práticas menos sustentáveis.

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    1 時間 2 分
  • EP 17 | 09.10.26
    2026/10/09

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    Neste episódio, Hora da Ciência conversa com o infectologista Julio Croda (1'59"), professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz. Ele escreveu um artigo científico em que analisa as chances de o super El Niño esperado para os próximos meses gerar uma nova epidemia de dengue no país. O trabalho lembra que a frequência maior de chuvas e de temperaturas elevadas causada pelo fenômeno climático costuma servir de combustível para a proliferação do mosquito Aedes aegypti. E, o mais preocupante, mostra que está circulando no país atualmente o sorotipo 3 do vírus da dengue, para o qual a maioria dos brasileiros ainda não tem imunidade.

    O convidado especial do programa é Rafael Revadam (11'42'), jornalista da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Ele foi um dos responsáveis pela análise dos planos de governo para ciência e tecnologia, promovida pelo Observatório das Eleições 2026 da SBPC, e conta quais são as diferenças entre as propostas dos dois presidenciáveis que disputam o segundo turno, o presidente Lula, do PT, e senador Flávio Bolsonaro, do PL.

    Hora da Ciência também traz uma entrevista com a bióloga Mariana Franco Cassino (23'00"), especialista em ecologia histórica da Amazônia, que faz pós-doutorado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Autora de uma pesquisa de doutorado que venceu o Prêmio Capes de Tese deste ano, na categoria biodiversidade, ela defende ideias como a de que as plantas da Amazônia deveriam ser estudadas como se fossem peças arqueológicas, porque são vestígios vivos de como a ocupação humana no passado ajudou a moldar a floresta.

    Marcos Cereto (36'27"), professor da Ufam e coordenador do Núcleo de Arquitetura Moderna da Amazônia, relata o esforço para preservar e digitalizar a obra de Severiano Porto (1930-2020), conhecido como o Arquiteto da Amazônia, cujas obras marcam a paisagem urbana de Manaus, com desenhos inovadores e técnicas sustentáveis, muitas delas inspiradas em construções de ribeirinhos. A iniciativa tem duas vertentes. Uma é disponibilizar o acervo de desenhos e documentos de Porto. A segunda é reconstituir tridimensionalmente algumas de suas edificações que não existem mais.

    Fechando o programa, Rafael Guido (48'31"), professor do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP), expõe os resultados de um estudo que analisou o potencial de 18 compostos no tratamento da malária. Em testes de laboratório e com animais, uma das moléculas conseguiu eliminar o parasita do sangue infectado. Uma outra foi capaz de bloquear a produção de energia do parasita, limitando sua sobrevivência.

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  • Episódio 16, de 02.10.2026
    2026/10/02

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    Neste episódio, Fabrício Marques conversa com o biólogo Eduardo Eizirik (02:15), professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). O pesquisador fala sobre a identificação de uma nova espécie de felino, a primeira em mais de 100 anos: o gato selvagem Leopardus tilcayo. O animal pesa cerca de 1,3 quilograma, tem manchas que lembram as de um leopardo e habita florestas da Cordilheira dos Andes, na Bolívia. A descoberta foi publicada em um artigo na revista Current Biology, que também traz outras novidades sobre a história evolutiva dos felinos selvagens.

    Terra indígena (15:49)

    O convidado especial do programa é o fotojornalista Rafael Vilela. Há seis anos, ele documenta a vida de um grupo de 700 indígenas guaranis que se mobilizam pela preservação de seu território: um pequeno trecho de floresta espremido entre duas grandes rodovias ao redor do Pico do Jaraguá, nas franjas da maior metrópole brasileira, São Paulo. A terra indígena, que tem oficialmente apenas 1,6 hectare de extensão, deverá incorporar 532 hectares de floresta em seus arredores.

    Jogos eletrônicos e violência (27:10)

    Jogos eletrônicos violentos geram comportamentos agressivos em seus usuários? Hora da Ciência entrevista Rodrigo Queiroz de Aguiar, que investigou o tema em uma pesquisa de mestrado em sociologia na Universidade Federal de Goiás (UFG). Seu trabalho sugere que manifestações de agressividade de jogadores não são produto do caráter violento dos jogos, mas sim dos ambientes hostis de comunidades de jogos on-line, marcados por alta competitividade e isolamento social.

    Consumo de peixe (37:41)

    Mariana Bender, professora da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, apresenta um estudo, publicado na revista Nature Food, que sugere um conjunto de estratégias para aumentar o consumo de carne de peixe no Brasil sem incorrer em uma ampliação da pesca, que já é excessiva em muitas áreas do litoral. O consumo médio de pescados no país, de 5,3 kg per capita por ano, é inferior à metade do nível recomendado.

    Degradação da vida aquática (47:54)

    Fechando o programa, o biólogo Luis Schiesari, professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP), explica como o processo de urbanização causou o colapso dos ecossistemas de riachos que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo. Seu grupo avaliou 30 microbacias na região do Alto Tietê e mostrou que mesmo aquelas com apenas 12,5% de ocupação urbana já sofriam uma forte degradação da vida aquática.

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    1 時間 3 分
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