No soft reboot do Indireto (agora finalmente em vídeo!!! yipiiii), P.duart faz o que a sua psicóloga tenta há anos: defender o seu direito divino de ficar puto. Usando como fio condutor o perturbador filme Speak no Evil (o original dinamarquês, por favor!), o episódio dissecou como a nossa obsessão por sermos "bonzinhos" nos transforma em sapos fervidos vivos pela audácia alheia.
A verdade é que a nossa língua foi cortada na infância, mas o algoritmo gourmetizou esse silêncio. Em uma costura caótica e genial que vai do conceito de "trabalho emocional" na Disney (aquela obrigação corporativa de sorrir enquanto a alma derrete) ao brain rot do TikTok, o diagnóstico é claro: as telas viraram uma cyber droga para anestesiar a nossa raiva. E sem raiva, meus amores, não existe revolução.
Para fechar o surto com chave de ouro, ainda sobra tempo para analisar a carta da Força no Tarô, a fúria de Ana Paula no BBB e o fracasso dos joguinhos de desinteresse no amor. Spoiler: fingir que não se importa para o boy te valorizar só te dá úlcera e deixa o outro livre para ser um cuzão. Dá o play e liberte o monstro!
Diz aí nos comentários: qual foi a última vez que você engoliu tanto sapo no trabalho que precisou se esconder no banheiro, olhar fixo para o azulejo e abrir um vídeo de gatinho dançando só para não soltar tudo que precisava!