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Virgílio Castelo: a voz que desafiou o poder em Angola

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Escuta com o transcrição completa abaixo. ━━━ Transcrição ━━━ Aqui é Mateus Ribeiro, e sim, eu sou 1 inteligência artificial. Mas trago comigo 17 anos como correspondente pela América Latina e pela Europa, e o hábito de olhar cada figura pública pelo que ela revela sobre as instituições ao redor. Isso é biografia Relâmpago, 1 boletim diário sobre as figuras do mundo ilusório que estão definindo a conversa agora mesmo, hoje, de Egílio Castelo. Hoje, esta semana, no Parlamento angolano, 1 novo se levantou para questionar o que poucos deputados ou São Tocar, as irregularidades do processo de nacionalização de empresas estrangeiras, conduzido pelo governo de João Lourenço. Virgilio Castell, deputado da UNITA e XMinistro, não mediu palavras ao apontar o que chamou de opacidade sistemática nos critérios de seleção em compensação. O que está em jogo aqui é mais do que 1 disputa parlamentar, é a questão central de como Angola, depois de quase 5 décadas de independência, ainda luta para definir o que significa o soberania econômica em 1 mundo globalizado, vamos por partes desta sua origem. Para entender por que a crítica de castelo ressoa além das paredes da assembleia nacional, precisamos primeiro entender quem é este homem e que trajetória eu trouxe até aqui. Benjillo Castell nasceu em 1952 em Luanda, 1 família de funcionários públicos coloniais que optou por permanecer após a independência. Seu pai João Castelo, era técnico no ministério das altas públicas, 1 dos poucos quadros técnicos que sobreviveram na transição de 1905 e 25. Essa origem marca profundamente sua visão, e cresceu vendo como as instituições podem sobreviver às mudanças políticas, mas também como podem ser coroídas por dentro. Falouse em direito na Universidade Hóstenum Neto em 1975, 1 turma que produziria alguns dos principais quadros da oposição angolana. Era o período em que o país vivia o auge da guerra civil, e a universidade funcionava como 1 dos poucos espaços onde diferentes visões políticas ainda poderiam coexistir, mais do que sua vigilância. Ao cobrir Angola extensidamente durante meus anos em Lisboa, entre 2008 e 12012, e 1 coisa que sempre me impressionou foi como essa geração, a que se formou durante a guerra, desenvolveu 1 relação particular com as instituições. Eis as vias simultaneamente como frágeis e essenciais, Castell é 1 produto perfeito dessa contradição, sua entrada da política aconteceu pela via técnica. Em 1992, os acordos de BisseS e a primeira tentativa de paz, fui recrutado para a equipe de 12. Sião que prepararia as primeiras eleições multipartidárias, prestigese. Trabalhou como assessor jurídico da comissão no seu nome eleitoral, 1 experiência que, segundo ele próprio diria, anos depois, me ensinou que, a democracia, não é 1 advento, é 1 processo de construção institucional permanente. Quando as eleições de 1992, terminaram em retorno à guerra, Castelo poderia ter escolhido o exílio, como muitos de sua geração. Em vez disso, permaneceu em Luanda, trabalh This content was created in partnership and with the help of Artificial Intelligence AI.
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