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GUILHERME: 'TOMEI PANCADA DEMAIS AO VESTIR A CAMISA DO CRUZEIRO.'

GUILHERME: 'TOMEI PANCADA DEMAIS AO VESTIR A CAMISA DO CRUZEIRO.'

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Guilherme.

Um dos maiores ídolos e artilheiro da história do Clube Atlético Mineiro.

Atacante letal. Inteligente, corajoso, decisivo. Jogador que crescia nas decisões de título.

Fez Felipão balançar e quase levá-lo para a Copa de 2002, no lugar do seu amigo Luizão.

Merecia, foi injustiçado. A fama de bad boy o atrapalhou.

Mas foi nome obrigatório na inauguração da arena MRV.

"A torcida atleticana o ama, seu auge absoluto foi no Galo. Mas aquela magoazinha ficou. Sabe quando a esposa aceita o marido de volta, depois que ele sumiu uma noite? Mas o perdão veio e o tempo amenizou. Só que ela não esquece", resume um dos principais jornalistas esportivos de Belo Horizonte, que também se sentiu 'traído' por Guilherme, quando o viu com a camisa azul, do rival.

"Eu sou transparente, sincero, honesto. E era profissional. Estava sem clube, o Atlético não me procurou. O Cruzeiro, sim. Pensei muito, mas precisava trabalhar e aceitei. Nunca tive medo do caos. O único erro foi comemorar os gols que fiz pelo Cruzeiro contra o Atlético, com a torcida organizada cruzeirense. Fui babaca!"

A carreira de Guilherme vai muito além da histórica rivalidade mineira. A vida dele é cinematográfica. Era filho de feirante. Muitas vezes dormia embaixo da barraca do pai.

Surgiu como grande revelação no Marília. Contratado pelo São Paulo teve pela frente um mestre e um mentor. Telê Santana. "Ele me desenvolveu como jogador. Foi fundamental para a minha carreira. Mas me pegou no pé. Morava no CT. E era jovem, queria aproveitar a vida, festejar. Com ele foi duro. Tomei bronca dele até na frente do meu pai."

Telê o estava moldando para se tornar um grande artilheiro do São Paulo, da Seleção Brasileira. Mas o presidente Pimenta não resistiu a uma proposta do Rayo Vallecano. E Guilherme aceitou ganhar em dólar.

"Era a chance de jogar na Europa. Fui por empréstimo. Sofri. Tinha uma panela de jogadores que não me queria lá. Deixava minhas coisas em uma cadeira. Marquei meus gols e fui comprado. Aí exigi o salário que eu quis. Armário especial. A camisa nove. Me fiz respeitar."

Guilherme morava sozinho na Espanha. Jogou muito bem. Mas viveu. "Ia para Ibiza nas folgas. Danceteria. Enfim, aproveitei. Mas sempre treinei forte e ninguém pode reclamar da falta de empenho."

A empresa norte-americana ISL assumiu o futebol do Grêmio e comprou Guilherme a peso de ouro. "Foi maravilhosa a transação para mim. Só que me deixei levar pelas noitadas de Porto Alegre. Era festa e mais festa na minha casa de três andares."

Mesmo assim, Guilherme foi muito bem. A ponto de o Vasco, grande rival e time que eliminou os gremistas da Libertadores, o contratar para a disputa do Mundial. "Outra proposta financeira irrecusável. E uma grande frustração. Eu estava bem demais e entrei apenas no final da decisão, contra o Real Madrid. Eu conhecia todo o time espanhol porque joguei no Rayo Vallecano. Fui o autor de dois gols na histórica e única vitória do Rayo contra o Real, no Bernabéu. Mas o Antônio Lopes quis prestigiar os titulares campeões da Libertadores. Foi um desperdício."

Chegou o casamento: Atlético Mineiro. "O clube estava comprando o Velloso. Falei para o meu empresário, o Gilmar Veloz, que queria sair do Vasco. Não estava mais dando liga. Vim para o Atlético mesmo sabendo que o time estava sendo montado. E que o clube vivia grande dificuldade financeira. Mas fui feliz demais. A torcida era fantástica. Os jogadores comprometidos. E formei a minha grande dupla na carreira, com o 'Calanguinho', o Marques. Levamos o time até a improvável decisão do Brasileiro de 1999. Eliminamos o poderoso Cruzeiro. Mas enfrentamos o Corinthians, que era uma Seleção. Mas se o Marques não se machuca na primeira partida, poderíamos ter sido campeões."

Guilherme foi o artilheiro do Brasil.

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