O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, zombou dos protestos "No Kings" realizados em todo o país no sábado (18 de outubro de 2025). Manifestantes saíram às ruas para criticar o que consideram uma governança "autoritária" de Trump, usando o lema "No Kings" para expressar sua insatisfação com as políticas do presidente, que alegam ameaçar a democracia americana.Em resposta, Trump compartilhou um vídeo gerado por inteligência artificial na plataforma Truth Social, no qual ele é retratado com uma coroa, pilotando um jato chamado "King Trump". O vídeo mostra o presidente despejando dejetos sobre os manifestantes durante o sobrevoo de locais icônicos como a Times Square, em Nova York.Os protestos ocorreram em mais de 2.600 cidades por todo o país, além de manifestações internacionais em locais como Porto Rico, Havaí, Alasca, México e Londres. Os manifestantes criticaram o uso excessivo da força federal, intervenções em estados opositores, políticas migratórias consideradas abusivas e cortes em agências regulatórias. As maiores concentrações ocorreram em cidades como Washington, Nova York e San Francisco.Autoridades, incluindo o Departamento de Segurança Interna, afirmam estar cientes das manifestações e têm monitorado os eventos, usando tecnologias de vigilância como reconhecimento facial e rastreamento de celulares, prática que tem gerado preocupação entre grupos de direitos civis.Entre os manifestantes, o clima era de resistência pacífica, apesar das advertências de que a Guarda Nacional poderia ser convocada para intervir. Organizações como a Indivisible Project, que coordenou os protestos, reforçaram a importância de se manifestar pacificamente.Enquanto a oposição vê os protestos como um direito fundamental de expressão, críticos, principalmente do Partido Republicano, acusaram as manifestações de serem "antiamericanas" e "provocadoras". A situação ocorre em meio à paralisação do governo federal, com algumas autoridades culpando os protestos por prolongar o impasse.O debate sobre o controle excessivo do governo e os limites do poder presidencial continua a alimentar tensões políticas nos Estados Unidos, enquanto milhões de americanos expressam sua insatisfação nas ruas das principais cidades.