Trump “não é um Gengis Khan”, o Irão “nunca foi a Venezuela” e, no “atoleiro” em que se enfiou, a pergunta é: como se sai daqui?
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Donald Trump começou por exigir a rendição incondicional do Irão. Já declarou a guerra ganha. Ameaçou voltar a atacar com ainda mais força. Mas agora anuncia que a paz está quase pronta — e tenta transformar um acordo difícil numa grande refundação do Médio Oriente com a sua assinatura.
O problema é que Teerão não dá o acordo por fechado. O estreito de Ormuz, onde o Irão descobriu quanto poder consegue exercer sobre a economia mundial, está no centro das negociações. O programa nuclear, uma das razões fundamentais para a guerra, fica para depois. E Israel pode não olhar para esta saída com o mesmo alívio que Washington.
Paulo Portas fala num “atoleiro” sem saída militar. José Pacheco Pereira chama a Trump um “polícia louco”. E, para o major-general Agostinho Costa, “o que tira o sono a Netanyahu” é a possibilidade de os Estados Unidos saírem desta guerra antes de “vergar o Irão”.
É a partir destas três leituras — sobre o atoleiro americano, a imprevisibilidade de Trump e a pressão de Netanyahu — que conversamos com Alexandre Martins, jornalista da CNN Portugal: em que ponto está esta guerra, quem chega mais forte à mesa das negociações e quanto vale, afinal, a palavra de Donald Trump?
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