エピソード

  • E10| Primeiro engenheiro, depois profissional de golfe com Vasco Alves
    2026/08/27
    Aos 18 anos, quem é bom amador de golfe costuma escolher entre a faculdade e o circuito profissional. Vasco Alves escolheu os dois, mas pela ordem contrária à habitual: tirou primeiro o curso de engenharia mecânica, e só depois decidiu ser profissional de golfe. Neste episódio do Mais do que Golfistas, Rui Morris recebe Vasco Alves, antigo número um nacional amador e hoje profissional no Alps Tour. Falam da decisão pouco comum de acabar primeiro a faculdade, da transição para o profissionalismo, e do momento em que se tornou o único português a competir nesse circuito. Vasco Alves é profissional de golfe há cerca de dois anos, licenciado e mestre em engenharia mecânica, e joga atualmente no Alps Tour, a terceira divisão europeia. Foi número um nacional amador, representou a seleção portuguesa em mais de 40 torneios internacionais, e venceu o seu primeiro torneio como profissional em Ponte de Lima. Neste episódio vais ouvir:
    • como escolheu tirar o curso de engenharia mecânica antes de arriscar a carreira profissional
    • o que sentiu ao tornar-se o único jogador português no Alps Tour
    • como gere a pressão de jogar bem quase todos os dias sem ver ainda o resultado que espera
    Há sempre um shot que nos faz voltar, mesmo depois de um dia mau. É talvez a explicação mais simples de porque é que ninguém larga este jogo.
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    43 分
  • E8| A radialista que se apaixonou pelo golfe com Carolina Torres
    2026/08/13
    Calças caqui vincadas, polos, pessoas com dezassete nomes era isto que a Carolina Torres achava que o golfe era antes de pegar num taco pela primeira vez. Aceitou o desafio de apresentar um programa sobre golfe meio a contragosto, achando aquilo tudo um bocado ridículo. Depois ficou em silêncio no campo, ouviu o barulho de fundo desaparecer, e percebeu que tinha entrado noutra coisa.

    Neste episódio do Mais do que Golfistas, Rui Morris conversa com Carolina Torres, radialista, atriz, cantora e agora golfista federada por convicção própria. Aqui falam do preconceito que afasta tanta gente do golfe, do que o campo lhe ensinou sobre lidar com a pressão de ter olhos postos em si, e da lição que ela leva para toda a vida: a última tacada não existe, só interessa a próxima. Pelo meio, o paradoxo do golfe português, um destino que o mundo inteiro quer visitar mas onde o próprio português muitas vezes sente que não cabe.

    Carolina Torres trabalha em rádio na Comercial e construiu uma carreira a saltar entre música, representação e comunicação. Entrou no golfe através de uma iniciativa para desmontar a ideia de que é um desporto fechado, e tornou-se uma das vozes que mais gente traz a campo pela primeira vez.

    Neste episódio vais ouvir:
    • porque é que o preconceito de que o golfe é para velhos e ricos afasta tanta gente que ia adorar o jogo
    • o que o campo ensina sobre esquecer o erro anterior e seguir para a próxima tacada
    • como funciona o handicap, e porque é que alguém que começou ontem pode ganhar a um jogador experiente
    • porque é que o golfe português vive um paradoxo entre o destino de luxo e o golfe para todos
    Às vezes a coragem não é aguentar a pressão. É aprender a jogar com toda a gente a olhar e continuar na mesma.
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    1 時間 2 分
  • E7| De caddy master a diretor do Old Course Vilamoura com Ricardo Lopes
    2026/08/04
    Aos 12 anos, o negócio do Ricardo Lopes era apanhar bolas de golfe que os clientes deixavam perdidas no campo e vendê-las, ainda em escudos. Vivia no buraco 16 do Pinhal, em Vilamoura, e passava os fins de tarde a fugir à segurança com o cão e um saco cheio de bolas. Foi assim que entrou no golfe. Ao contrário do habitual, sem ninguém da família a jogar.

    Neste episódio do Mais do que Golfistas, Rui Morris conversa com Ricardo Lopes sobre o caminho que o levou de caddy master, a diretor do Old Course de Vilamoura, um dos campos mais emblemáticos do país. Falam da decisão de deixar de perseguir uma carreira de jogador quando percebeu que não tinha o jogo para chegar ao topo, dos 12 anos dedicados à PGA Portugal, da estratégia que juntou a associação e a Federação Portuguesa de Golfe, e da tensão entre o golfe de luxo e o golfe para todos.

    Ricardo Lopes é presidente da Assembleia Geral da PGA Portugal e diretor do Old Course de Vilamoura. Começou a trabalhar nos campos em 2003 e fez todas as etapas da operação até chegar à direção. É treinador de golfe e uma das pessoas que mais puxa pelo golfe profissional em Portugal.

    Neste episódio vais ouvir:
    - como um miúdo do Algarve entrou no golfe a apanhar e a vender bolas perdidas
    - porque é que decidir não ser jogador profissional foi o início do resto da carreira
    - o que mudou na PGA Portugal em 16 anos
    - como conciliar um destino de golfe de luxo com a democratização da modalidade
    - porque é que formar boas pessoas conta tanto como formar bons jogadores

    Nem toda a gente que começa a apanhar bolas vai jogar no circuito. Alguns ficam a tomar conta do campo onde cresceram.
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    31 分
  • E6| Parar o golfe para não desistir dele com Pedro Figueiredo
    2026/07/28
    Havia dias de treino em que a bola não ia para onde ele queria. Nem perto. Ao fim de três anos assim, Pedro Figueiredo percebeu que não aguentava mais a frustração e fez o que quase nenhum profissional faz: parou. Viajou três meses pela América do Sul, mochila às costas, sozinho, sem tocar num taco.

    Neste episódio do Mais do que Golfistas, Rui Morris conversa com Pedro Figueiredo sobre o caminho que o levou de um miúdo de 6 anos na Quinta do Peru até quase uma década entre o DP World Tour e o Hotel Planner Tour. Falam da carreira amadora, da passagem por UCLA, dos primeiros anos como profissional que correram mal, da decisão de descer à terceira divisão europeia para recomeçar, e das três vezes que passou a escola de qualificação. Pelo meio, o momento que o golfe português está a viver, com vários portugueses a discutir torneios semana após semana.

    Pedro Figueiredo é um dos nomes mais constantes do golfe profissional português. Venceu no Hotel Planner Tour em 2018, representou Portugal desde as camadas jovens e continua a competir ao mais alto nível europeu.

    Neste episódio vais ouvir:
    • como um miúdo de 6 anos na Quinta do Peru acabou no golfe universitário em Los Angeles
    • o que muda quando se passa de amador acompanhado a profissional sozinho
    • porque é que três meses longe do golfe fizeram mais pelo jogo dele do que três anos de treino
    • porque é que ele sai mais orgulhoso de uma volta em 80 do que de uma volta em 64
    • o que está a mudar no golfe português e porque é que isto pode ser só o início
    Às vezes a única forma de voltar a jogar bem é não pegar num taco durante três meses.
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    50 分
  • E5 | Uma vida nova no golfe, depois de 17 anos no futebol com Marcelo Guedes
    2026/07/14
    Marcelo Guedes passou dezassete anos a jogar futebol ao mais alto nível: Santos, Olympique de Lyon, Beşiktaş, PSV Eindhoven. Numa temporada em França, marcada pelos assobios da própria claque do Lyon em cada jogo em casa, foi também a temporada em que descobriu o golfe. E foi ali que encontrou algo que o futebol, com toda a pressão que trazia, nunca lhe tinha dado.

    Neste episódio de Mais do que Golfistas, Rui Morris conversa com Marcelo Guedes sobre a descoberta tardia do golfe, através de um almoço de clube com colegas da Premier League, e sobre como o jogo se tornou o seu refúgio nos momentos mais difíceis da carreira.

    Marcelo Guedes fez uma carreira de dezassete anos no futebol profissional, com passagens pelo Brasil, pela Polónia, pela Holanda, pela Turquia, pela França e pela Austrália. Hoje é um dos casos mais interessantes de transição de um desporto de elite para o golfe.

    Neste episódio vais ouvir:
    • como um almoço num clube de golfe em Lyon, a convite de colegas da Premier League, mudou a vida do Marcelo
    • a diferença entre a pressão de segundos do futebol e as quatro horas de decisões do golfe
    • o episódio em que foi vaiado pela sua própria claque durante seis meses e como o golfe o ajudou a atravessar essa fase
    • a semifinal da Champions League disputada em Portugal, durante a pandemia
    • porque decidiu, já depois de pendurar as chuteiras, tentar a vida como golfista profissional
    Talvez o mais interessante não seja trocar um desporto por outro. É perceber que a disciplina que nos formou num sítio pode dar-nos uma segunda vida, completamente diferente, noutro.
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    48 分
  • E4| O preço mental de ser campeão com Tomás Bessa
    2026/07/07
    Aos 16 anos, o Tomás Bessa teve de escolher entre a seleção nacional de golfe e a seleção nacional de andebol. Escolheu o golfe. Uma década depois, uma fratura óssea na mão esquerda quase pôs fim à carreira e obrigou-o a repensar tudo: o jogo, o corpo e a forma como se tratava a si próprio.

    Neste episódio de Mais do que Golfistas, o Rui Morris conversa com Tomás Bessa, campeão nacional de profissionais em 2025, sobre o percurso que começou na Quinta da Laje, em Paredes, passou pelo andebol de alta competição e chegou ao Hotel Planner Tour e ao DP World Tour. Falam da pressão de ser conhecido como o jogador que batia mais longe, da lesão que o afastou dos torneios durante um ano e do trabalho psicológico que fez para voltar a jogar sem se destruir a cada mau resultado. É uma conversa sobre golfe português, mas também sobre perfeccionismo, família e o que significa recomeçar.

    Tomás Bessa é um dos nomes mais fortes do golfe profissional português da sua geração. Venceu no Alps Tour, já liderou torneios do Hotel Planner Tour e persegue agora o objetivo de chegar ao DP World Tour.

    Neste episódio vais ouvir:
    • como a Quinta da Laje, um campo improvisado no quintal de um amigo do pai, moldou a paixão do Tomás pelo golfe
    • a decisão difícil entre o golfe e o andebol de alta competição aos 16 anos
    • o que a fratura óssea na mão lhe ensinou sobre pedir ajuda e não se conformar com um diagnóstico
    • como o trabalho com um psicólogo mudou a relação dele com os erros em campo
    • porque é que o golfe português está, na opinião dele, no melhor momento dos últimos anos
    Talvez a lição maior deste episódio não seja sobre golfe, é perceber que aquilo que achamos que nos está a destruir, às vezes, é só a forma como olhamos para isso.
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    54 分
  • E3|Treinar bem é muito mais do que bater bolas com Nelson Ribeiro
    2026/06/30
    Nelson Ribeiro foi convidado para estagiar num campo de golfe porque precisava de dinheiro para tirar a carta de condução. Ficou 14 anos. Saiu com 24 campeões.

    O que aconteceu no meio é o tema deste episódio. Nelson Ribeiro é hoje um dos treinadores mais reconhecidos do golfe português, selecionador nacional, Diretor Técnico Nacional e antigo selecionador do Brasil. Mas a conversa com Rui Morris vai muito além do curriculum: fala sobre o que significa realmente treinar, porque é que os melhores jogadores saem de grupos que ninguém apostaria neles, e o que é que o golfe tem que a sala de reuniões não consegue ensinar.

    Nelson Ribeiro treina há mais de 20 anos, tem licenciatura em Ciências do Desporto, mestrados em Psicologia do Desporto e Treino de Alto Rendimento, e está neste momento a concluir o doutoramento. Não por colecionar diplomas, como ele próprio diz, mas porque acredita que um treinador que não estuda está a brincar com os sonhos dos outros.

    Neste episódio vais ouvir:
    • como o golfe entrou na vida de Nelson aos 12 anos, no OPorto Golf Club
    • o que construiu em Miramar com os jogadores que ninguém queria
    • o que é que o Brasil tem que Portugal devia aprender, e vice-versa
    • porque a pergunta "como estás tu?" pode ser mais útil do que qualquer tecnologia de análise de swing
    Há treinadores que sabem muito e há treinadores que conseguem chegar às pessoas. Nelson é dos que aprendeu a fazer os dois ao mesmo tempo.
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    53 分