エピソード

  • O Olhar do CFO #48: Credito verde, capital caro e o preco da incoerencia
    2026/07/14

    Qual e o custo de dizer uma coisa e sustentar outra?

    Neste episodio, Alexandre de Salles mostra que o mercado aprendeu a precificar a incoerencia. Larry Fink cravou que "risco climatico e risco de investimento", e o que isso revela nao e sobre o clima, e sobre dinheiro: quando o mercado passa a ler uma variavel nova, ele comeca a cobrar por ela, na taxa, no spread, na linha que se renova ou nao.

    Com a lente de quem senta na cadeira financeira, Alexandre separa a sustentabilidade que e figurino da que e estrutura. A primeira vive no site e no discurso de palco; a segunda muda o CAPEX e o custo de capital. A distancia entre o dito e o feito, antes invisivel, hoje e auditavel, e o mercado nao escreve uma carta quando a percebe: ajusta o preco.

    A conclusao e desconfortavel e pratica: coerencia nao e virtude, e engenharia financeira. Quem promete sem estrutura para honrar vende a descoberto a propria reputacao, e reputacao, como lembra Warren Buffett, nao se recupera. A incoerencia virou spread, e a conta sempre chega, so nao vem num boleto.

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    27 分
  • O Olhar do CFO #43: Sucessão não começa na ausência do líder
    2026/07/05

    Quando começa, de verdade, a sucessão de uma empresa?

    Neste episódio, Alexandre de Salles desloca a pergunta. Sucessão costuma ser tratada como um evento futuro: a passagem de bastão, o rito formal que acontece quando o fundador decide sair ou o conselho aprova uma transição. Mas a verdade é mais incômoda. A sucessão não começa quando o líder sai, começa muito antes, quando ninguém mais decide sem ele.

    Começa quando as relações estratégicas vivem na agenda de uma única pessoa, quando a memória da empresa mora na cabeça de alguém e não nos processos, nos rituais e nos sistemas. O maior risco sucessório não está na saída formal de quem lidera, mas na concentração silenciosa de decisões, relações e memória em uma única pessoa. Uma dependência que parece força e, com o tempo, revela fragilidade.

    Com a lente de quem trata a empresa como um ativo que precisa durar além de quem a conduz, Alexandre fala sobre por que profissionalizar não é apagar o fundador, mas proteger a organização do improviso, e por que perenidade se constrói distribuindo decisão, relação e conhecimento antes que a ausência os cobre.

    Porque uma empresa madura não é a que depende da presença do líder. É a que continua de pé quando ele não está na sala.

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    22 分
  • O Olhar do CFO #47: A pergunta certa não se terceiriza
    2026/07/03

    Qual é o verdadeiro risco da inteligência artificial na mesa de decisão?

    Neste episódio, Alexandre de Salles desafia a forma como quase todo mundo aborda o tema. O perigo, ele argumenta, não é a máquina dar uma resposta errada — isso se percebe, cedo ou tarde. O perigo é ela dar uma resposta perfeita, eloquente, com gráficos lindos, para uma pergunta que ninguém parou para questionar se era a pergunta certa.

    Porque a IA fez algo muito específico com o mundo: democratizou as respostas. E quando as respostas viram commodity, o valor migra para o que continua escasso — a qualidade das perguntas. Uma máquina poderosíssima alimentada por uma pergunta medíocre devolve uma mediocridade impecavelmente apresentada. O velho “entra lixo, sai lixo”, agora difícil de detectar porque o lixo sai bem-escrito.

    Com a lente de quem foi treinado a desconfiar de número bonito, Alexandre fala sobre a sedução da resposta confiante, a abdicação disfarçada de eficiência, e a verdade que nenhum algoritmo muda: a responsabilidade não é delegável. Quando a decisão dá errado, não é o modelo que se senta diante do conselho.

    Porque o GPS calcula qualquer rota com perfeição. Só você pode decidir se vale a pena chegar lá.

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    17 分
  • O Olhar do CFO #46: O caixa sente antes
    2026/06/19

    Quando uma crise chega numa empresa, quem é o primeiro a saber: o lucro ou o caixa?

    Neste episódio, Alexandre de Salles desafia uma das crenças mais arraigadas da gestão — a de que o resultado contábil conta a verdade a tempo. O DRE, ele argumenta, é um retrovisor: mostra com nitidez a estrada que ficou para trás. O caixa, esse sim, sussurra o que está prestes a acontecer.

    E em nenhum lugar essa diferença é tão dramática quanto na cadeia de suprimentos. Um fornecedor que atrasa, um frete extraordinário, um estoque de segurança comprado antes da hora, um desconto perdido — tudo isso mexe no caixa hoje, mas só aparece no lucro trimestres depois. No intervalo, a empresa olha um DRE saudável e segue decidindo como se nada estivesse acontecendo.

    Com a lente de quem leu muitos demonstrativos, Alexandre mostra por que a cadeia de suprimentos não é “só logística”, mas um problema financeiro disfarçado — o trajeto que o capital de giro percorre. E por que o líder que aprende a escutar o caixa enxerga a tempestade enquanto ela ainda é nuvem no horizonte.

    Porque quem dura não é quem tem a melhor fotografia. É quem aprende a ler o filme enquanto ele ainda está sendo gravado.

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    28 分
  • O Olhar do CFO #45: Produtividade sem coordenação é só esforço caro
    2026/06/05

    Sua empresa está cansada porque trabalha demais — ou porque trabalha contra si mesma?

    Neste episódio, Alexandre de Salles enfrenta uma das armadilhas mais silenciosas e caras da gestão: confundir esforço com progresso. Times inteiros remando com toda a força, cada um para um lado um pouco diferente, produzindo muito movimento e pouca direção.

    Com a lente de quem já liderou decisões críticas como CFO, Alexandre mostra por que a forma mais cara de trabalho não é a que falta, mas a que sobra — em retrabalho, duplicidade e prioridades conflitantes. Um custo que não aparece no DRE, mas sangra a margem todos os dias.

    Da metáfora do barco de remo ao Organizational Health Index da McKinsey, é uma conversa sobre por que o valor de uma empresa não nasce dentro das áreas, e sim nas costuras entre elas — e por que o desalinhamento quase sempre começa no topo.

    Porque, no fim, não vence quem rema mais forte. Vence quem rema no mesmo tempo.

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  • O Olhar do CFO #44: Quando o conselho chega tarde
    2026/05/22

    A maioria das empresas só pensa em montar um conselho quando a crise já está instalada. O conflito societário explodiu. O caixa apertou. A sucessão virou urgência. E então alguém na sala pergunta: será que precisamos de governança?

    A resposta sempre foi sim. Só chegou tarde.

    Neste episódio, eu quero falar sobre o que a ausência de estrutura custa — não apenas quando a crise chega, mas todos os dias em que ela ainda não chegou. Porque governança não é remédio para doença. É arquitetura. E arquitetura se constrói antes de precisar dela.

    Vou explorar por que tantas empresas de médio porte chegam a uma escala relevante sem qualquer instância formal de governança, o que se perde nesse vácuo e o que os dados de pesquisas recentes — do IBGC, do Instituto Locomotiva e da McKinsey — nos dizem sobre o custo real dessa omissão.

    Também vou falar sobre o tipo de liderança que constrói estrutura em tempo de normalidade — e por que esse movimento é, na prática, um dos gestos mais estratégicos que um fundador ou CEO pode fazer pelo futuro do próprio negócio.

    O telhado precisa estar pronto antes da chuva.

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  • O Olhar do CFO #42: Crescer sem aprender é só ampliar o erro.
    2026/04/24

    Crescer é importante. Mas crescer sem aprender pode ser apenas uma forma mais rápida de ampliar fragilidades.

    Neste episódio de Um Olhar de CFO, Alexandre de Salles reflete sobre um erro silencioso, mas recorrente, nas organizações em expansão: confundir aumento de escala com aumento de capacidade. Quando a empresa cresce sem transformar experiência em inteligência organizacional, o que se expande não é apenas a operação — expandem-se também os erros, os ruídos, os desalinhamentos e os riscos.

    A partir de uma perspectiva que conecta finanças, estratégia, liderança e sustentabilidade, este episódio mostra por que a aprendizagem organizacional não é um tema periférico, mas uma infraestrutura de perenidade. Afinal, empresa que aprende não é a que erra menos. É a que transforma erro em discernimento, experiência em critério e crescimento em maturidade.

    Uma reflexão para líderes, conselheiros e gestores que desejam construir negócios maiores, mais inteligentes e capazes de durar.



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    19 分
  • O Olhar do CFO #41: Quando o crescimento exige mais do que alinhamento informal
    2026/04/10

    Neste episódio de Um Olhar de CFO, Alexandre de Salles reflete sobre um tema decisivo para a perenidade empresarial: a governança de sócios. Muitas empresas começam sustentadas por confiança, afinidade e acordos implícitos. E isso pode funcionar por um tempo. Mas, quando o negócio cresce, a complexidade aumenta — e o que antes era resolvido no entendimento passa a exigir regras claras, papéis bem definidos e critérios compartilhados de decisão. Ao longo do episódio, Alexandre mostra por que a governança societária não é burocracia, mas uma arquitetura de continuidade. A conversa passa por acordo de sócios, profissionalização, conselhos consultivos, sucessão e pelo desafio de transformar relações informais em estruturas capazes de sustentar o futuro. Porque empresas podem nascer do alinhamento entre pessoas. Mas só perduram quando a governança acompanha o crescimento.



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    28 分