エピソード

  • Episódio 04 #Suco de laranja com acerola
    2026/08/21

    Logo após o Big Bang, o hidrogênio e o hélio eram tudo o que existia no universo. Foram necessárias temperaturas extremas, panela de pressão e supernovas para forjar cada elemento mais pesado do cosmos — aqueles mesmos átomos que hoje formam os nossos tecidos, o nosso sangue e as nossas dores. A gente também é finitude lutando para viver mais um dia.

    Neste quarto episódio, compartilho o impacto de encarar a vida adulta fora de casa, o silêncio sufocante de Botucatu e como o meu corpo começou a gritar quando a mente não dava conta. Entre o diagnóstico de TOC, exames sem fim e a descoberta da Síndrome do Intestino Irritável, entendi que o meu intestino só estava colocando para fora tudo aquilo que a minha boca não era capaz de dizer.

    E foi no meio desse vendaval que reencontrei Alnitak. Um amor leve, inteiro e saboroso como um bom suco de laranja com acerola — que me trouxe paz, curou feridas físicas e me fez entender que amar é a escolha diária de permanecer. Um episódio sobre somatizações, a dor e a beleza dos encontros de alma, o peso sensorial das memórias de agosto e a certeza de que a nossa estrela ainda não morreu.

    Das estrelas às moléculas. Esse é o Betelgeuse, e eu ainda não morri. 🌌🍊✨

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    17 分
  • Episódio 03 #Pra todos os homens que eu já amei
    2026/08/15

    Yad al-Jawzā, a "mão de Órion", mudou de forma e tradução até virar Betelgeuse. Nós também mudamos de forma a cada amor que atravessa a nossa história.

    Neste episódio, abro espaço para falar sobre o TOC de relacionamento, a busca incessante por controle e o medo da perda antes mesmo dela acontecer. Relembro a construção do meu ideal de família, o peso de tentar consertar o outro e os três grandes "encontros de almas" da minha vida, que aqui ganham os nomes das estrelas do cinto de Órion: Mintaka, Alnitak e Alnilam.

    Um relato sobre o que é o amor além das palavras, o alívio de impor limites, o processo de desligamento emocional e a certeza de que, quando uma constelação se fecha, o universo continua inteiro para ser explorado.

    Das estrelas às moléculas. Esse é o Betelgeuse, e eu ainda não morri. 🌌🔬🫀

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    19 分
  • Episódio 02 #“Graças a Deus, é só TOC”
    2026/08/10

    Todo mundo já olhou pro céu em uma noite limpa procurando as Três Marias. A gente não sabe as coordenadas exatas e nem seus nomes científicos, mas sabe que elas estão lá. Procurar a felicidade é um pouco assim: mesmo quando nos sentimos perdidos, sabemos que ela existe em algum lugar. O lado mais triste do caos mental e da dor é justamente quando a gente deixa de acreditar que ela está lá no céu.

    Neste segundo episódio, abro o baú das minhas primeiras dores físicas sem explicação, a sensação constante de ser "demais" para os moldes do mundo e os anos espremida em uma caixa invisível (moldada por expectativas alheias, rigidez e um relacionamento emocionalmente abusivo).

    Foi preciso chegar ao limite para entender que nomear o caos é o primeiro passo para encontrar a paz. Entre crises de pânico, dores e a descoberta do Transtorno Obsessivo Compulsivo, veio o primeiro respiro de alívio: não era uma punição divina, era só TOC. Uma primeira e importante rachadura na armadura da culpa.

    Um episódio sobre aprender a dizer não, recuperar as rédeas da própria história e entender que a felicidade — assim como as estrelas no céu — continua lá, esperando pra ser reencontrada.

    Das estrelas às moléculas. Esse é o Betelgeuse, e eu ainda não morri. 🌌🔬🫀

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    14 分
  • Episódio 01 #Piloto
    2026/08/10

    Olhar para o céu noturno é encarar uma aparente quietude que, na verdade, esconde o caos mais puro. Betelgeuse é uma gigante vermelha em colapso; explode, oscila e caminha para o fim a milhões de quilômetros de nós.

    Para uma mente hiperativa e minuciosa, o mundo interno funciona na mesma frequência: um turbilhão acelerado que prevê, categoriza, absorve e tenta resolver tudo ao redor, atraindo tempestades e aceitando o caos quase como uma forma de provar o próprio valor.

    Mas a física e a vida nos ensinam uma coisa: o caos não é a ausência de ordem, é apenas uma harmonia que a gente ainda não aprendeu a decifrar.

    Neste episódio piloto, inicio uma jornada que conecta a insignificância cósmica da astronomia ao peso de sentir demais. Entre memórias de uma infância observando as estrelas na sacada de casa, a mente acelerada do TOC, os anos de dores crônicas no corpo e a travessia de términos e recomeços, mostro como a poeira das nossas bagunças vai, gradualmente, assentando.

    Existe beleza na transformação. Existe ritmo no colapso. E a harmonia não surge apagando o caos, mas aprendendo a orbitar dentro dele.

    Das estrelas às moléculas. Esse é o Betelgeuse, e eu ainda não morri. 🌌🔬🫀

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    7 分