Teoria do banheiro: o que o ambiente faz com você no trabalho
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A teoria das janelas quebradas diz que um vidro rachado que ninguém conserta vira dois. Nesse episódio a gente testa se isso vale dentro de uma empresa, e descobre que vale mais do que qualquer regra de conduta.
A conversa começa em outro lugar: e se tolerância zero, a política que Nova York adotou nos anos 90, fosse aplicada ao mundo corporativo? Trava rápido, porque tolerância zero a quê? A atraso? A erro? O Shapoka conta de uma empresa intolerante a qualquer falha de qualidade, que funcionava muito bem e onde todo mundo trabalhava com medo. O Salomão conta de quando cobrou pontualidade de um cara que saía todo dia às nove da noite. Os três já foram rígidos demais e se deram mal, e já foram permissivos demais e se deram mal também.
Aí a conversa vira. Ninguém é disciplinado por regra pregada em mural: as pessoas se comportam pelo que veem em volta. Escritório com caixa empilhada num canto tem todas as mesas empilhadas. E nasce ao vivo, aos 27 minutos, a teoria do banheiro: nada explica melhor o clima de uma empresa do que o estado do banheiro dela.
A parte incômoda vem no fim, quando o Abramo, que passou o episódio inteiro dizendo que ambiente não muda ninguém, lembra que numa empresa parou de arrumar a própria mesa. E depois parou de ter tanto cuidado com o trabalho.
CAPÍTULOS
00:00 A pergunta: e se teoria de segurança pública valesse no trabalho
01:24 Tolerância zero, da Nova York dos anos 90 para o escritório
04:39 Tolerância zero a quê? A regra precisa estar clara
07:45 A empresa que funcionava com medo e dava resultado
08:40 O João e o Manuel: a exceção que quebra a regra
09:19 O cara que saía às nove e chegou quarenta minutos atrasado
10:47 Permissivo demais, rígido demais, me dei mal nos dois
11:47 O pêndulo: quem sai do centro perde o time
12:29 O áudio caiu e a bronca ficou guardada
14:13 Chinelo, regata e horário: onde cada um põe a linha
15:12 Cirurgião, calculista de ponte, indústria: a tolerância muda com a área
16:23 O experimento: liberdade virando rigor, rigor virando liberdade
18:44 Decolei quando o gestor parou de me controlar
20:10 O efeito dura enquanto dura o reflexo da disciplina
21:02 Teoria das janelas quebradas: o que é e de onde vem
23:08 O ambiente contamina: muda o comportamento, não a essência
24:56 Por que janelas quebradas funciona melhor que tolerância zero
27:02 A teoria do banheiro
29:29 A confissão da mesa bagunçada
32:26 Momento PDI
35:13 Indicação: os Cinco do Central Park
36:40 Encerramento
REFERÊNCIAS DO EPISÓDIO
Broken Windows: The Police and Neighborhood Safety, de James Q. Wilson e George L. Kelling, The Atlantic, março de 1982, o artigo que fundou a teoria das janelas quebradas: https://www.theatlantic.com/magazine/archive/1982/03/broken-windows/304465/
PDI do Salomão, livro Brevidade Inteligente, de Jim VandeHei, Mike Allen e Roy Schwartz, editora Sextante: https://sextante.com.br/products/brevidade-inteligente
Gravador citado pelo Salomão, Plaud: https://www.plaud.ai/
PDI do Shapoka, Football Legends Talk, a conversa com Ronaldo, Romário, Roberto Carlos, Roberto Baggio, Batistuta e Materazzi: https://www.youtube.com/watch?v=KH938IUVhx0
Indicação do Abramo, a minissérie Olhos que Condenam, sobre os Cinco do Central Park: https://www.netflix.com/br/title/80200549
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O Bingo Corporativo é um podcast sobre o mundo do trabalho sem o verniz de palestra motivacional. Toda semana, Alexandre Abramo, Alexandre Salomão Federman e Sergio Shapoka Gomes sentam pra rir e brigar com o que ninguém tem coragem de falar em reunião, da cultura de fingir que trabalha ao chefe que confunde presença com resultado. Crítica com humor, pra quem vive isso todo dia e já cansou de fingir que não vê.