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Entre lágrimas, argentinos dão adeus a Messi, que entra para a história como lenda viva do futebol

Entre lágrimas, argentinos dão adeus a Messi, que entra para a história como lenda viva do futebol

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概要
A ação do tempo foi o único drible que Lionel Messi não conseguiu dar para evitar uma despedida que os argentinos pretendiam adiar para sempre. O Monumental de Nuñez foi nesta terça-feira (6) o palco de sentimentos contraditórios em milhares de torcedores nas arquibancadas e de milhões pelo mundo, que viam no craque argentino um exemplo dentro e fora de campo. Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires Tristeza pela despedida. Alegria por ter visto um dos melhores jogadores da história. Gratidão pelos títulos. Angústia pelo vácuo. Mais de 85 mil torcedores no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, viveram horas de sentimentos contraditórios. O adversário da Argentina foi a desconhecida seleção de Benim. Para muitos, um amistoso que não estava ao nível de Lionel Messi. Mas qual rival poderia estar à altura? Messi foi o jogador argentino que mais partidas disputou pela seleção, que mais gols marcou e que mais títulos conquistou. Exatamente 79 dias depois de disputar a sua terceira final de Copa do Mundo, Messi se despediu da seleção e dos argentinos. O engenheiro Joaquín González, de 31 anos, viajou 900 quilômetros, da cidade de Corrientes, para ver Messi pela primeira vez, justamente no seu último jogo pela seleção. “O meu sentimento é de felicidade. Felicidade porque Messi é argentino, porque o maior jogador da história é do nosso país, e foi campeão de tudo conosco. Esta é a primeira vez que eu o assisto no estádio. Então, é também muita emoção para mim”, emociona-se em declarações à RFI. Os portões do estádio foram abertos quatro horas antes do jogo para conter a ansiedade de uma das torcidas mais vibrantes do mundo. Shows musicais deram início às duas horas e meia da partida. O ambiente lembrou o da recente Copa do Mundo na qual um Messi, 39 anos, jogou em grande estilo e foi um exemplo de ação coletiva, de liderança e de determinação até o apito final de cada partida, algumas das quais vencida nos minutos finais depois de viradas épicas. O policial Pablo Heredia, 25 anos, viajou 1.300 quilômetros, de Banda do Rio Sali, na província de Tucumán. “Atualmente, Messi é o melhor jogador do mundo e, a partir de agora, entra para a galeria dos heróis da pátria. Ele nos ensinou a confiar, a acreditar e nos guiou com o exemplo. Não nos ensinou com as palavras, mas com o exemplo, tanto como pessoa quanto como jogador. Ele fala pouco e mostra muito. É isso o que temos de seguir”, exalta Pablo à RFI. Ao seu lado, o professor de Educação Física Matías González, 30 anos, também de Tucumán, desabafa a sua tristeza pelo adeus. Matías tinha 10 anos quando Messi jogou a sua primeira Copa do Mundo. A despedida do ídolo, portanto, é também a despedida de Matías da sua infância, da sua adolescência, daqueles anos em que o craque alegrou um país. “Realmente, para mim, é triste que o Messi não jogue mais com a seleção. Triste, tristíssimo. Durante toda a minha vida, quando assisti à seleção, vi o Messi. Não tenho recordação de uma seleção argentina sem Messi. Acaba uma fase da minha vida porque eu não conheço o futebol sem Messi. É uma dupla despedida”, descreve à RFI. De craque à lenda viva Messi deixa a seleção 21 anos depois da sua estreia. Nos últimos 12, levou a Argentina a três finais do mundo e ganhou uma. Com 13 anos de idade, Benjamín Bonserio tem essas três finais e um campeonato mundial como história de vida. “Sinto muita tristeza porque eu nunca vi um jogo da seleção no qual o Messi não esteja. Não estou tão agradecido porque quero que ele continue. Quero que fique a vida toda aqui”, lamenta. Para os argentinos, o melhor jogador da história passa a ser uma lenda viva. Para o advogado Christian Calmanash, 32 anos, a verdadeira dimensão do jogador na história ainda está por ser calculada. “Messi é o maior que eu vi na minha vida. Não haverá outro igual. É único e irrepetível. E vai passar a ser um super herói. Acho que as coisas só são compreendidas depois de um tempo. Acredito que a imagem dele vá crescer e será ainda maior do que é agora com o transcurso do tempo”, indica Christian à RFI. Emocionado, Bernardo Sacchetti, 46 anos, vê o futuro de Messi como uma lenda. “Pela sua forma de ser, continuará presente com outro papel como os grandes nomes mundiais”, aposta. Sem Messi, aumentam as chances do Brasil? Aos 10 minutos de jogo, o estádio aplaudiu em homenagem ao camisa 10. Logo depois viriam os três gols da Argentina na vitória sobre Benim, que não marcou. O gol de Messi veio na cobrança de um pênalti. Mas agora, sem Messi, os rivais como o Brasil passam a ter mais chances? Nas imediações do estádio, o engenheiro brasileiro Paulo Roberto Braga, 28 anos, turista em Buenos Aires, acha que não. “Acredito que sem o Messi a seleção argentina e o futebol perdem muito, mas ainda assim continua com um time muito forte. A Argentina...
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