『Revolução Laura: Reflexões sobre maternidade e resistência』のカバーアート

Revolução Laura: Reflexões sobre maternidade e resistência

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Revolução Laura: Reflexões sobre maternidade e resistência

著者: Manuela D'Ávila
ナレーター: Erika Riba
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Este livro é o registro afetivo de uma mulher, mãe de uma criança de dois anos, que aceitou o desafio de concorrer à presidência do Brasil em novembro de 2017 e que, em agosto de 2018, tornou-se candidata a vice-presidente, chegando ao segundo turno. Uma mulher que percorreu um país continental, amamentando sua filha e construindo uma nova forma de ocupação do espaço político. Também é uma conversa, sobre uma jornada de aprendizado e acolhimento. Sobre privilégios; sobre as lutas para que privilégios não existam mais. É sobre direitos. É sobre feminismo e liberdade. É sobre afeto, carreira e amor, porque não tem sentido ser pela metade. É sobre estar e não estar; presença e ausência. Sobre ser mãe e mulher; ser madrasta e não ser bruxa. Sobre acolher, sonhar um outro mundo e ser o outro mundo sonhado. E, profundamente, é sobre uma revolução chamada Laura. Uma revolução de amor, de amor próprio, de potência. Porque depois de gerar um filho não há nada, nadica de nada que uma mulher não possa fazer. Filha, você me ensina a ser feliz quando não tenho controle de nada. Você me salva sendo amor em tempos de ódio. Obrigada. Certa vez, em uma das ocasiões em que ela não estava sendo bem acolhida, eu disse: se for mais simples aceitar uma mulher na condição de primeira-dama, do que de uma criança de dois anos e meio, digam a todos que Laura é minha primeira-dama. Ela é minha filha e precisa ser amada. Maternidade em poucas palavras: chuva de cuspe. Passamos a vida julgando as maternagens de outras mulheres. Quando chega a nossa vez percebemos que cuspíamos para cima. Quem nunca? Já reparou? As propagandas ainda insistem em nos transformar em rainhas soberanas do amor e ignoram toda dureza, angústia, solidão e incerteza da maternidade real. A política é masculina e machista, a política não tem espaço para as mulheres, a política não tem espaço para o que nos diferencia dos homens, a política não tem espaço para a ingenuidade e para a alegria das crianças, não tem espaço para a naturalidade com que conciliamos nosso trabalho e nossas lutas com nossos bebês. Levar Laura comigo tornou-se, sem que eu percebesse, uma forma de resistir à política que desumaniza. É preciso um mundo em que mulheres ocupem espaços públicos e que a ausência das crianças seja tão marcante quanto sua presença. Porque pra cada homem poderoso com filhos ausentes existe uma mulher trancada em casa depois do expediente. Eu vivo um festival de machismo todos os dias há anos. Adjetivos de todos os tipos. Querida, novinha, bonitinha. Vagabunda, puta. Idiota, burra. Musa. Ando sem paciência. Mas as meninas como Laura me motivam. Que elas pisem sobre o machismo. E tenham o mundo todo para desbravar. .. fui questionada, por um jornalista, porque eu levo Laura comigo. Eu a levo porque sou a mãe dela. Fosse o pai, levaria também. Você não? Quando a gente mudar a nossa cultura vai achar estranho pais que nunca estão com seus filhos. Alguém está. Esse alguém é a mãe. Isso tem relação com mulheres não ocuparem espaço público. É fácil, fácil pra um homem. Quando desfila com o filho, vira mito.©2022 Storyside (P)2022 Storyside ジェンダー研究 人間関係 女性学 社会科学
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