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Histórias de ter.a.pia

Histórias de ter.a.pia

著者: ter.a.pia
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概要

Histórias reais, de gente como a gente, para você ouvir e se inspirar.ter.a.pia 社会科学
エピソード
  • Conheci meu marido na cadeia e só aceitei ficar com ele se largasse o crime
    2026/05/14

    A Jéssica foi visitar o irmão na prisão e acabou encontrando ali o homem com quem construiria uma família. Em um lugar marcado pelo julgamento e pela desconfiança, a Jéssica descobriu que algumas pessoas só precisavam de alguém que acreditasse nelas pela primeira vez.

    Tudo começou nas visitas ao irmão, preso em Parelheiros. Entre corredores frios, marmitas e olhares baixos, ela conheceu Emerson, o responsável por aquecer e distribuir a comida dos visitantes daquela cela.

    Quieto, tímido, sempre desviando o olhar, enquanto os outros falavam apenas o necessário com o Emerson, Jéssica puxava conversa. Ela não tinha nenhuma intenção, a não ser integrá-lo nas visitas, já que ele não recebia nenhuma.

    Com o tempo, nasceu uma amizade entre os dois. O Emerson contou sobre os erros que tinha cometido, sobre o abandono que viveu e sobre a vida que nunca tinha aprendido a construir direito.

    Jéssica escutava sem romantizar nada. Ela sabia o peso daquele lugar.

    Quando o irmão ganhou o semiaberto, ela acreditou que nunca mais pisaria numa cadeira de novo. Mas meses depois recebeu carta do Emerson, que revelou tentar esquecê-la, mas não conseguiu.

    Entre meses de troca de cartas, Jéssica era dura e dizia que seria só amizade, até que ele saísse da prisão. Mas aquela troca fez crescer um sentimento improvável.

    Até que um dia ela decidiu voltar à prisão apenas para olhar Emerson nos olhos. Foi ali, no meio do pavilhão, cercados pelo preconceito silencioso das pessoas, que os dois se beijaram pela primeira vez.

    Mas Jéssica deixou claro: amor nenhum sobreviveria se ele continuasse na vida errada.

    Emerson saiu da prisão decidido a recomeçar. Ganhou uma oportunidade de trabalho e encontrou na família dela algo que nunca tinha tido antes: acolhimento.

    Anos depois, o sonho que ele descreveu em uma das primeiras cartas virou realidade. Eles tiveram um filho.

    Hoje, Jéssica acredita que existem pessoas que não querem mudar, mas sabe também que algumas só precisam de uma segunda chance. Emerson aproveitou a dele. E ela aprendeu que ressocializar alguém não é apagar os erros do passado, mas acreditar que o futuro ainda pode ser diferente.

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    10 分
  • Fim da escala 6x1: Ela decidiu que suas funcionárias iriam trabalhar numa jornada 4x3 depois de sofrer um burnout
    2026/05/07

    Descanso é fundamental pra todo mundo! Foi quando entendeu isso que Letícia mudou não só a própria vida, mas a forma como outras mulheres trabalhavam no seu salão de cabelereiro, assumindo uma jornada 4x3 de trabalho, num momento em que discutimos o fim da escala 6x1.Antes disso, a história da Letycia começa em escassez. De família pobre e criada na periferia da Baixada Santista, ela cresceu rápido, aprendendo a transformar necessidade em possibilidade. Brincava de salão de beleza antes mesmo de saber que aquilo seria seu caminho. Aos 13, com uma prancha e um secador dados pela mãe e pela avó, começou a atender vizinhas. Ia de bicicleta, enfrentava chuva, desconfiança e até abordagem policial. Era uma menina com uma mala, insistindo em ser levada a sério.O primeiro salão nasceu improvisado, no meio da garagem de casa, que inundava quando o canal enchia. Lá tinha um lavatório com balde, um espelho simples, toalhas penduradas em um varão adaptado pelo pai.Com o tempo, as conquistas que pareciam impossíveis começaram a surgir. Até que ela realizou o grande sonho de abrir um salão no centro de Santos, e foi ali que tudo perdeu o sentido também.A sobrecarga chegou silenciosa. Um dia, mesmo com o salão cheio, Letycia se sentia vazia por conta do cansaço extremo. Ali, ela entendeu que nenhum sonho justificava perder a si mesma.Fechou o salão e recomeçou do zero, mas agora com um pensamento diferente.Foi nesse recomeço que veio a virada. Se ela se sentia sobrecarregada, outras mulheres também deveriam estar, e decidiu que suas funcionárias trabalhariam na jornada 4x3. Todo mundo tiraria folha aos domingos, segundas e sextas. Ela sabia que era importante ter tempo para os filhos, para o lazer, para seus relacionamentos. Era importante estar presente na vida. E o resultado não poderia ter sido melhor: no sábado, todas chegavam com mais energia, mais alegria, simpatia e cuidado com as clientes.Porque, para a Letycia, o diferencial nunca foi o café de cortesia, mas o tempo dedicado a escutar cada cliente.Hoje, ao olhar para trás, Letícia reconhece cada etapa: da menina que sonhava mudar de vida à mulher que construiu um negócio com propósito. Porque a vida, sua e de suas funcionárias, não se negocia! Compre o livro do ter.a.pia "A história do outro muda a gente" e se emocione com as histórias : https://amzn.to/3CGZkc5Tenha acesso a histórias e conteúdos exclusivos do canal, seja um apoiador http://apoia.se/historiasdeterapia

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    9 分
  • Eu acreditei no conto de fadas com um gringo, mas entrei numa relação tóxica
    2026/04/30

    A Nadja atravessou o oceano acreditando que estava indo ao encontro do amor da vida, mas entendeu em outro país, casada com um gringo, que o sonho de princesa que vendem nos filmes, não existe.

    Nadja conheceu um polonês que morava na Suíça através de amigos. Foram apenas 17 dias juntos no Brasil, mas o suficiente para que ela acreditasse estar vivendo um conto de fadas. A paixão veio rápida, intensa, dessas que fazem parecer que finalmente tudo encontrou sentido.

    Quando ele voltou para a Europa, os dois decidiram que dariam um jeito de ficar juntos. Nadja se preparou, guardou dinheiro e foi para lá. Levou na mala a coragem e a ingenuidade de quem acreditava que o amor bastava.

    Mas logo na primeira semana, percebeu que algo não estava certo. As críticas dele sobre seu jeito de falar, de se vestir, de existir começaram a surgir muito rápido. Aos poucos, ela foi sendo colocada no lugar de quem devia agradecer por estar ali, como se ele estivesse fazendo um favor.

    E o que começou ruim, piorou. Ele passou a dizer que ela o envergonhava na frente dos seus amigos, controlava seu dinheiro e fazia questão de lembrá-la de que ela estava ali por conta dele.

    Nadja foi se apagando, ao mesmo tempo que tentava justificar aquelas violências. Pensava no passado difícil dele, na dor que ele carregava, na ideia de que amar também era suportar.

    Afinal, ela cresceu ouvindo que sofrimento era aprendizado e, quanto mais difícil ficava, mais ela acreditava que precisava fazer dar certo.

    Até que uma noite, deitada na cama, sentiu uma angústia física. Pensou na menina que um dia tinha sido, a Nadja de franjinha curta, e se perguntou se deixaria aquela criança viver aquilo.

    A resposta veio imediata: não.

    Nadja pegou suas coisas e voltou ao Brasil sem saber recomeçar, mas sabendo que precisava sobreviver.

    Foi aqui que encontrou força nas próprias raízes e ouvindo o pai falar sobre os Charruas, povos indígenas indomáveis do sul do Brasil, ela entendeu algo que ninguém tinha lhe ensinado: ela também era feita dessa resistência.

    Antes de voltar pela última vez para pedir a separação, ouviu do pai que gaúcho mora sob as estrelas, livre, e que ela também era assim. Livre e indomável.

    Nadja hoje trabalha com mulheres imigrantes e ajuda outras pessoas a saírem de relações abusivas, mostrando que amor não é encontrar um salvador, até porque ninguém veio ao mundo para ser servido, muito menos para servir. Veio para ser livre.

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    12 分
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