Olá, oláaaa!
Neste episódio de Os Monstros de Julia, eu, Julia Riguez, converso sobre uma monstrinha que aparece nas nossas relações, nas nossas escolhas e na maneira como vivemos o mundo: a política.
A partir de reflexões sobre teorias políticas, a história do Brasil, as redes sociais e a dificuldade de dialogar com quem pensa diferente, tento entender como chegamos até aqui e como podemos construir outras formas de conviver com as nossas diferenças.
Vamos papear? <3
Poesia:
Quando escrevo uma poesia, estou fazendo política.
Do papel e caneta ao fato de eu saber e poder escrever, política.
Quando vou comprar pão, por ser pão e por eu poder ir, sobretudo sozinha, política.
O fato de eu poder dar as mãos pra pessoa que eu amo na rua, política.
Eu poder me relacionar com quem eu amo e existirem ruas, política.
Quando pensei o que eu queria ser quando crescesse, política.
Eu ter tido o necessário para ter a possibilidade de crescer, política.
Escolher a minha comida, política.
Comer, política.
Morar numa casa, dormir numa cama, política.
Por que não as redes? Por que não as copas das árvores? Política.
A água com que eu rego a minha planta de apartamento? Política.
Ter tanta gente empoleirada em apartamentos, política.
Não enxergar mais o céu quando eu olho para ele, política.
O que eu vejo nas minhas redes sociais, política.
Tudo que eu falo, penso, tenho a possibilidade de ser e a possibilidade de não ser, política.
Os lugares onde eu posso ir, os onde eu posso ficar, adivinha?
Minha saúde é política, minha educação, meu trabalho.
Tudo o que parece ser unicamente meu passa pela política.
Eu sou política.
Sendo assim, política é algo de que eu devo falar e algo que eu devo fazer.
Assim, eu defino como e se vou viver.
Instagram: @juliariguez
Pesquisas:
https://plato.stanford.edu/archives/spr2014/entries/aristotle-politics/
https://plato.stanford.edu/entries/ancient-political/
https://sites.duke.edu/hillygus/files/2024/03/2023.NHB_.Combsetal.pdf
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8559783/#S8