エピソード

  • Curioso por Ciência #128: Alterações no crescimento podem sinalizar diabetes em pacientes com fibrose cística
    2026/10/19
    Dificuldades para ganhar peso e um crescimento abaixo do esperado podem ser sinais de atenção em crianças e adolescentes com fibrose cística. Essas mudanças podem anteceder o diagnóstico de um tipo específico de diabetes associado à doença, mesmo quando os sintomas mais conhecidos não aparecem. Neste episódio do Curioso por Ciência, Isabelle Rodrigues apresenta uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP que investigou o perfil de pacientes com diabetes relacionado à fibrose cística acompanhados no Hospital das Clínicas da FMRP. A fibrose cística é uma doença genética e crônica que afeta principalmente os pulmões e o sistema digestivo. Entre suas complicações está uma forma de diabetes em que o organismo apresenta dificuldades para controlar a quantidade de glicose, o açúcar que circula no sangue. Para conhecer o perfil desses pacientes, o pesquisador revisou 230 prontuários referentes a atendimentos realizados entre 2013 e 2022. Após a aplicação dos critérios da pesquisa, 23 pacientes foram incluídos: 14 tinham diabetes relacionado à fibrose cística e nove apresentavam outras alterações nos níveis de glicose, chamadas de disglicemias. O estudo comparou medidas de peso e altura registradas três anos antes, um ano antes e no momento do diagnóstico. Os resultados indicaram uma tendência de redução dessas medidas em relação ao esperado para a idade à medida que o diagnóstico se aproximava. Entre os pacientes com diabetes relacionado à fibrose cística, o diagnóstico ocorreu, em média, por volta dos 15 anos. A maioria não apresentava os sintomas típicos de diabetes, o que reforça a importância do acompanhamento regular. Os achados destacam o papel da avaliação do crescimento e do ganho de peso na identificação de mudanças que merecem investigação. Essas medidas, associadas aos exames de glicose, podem ajudar os profissionais de saúde a reconhecer sinais dessa complicação. A pesquisa faz parte do mestrado Perfil dos pacientes com diabetes relacionado à fibrose cística acompanhados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, de Guilherme Henrique Pedrassoli, orientado pelo professor Raphael Del Roio Liberatore Junior, e defendido em 2025. Curioso por Ciência é uma coprodução entre a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, startup Dr. Fisiologia e Rádio USP Ribeirão Preto e São Paulo. Vai ao ar toda segunda-feira, no Jornal da USP no Ar na Rádio USP em São Paulo, 93,7 MHz, a partir das 7h30, e no Jornal da USP no Ar - Edição Regional na Rádio USP Ribeirão Preto, 107,9 MHz, a partir das 12h. estará disponível na home de Ribeirão Preto do Jornal da USP, basta navegar em ribeirao.usp.br.
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  • Curioso por Ciência #127: Fisioterapia por videochamada melhora sintomas de incontinência urinária em mulheres com obesidade
    2026/10/05
    Perder urina involuntariamente ao tossir, levantar peso ou praticar uma atividade física pode fazer parte da rotina de mulheres com incontinência urinária. O escape também pode ocorrer acompanhado de uma vontade repentina e difícil de controlar de ir ao banheiro. Mais frequente entre as mulheres, o problema pode afetar a qualidade de vida. Neste episódio do Curioso por Ciência, Isabelle Rodrigues apresenta uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP que avaliou o treinamento dos músculos do assoalho pélvico acompanhado a distância em mulheres com obesidade e relatos de incontinência urinária. Localizados na parte inferior da bacia, esses músculos ajudam a sustentar os órgãos da região e a controlar a saída da urina. Seu treinamento já é utilizado no tratamento da incontinência urinária. A pesquisa investigou a efetividade dos exercícios quando o acompanhamento da fisioterapeuta ocorre por videochamada. Participaram da etapa inicial do estudo 75 mulheres, divididas aleatoriamente em dois grupos. Um deles não recebeu o treinamento durante o período da pesquisa. O outro realizou um programa de exercícios durante 12 semanas, com uma sessão semanal supervisionada por videochamada e pelo menos outras três feitas de forma autônoma. Ao final desse período, as mulheres que realizaram o treinamento apresentaram melhora dos sintomas de perda de urina superior à observada no grupo que não recebeu a intervenção. Três participantes do grupo de treinamento deixaram de relatar incontinência urinária. O principal resultado, porém, foi a melhora dos sintomas, e não a eliminação do problema em todas as mulheres. A pesquisa também identificou boa adesão e alta satisfação com o atendimento a distância. A avaliação média das participantes foi de 9,7 em uma escala de até dez. O estudo é parte da tese de doutorado Efetividade do treinamento muscular do assoalho pélvico por meio de telefisioterapia nos relatos de incontinência urinária em mulheres com obesidade: ensaio clínico randomizado e controlado, de Pauliana Carolina de Souza Mendes, orientada pela professora Cristine Homsi Jorge. O trabalho foi desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Reabilitação e Desempenho Funcional, na área de Fisioterapia, e defendido em 2025. Curioso por Ciência é uma coprodução entre a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, startup Dr. Fisiologia e Rádio USP Ribeirão Preto e São Paulo. Vai ao ar toda segunda-feira, no Jornal da USP no Ar na Rádio USP em São Paulo, 93,7 MHz, a partir das 7h30, e no Jornal da USP no Ar - Edição Regional na Rádio USP Ribeirão Preto, 107,9 MHz, a partir das 12h. estará disponível na home de Ribeirão Preto do Jornal da USP, basta navegar em ribeirao.usp.br.
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  • Curioso por Ciência #126: Avaliação combinada melhora rastreamento da pré-eclâmpsia desde o início da gestação
    2026/09/28
    A pré-eclâmpsia é um problema que pode surgir durante a gravidez e tem como uma de suas principais características o aumento da pressão arterial. Em alguns casos, pode causar complicações para a mãe e para o bebê. Neste episódio do Curioso por Ciência, Isabelle Rodrigues apresenta uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP que avaliou uma forma de identificar, ainda no primeiro trimestre da gravidez, as mulheres com maior risco de desenvolver pré-eclâmpsia. Uma das maneiras de avaliar esse risco é analisar o histórico de saúde da gestante, considerando, por exemplo, se ela já apresentou pré-eclâmpsia em outra gravidez ou se possui determinados problemas de saúde. A pesquisa investigou uma avaliação mais completa, que reúne o histórico da gestante, a medição da pressão arterial, um exame de ultrassom e exames de sangue. Todas essas informações podem ser obtidas no começo da gravidez. O estudo reuniu dados de gestantes atendidas em diferentes centros de saúde do Brasil. Ao todo, 1.776 mulheres fizeram parte da análise final. Elas foram acompanhadas para que os pesquisadores verificassem quais desenvolveriam pré-eclâmpsia e comparassem o resultado com o risco calculado no início da gestação. Ao combinar as diferentes informações, os pesquisadores conseguiram identificar cerca de oito em cada dez casos de pré-eclâmpsia ocorridos antes do tempo esperado para o nascimento do bebê. O resultado foi melhor do que o obtido com a análise isolada do histórico de saúde da gestante. A identificação de um risco maior não significa que a mulher necessariamente desenvolverá pré-eclâmpsia. O resultado indica a necessidade de maior atenção durante a gestação, permitindo que os profissionais de saúde acompanhem a paciente e avaliem as medidas preventivas adequadas para cada caso. A pesquisa mostrou que essa avaliação combinada pode ser utilizada entre gestantes brasileiras e realizada ainda nos primeiros meses da gravidez. A pesquisa é parte do doutorado Validação prospectiva do screening de pré-eclâmpsia no primeiro trimestre na população brasileira, de Michael de Mello Constantino, orientado pelo professor Fabrício da Silva Costa no Programa de Pós-Graduação em Ginecologia e Obstetrícia da FMRP, concluído em 2026. Curioso por Ciência é uma coprodução entre a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, startup Dr. Fisiologia e Rádio USP Ribeirão Preto e São Paulo. Vai ao ar toda segunda-feira, no Jornal da USP no Ar na Rádio USP em São Paulo, 93,7 MHz, a partir das 7h30, e no Jornal da USP no Ar - Edição Regional na Rádio USP Ribeirão Preto, 107,9 MHz, a partir das 12h. estará disponível na home de Ribeirão Preto do Jornal da USP, basta navegar em ribeirao.usp.br.
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