エピソード

  • T008 - OF#073 - Meantime de Helmet com Luiz Mazetto
    2026/08/03

    Este é um episódio muito especial para mim. Para escrevê-lo, precisei voltar às minhas próprias origens e revisitar lembranças que estavam guardadas havia décadas. Lembrei de ouvir Meantime em fita cassete enquanto atravessava São Paulo de ônibus, caminhando pelo centro da cidade e tentando entender o mundo ao meu redor. Foi uma oportunidade de recuperar ideias que me acompanhavam desde a adolescência e revisitá-las hoje com o olhar que o tempo, a pesquisa e a maturidade me permitiram construir.

    Como já aconteceu em outros episódios do Obra Fechada, este não é um programa sobre letras ou uma análise faixa a faixa do disco. Meu interesse foi compreender Meantime dentro de seu contexto social, econômico e cultural, investigando as relações entre trabalho, música, indústria cultural e experiência cotidiana no início dos anos 1990.

    A principal hipótese desenvolvida aqui é uma interpretação pessoal. Nenhum integrante do Helmet afirmou que Meantime seja um disco sobre o mundo do trabalho. Essa leitura nasce das entrevistas de Page Hamilton, de sua trajetória e das conexões que estabeleço entre sua biografia, a sonoridade da banda e o período histórico em que o álbum foi produzido. Como toda obra de arte, um disco também passa a pertencer a quem o escuta e pode adquirir novos significados com o tempo.

    Talvez por isso este seja também o episódio mais autobiográfico do Obra Fechada. Ao contar a história de Meantime, acabei contando um pouco da minha própria história: a do office boy que atravessava São Paulo, ensaiava à noite, comprava fitas na Galeria do Rock e tentava compreender o mundo através da música.

    Este episódio conta novamente com a participação de Luiz Mazetto, jornalista, escritor e pesquisador da cena hardcore brasileira, cujas contribuições enriqueceram decisivamente esta reflexão.

    Na edição deste episódio foram utilizados trechos de músicas do Helmet (Meantime) e do Nirvana ("Smells Like Teen Spirit"), áudios de I'm Going To Kill You e Textures, de Chop Ghost (Pixabay), além de trechos do Blairing Out Show, Beavis and Butt-Head e da entrevista concedida por Luiz Mazetto em julho de 2026. Todo o material foi empregado exclusivamente para fins de pesquisa, comentário, crítica e análise cultural, sem finalidade comercial ou qualquer intenção de violar direitos autorais.

    Espero que você goste de ouvir este episódio tanto quanto eu gostei de pesquisá-lo, escrevê-lo, gravá-lo e editá-lo.


    Referências essenciais

    • MAFFESOLI, Michel. O tempo das tribos: o declínio do individualismo nas sociedades de massa. 4. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2014.


    • MAZETTO, Luiz. Entrevista concedida a Marcelo Fonseca. São Paulo, jul. 2026.


    • HELMET. Meantime. New York: Interscope Records, 1992.


    • HELMET. Strap It On. Minneapolis: Amphetamine Reptile Records, 1990.


    • PAGE HAMILTON Interview – Helmet Frontman. YouTube, 25 maio 2021. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=_faPfA-1u5U. Acesso em: 2 ago. 2026.


    • ROLLING STONE. AZERRAD, Michael. Big Boom in Industrial Metal: Helmet Signs Million-Dollar Deal with Interscope. Rolling Stone, 20 ago. 1992. Disponível em: https://www.bluecricket.com/helmet/interviews/stone892.html. Acesso em: 2 ago. 2026.


    • ROLLING STONE. DIEHL, Matt. Helmet. Rolling Stone, 25 ago. 1994. Disponível em: https://www.bluecricket.com/helmet/interviews/stone894.html. Acesso em: 2 ago. 2026.


    • GUITAR WORLD. Head Case. Guitar World, ago. 1992. Disponível em: https://www.bluecricket.com/helmet/interviews/gw892.html. Acesso em: 2 ago. 2026.


    • SPIN. GOLD, Jonathan. Helmet. Spin Magazine, set. 1994. Reproduzido pela Folha de S.Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/9/05/folhateen/20.html. Acesso em: 2 ago. 2026.


    Capítulos

    00:00:00 – Abertura

    00:11:41 – Parte 1 | O tempo do meio

    00:28:08 – Parte 2 | Quem trabalha, toca

    00:41:02 – Parte 3 | O laboratório do trabalho

    00:48:12 – Parte 4 | A fábrica do som

    01:02:02 – Encerramento

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    1 時間 8 分
  • T008 - OF#072 - O Ódio de Mathieu Kassovitz com Davi Correia
    2026/06/22
    Nesta temporada, me comprometi a me desafiar técnica e teoricamente. A mudança de formato trouxe uma série de novos desafios, mas também me fez perceber algo que considero interessante: que cada temporada possa ter uma linha temática própria. Não como uma camisa de força, mas como um caminho para aprofundar determinados assuntos, oferecer diferentes perspectivas e ampliar o leque de conversas de um episódio para outro.Acho que este episódio conseguiu alcançar um pouco desse objetivo. De certa forma, ele acabou se tornando uma continuação espiritual — ainda que não formal — dos episódios sobre Pele Negra, Máscaras Brancas, Nada Como um Dia Após o Outro Dia e Sobrevivendo no Inferno.Reforço meu agradecimento ao querido amigo Davi Correia e aproveito para deixar suas redes sociais:InstagramTik TokO programa utilizou áudios de SlimeyFox, Into the Crowd, Ieberch, Dajit Kundi e Mattyt121, disponibilizados no Pixabay, além de trechos do documentário Notas de uma Guerra Particular, disponíveis no YouTube. Também foram utilizados excertos das músicas Police, do Suprême NTM, e Connexion, do Assassin.A utilização desses materiais tem como objetivo contribuir para a pesquisa e a contextualização dos temas abordados, bem como divulgar as obras e seus autores, sem qualquer intenção de apropriação indevida ou obtenção de lucro a partir de direitos pertencentes a terceiros.Referências citadasANDRADE, Catarina. As fronteiras da representação: experiências periféricas e cinema francês contemporâneo. In: BRANDÃO, Alessandra Soares; CORSEUIL, Anelise Reich; LIRA, Ramayana (org.). Cinema, globalização e transculturalidade. Florianópolis: Insular, 2010. p. 162-176. Disponível em: https://d1wqtxts1xzle7.cloudfront.net/43638173/cinemaglobalizacao-libre.pdf. Acesso em: 14 jun. 2026.ASSASSIN. Conexion. In: L'Homicide volontaire. Paris: Assassin Productions, 1995. Faixa musical.BOGO, Rodrigo Sartori; CORRÊA, Renata Schramm. Periferização e desigualdades na (re)produção do espaço urbano: interpretações a partir do cinema. Revista Geografia em Atos, Presidente Prudente, v. 7, n. 1, 2023. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/Rodrigo-Sartori-Bogo/publication/369618561_Periferizacao_e_desigualdades_na_reproducao_do_espaco_urbano_Interpretacoes_a_partir_do_cinema. Acesso em: 14 jun. 2026.CESARI, Jocelyne. Ethnicity, Islam and les banlieues: confusing the issues. Social Science Research Council (SSRC), New York, 2005. Disponível em: https://items.ssrc.org/riots-in-france/ethnicity-islam-and-les-banlieues-confusing-the-issues/. Acesso em: 14 jun. 2026.FERNANDES, Afonso Machado da Silva. Tangências urbanas: retrospetiva cinematográfica da realidade suburbana. 2017. Dissertação (Mestrado Integrado em Arquitetura) – Universidade da Beira Interior, Covilhã, 2017.KASSOVITZ, Mathieu (dir.). La Haine. França: Canal+, Les Productions Lazennec, StudioCanal, 1995. 1 filme (98 min.), son., preto e branco.LUND, Kátia; SALLES, João Moreira (dir.). Notícias de uma guerra particular. Rio de Janeiro: Videofilmes, 1999. 1 documentário (57 min.). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=M4WpHG2h09k. Acesso em: 14 jun. 2026.SANT'ANNA, Maria Josefina Gabriel; FREIRE-MEDEIROS, Bianca. Metrópole e segregação residencial: juventudes em risco no cinema contemporâneo. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS EM SAÚDE, 5., 2011, São Paulo. Anais [...]. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2011. Disponível em: https://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/gdihs/arquivos/CBC180D21EEC075A70A89A05A7E13A93.pdf. Acesso em: 14 jun. 2026.00:00:00 Abertura00:06:12 Parte 1 - Quem tem voz e quem é cenário em São Paulo00:19:26 Parte 2 - Paris em chamas00:39:24 Parte 3 - O racismo nosso de todo dia ou O ódio que gera o ódio00:57:27 Parte 4 - Quem conta a história01:02:47 - Encerramento
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    1 時間 4 分
  • T008 - OF#071 - Pele Negra, Máscaras Brancas de Frantz Fanon com Victor Garofano
    2026/05/28
    Todos os episódios do Obra Fechada foram prazerosos de fazer. Carrego cada conversa gravada com muito carinho. Com a mudança de formato, surgiram novos desafios: tempo, escrita, narrativa, leitura, preparo, edição e um cuidado técnico no qual ainda derrapo às vezes.Talvez por isso esse tenha sido um dos episódios mais trabalhosos que já fiz. Porque ler Fanon nesta altura da vida traz cobrança. Ela vem da parte mais oculta da minha personalidade. E ao ouvir o resultado final percebi o quanto de mim foi colocado nesse roteiro e nesse áudio. Existem outros eus, de muitos tempos, atravessando minhas falas e memórias.Nunca fui muito bom em vender nada. O episódio ficou longo, e o algoritmo provavelmente já me condenou ao ostracismo. Mas, antes da tragédia, vem a festa. Porque essa gravação acabou se tornando também um monumento ao menino que eu fui e à minha amizade de muitos anos com o ⁠⁠Victor Garofano⁠.⁠Nos deem mais essa chance.Ouçam aos poucos. Curtam, apreciem, reflitam. Escutem numa viagem de ônibus, num dia de trânsito ruim, trabalhando, pedalando, caminhando ou simplesmente deixando as ideias atravessarem vocês.Eu agradeço desde já.Boa audição.Referências citadasALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.BALDWIN, James. Notas de um filho nativo. Tradução de Paulo Henriques Britto. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.BALDWIN, James. A stranger in the village | James Baldwin | 1962 Documentary. YouTube, 2013. Disponível em:⁠ YouTube - A Stranger in the Village⁠. Acesso em: 20 maio 2026.BRANDÃO, João Lucas França Franco. O Novo Cinema Negro importa: cultura e política nas imagens de Os Donos da Rua (John Singleton, 1991) e Febre da Selva (Spike Lee, 1991). Disponível em:⁠ Repositório UFU⁠. Acesso em: 20 maio 2026.CÉSAIRE, Aimé. Discurso sobre o colonialismo. Tradução de Eduardo Brandão. São Paulo: Casa da Palavra, 2003.CULTNE. Entrevista de Lélia Gonzalez. YouTube, [s.d.]. Disponível em:⁠ YouTube - Entrevista de Lélia Gonzalez⁠. Acesso em: 20 maio 2026.EMICIDA. Entrevista ao programa Entrelinhas. YouTube, 2023. Disponível em:⁠ YouTube - Emicida no Entrelinhas⁠. Acesso em: 20 maio 2026.FANON, Frantz. Carta ao ministro residente. Disponível em:⁠ Marxists Internet Archive⁠. Acesso em: 20 maio 2026.FANON, Frantz. Os condenados da terra. Tradução de Fábio Honorato. São Paulo: Ubu Editora, 2022.FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Tradução de Sebastião Nascimento, com colaboração de Raquel Camargo. Prefácio de Grada Kilomba. Posfácio de Deivison Faustino. São Paulo: Ubu Editora, 2020. ISBN 978-65-86497-20-5.GAROFANO, Victor. Entrevista concedida a Marcelo Fonseca em 2026. Rio de Janeiro/São Paulo.IRMÃOS de Sangue: Malcolm X e Muhammad Ali. Direção: Marcus A. Clarke. Produção: Kenya Barris, Jason Perez. Estados Unidos: Netflix, 2021. 1 vídeo (96 min). LEE, Spike (Dir.). Febre da selva (Jungle Fever). Estados Unidos: Universal Pictures, 1991.LENIN, Vladimir Ilitch. Imperialismo, etapa superior do capitalismo. Tradução de Leila Prado. São Paulo: Boitempo, 2021.MALCOLM X. Quem te ensinou a odiar a si mesmo?. YouTube Shorts, [s.d.]. Disponível em:⁠ YouTube Shorts - Malcolm X⁠. Acesso em: 20 maio 2026.MOURA, Clóvis. Sociologia do negro brasileiro. São Paulo: Perspectiva, 2019.PONTECORVO, Gillo (Dir.). A batalha de Argel. Itália/Argélia: Igor Film, 1966.1994 : AIMÉ CÉSAIRE "La Négritude" | Archive INA. YouTube, 2018. Disponível em:⁠ YouTube - Aimé Césaire La Négritude⁠. Acesso em: 20 maio 2026.00:00:00 Abertura00:18:56 Parte 1 - O oceano entre nós00:35:24 Parte 2 - A voz e a máscara01:00:34 Parte 3 - O corpo desejado e o corpo negado01:19:44 Parte 4 - Vigilância, suspeita e performance01:38:30 Parte 5 - Um novo humanismo02:05:20 - Encerramento
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    2 時間 7 分
  • T008 - OF#070 - The Shape of Punk to Come de Refused com Eduardo Ribeiro e André Mesquita
    2026/03/30

    Este episódio retoma um gesto antigo do Obra Fechada: usar a obra-tema como ponto de partida para desdobrar outras discussões.

    Não se trata de uma análise técnica ou definitiva de The Shape of Punk to Come.

    O episódio propõe um cruzamento entre experiências: a cena hardcore brasileira em diálogo com o que acontecia em outros contextos, a partir de suas práticas, estéticas e posicionamentos políticos.

    Mais do que explicar um disco, a ideia aqui é refletir sobre como certas referências circularam, foram apropriadas e transformadas.

    O que significa, por exemplo, o impacto de correntes como o situacionismo ou o zapatismo dentro do punk?

    E o que ainda pode ser mobilizado dessas experiências hoje — para além do clichê de “não repetir os erros do passado”?

    Nesse episódio eu recebi o jornalista e escritor Eduardo Ribeiro e o curador e pesquisador André Mesquita, ambos amigos de muitos anos, e de muitos momentos na cena hardcore, que permanecem na minha vida.


    Boa escuta!


    Referências citadas

    • ANDRADE, Oswald de. Manifesto antropófago. São Paulo: Revista de Antropofagia, 1928.
    • BAY, Hakim. TAZ: Zona Autônoma Temporária. São Paulo: Conrad, 2001.
    • COLEMAN, Ornette. The Shape of Jazz to Come. New York: Atlantic Records, 1959.
    • COLLIGERE. Sobre determinação e desespero.
    • COPPOLA, Francis Ford (Dir.). Apocalypse Now. [Filme]. Estados Unidos: Zoetrope Studios, 1979.
    • DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.
    • DERIVA, DESVIO OU DETURPAÇÃO. Acabe. [Música].
    • DESPERATE FIGHT RECORDS. Straight Edge as Fuck Vol. 1 e Vol. 2. [Coletânea]. [s.l.]: Desperate Fight Records.
    • FISHER, Mark. Realismo capitalista. São Paulo: Autonomia Literária, 2020.
    • GINSBERG, Allen. Howl and other poems. San Francisco: City Lights Books, 1956.
    • HALL, Stuart. Cultura. Rio de Janeiro: Zahar, 2016.
    • INTERNACIONAL SITUACIONISTA. Situacionista: teoria e prática da revolução. São Paulo: Conrad, 2002.
    • LÉVI-STRAUSS, Claude. O pensamento selvagem. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1976.
    • LIBERTINAGEM. Ato 1. [Música].
    • MESQUITA, André. Entrevista concedida a Marcelo Fonseca. [Gravação], 2026.
    • MILLER, Henry. Trópico de Câncer. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
    • MORBID ANGEL. Covenant. Tampa: Earache Records, 1989.
    • OBITUARY. Cause of Death. Tampa: Roadrunner Records, 1990.
    • PIXABAY. Biblioteca de áudios e efeitos sonoros. Disponível em: https://pixabay.com.
    • PROVOS. Provos. São Paulo: Baderna, [s.d.].
    • REFUSED. Songs to Fan the Flames of Discontent. Chicago: Victory Records, 1996.
    • REFUSED. The Shape of Punk to Come. Umeå: Burning Heart Records, 1998.
    • RIBEIRO, Eduardo. Entrevista concedida a Marcelo Fonseca. [Gravação], 2026.
    • RYE COALITION. Teen-Age Dance Session. United States: Gern Blandsten Records, 1994.
    • STRAVINSKY, Igor. A sagração da primavera. Paris: Éditions Russes de Musique, 1913.
    • TERRY, Dan. Teen-Age Dance Session. United States: RCA Victor, 1954.
    • TRASH THEORY. The Shape of Punk to Come – Refused (análise). Disponível em: https://www.youtube.com.
    • VANEIGEM, Raoul. A arte de viver para as novas gerações. São Paulo: Conrad, 2002.


    00:00:00 Abertura

    00:09:05 Parte 1 - Jabaquara e Umeå na mesma frequência

    00:35:24 Parte 2 - A forma que o punk tinha

    00:42:04 Parte 3 - Manifesto, crítica, estética e ação revolucionária

    00:58:15 Parte 4 - Bricolagem e Antropofagia

    01:20:25 - Encerramento

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    1 時間 22 分
  • T008 - OF#068 - Realismo Capitalista de Mark Fisher com Fábio Fernandes e Felipe Jacó
    2026/02/23

    Obra Fechada está de volta.

    Depois de um hiato, o podcast retorna em um formato mais narrativo e experimental — um ensaio sonoro que cruza livros, discos e imagens, atravessado por vozes, citações e conversas.

    Neste episódio, partimos de Realismo Capitalista, de Mark Fisher, e da pergunta que insiste em nos acompanhar:
    é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo?

    Ao longo de uma hora, atravessamos ideias, fantasmas e impasses do presente, em diálogo com Fábio Fernandes e Felipe Silva (Jacó).

    Este é um episódio sobre imaginação política, cultura e os limites do que conseguimos desejar.

    Boa escuta.

    Referências citadas

    • FISHER, Mark. Realismo Capitalista: é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo? Trad. Fernando Scheibe. São Paulo: Autonomia Literária, 2020.

    • FISHER, Mark. Fantasmas da Minha Vida. Trad. Fernando Scheibe. São Paulo: Autonomia Literária, 2021.

    • GUATTARI, Félix. Revolução Molecular. São Paulo: Brasiliense, 1987.

    • JAMESON, Fredric. Pós-modernismo: a lógica cultural do capitalismo tardio. São Paulo: Ática, 1996.

    • BLOCH, Ernst. O Princípio Esperança. Rio de Janeiro: EdUERJ / Contraponto, 2005.

    • PLANT, Sadie. Zeros and Ones. London: Fourth Estate, 1997.

    • ŽIŽEK, Slavoj. O Sublime Objeto da Ideologia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991.


    • 00:00:00 Abertura

      00:00:45 Parte 1 - Respostas para um mundo em chamas

      00:03:54 Parte 2 - Um representante do precariado

      00:19:31 Parte 3 - O sequestro dos nossos sonhos

      00:40:30 Parte 4 - Realizar outras possibilidades, buscar outros mundos

      00:59:30 Encerramento

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    1 時間 1 分
  • T007 - OF#067 - Um fio de vida no círculo da morte de Constrito com Gabriel Castanho & Pierre Kerchove
    2023/11/14

    Olá você que chegou aqui. Sinta-se à vontade aqui no Obra Fechada, um podcast sobre livros, discos e audiovisuais e de discussão sobre essas peças tão presentes em nossas vidas. 

    O episódio de hoje me é muito especial. Primeiro porque fiz parte do tema do programa. Segundo porque dois de meus grandes amigos estão aqui hoje para relembrar não só o contexto, mas como foi gravar esse disco.

    O tema de hoje é "Um fio de vida no círculo da morte", álbum da banda Constrito, lançado em 2001. 

    E para relembrar tantos momentos especiais, estão comigo aqui hoje,  Gabriel Castanho e Pierre Kerchove.


    Programa gravado em 20/fev./2023.    

    Contribua com nosso financiamento coletivo para lançar a versão em vinil!


    #obrafechada #podcast #disco #cd #hardcorepunk #metal #umfiodevidanocírculodamorte #constrito

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    2 時間 5 分
  • T007 - OF#066 - Você não estava aqui de Ken Loach com Danilo Amorim
    2023/07/07

    Olá todos e todas. Eu sou Marcelo Fonseca e esse é o Obra Fechada. Um podcast dedicado à conversa, leve e às vezes um pouco mais aprofundada sobre os produtos culturais, seu contexto de produção e o que eles nos dizem no mudo em que vivemos.

    No programa de hoje falaremos de um filme atualíssimo. Uma obra audiovisual que vai no âmago da exploração do trabalho, mediada por aplicativos. Como fica o novo trabalhador, cada vez mais alienado? Como se organizar politicamente em mundo cada vez mais incerto e guiado por amarras neoliberais? Como sobreviver e se humanizar em um mundo que cada vez mais nos desumaniza?

    O tema do episódio de hoje é "Você não estava aqui", longa metragem de 2018 do diretor inglês Ken Loach.

    E para fazer a outra ponta da mesa comigo, eu convidei o meu amigo de muitos anos, sociólogo e professor - Danilo Amorim.

    Programa gravado em 12/mar./2023.    

    REFERÊNCIAS

    Ken Loach: Keir Starmer Is Mr Bean Trying to Act Like Stalin

    At Age 83, Ken Loach Is Still Dangerous

    Você não estava aqui, e jamais estará - Paloma Franca Amorim

    “Devemos atacar as próprias bases do livre mercado”. Entrevista com Ken Loach

    O fetiche da tecno-produtividade digital  em Ken Loach: a uberização do trabalho  no filme Você não estava aqui - Cintia Medina e Adriano Parra

    (Des) subjetivaçãopelo trabalho na era da uberização em Você não estava aqui, de Ken Loach

    “VOCÊ NÃO ESTAVA AQUI”: AS CONSEQUÊNCIAS DO ESVAZIAMENTO DOS

    POSTOS DE TRABALHO FORMAL NA INGLATERRA - Lucas Barroso

    UMA DÉCADA DE CRISE: DIÁLOGOS ENTRE A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHADOR E O RETRATO DE DETERIORAÇÃO SOCIAL NO FILME "VOCÊ NÃO ESTAVA AQUI" (2019) Lucas Eduardo Silveira de Souza​, Luis Otávio Silveira de Souza​ e Raphael Salatino Palomares​

    Precariedade, precarização e precariado no sistema capital do século XXI – “Você não estava aqui” Iael de Souza

    Da alienação em Marx à sociedade do cansaço em Han: fantasia e realidade dos trabalhadores precarizados (uff.br)

    Devemos atacar as bases do livre mercado - Entrevista Instituto Humanitas Unisinos
    At Age 83, Ken Loach Still Dangerous - Jacobin - Dawn Foster
    #obrafechada #podcast #filme #movie #socialismo #trabalhismo #uberização #precariado #marxismo  #sorrywemissedyou #vocênãoestavaaqui  #kenloach 

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    1 時間 46 分