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Esporte em foco

Esporte em foco

著者: RFI Brasil
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Notícias e entrevistas sobre futebol, tênis, vôlei, Fórmula 1... Espaço aberto para a cobertura exclusiva dos grandes torneios franceses e europeus. Destaque para a atuação dos atletas brasileiros na Europa.

France Médias Monde
エピソード
  • Brasileiros pagaram até US$ 2 mil para ver estreia decepcionante do Brasil na Copa
    2026/06/14

    Os brasileiros foram maioria e coloriram as arquibancadas do MetLife Stadium de verde e amarelo, deixando bem menos visível o vermelho da torcida marroquina. Mas, para ver a estreia da seleção, muitos torcedores fizeram um grande esforço financeiro.

    Elcio Ramalho, enviado especial a Nova Jersey

    O casal André e Natália Sampaio, de Aracaju, planejou durante três anos a viagem para ver de perto a seleção brasileira em uma Copa. “Era um projeto dele que virou nosso”, destaca Natália. E o projeto não saiu barato. “Pagamos pelo jogo de abertura US$ 1.300, saiu caro”, admite André.

    A brasileira Isabel, que mora em Miami, diz que o objetivo foi realizar um sonho, apesar do preço.

    “Era um sonho. Não foi difícil de achar [ingresso], mas paguei caro, mais de US$ 2 mil”, afirmou.

    Exibindo a camiseta da seleção, o jovem Vítor veio de Minas Gerais para acompanhar o Brasil na Copa. “Pagamos US$ 1.800, é um pouco caro, mas vai valer cada centavo pela experiência”.

    O pai dele bancou as despesas para proporcionar um momento inesquecível ao filho. “O investimento é grande, mas vale o sacrifício. Para o padrão brasileiro saiu muito caro, mas vale porque é o sacrifício que a gente faz para a vitória dos nossos filhos”, diz.

    Vinícius Jr. não ficou feliz com o resultado

    Quem esperava uma goleada ou pelo menos uma boa vitória da seleção saiu frustrado.

    Dentro de campo, a equipe de Carlo Ancelotti teve muita dificuldade, principalmente no primeiro tempo. O Marrocos dominou as jogadas, teve mais volume de jogo e abriu o placar em um contra-ataque fulminante.

    O atacante Ismail Saibari foi lançado no meio da zaga e, na saída titubeante de Alisson, encobriu o goleiro brasileiro.

    A torcida marroquina chegou a ensaiar até um olé quando o time trocava passes e levou mais perigo. Mas a seleção contou com uma jogada inspirada de Vinícius Jr. para empatar ainda no primeiro tempo.

    Na etapa final, o Brasil teve mais posse de bola, foi mais ofensivo, mas criou poucas chances de gol e saiu com um resultado que decepcionou treinador e jogadores.

    Eleito melhor em campo pelo belo gol, Vinícius Jr. admitiu que a seleção não jogou bem, e o resultado serviu de alerta. “A gente não está feliz com o resultado. O peso da estreia fez a gente jogar dessa maneira.”

    O atacante disse que ele e a equipe têm que se adaptar às situações, pois todos os jogos contra adversários em uma competição como a Copa do Mundo são difíceis.

    Outros jogadores, como Matheus Cunha, que entrou no segundo tempo, também não saíram satisfeitos com o que o Brasil mostrou dentro de campo.

    “A gente tem que melhorar muito, não podemos começar da forma que começamos. Não posso dizer que o resultado não foi justo, mas o importante era não perder”, avaliou.

    Brasil já não mete mais medo

    O jogador marroquino Chemsdine Talbi lamentou que o Marrocos não tenha vencido a partida e afirmou que o Brasil já não mete mais medo.

    “Não temos medo do Brasil, temos bons jogadores e uma boa equipe. Por isso, não temos medo do Brasil nem de nenhuma outra equipe. Estamos aqui para ir o mais longe possível nesta Copa do Mundo”, declarou.

    O Marrocos enfrenta a Escócia no segundo jogo da competição, enquanto o Brasil volta a campo no próximo sábado para enfrentar o Haiti.

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  • Roland-Garros 2026 marca melhor campanha do Brasil em Grand Slams
    2026/06/07
    Depois de duas semanas de jogos, o torneio de Roland-Garros chega ao fim neste domingo (7) com uma edição que já entra para a história do tênis brasileiro. Em 2026, o país alcançou seu maior número de vitórias em um único Grand Slam: 37 triunfos, superando as 26 conquistas do US Open de 2014. O desempenho se distribuiu entre simples, duplas, juvenil e cadeirantes e reflete um momento de renovação e consistência, coroado com o título de Luis Guto Miguel no torneio juvenil. Maria Paula Carvalho, de Roland-Garros O grande destaque foi o jovem João Fonseca. Aos 19 anos, o carioca chegou às quartas de final e alcançou o melhor resultado recente de um brasileiro no torneio, algo que não acontecia nas fases mais altas da competição desde a era de Gustavo Kuerten. O tricampeão de Roland-Garros, inclusive, esteve presente em Paris para acompanhar e apoiar a nova promessa. Fonseca também protagonizou uma das maiores surpresas da edição ao eliminar, de virada, o sérvio Novak Djokovic, maior campeão de Grand Slams da história. Na sequência, superou o norueguês Casper Ruud, duas vezes finalista em Paris. Após a eliminação para o tcheco Jakub Mensik, o brasileiro avaliou de forma positiva a campanha e destacou o aprendizado ao longo do torneio. “Eu me sinto bem. Foi um caminho muito bom. Duas semanas muito positivas, de muito trabalho duro e aprendizado. Eu não tinha expectativa e consegui um ótimo resultado. Consegui virar um jogo que estava quase perdido, totalmente dominado na segunda rodada… então fico feliz com a semana.” A campanha projeta João Fonseca no cenário internacional e recoloca o Brasil em evidência no tênis masculino. No simples feminino, no entanto, o resultado ficou abaixo do esperado. Principal nome do país, Beatriz Haddad Maia foi eliminada ainda na primeira rodada, após derrota de virada para a britânica Francesca Jones. Stefani perde na semifinal Nas duplas, o desempenho brasileiro foi mais consistente. A paulista Luisa Stefani chegou às semifinais ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, confirmando sua regularidade entre as principais especialistas do circuito. Na sexta-feira (5) elas foram derrotadas pela dupla formada pela tcheca Katerina Siniakova e a americana Taylor Townsend. Em entrevista à RFI após o jogo, Stefani analisou a derrota. “Ontem à noite, eu tive dor de garganta, dor de cabeça. A energia talvez não seja a mesma, mas isso não justifica. O que mais me chateia é que eu queria ter tido mais disposição, uma execução melhor e ter enfrentado melhor essa dificuldade”, disse. “É uma pena. Parece uma oportunidade desperdiçada", continuou. "Uma semifinal é sempre uma boa campanha, mas, conforme o torneio vai afunilando, o desafio fica cada vez maior. Então, é preciso manter o foco no que a gente vem fazendo bem, executar, e isso faltou hoje”, concluiu. Entre os homens, o gaúcho Marcelo Demoliner avançou até as quartas de final nas duplas, ao lado do indiano N. Sriram Balaji, reforçando a presença brasileira nas fases decisivas. Ao fim da campanha, ele destacou a confiança adquirida. “Feliz com a participação nas quartas de final inédita, que vai dar uma confiança boa para o decorrer da temporada. Agora é aproveitar essa confiança e ir para a grama, na próxima semana, que é o meu habitat natural, onde eu mais gosto de jogar.” Torcedores marcaram presença Fora das quadras, a presença brasileira também chamou atenção. Durante as duas semanas de competição, torcedores com as cores verde e amarelo ocuparam o complexo esportivo na zona oeste de Paris. O engenheiro civil Carlos Frazão se mostrou impressionado com a nova geração de atletas. “Pois é, muita gente boa nova surgindo no tênis. Acho que o João Fonseca ajudou muito essa nova geração a aparecer. A gente está torcendo para surgirem muitos novos ‘Joões Fonsecas’.” A avaliação se repete entre outros torcedores. Para o administrador Cristiano França, nunca houve uma presença tão expressiva de brasileiros no torneio. “A nova geração… nunca vi tanto brasileiro em Roland-Garros. Depois do Gustavo Kuerten, agora estamos vendo muito mais brasileiros e espero que continue assim”, disse à RFI. Nova geração: Luis Guto é campeão Essa presença se reflete também entre os mais jovens. Naná, Victoria e Pedro estão entre alguns dos jovens nomes que se destacaram. Mas a grande estrela foi o goiano Luis Guto Miguel, que aos 17 anos, venceu a sua primeira final de Grand Slam. ele derrotou o americano Michael Antonius, de 16 anos, por dois a zero, com parciais de 6/3 e 6/4. “Estou muito feliz, aproveitando o momento, mas mantendo a humildade, porque temos muito a fazer”, afirmou na entrevista coletiva após o título inédito. De Paris, Luís volta ao Brasil, onde deve continuar a celebrar sua conquista, mas já com o foco voltado para os próximos passos de sua promissora carreira. “Seria um sonho ...
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  • Bi da Champions, Marquinhos se consolida como lenda e mostra classe de líder com adversário
    2026/05/31

    O PSG fez história com o bicampeonato da Liga dos Campeões da Europa e agora entrou para a galeria de lendas do futebol. E quem também se consolida como uma lenda do Paris Saint-Germain é o capitão brasileiro Marquinhos, que levantou a taça da Champions pela segunda vez seguida e ampliou a sua história de títulos e recordes no clube francês.

    Tiago Leme, de Budapeste para a RFI

    No fim do jogo em Budapeste, Marquinhos ainda mostrou classe e a postura de um líder. O zagueiro Gabriel Magalhães, do Arsenal, chutou para fora o pênalti decisivo que garantiu a conquista do PSG. Antes de comemorar com os companheiros, o capitão foi abraçar e consolar o compatriota no gramado.

    "Eu me imaginei no momento em que eu perdi o pênalti também na Copa do Mundo, e é um momento muito difícil, uma responsabilidade muito grande”, explicou o craque. “A gente tem que ser muito forte pra sair desse momento, e não é diferente pra ele. Acho que ele queria muito ganhar esse título”, continuou.

    “Eu simplesmente quis tirar cinco minutos da minha celebração para reservar esse tempo pra ele, para abraçar ele”, disse Marquinhos, salientando “a temporada incrível” do adversário. “Pela temporada que ele fez, foi um dos melhores zagueiros do mundo atualmente.”

    O experiente Marquinhos, de 32 anos, e Gabriel Magalhães, de 28 anos, devem formar a dupla de zaga titular da seleção brasileira na Copa do Mundo deste ano.

    Com o bi da Champions, Marquinhos chegou a 39 títulos com o PSG, e 42 na carreira, igualando Daniel Alves como o brasileiro com mais conquistas na história. Eles são superados apenas pelo argentino Messi, que ganhou 46 vezes. O zagueiro também é o jogador com o maior número de partidas disputadas pelo Paris Saint-Germain: são 523 jogos em 13 temporadas.

    Exemplo para colegas de equipe

    Ídolo dos torcedores, Marquinhos também é um exemplo a ser seguido pelos companheiros de equipe. O lateral esquerdo Nuno Mendes falou sobre o capitão e não escondeu a felicidade em entrar pra história com o segundo título europeu.

    "Se nós somos lendas, eu não tenho uma palavra para o Marquinhos. O Marquinhos, como é óbvio, é uma pessoa muito querida por nós, pelos colegas da equipe, pelo clube. E isso vê-se nas coisas que ele faz. Dá tudo pelo símbolo que representa”, comentou Nuno. “Nós seguimos este exemplo, porque o Marquinhos é um jogador incrível, um grande jogador e uma grande pessoa também", disse.

    O meio-campista João Neves foi outro jogador português a elogiar a liderança do brasileiro.

    "O Marquinhos, desde que eu cheguei, foi um jogador e acima de tudo, foi uma pessoa espetacular. Acarinhou-me, a mim e a todo o grupo, quem chega de novo. Marquinhos é um exemplo a seguir, não só dentro de campo, mas também fora", afirmou João Neves. "Fico muito contente que os adeptos tenham nos dado essas declarações. Passamos a ser lendas do clube. É por isso que nós jogamos futebol, nos divertimos, e depois as coisas boas vão surgindo naturalmente."

    Jogo difícil

    A final deste sábado na Puskas Arena teve emoção. O Paris Saint-Germain conquistou a Champions pela segunda vez seguida, ao vencer o Arsenal dos pênaltis, por 4 a 3, em Budapeste. O bicampeonato veio em duelo difícil, depois do empate, por 1 a 1, no tempo normal e na prorrogação. A vitória confirma o clube francês como uma potência europeia.

    Depois de conquistar o Campeonato Inglês após 22 anos, o Arsenal entrou em campo confiante. O time de Londres abriu o placar logo aos 6 minutos do primeiro tempo, com gol de Havertz. Dali em diante, o PSG teve controle total da posse de bola e mais finalizações. O empate do multicampeão na França veio aos 20 minutos da segunda etapa. Kvaratskhelia sofreu pênalti, Dembélé cobrou e marcou: 1 a 1.

    No último lance do jogo, Barcola teve a melhor chance de virar para o Paris, mas perdeu. Na prorrogação, o desgaste físico obrigou substituições, como a saída de Marquinhos. Sem mais gols, a decisão foi para os pênaltis.

    Nas cobranças, dois brasileiros tiveram papel decisivo. Lucas Beraldo converteu o último para o PSG, enquanto o zagueiro Gabriel Magalhães chutou para fora.

    A festa parisiense tomou as ruas da capital da Hungria e na capital francesa, e vai continuar neste domingo, com celebrações no Campo de Marte, ao lado da Torre Eiffel, no palácio presidencial do Eliseu e no estádio Parque dos Príncipes.

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