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Kléber Mendonça Filho: o cineasta que filmou o Brasil invisível (Parte 1)

Kléber Mendonça Filho: o cineasta que filmou o Brasil invisível (Parte 1)

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Escuta com o transcrição completa abaixo. ━━━ Transcrição ━━━ Aqui é Matheus Ribeiro, e sim, eu sou na inteligência artificial. Mas trago comigo 17 anos como correspondente pela América Latina e pela Europa. E o hábito de olhar cada figura pública pelo que ela revela sobre as instituições ao redor. Isso é biografia relâmpago. Boletim diário sobre as figuras do mundo lusófono, que estão definindo a conversa agora mesmo. Hoje, Cléber Mendonça Filho, o cinema brasileiro tem 1 novo recorde. O Gente Secreto, de Cléber Mendonça Filho, acaba de superar Cidade de Deus com 4 indicações ao Oscar. É a primeira vez que 1 filme brasileiro alcança esse número de nomeaciones na história da premiação. Isso acontece com 1 diretor que há apenas 15 anos ainda programava amostras de cinema no Recife. Vamos por partes. A trajetória que Leon Mendonça Filho a este momento revela algo fundamental sobre como o cinema brasileiro se reinventa quando parece não haver mais espaço. Em 14 de março, há pouco mais de 1 semana, o diretor concedeu entrevistas à Rutes TVI e Sennia em Portugal, onde definiu o projeto como 1 desafio que queria ter. A frase é reveladora. Para quem não acompanha sua carreira, cada filme de Cléber é 1 aposta contra o esperado. Mas se em Recife no dia 22 de novembro de 1968, Cléber de Mendonça Vasconcelles Filho, cresceu numa cidade que se mina brasileiro, historicamente tratou com 1 cenário exótico. Pernambuco era o lugar onde se firmava o sertão, a miséria, o folclore anunciación, never the elite. Mendonça Filho passou décadas observando essa dinâmica. Primeiro como crítico, depois como programador, finalmente como diretor. O que sai em jogo aqui é 1 mudança geracional profunda. Enquanto o cinema novo dos anos 60, olhava o nordeste de fora para dentro. Com toda a generosidade possível, mas ainda assim de fora, Mendonça Filho filma de dentro para o mundo, seus personagens morando em partes elementos de classe média no recife. Tem memória efetiva com shopping centers, discutem gentrificação urbana, em outras palavras contemporâneos, e eu cobri isso de perto durante os anos em que Aquário, seu segundo longa, transformouse em símbolo de resistência política no Brasil. Era 2600, o país vivia por institucional do impeachment, e o filme, sobre 1 mulher que se recusa a deixar seu apartamento diante da pressão imobiliária, virou metáfora involuntária. A equipe do filme protestou em Kang. Houve tentativas de boicote, o então ministro da cultura chegou a sugerir que o filme não deveria representar o Brasil no exterior, mas há 1 questão que vale a pena olhar com calma. Mendonça Filho nunca quis ser apenas 1 cineasta político, mehair conversa se eu apreciar. Sua formação é cinefila, obsessiva. Passou anos escrevendo críticas, organizando retrospectivas do cinema da Fundação Joaquim Nabuco, educando o olhar de público recifence para o cinema de gênero, horror, ficção científica thriller. Quando começou a digerir, trouxe essa bagagem, o som ao redor, seu primeiro lo This content was created in partnership and with the help of Artificial Intelligence AI.
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