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Tá Freud!

Tá Freud!

著者: Vinicius Lara
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概要

Psicanálise, história, política e muita associação livre. Nesse podcast Vinícius Lara, que é historiador e psicanalista abordará temas que envolvam a psicanalise em extensão e suas relações com a vida cotidiana. Sem conversas herméticas, sem lacanagem e entendendo que IPA, na melhor das hipóteses é cerveja amarga. Se você também gosta de algum desses assuntos, vem comigo. (Contém doses de ironia e eventuais pitadas de deboche) Se gostar, me segue lá no Instagram também: @_vini.lara @circulojfVinicius Lara
エピソード
  • T05#04 - O tempo das sociedades
    2026/02/06

    O Tá Freud! está de cara nova, agora, além do áudio, também vamos ter os episódios em vídeo. A ideia é alcançar um número ainda maior de pessoas interessadas!

    Acho que se você acompanha o podcast, já se deu conta de que a história da psicanálise não foi exatamente um passeio no parque. Desde muito cedo, ela precisou se organizar, se defender e se legitimar. Este episódio acompanha justamente o momento em que a psicanálise deixa de ser uma espécie de clube do livro em Viena e passa a se estruturar como movimento internacional transnacional.

    Vamos pensar um pouco na institucionalização da psicanálise entre 1908 e 1939, percebendo que expansão internacional caminhou coladinha com cisões teóricas, conflitos pessoais e mecanismos cada vez mais rígidos de regulação. Basicamente, tiro porrada e bomba.

    A discussão avança para o papel das Comissões de Ensino e da figura do analista didata, essa entidade meio espantalho que às vezes assombra algumas escolas de psicanálise aqui e ali, mostrando como a tentativa de garantir qualidade formativa produziu, na prática, a concentração do poder institucional.

    Por fim, fiz uma espécie de circuito histórico e geográfico, tentando acompanhar a circulação da psicanálise em diversos países, com atenção especial ao Brasil, e os efeitos devastadores das guerras e dos regimes autoritários sobre o movimento. Muita coisa eu sei que você já sabia, mas aposto que um tanto delas vai ser novidade. Duvida? Dá o play aí.

    Não se esqueça de seguir o Tá Freud no Spotify e no Youtube, e também me segue lá no Instagram, no @_vini.lara

    Bibliografia:

    ROUDINESCO, Elisabeth; PLON, Michel. Dicionário de psicanálise. Tradução de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.

    MAKARI, George. Revolução na mente: a criação da psicanálise. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

    CHEMOUNY, Jacquy. História do Movimento Psicanalítico. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. , 1991.

    AMENDOEIRA, Wilson. Algumas questões sobre a instituição e a psicanálise. Rev. bras. psicanál, São Paulo , v. 43, n. 4, p. 69-78, 2009 . Disponível em . acessos em 04 fev. 2026.

    FRANCISCHELLI, Leonardo A.. IPA - Cem anos de resistência. Rev. bras. psicanál, São Paulo , v. 44, n. 1, p. 35-44, 2010 . Disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0486-641X2010000100006&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 04 fev. 2026.

    GAY, Peter. Freud: uma vida para o nosso tempo. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

    GUTMAN, Guilherme. Raça e Psicanálise no Brasil. O ponto de Origem: Arthur Ramos. Disponível em https://www.scielo.br/j/rlpf/a/395rCsW4SVxNBpdsYnQNbhB/?lang=pt

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    30 分
  • T05#03 - Passa lá em casa na quarta-feira!
    2026/01/14

    Este episódio reconstrói a formação, o desenvolvimento e a transformação da Sociedade Psicológica das Quartas-Feiras, grupo que se reuniu entre 1902 e 1908 na casa de Sigmund Freud, em Viena, e que deu origem à institucionalização da psicanálise. A partir de um convite informal, quase doméstico, o episódio acompanha como um pequeno círculo de médicos e intelectuais passou a constituir um novo campo teórico e clínico, marcado desde o início por intensas trocas intelectuais, conflitos pessoais e disputas institucionais.

    O percurso começa situando Freud no início do século XX, em um momento de grande produtividade intelectual, mas ainda de reconhecimento restrito. Embora já tivesse publicado suas obras fundamentais, Freud permanecia relativamente isolado no meio acadêmico vienense, com um público reduzido e escassa aceitação institucional. As reuniões das quartas-feiras surgem, nesse contexto, como espaço de ressonância intelectual e afetiva, reunindo médicos insatisfeitos com o pessimismo terapêutico da medicina vigente e interessados em abordagens dinâmicas do sofrimento psíquico.

    O episódio descreve a composição inicial do grupo, seus rituais e sua atmosfera peculiar: a apresentação de textos, as discussões longas, o consumo ritualizado de café e charutos e a presença de Freud como figura central, ainda que não exclusiva. Ao longo dos anos, o grupo cresce e se diversifica, incorporando médicos, editores, críticos culturais e leigos, ampliando progressivamente o alcance da psicanálise para além da clínica médica.

    Um ponto decisivo ocorre em 1906, com a chegada de Otto Rank e a introdução sistemática da documentação das reuniões. A escrita transforma a dinâmica do grupo, tornando visíveis tensões, rivalidades e disputas de autoridade. Entre 1906 e 1908, as discussões tornam-se mais formais e mais hostis, revelando divergências profundas quanto aos métodos, aos objetivos e à identidade da psicanálise. Conflitos envolvendo figuras como Wilhelm Stekel e Alfred Adler ajudam a estabelecer limites implícitos sobre autoridade clínica, divergência teórica e liderança.

    Paralelamente, a Sociedade passa a ser observada por visitantes estrangeiros, como Max Eitingon, Karl Abraham e Ernest Jones. Suas impressões críticas revelam um grupo heterogêneo e pouco coeso, mas também sinalizam o início da internacionalização da psicanálise. A entrada em cena de figuras como Abraham, Jones e Sándor Ferenczi marca a expansão do movimento para além de Viena, com a fundação de novas sociedades e a consolidação de redes internacionais.

    O episódio se encerra com o momento de institucionalização em 1908, quando a Sociedade Psicológica das Quartas-Feiras se transforma oficialmente em Sociedade Psicanalítica. A mudança de nome, as tentativas de reforma interna e a participação no Congresso de Salzburgo assinalam o fim de um ciclo e o início de outro. O que começou como um encontro informal na casa de Freud torna-se, em poucos anos, uma instituição reconhecível, capaz de sustentar a psicanálise como campo organizado de saber e prática.

    Ao acompanhar esse percurso, o episódio evidencia que a psicanálise nasce não apenas de conceitos, mas de encontros, conflitos, afetos e escolhas institucionais, revelando desde sua origem a tensão entre abertura criativa e necessidade de organização.


    Bibliografia sugerida:

    MAKARI, George. Revolução em mente: a criação da psicanálise. São Paulo: Perspectiva, 2024.

    GAY, Peter. Freud: uma vida para nosso tempo. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

    Os Primeiros psicanalistas: Atas da Sociedade Psicanalítica de Viena (1906-1908)

    CAROPRESO, Fátima; COROMBERG, Renata U. Mulheres pioneiras na psicanálise: uma antologia. Belo Horizonte: Autêntica, 2025.

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    1 時間 6 分
  • EXTRA - O gato, o tamanduá e o mais completo absurdo (83 anos da publicação de O Mito de Sísifo, de Albert Camus)
    2025/11/14

    Este é um episódio extra, a adaptação de uma aula aberta ministrada por mim (Vinícius Lara) e pelo meu amigo e professor de filosofia Alberto Luiz, na noite do dia 13/11/2025 a respeito do livro O Mito de Sísifo, que completou 83 anos de publicação no mês passado.

    Conversamos sobre o contexto de publicação deste e de alguns outros livros do autor, sobre os conceitos de absurdo e de revolta e também pudemos responder a algumas perguntas propostas peloas participantes.

    Já já a gente retorma a programação normal por aqui!

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    1 時間 33 分
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