Marques Lopes: “O Governo assumiu a agenda do Chega e nem assim aprovou o que queria”
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No final da semana passada, o líder do Chega resolveu estragar o congresso do PSD, dando o dito por não dito, depois de ele próprio cantar vitória e do líder parlamentar social-democrata ter feito pirraça com a bancada PS, garantindo os dois - André e Hugo - que a legislação laboral seria alterada, por muito que custasse aos socialistas. Afinal, não foi!
O congresso foi transformado numa espécie de Conselho de Ministros onde até os que não são militantes foram chamados a prestar contas ao partido, os elogios a Montenegro cumpriram o ritual de endeusar o líder que tem poder para distribuir. Poder e dinheiro com um Fundo Soberano no horizonte, que ainda não se sabe onde vai buscar o capital, nem as empresas onde vai investir.
O congresso serviu também para Montenegro anunciar que a PSU seria aprovada com o Chega só que, afinal, não. E lá foi o governo correr atrás do PS para salvar os 600 milhões do PRR.
O país está do mesmo tamanho, mas com mais gente cá dentro.
O Reino que se divorciou da União Europeia, já vai para o sétimo primeiro-ministro desde que referendou o Brexit e, nestes 10 anos, apenas um deles foi a eleições e perdeu. O senhor que se segue chama-se Andy Burnham e é a nova estrela do Partido Trabalhista.
O genérico do Bloco Central é uma música original de Manuel Siza Vieira, este podcast é uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia deste episódio é de Salomé Rita.
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