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Esporte em foco

Esporte em foco

著者: RFI Brasil
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Notícias e entrevistas sobre futebol, tênis, vôlei, Fórmula 1... Espaço aberto para a cobertura exclusiva dos grandes torneios franceses e europeus. Destaque para a atuação dos atletas brasileiros na Europa.

France Médias Monde
エピソード
  • Primeiro nordestino na F1: Rafael Câmara é confirmado como piloto titular na Haas
    2026/10/18
    O pernambucano Rafael Câmara será piloto titular da equipe Haas na temporada 2027 da Fórmula 1. De acordo com o anúncio oficial emitido na quinta-feira (15), Rafa vai substituir o francês Esteban Ocon na escuderia norte-americana, que é equipada com motores Ferrari, e será companheiro do britânico Oliver Bearman. Em 2027, o Brasil terá dois pilotos no grid de Fórmula 1, já que Gabriel Bortoleto segue na escuderia Audi no próximo mundial. Marcio Arruda, correspondente da RFI no Rio de Janeiro Rafael Câmara chega à Fórmula 1 com uma grande bagagem esportiva. Além de ser piloto da academia da Ferrari desde 2021, Rafa conquistou o título da Freca (Fórmula Regional Europeia) em 2024, foi campeão da F3 em 2025 e é o atual líder da Fórmula 2, categoria de acesso à F1. Estes resultados impressionaram toda comunidade ligada à categoria. Em entrevista exclusiva à RFI, Rafael Câmara disse que vive um sonho. “Isso foi com certeza um sonho realizado, já poder estar nesse ambiente. Eu acho que, para mim, é uma coisa que, quando comecei, não esperava chegar onde eu estou hoje. Então, eu tento aproveitar ao máximo também este momento e a oportunidade que estou tendo para evoluir como piloto”, contou Câmara. Palavras de quem conhece a F1 Ex-piloto de Fórmula 1, Felipe Massa acredita que o futuro de Rafael Câmara é promissor. De acordo com o brasileiro que fez história na Ferrari, a receita para alcançar o sucesso é trabalhar. “Ser o mais dedicado possível para aprender o mais rápido a mentalidade da Fórmula 1, trabalhar com a equipe, buscar o entendimento do carro e de tudo aquilo que está a sua volta. Também é importante o trabalho no volante, sensores e funções que um carro de Fórmula 1 possui. Fora isso, ser o que ele sempre foi. Acho que ele vai aprender rápido porque tem um talento gigante. Tenho certeza de que será um sucesso”, disse o vice-campeão da temporada 2008 da F1. A colunista do UOL Julianne Cerasoli explicou que o brasileiro precisou fazer um teste com a Haas antes de ser contratado pela escuderia. “Uma coisa muito importante para a gente entender quem é o Rafael Câmara é saber que ele, desde o kart, ouve: ‘Você vai chegar na Fórmula 1; é uma questão de tempo’. E isso acontecia porque ele é um piloto extremamente rápido. Inclusive foi esta qualidade que fez com que ele ficasse com a vaga. Houve um teste entre três pilotos que estavam sendo cotados para ir para a Haas junto com o piloto titular da equipe, Oliver Bearman. O Rafael Câmara, na primeira vez que ele pegou o carro da Haas, foi mais rápido do que todos eles, inclusive o titular”, contou Julianne, que cobre a Fórmula 1 in loco há quase duas décadas. Felipe Massa confia que o talentoso brasileiro poderá se destacar dentro da Haas já em 2027. “Na minha opinião, acredito que o Rafa tem um potencial muito grande para, não sei se no começo do ano, mas rapidamente ser competitivo com o Bearman e, talvez, ser até melhor do que ele no final do campeonato”, afirmou o brasileiro que disputou a F1 pela Sauber, Ferrari e Williams. Uma vida dedicada ao automobilismo Nascido há 21 anos em Pernambuco, o piloto brasileiro recordou a infância e a dedicação para chegar à Fórmula 1. “Começar onde eu comecei, com seis anos, foi uma coincidência porque até aquele momento era meu irmão quem começou a andar. Eu nem sabia o que era automobilismo. Claro, que você vê as corridas, sabe um pouco... Então, acho que ter começado tão pequeno e estar agora onde estou, tendo essa oportunidade, você só precisa aproveitar”, recordou o piloto. O comentarista de automobilismo do Grupo Globo, Rafael Lopes, confia que a Haas foi a melhor opção para Câmara entrar na Fórmula 1. “É um piloto com muito potencial. A Haas é uma equipe de média para pequena, a gente sabe disso. Teve problemas de orçamento nessa temporada, mas não deve ter esses problemas no ano que vem, e deve ter mais dinheiro para evoluir o carro. Eu acho que é um bom início para ele não ter tanta pressão, para mostrar o potencial que ele mostrou nas categorias de base”, afirmou o jornalista. Líder do mundial 2026 da F1 conhece bem Rafa Câmara Julianne Cerasoli lembrou que Câmara tinha um rival nas categorias de base que hoje brilha na Fórmula 1. “Ele vai chegar na Fórmula 1 com 21 anos. Para a gente ter uma ideia, o cara que vai ser campeão esse ano na Fórmula 1, o Kimi Antonelli, é mais novo do que o Rafael Câmara. Ele era, inclusive, o grande rival do Câmara no kart, na Fórmula 4, na Fórmula 3 regional também”, lembrou Cerasoli. “Por que esse tempo foi diferente para ele? Porque ele demorou mais para desenvolver outras habilidades que necessita ter. O piloto não precisa só ser rápido, mas a maneira como gerencia a corrida e o campeonato. Ele é um prodígio que demorou um pouco mais para se desenvolver e agora chega com a pressão de mostrar se está realmente pronto ...
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  • Com bênção do papa, time amador de SC viaja o mundo jogando futebol e já esteve em cinco continentes
    2026/10/25
    “Fazer amigos em todo o mundo jogando futebol”, esse é o lema do Manezinhos do Brasil, time amador de Santa Catarina que usa o esporte como ferramenta de integração entre diferentes culturas. Anualmente, o grupo viaja pelo planeta para disputar amistosos internacionais e já esteve presente em dezenas de países. Os caminhos da bola proporcionaram até mesmo um encontro com o papa, além de visitas a Cuba, Rússia, Polônia, entre outras nações. Renan Tolentino, da RFI em Paris A equipe, fundada em 1998 em Florianópolis (SC), tem um currículo de fazer inveja a muitos times profissionais: já disputou 80 partidas fora do Brasil, em pelo menos 40 excursões ao exterior, segundo seu fundador, o advogado catarinense Nestor Lodetti, de 76 anos, ex-presidente do Figueirense, clube profissional de Santa Catarina. “Essa iniciativa surgiu no ano de 1998, quando um técnico argentino, amigo nosso, que treinava a base de alguns clubes dos Estados Unidos, convidou nosso time de amigos de Florianópolis para fazer dois jogos em Miami. Aí nos mobilizamos e fomos com um grupo de 64 brasileiros (entre atletas amadores e familiares) e disputamos essa partida lá. A partir daí, surgiu a ideia de rodar o planeta”, explica. Não à toa, o Manezinhos se intitula como “o único grupo de peladas do mundo a jogar em cinco continentes”. “No ano seguinte fomos ao Canadá. Depois viemos aqui à França, jogamos em Lésigny (a 20 km de Paris), jogamos também em Bandol, do lado de Marselha (no sudoeste da França), aí depois disso gostamos da ideia e rodamos o mundo”, recorda Nestor. A última parada do Manezinhos foi em Paris, nesta semana, para um amistoso contra o Black Stars International, time amador da capital francesa, com a presença do cônsul-geral adjunto do Brasil, Murilo Vieira Komniski. Bênção do papa e amistoso no Vaticano Entre tantos encontros internacionais, o grupo brasileiro guarda histórias insólitas na bagagem. Na lista de adversários estão times veteranos de grandes clubes europeus, como Barcelona e Benfica, além de equipes formadas por consulados e embaixadas nos países visitados. Um dos momentos mais memoráveis, de acordo com Nestor, foi o encontro com o papa Francisco, que era fã de futebol e torcedor do San Lorenzo, da Argentina. O episódio aconteceu em setembro de 2023, durante um campeonato disputado no Vaticano. “O papa Francisco tomou conhecimento da nossa presença lá no Vaticano e fez questão de nos receber. Claro que nossos assuntos com ele foram religiosos, mas, no fim, para quebrar o gelo, nós o presenteamos com uma camisa do Figueirense, clube do qual fui presidente quando estava na primeira divisão, e pedimos uma bênção especial". "Em seguida, o papa perguntou qual era a situação do Figueirense, que naquela época jogava a terceira divisão do futebol brasileiro (...) Ele entrou no espírito da conversa, pegou no meu braço e disse: ‘esse tipo de milagre o papa não faz’”, detalha o catarinense. Falando a linguagem da bola O filho de Nestor, Nikola Lodetti, que acompanha o pai desde criança, relembra outros momentos marcantes da equipe de futebol amador pelo mundo. “Há 11 anos nós jogamos contra o time de masters do Barcelona, do lado do mini Camp Nou. Tomamos de 7 a 1, mas fiz um gol de cavadinha, num dos meus primeiros jogos vestindo a camisa do Manezinhos”, brinca. No duelo contra ex-jogadores do clube catalão, em 2015, o time catarinense contou com o reforço de Paulo Cézar Caju, ídolo do futebol brasileiro e campeão mundial com a Seleção em 1970, no México. O resultado é o que menos importa para a equipe brasileira, que faz uma "tabelinha" entre futebol e diplomacia para conhecer diferentes culturas e divulgar o Brasil mundo afora, sublinha Nikola. “É um choque cultural muito grande e também um aprendizado. A gente está em contato com realidades diferentes e vê como o futebol transforma as pessoas e cria vínculos nos mais diversos países, nas mais diversas línguas. Cada experiência, cada viagem, cada jogo é um motivo de orgulho e satisfação em fazer parte disso", afirma. Manezinhos da ilha Amigo de Nestor e um dos veteranos do time, Luis Angelo, de 66 anos, conta que o nome do clube vem do termo “manezinho da ilha”, como são chamados os moradores de Florianópolis. O apelido ficou ainda mais popular nacionalmente com o sucesso do tenista catarinense Gustavo Kuerten em quadras internacionais, incluindo Roland Garros, na França. “O nome ‘manezinho’ é um título dado ao morador da ilha (de Florianópolis), aquele morador mais simples, que foi criado no interior da ilha. Depois, o termo ficou mais conhecido quando nosso tenista campeão de Roland Garros, Gustavo Kuerten, se intitulou ‘manezinho da ilha de Florianópolis'. Hoje, quem é natural de Florianópolis é apelidado de ‘manezinho’”, explica Luis Angelo. Com tantas partidas pelo mundo, acumulando histórias surpreendentes, a ...
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  • De Belo Horizonte a Singapura: o brasileiro por trás de um feito histórico na ginástica
    2026/10/07
    O mineiro Francisco Azra comanda a seleção masculina de ginástica artística de Singapura, que chegou pela primeira vez a uma final por equipes dos Jogos Asiáticos, no último domingo (4). Com passagens pelo Minas Tênis Clube, pela ginástica britânica e pelos Jogos Olímpicos de Paris 2024, o treinador agora lidera um projeto de transformação da modalidade no país asiático, com Los Angeles 2028 no horizonte. Luciana Quaresma, correspondente da RFI de Nagoya, no Japão A primeira classificação de Singapura para uma final por equipes de ginástica nos Jogos Asiáticos tem um brasileiro no comando. Aos 37 anos, Francisco Azra, mineiro de Belo Horizonte, é o treinador-chefe da seleção masculina de ginástica artística do país e, em Nagoya, no Japão, viu sua equipe alcançar um resultado inédito nos 20º Jogos Asiáticos Aichi-Nagoya 2026. Os singapurenses avançaram à decisão com a oitava melhor pontuação e terminaram a final também na oitava posição, diante de algumas das maiores potências mundiais da modalidade. “Nós éramos os underdogs da final, mas, para a gente, foi uma grande vitória estar lá, participar e colocar o nome de Singapura no cenário asiático”, diz Azra. O resultado ganha peso pelo nível da competição. China e Japão, referências da ginástica mundial, estão entre os países que Singapura precisa enfrentar para conquistar espaço no continente. “A Ásia, dentro da ginástica, é a região mais forte. Uma medalha de ouro aqui nesses Jogos é praticamente uma medalha de ouro nas Olimpíadas, pelo nível de dificuldade”, avalia. A trajetória de Azra na ginástica começou aos nove anos, idade considerada tardia para quem sonha com o alto rendimento. Filho de uma família ligada ao esporte, ele já havia experimentado natação, vôlei, judô e futebol quando um colega de escola despertou seu interesse pela modalidade. Os mortais e as piruetas que inicialmente chamaram a atenção do menino logo se transformaram em uma paixão que definiria seu futuro. “Passei minha infância inteira obcecado por ginástica. Assistia a todas as competições, gravava as Olimpíadas em fitas VHS e assistia várias vezes. A única coisa que eu sempre quis e sempre fiz na minha vida é ginástica.” Azra foi atleta até os 17 anos, idade em que percebeu que dificilmente realizaria o sonho de chegar ao topo como ginasta. Mas em vez de abandonar o esporte, decidiu cursar Educação Física e seguir como treinador. A limitação que sentiu como atleta acabou se tornando combustível para a carreira. “O fato de eu não ter tido o talento necessário para ter sucesso como atleta me fez ter sucesso como treinador, porque me fez querer muito”, conta. Do Minas à ginástica britânica Azra iniciou a carreira de treinador no Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte, onde trabalhou durante cinco anos no alto rendimento. Também teve experiências com as categorias de base da seleção brasileira. Há dez anos, decidiu deixar o Brasil em busca de novos desafios. A oportunidade surgiu por meio de um contato no meio da ginástica e o levou a Exeter, na Inglaterra. Foram sete anos e meio no país, período decisivo para sua formação profissional. Trabalhando em uma das estruturas mais desenvolvidas da modalidade, acompanhou atletas que chegaram às seleções inglesa e britânica. “Foi o grande ponto em que profissionalmente eu cresci. É uma seleção muito forte, muito grande no mundo da ginástica. Foi aí que muitas portas começaram a se abrir para mim.” Uma delas o levou aos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Na França, Azra integrou a equipe de organização das competições de ginástica e viveu, de outra perspectiva, o evento que havia acompanhado desde a infância: “Para qualquer pessoa que é do esporte, a Olimpíada é o auge. O Francisco criança ficou muito feliz de estar lá.” Depois de Paris, ele decidiu procurar um novo desafio. Queria concentrar a atuação na preparação de atletas para assumir uma função que lhe permitisse participar da construção de um programa esportivo mais amplo. Foi quando surgiu o convite de Singapura. A missão de transformar um sistema Azra assumiu o comando da ginástica artística masculina de Singapura em 2025. Mais do que preparar a seleção para competições internacionais, recebeu a missão de ajudar a desenvolver uma estrutura capaz de sustentar o crescimento da modalidade. “Faço a gestão dos treinadores e do programa técnico do país. Estamos reformulando toda a forma como os atletas são formados, desde a base até a ponta.” O trabalho envolve metodologia de treinamento, calendário de competições, formação de técnicos e a relação da federação com os atletas de alto rendimento. Para Azra, o ginasta que o público vê em uma grande competição é apenas a parte mais visível de um processo que começa muitos anos antes. “O atleta que vemos na arena competindo como adulto, disputando uma...
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