エピソード

  • E15|Ser profissional de golfe é gerir a tua própria empresa, diz Pedro Lencart
    2026/10/08
    Aos 15 anos, foi à Escócia e nem passou o corte. Aos 16, voltou e falhou por duas pancadas. Aos 17, venceu um dos torneios mais antigos e mais difíceis do golfe júnior mundial.


    Neste episódio do Mais do que Golfistas, Rui Morri recebe Pedro Lencart, um dos golfistas amadores mais titulados do golfe português. Falam da vitória no British Boys Amateur Championship e no Jacques Léglise Trophy, da passagem pela universidade nos Estados Unidos, e da estreia como profissional em 2021, que terminou logo com um título nacional absoluto. Falam também do que significa ser profissional de golfe: gerir sozinho a equipa técnica, o calendário e as viagens, como se fosse dono de uma empresa.

    Pedro Lencart joga golfe desde criança, no Clube de Golfe de Miramar, representou a seleção nacional como amador, e é hoje profissional há cerca de cinco anos, com dois títulos de campeão nacional de profissionais e uma vitória na Timestamp Golf Tour Final de 2025.

    Neste episódio vais ouvir:
    • como foi falhar o corte duas vezes no British Boys Amateur antes de o vencer à terceira tentativa
    • a diferença entre a seleção nacional tratar de tudo e ter de gerir sozinho a carreira como profissional
    • porque diz que ser profissional de golfe é como ser dono de uma empresa
    • como lida com a pressão de nunca ter atingido os resultados que se esperavam dele
    • como vê o momento atual do golfe português, com vários portugueses a competir lá fora

    Não existe chegar lá. Há sempre outro objetivo a seguir, mesmo depois de se atingir o anterior. É talvez a única certeza de quem decide competir para viver disto.
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    41 分
  • E14| Ser pai de dois golfistas sem lhes estragar o jogo com Tomás Melo Gouveia
    2026/10/01
    Há pais que fazem de caddie aos filhos e passam a volta inteira a corrigi-los. O Tomás Melo Gouveia carrega o saco dos dele e só fala quando eles pedem. Talvez seja por isso que continuam a querer que ele vá.

    Rui Morris conversa com o pai do Ricardo Melo Gouveia, que joga no DP World Tour, e do Tomás Melo Gouveia, que luta pela subida no HotelPlanner Tour. Falam de deixar os filhos escolher, da escola que nem sempre percebe um atleta de alta competição, das universidades nos Estados Unidos e de apoiar um filho que decide ser profissional tarde. E do golfe em Portugal: o que já melhorou e o plano que, para o Tomás, ainda falta.

    O Tomás é agricultor e antigo jogador de râguebi. Levou o golfe a sério já adulto, quando se mudou para o Algarve, e só parou quando chegou a handicap de um dígito. Foi caddie do Ricardo na vitória na Grand Final do Challenge Tour, em 2015.

    Neste episódio vais ouvir:
    • porque é que o golfe não devia ser o único desporto de uma criança
    • como se apoia um filho que quer ser profissional quando ainda ninguém garante nada
    • onde acaba o papel do pai e começa o do treinador, e o que acontece quando se misturam
    • o que falta ao golfe português para a passagem a profissional não depender só de cada família
    • o fim de tarde no campo, com os filhos, que ele descreve como o paraíso

    Carregar o saco é a parte fácil, o difícil é não meter lá dentro o peso das nossas expectativas.
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    49 分
  • E13|Desmistificar o golfe através da comédia, com Tiago Pereira e Miguel Vaz
    2026/09/24
    Dois comediantes decidiram que a melhor forma de mostrar o golfe a quem nunca jogou não era um manual de regras. Era uma câmara, um campo, e um adversário que nunca tinha pegado num taco.
    Neste episódio do Mais do que Golfistas, Rui Morris convidou Tiago e Miguel, comediantes e criadores do Par a Par, um programa que junta humor e golfe. Falam de como o golfe entrou nas suas vidas, de como surgiu a ideia do programa, e da tentativa de mostrar a modalidade fora dos clichés habituais, sem dress code obrigatório e sem gente a fingir que joga bem. Falam também de como o golfe influencia o trabalho deles em palco.


    Tiago é comediante, apresentador na SIC Radical, e começou a jogar golfe há cerca de dois anos. Miguel joga desde os 11 anos, depois de a família se mudar para o Belas Clube de Campo, e é também comediante, da primeira geração do Lisboa Comedy Club. Juntos criam o Par a Par, onde já convidaram nomes como a comediante Luana do Bem.


    Neste episódio vais ouvir:
    - como surgiu a ideia do Par a Par, inspirada num youtuber americano de golfe
    - porque acham que o dress code afasta mais gente do golfe do que atrai
    - quem foi o convidado que mais os surpreendeu a jogar
    como a visualização que aprenderam no golfe passou para os palcos de stand-up
    - o que falta em Portugal para o golfe deixar de ser visto como um desporto para poucos


    Ninguém começa a jogar bem golfe. Talvez seja essa a parte que falta contar a quem ainda não experimentou.
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    1 時間 9 分
  • E12| Nasceu dentro do golfe, hoje ensina a falhar melhor com Susana Ribeiro
    2026/09/10
    Há quem se lembre do primeiro dia em que pegou num taco de golfe. Susana Ribeiro não. As primeiras memórias que tem já são de torneios, porque começou a ir ao campo com duas semanas de vida.


    Neste episódio do Mais do que Golfistas, o podcast de golfe Portugal apresentado por Rui Morris, a convidada é Susana Ribeiro, uma das jogadoras mais tituladas do golfe feminino português. Falam do caminho de amadora internacional a profissional, dos anos em que ficou sempre em segundo lugar antes de uma vitória mudar tudo, e da transição entre uma seleção nacional que tratava de tudo e a solidão do profissionalismo. Falam também da vida depois da competição: hoje é treinadora e comentadora, casou com Nuno Campino, antigo selecionador nacional, e é mãe da Luísa.


    Susana Ribeiro está ligada ao golfe desde bebé, representou a seleção portuguesa como amadora, e foi profissional durante quase uma década, com passagens pelo Ladies European Tour Access Series, pelo Santander Golf Tour e por convites na Ladies European Tour, a primeira divisão europeia.


    Neste episódio vais ouvir:
    • o que mudou depois da vitória na Taça da Federação, a prova que lhe destravou a cabeça
    • como foi passar de uma seleção que tratava de tudo para gerir sozinha viagens, hotéis e orçamento como profissional
    • porque diz que o golfe não é um jogo de tacadas perfeitas, mas de tacadas falhadas, e ganha quem falhar melhor
    • o que falta em Portugal para haver mais mulheres a jogar golfe


    O golfe não perdoa quem anda à procura da tacada perfeita. Premeia quem aprende a lidar bem com a que falhou.
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    49 分
  • E11| De Selecionador a Presidente da Federação Portuguesa de Golfe
    2026/09/03
    Em 2001 foi convidado para ser selecionador nacional de golfe. Tinha na equipa nomes como Ricardo Santos e Hugo Santos, ainda a começar. Mais de duas décadas depois, Pedro Nunes Pedro está à frente da Federação Portuguesa de Golfe, e continua a fazer a mesma pergunta todos os dias: o que é que fez hoje pelo golfe?


    Neste episódio do Mais do que Golfistas, Rui Morris recebe como convidado Pedro Nunes Pedro, Presidente da Federação Portuguesa de Golfe. Falam do percurso que o levou de Selecionador Nacional, entre 2000 e 2002, à presidência da federação, das gerações de golfistas portugueses que atravessou pelo caminho, e do trabalho atual junto de clubes e autarquias, sob o lema Juntos Somos Mais Golfe.
    Pedro Nunes Pedro começou a jogar golfe em criança, em Angola, por influência do pai. Foi capitão da seleção nacional, presidente do Lisbon Sports Club entre 2014 e 2024, e fez, em paralelo, uma carreira longa em comunicação e marketing. Hoje lidera a Federação Portuguesa de Golfe, com o objetivo de duplicar o número de jogadores em Portugal.


    Neste episódio vais ouvir:
    • como foi ser selecionador nacional com jogadores como Ricardo Santos e Hugo Santos ainda a começar
    • o que mudou entre a federação de 2001 e a de hoje, em estrutura e em condições
    • porque é que Pedro considera o acesso, e não o preço, o verdadeiro obstáculo ao crescimento do golfe em Portugal
    • os planos da federação para os campos municipais, o desporto escolar e a formação de mais professores


    Todos os dias, a mesma pergunta: o que é que fizeste hoje pelo golfe? Era assim como Selecionador, continua a ser assim como Presidente.
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  • E10| Primeiro engenheiro, depois profissional de golfe com Vasco Alves
    2026/08/27
    Aos 18 anos, quem é bom amador de golfe costuma escolher entre a faculdade e o circuito profissional. Vasco Alves escolheu os dois, mas pela ordem contrária à habitual: tirou primeiro o curso de engenharia mecânica, e só depois decidiu ser profissional de golfe. Neste episódio do Mais do que Golfistas, Rui Morris recebe Vasco Alves, antigo número um nacional amador e hoje profissional no Alps Tour. Falam da decisão pouco comum de acabar primeiro a faculdade, da transição para o profissionalismo, e do momento em que se tornou o único português a competir nesse circuito. Vasco Alves é profissional de golfe há cerca de dois anos, licenciado e mestre em engenharia mecânica, e joga atualmente no Alps Tour, a terceira divisão europeia. Foi número um nacional amador, representou a seleção portuguesa em mais de 40 torneios internacionais, e venceu o seu primeiro torneio como profissional em Ponte de Lima. Neste episódio vais ouvir:
    • como escolheu tirar o curso de engenharia mecânica antes de arriscar a carreira profissional
    • o que sentiu ao tornar-se o único jogador português no Alps Tour
    • como gere a pressão de jogar bem quase todos os dias sem ver ainda o resultado que espera
    Há sempre um shot que nos faz voltar, mesmo depois de um dia mau. É talvez a explicação mais simples de porque é que ninguém larga este jogo.
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    43 分
  • E8| A radialista que se apaixonou pelo golfe com Carolina Torres
    2026/08/13
    Calças caqui vincadas, polos, pessoas com dezassete nomes era isto que a Carolina Torres achava que o golfe era antes de pegar num taco pela primeira vez. Aceitou o desafio de apresentar um programa sobre golfe meio a contragosto, achando aquilo tudo um bocado ridículo. Depois ficou em silêncio no campo, ouviu o barulho de fundo desaparecer, e percebeu que tinha entrado noutra coisa.

    Neste episódio do Mais do que Golfistas, Rui Morris conversa com Carolina Torres, radialista, atriz, cantora e agora golfista federada por convicção própria. Aqui falam do preconceito que afasta tanta gente do golfe, do que o campo lhe ensinou sobre lidar com a pressão de ter olhos postos em si, e da lição que ela leva para toda a vida: a última tacada não existe, só interessa a próxima. Pelo meio, o paradoxo do golfe português, um destino que o mundo inteiro quer visitar mas onde o próprio português muitas vezes sente que não cabe.

    Carolina Torres trabalha em rádio na Comercial e construiu uma carreira a saltar entre música, representação e comunicação. Entrou no golfe através de uma iniciativa para desmontar a ideia de que é um desporto fechado, e tornou-se uma das vozes que mais gente traz a campo pela primeira vez.

    Neste episódio vais ouvir:
    • porque é que o preconceito de que o golfe é para velhos e ricos afasta tanta gente que ia adorar o jogo
    • o que o campo ensina sobre esquecer o erro anterior e seguir para a próxima tacada
    • como funciona o handicap, e porque é que alguém que começou ontem pode ganhar a um jogador experiente
    • porque é que o golfe português vive um paradoxo entre o destino de luxo e o golfe para todos
    Às vezes a coragem não é aguentar a pressão. É aprender a jogar com toda a gente a olhar e continuar na mesma.
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