エピソード

  • Política
    2026/10/16

    Olá, oláaaa!

    Neste episódio de Os Monstros de Julia, eu, Julia Riguez, converso sobre uma monstrinha que aparece nas nossas relações, nas nossas escolhas e na maneira como vivemos o mundo: a política.

    A partir de reflexões sobre teorias políticas, a história do Brasil, as redes sociais e a dificuldade de dialogar com quem pensa diferente, tento entender como chegamos até aqui e como podemos construir outras formas de conviver com as nossas diferenças.

    Vamos papear? <3


    Poesia:

    Quando escrevo uma poesia, estou fazendo política.

    Do papel e caneta ao fato de eu saber e poder escrever, política.

    Quando vou comprar pão, por ser pão e por eu poder ir, sobretudo sozinha, política.

    O fato de eu poder dar as mãos pra pessoa que eu amo na rua, política.

    Eu poder me relacionar com quem eu amo e existirem ruas, política.

    Quando pensei o que eu queria ser quando crescesse, política.

    Eu ter tido o necessário para ter a possibilidade de crescer, política.

    Escolher a minha comida, política.

    Comer, política.

    Morar numa casa, dormir numa cama, política.

    Por que não as redes? Por que não as copas das árvores? Política.

    A água com que eu rego a minha planta de apartamento? Política.

    Ter tanta gente empoleirada em apartamentos, política.

    Não enxergar mais o céu quando eu olho para ele, política.

    O que eu vejo nas minhas redes sociais, política.

    Tudo que eu falo, penso, tenho a possibilidade de ser e a possibilidade de não ser, política.

    Os lugares onde eu posso ir, os onde eu posso ficar, adivinha?

    Minha saúde é política, minha educação, meu trabalho.

    Tudo o que parece ser unicamente meu passa pela política.

    Eu sou política.

    Sendo assim, política é algo de que eu devo falar e algo que eu devo fazer.

    Assim, eu defino como e se vou viver.


    Instagram: @juliariguez


    Pesquisas:

    https://plato.stanford.edu/archives/spr2014/entries/aristotle-politics/

    https://plato.stanford.edu/entries/ancient-political/

    https://sites.duke.edu/hillygus/files/2024/03/2023.NHB_.Combsetal.pdf

    https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8559783/#S8




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    52 分
  • Melancolia
    2026/10/09

    Olá, oláaaa!

    Neste episódio de Os Monstros de Julia, eu, Julia Riguez, converso sobre uma monstrinha que parece enxergar o mundo com dois dedinhos a mais de tristeza: a melancolia.

    A partir de experiências pessoais, de reflexões da psicanalista Maria Homem, da personagem Amélie Poulain e de uma pesquisa científica sobre tristeza e criatividade, reflito sobre esse jeito meio tristinho, contemplativo e poético de existir.

    Vamos papear? <3


    Poesia:

    Às vezes, durante os meus banhos,

    eu me pergunto se tô sendo feliz.

    Quando me respondo que sim, parece falso.
    Parece que estou mentindo para mim mesma.


    Quando me respondo que não, também não parece verdade.
    É como se estivesse sendo injusta
    com o tanto de coisa boa que me acontece.


    Então, eu pego o sabonete
    e começo a me ensaboar,

    sem resposta alguma,

    meio feliz e meio triste.


    Instagram: @juliariguez


    Vídeo Pondé:

    https://www.youtube.com/watch?v=-h2l2ct1VK0

    Pesquisas:

    https://www.scielo.br/j/rbp/a/YGfpbKw8mgfY6Nph8mTv6Kt/

    https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9856421/


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    31 分
  • Inveja
    2026/10/02

    A inveja é o desejo de destruir o que o outro tem? É a dor de perceber algo que sentimos faltar em nós?


    Poesia:

    Se não fosse a inveja,haveria a Guerra de Troia?

    Na Branca de Neve,haveria uma maçã envenenada?

    Caim não teria matado Abel,com toda certeza.

    Mas, se Santos Dumontnão tivesse desejado ser como um pássaro,nós teríamos aviões?

    Quantas criançasnunca teriam encostado numa bolase não tivessem desejado ser como Pelé?

    Se Cazuza não quisesseescrever tão bem sobre política quanto Renato Russo,eu viveria cantando por aí:“Brasil, mostra tua cara”?

    Se não fosse o Prêmio Nobel,será que teríamosmais ou menos descobertas científicas?

    A inveja é um desejopelo que o outro tem.

    Mas também é uma pistasobre aquilo que é importante para nós.


    Instagram: @juliariguez

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    37 分
  • Mudanças
    2026/09/25

    Olá, oláaaa!

    Neste episódio de Os Monstros de Julia, eu, Julia Riguez, converso sobre uma monstrinha que aparece sempre que a vida decide sair do lugar: a mudança.

    A partir de experiências pessoais, da história de uma mulher que encontrou sua paixão aos 40 anos, de pesquisas científicas sobre grandes transições da vida e de reflexões sobre como diferentes culturas enxergam a impermanência, converso sobre despedidas, recomeços e sobre as muitas versões de nós que cabem em uma única vida.

    Vamos papear? <3

    Poesia:

    Se um rio se assustasse com o movimento que o vento provoca,Ou com o fluxo que as pedras modificam,Ele continuaria sendo rio?Se não houvesse mudanças, eu continuaria sendo humana?


    Pesquisa:

    https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22059843/


    Instagram: @juliariguez



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    30 分
  • Ansiedade
    2026/09/19

    Eu que sempre gostei de imaginar
    Agora me esforço pra ter os pés bem fincados no chão
    Houve um tempo em que viver num futuro
    hipotético foi a minha salvação.


    Quem diria que esse futuro chegaria, ein?
    Quem diria que essa minha habilidade
    de me manter bem longe enquanto eu tô aqui
    me faria sofrer enquanto parte de mim só
    quer aproveitar e agradecer


    Minha imaginação é meu bem mais precioso
    É meu refúgio, é meu trabalho
    É minha máquina impulsionadora de transformações.


    Mas a vida é dual


    E minha imaginação às vezes cria os cenários
    mais assustadores possíveis.


    E eu que aprendi que tudo que eu crio dentro
    de mim pode se tornar real


    Nesse momento, tenho que me lembrar
    de fincar os dois pés no chão.


    Imaginar é meu céu e meu inferno
    de cada dia.



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    Pesquisa: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9248771/

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    59 分
  • Descanso
    2026/09/04

    Será que o descanso é o monstro ou a parte da vida que esquecemos de viver?


    Poesia do dia:


    Hoje eu me sentei entre as árvores da praça perto de casa,

    e reparei como havia pouco vento.

    As folhas estavam paradinhas.

    Será que elas descansam também?

    Será que eu tenho ventado demais?


    É inverno, mas em São Paulo faz calor.

    Minha garganta seca, meus olhos doem,

    e a culpa é nossa.

    O mundo não anda bem,

    Um reflexo nosso.


    Enquanto estiver aqui, quero pensar que ainda dá para melhorar,

    A gente e o mundo.

    Quero pensar que ainda dá para descansar

    A gente no mundo.


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    34 分
  • Sonhos
    2026/08/28

    Será que o sonho é o monstro ou a linguagem daquilo que não sabemos dizer acordados?


    Poesia do dia:


    Se tratando de alma, é claro.


    Antes do café da manhã,

    Os meus sonhos,

    As minhas poesias,

    E a minha superstição.


    Eu me alimento de tudo que posso.

    Se tratando de alma, é claro.


    É uma forma de começar o dia sem medo.

    Por que o homem teme tanto?

    Teme o tempo inteiro.


    Somos ossos, vaidade e medo.

    Diria Fernando Pessoa.

    Eu não acho que seja só isso.

    Somos osso, vaidade, medo e alma.


    Alma e amor.


    Amor é uma seiva que conecta tudo que existe.

    Que abre caminho.

    Que mostra a dor das raízes,

    E também a leveza das folhas mais altas.

    Às vezes, mostra as duas realidades no mesmo dia.


    E quem me disse isso, da seiva e do amor,

    Foi meu sonho de hoje.

    Algo inconsciente que quis se tornar consciente hoje.

    Minha alma veio me contar.


    E assim, cada vez mais, eu sinto que posso contar comigo.

    Esse é o tamanho dos meus sonhos.



    Instagram: @juliariguez


    https://www.casadosaber.com.br/blog/interpretacao-dos-sonhos-jung-e-o-processo-de-analise



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    51 分
  • Rejeição
    2026/08/21

    O monstro é a rejeição ou a forma como aprendemos a nos rejeitar?


    Poesia do dia:

    O patinho feio não é feio.


    Os patos não o aceitaram.

    Seus irmãos não o aceitaram.

    As galinhas não o aceitaram.

    O dono da fazenda não o aceitou.


    Mas o que o patinho fez?

    Ele pensou que talvez fosse o seu jeito de nadar.

    Depois pensou que fosse o seu tamanho.

    Talvez fossem seus pés, tão roxos.

    Não.

    Devia ser seus olhos, de um rosa transparente.


    Será?


    Ele não foi preguiçoso.

    Não foi mau.

    Não foi nada.

    E, ainda assim, andava por aí com o coração partido.


    Um dia, ele conheceu dois cisnes.

    Achou a coisa mais linda.

    Mas ficou com medo de se aproximar e eles também irem embora.


    Os cisnes se aproximaram.

    E, em seguida, uma criança gritou:

    “Ei, tem mais um cisne.”


    O patinho feio não é feio.

    O patinho feio é só um cisne

    que cresceu ouvindo

    a opinião dos patos.


    Pesquisa: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9075417/

    Experimento Cyberball: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4870146/



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    37 分