『Brasil: IA entra de vez na campanha eleitoral de 2026 e amplia produção de conteúdos sintéticos』のカバーアート

Brasil: IA entra de vez na campanha eleitoral de 2026 e amplia produção de conteúdos sintéticos

Brasil: IA entra de vez na campanha eleitoral de 2026 e amplia produção de conteúdos sintéticos

無料で聴く

ポッドキャストの詳細を見る
概要
A inteligência artificial generativa deixou de ser uma novidade experimental para se tornar uma ferramenta cada vez mais presente nas campanhas eleitorais brasileiras. Vídeos, ilustrações, animações e imagens produzidos com IA passaram a integrar a estratégia digital de candidatos de diferentes partidos e regiões do país. Maria Paula Carvalho, da RFI Ao mesmo tempo, conteúdos falsos criados com a tecnologia também circulam nas redes sociais, levantando preocupações sobre o potencial de desinformação durante a disputa eleitoral. Apesar desses riscos, monitoramento do Observatório IA nas Eleições indica que, até o momento, a maioria dos candidatos tem respeitado as regras da Justiça Eleitoral. O observatório analisou conteúdos publicados na internet entre 1º e 17 de setembro. Em entrevista à RFI, o pesquisador Matheus Soares afirmou que os levantamentos realizados desde o período de pré-campanha mostram uma multiplicação dos usos políticos da inteligência artificial. Entre as aplicações mais frequentes estão a criação de vídeos e imagens sintéticas para redes sociais, além da transformação dos próprios candidatos em versões animadas ou desenhos do tipo cartoon. "O que a gente vem identificando é que a inteligência artificial já se tornou uma tecnologia bastante utilizada pelas campanhas, pelos candidatos e pelos partidos", afirma o co-coordenador do Observatório IA nas Eleições. Um dos casos identificados pelos pesquisadores envolveu imagens recriadas por IA em conteúdos divulgados pelo perfil oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais para apresentar suas propostas na área de segurança pública. As imagens mostram criminosos sendo presos enquanto o narrador explica o plano de combate à criminalidade. O vídeo é acompanhado de uma indicação de que as imagens foram geradas com as ferramentas Kling e Gemini. O aviso, no entanto, desaparece da tela em alguns momentos. Também foram identificados candidatos a governos estaduais, ao Senado e à Câmara dos Deputados utilizando recursos semelhantes para produzir material de campanha. O que diz a legislação A legislação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exige que conteúdos sintéticos produzidos por inteligência artificial sejam claramente identificados. E, ao menos neste início de campanha, a avaliação é considerada positiva, segundo o pesquisador. "Pelas nossas primeiras observações, os candidatos que estão utilizando inteligência artificial estão cumprindo essa regra de sinalizar que aquele conteúdo foi criado com IA", explica. A legislação diferencia os conteúdos sintéticos dos chamados deepfakes. Enquanto os primeiros abrangem imagens, vídeos ou áudios totalmente gerados por inteligência artificial, os deepfakes envolvem a reprodução da imagem, da voz ou do rosto de pessoas reais para fazê-las parecer dizer ou fazer algo que nunca aconteceu. Um exemplo é um suposto documento da Polícia Federal, gerado por IA, que nega irregularidades na relação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) com Daniel Vorcaro. Segundo o Observatório IA nas Eleições, o conteúdo começou a circular no X e foi compartilhado pelo próprio parlamentar no Instagram após o site ICL Notícias divulgar uma troca de mensagens entre o deputado e o ex-banqueiro. Matheus Soares explica que a imagem possui indícios de mídia sintética, como inconsistências no logotipo da Polícia Federal e erros de português. A publicação foi submetida a uma ferramenta de detecção de conteúdo gerado por inteligência artificial, que indicou a presença de uma marca-d'água digital da OpenAI. A Polícia Federal também negou a autoria do documento. Outro caso que circulou nas redes sociais durante a campanha foi uma imagem gerada por IA mostrando Jair Bolsonaro sorrindo enquanto o prédio do Supremo Tribunal Federal aparece em chamas. A imagem, que circulou no X, utilizava a figura do ex-presidente em uma sátira à crise política. Vídeos em que Lula e a primeira-dama Janja aparecem como marionetes em um palco também foram produzidos com IA. Os conteúdos que circularam no Instagram fazem parte de uma série de publicações de um perfil dedicado à criação de vídeos sintéticos. Neles, os bonecos fazem alegações falsas sobre como se conheceram, com referências machistas e preconceituosas. O criador, no entanto, não sinalizou o uso da tecnologia, como exige o TSE. Desinformação Embora não tenham sido identificados até agora muitos casos considerados graves envolvendo candidatos, os pesquisadores registraram episódios preocupantes relacionados à desinformação em publicações de internautas, como vídeos manipulados que imitavam reportagens de telejornais e jornalistas conhecidos para divulgar falsas pesquisas eleitorais. Entre os exemplos identificados estão conteúdos que reproduziam de maneira hiper-realista reportagens do Jornal da Band ou apresentadores como ...
adbl_web_anon_alc_button_suppression_t1
まだレビューはありません