エピソード

  • Filipa Leal (parte 2): “Quero ser melhor amiga, melhor amante e melhor pessoa. Também tento viver melhor e escrever melhor”
    2026/09/05

    Nesta segunda parte da conversa, a poeta e jornalista Filipa Leal fala da “importância de ser norte”, reflete sobre o valor das amizades tardias e sobre a dor das amizades fortes que ficam pelo caminho, comenta a sua adrenalina e intensidade na vida, que a idade não alterou. E ainda fala das suas inquietações pessoais e do estado do mundo. Tudo bem embrulhado em muita poesia, nomeadamente num poema inédito que está incluído no seu próximo livro, “Amor chega em breve num Volkswagen”.

    E ainda partilha algumas das músicas que a acompanham, lê Clarice Lispector, escolhe várias sugestões culturais e revela pequenos grandes prazeres que fazem parte do seu quotidiano. Boas escutas!

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    58 分
  • Filipa Leal (parte 1): “À medida que a vida me começou a doer, curiosamente, o humor entrou na minha poesia”
    2026/09/04

    Quando acabou a escola primária, Filipa Leal já se imaginava escritora. Formou-se em Londres e é hoje jornalista, poeta e escritora, autora de contos, argumentos para cinema e peças de teatro. Na televisão, apresentou vários programas de literatura, como “Nada Será Como Dante” e “A Pequena Biblioteca”, na RTP. O humor e a fina ironia, a par da sombra, são dois lados muito presentes na sua poesia. Com 16 livros publicados, prepara-se para lançar, em outubro, o seu novo livro de poesia, “Amor chega em breve num Volkswagen”, pela Assírio & Alvim. Ouçam-na nesta conversa com Bernardo Mendonça

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    1 時間 15 分
  • Susana Moreira Marques (parte 2): “A literatura é uma boa maneira de não formarmos opiniões rápidas. A boa literatura não nos fecha num ponto de vista”
    2026/08/29

    Nesta segunda parte da conversa, a escritora Susana Moreira Marques revela como se relaciona com os princípios que estão na origem dos seus textos, livros e projetos. Depois reflete sobre o estado atual do jornalismo e sobre a importância de uma literatura que nos devolva tempo para pensar e para escutar os outros.

    Quanto aos desafios da tecnologia, a autora afirma que se aflige ao ver escritores que escrevem livros como se fossem máquinas — e jornalistas que fazem o mesmo. E deixa um conselho: “Não imitemos as máquinas.”

    No final, dá-nos a conhecer algumas das músicas que a acompanham, lê um excerto de Pequenas Coisas como Estas, de Claire Keegan, partilha várias sugestões culturais e revela algumas das pequenas coisas que lhe dão prazer. Boas escutas!

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    1 時間 24 分
  • Dalila Carmo (parte 2): “Acredito no poder da emoção e da fragilidade. É preciso ser-se muito forte para expôr vulnerabilidades”
    2026/08/22

    Nesta segunda parte da conversa, a atriz Dalila Carmo reflete sobre a eventual fatura por ter um olhar crítico sobre a sua arte e o sistema, mas afirma-se numa fase tranquila e em paz. Depois comenta a importância da sua independência e liberdade, e o novo conservadorismo de algumas mulheres que escolhem estar sob o domínio do patriarcado.

    A atriz revela ainda recusar-se a ceder às plásticas e à ilusão de quem não aceita envelhecer. Dalila Carmo partilha depois o alívio de já não ter de responder às perguntas sobre maternidade, da importância de preservar o espanto pela vida e do poder da emoção e da vulnerabilidade.

    No final, partilha as músicas que a acompanham, lê um excerto de um livro do filósofo norueguês Lars Svendsen, deixa algumas sugestões culturais e revela alguns dos seus pequenos grandes prazeres quotidianos. Boas escutas!

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    57 分
  • Dalila Carmo (parte 1): “A minha intensidade está mais moderada. Já não me levo tão a sério. Estou sem pressa para nada e mais contemplativa”
    2026/08/21

    É uma atriz com um sólido e prestigiado currículo na ficção televisiva, no cinema e no teatro.Há mais de 30 anos que um dos seus maiores prazeres são as longas viagens a solo para destinos menos turísticos, sem urgência de regressar. A atriz afirma que tem sido uma forma de se politizar, de se reencontrar e de ganhar mais consciência e empatia sobre outros povos e culturas: experiências que poderão em breve ser contadas num livro de viagens. Depois de uma pausa para tratar do seu novo refúgio na serra, Dalila está de regresso às gravações de uma mini novela em Setembro. Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça.

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    1 時間 19 分
  • Filipe Homem Fonseca (parte 2): “É de uma petulância enorme acharmos que vamos ser a última das gerações. Vêm aí tempos piores, mas creio nas futuras gerações”
    2026/08/15

    Nesta segunda parte da conversa, o escritor e guionista Filipe Homem Fonseca revela o seu ceticismo sobre o caminho do mundo nas próximas décadas, mas dá conta de como resiste à desesperança e da sua grande confiança nas gerações futuras.

    Depois revela o seu particular gosto por musicais e banda desenhada do fantástico, lê um poema do poeta e amigo Miguel Martins, partilha algumas das músicas que o acompanham e algumas sugestões culturais

    E ainda nomeia alguns dos seus filmes preferidos de sempre, e aqueles que lhe devolvem a esperança na Humanidade. E, no final, alguns dos pequenos quotidianos que o acompanham sempre. Boas escutas!

    Músicas referidas:

    Bandua – “Barquinho”
    Ana Lua Caiano – “Uma vida a menos”
    Lavoisier - “Pé de Vento” ( do álbum “Era com h”)

    Poema:

    Miguel Martins, in São Miguel da Desorientação, ed. Macondo, 2020

    Sugestão cultural:

    A tour dos Lavoisier: andam na estrada e são imperdíveis.

    O texto lido por Filipe, da sua autoria:

    “50 anos a celebrar o 25, e hoje há quem nos diga “mas
    lutem baixinho, não acordem os turistas e os nómadas
    digitais, vão mais para ali que é para não se verem as
    tendas dos que vivem na rua, olhem que dá mau
    aspecto, respeitinho é muito bonito, boas maneiras à
    mesa mesmo sem nada para comer, partir a louça é
    que não, pensem como vos dizemos para pensar, vivam
    como vos deixamos viver; despolarizem, filhos,
    despolarizem, a liberdade de expressão tem as costas
    largas quando é para impormos limites
    à liberdade dos outros, já não se admite fora da
    tradição, ai a tradição, ai; o corpo é de quem?, é de
    quem, o corpo?, porque é que o corpo é de quem o
    tem?, então e a família?, a família só é família se for
    tradicional, tomem lá a conversa de que nos querem
    obrigar a coisas mesmo quando só querem é
    que não vos obriguemos a coisas que só a vós dizem
    respeito; tomem lá o discurso de que vivem acima das
    vossas possibilidades, agradeçam terem emprego
    sequer, engulam esta de que os imigrantes explorados
    é que têm a culpa da crise, esqueçam os lucros da
    banca e os salários miseráveis, tomem lá banda larga e
    muito circo, chupem gourmet, chupem low cost, roam
    um papo-seco e façam filhos, que esta Disneylândia precisa
    de quem produza riqueza para os acionistas; em cada
    rosto igualdade?, não: em cada filho um colaborador
    futuro, trabalhador não, co-la-bo-ra-dor, um colaborador

    é mais empenhado, o empenho prescinde direitos,
    querem que isto avance ou não querem?, um passo
    atrás de cada vez, 50, 49, 48, sempre a puxar para trás,
    rumo a 74, a antes do 25, então não se estava tão
    bem?, antes é que era”; e a resposta é, hoje e sempre,
    só pode ser: não, não, não, não passarão, não
    passarão, não passarão.”

    ERRATA: A propósito da frase que Filipe Homem Fonseca citou, de Sísifo ter de gostar da pedra (a frase correcta é “Há que imaginar Sísifo feliz”) – Filipe atribuiu-a a Vitor Hugo quando é, na verdade, de Albert Camus.

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    1 時間 1 分
  • Filipe Homem Fonseca (parte 1): “Acredito cada vez mais no vagar, na finitude e numa boa gargalhada”
    2026/08/14

    Nas artes da escrita, ele é um criador de múltiplas pistas. É dramaturgo, argumentista, romancista, poeta, cronista, realizador e músico e, há décadas, assina programas de televisão, além de séries, filmes, rábulas para rádio e peças de teatro. Fez parte das Produções Fictícias, fundou a banda satírica “Cebola Mol” e, apesar de achar que o mundo ainda vai piorar, continua a acreditar no poder de uma boa gargalhada e na revolução das gerações futuras contra o sistema e a voragem da tecnologia. Ouçam-no nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça. Ouçam-no nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça

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    1 時間 14 分