Como combater a fraude à cota de gênero e a violência política?
Embora as mulheres representem mais de 52% do eleitorado brasileiro, os espaços de poder e decisão ainda permanecem majoritariamente masculinos. Para debater as engrenagens que perpetuam essa exclusão, recebemos a pesquisadora e Analista Judiciária do TRE-CE, Roberta Laena.
Roberta é autora do livro "Fictícias: Candidaturas de Mulheres e Violência Política de Gênero" (2020), uma obra essencial que nasceu de suas próprias experiências na prática cartorária do interior do Ceará. No episódio, ela compartilha relatos marcantes de eleitoras que foram feitas de "candidatas laranja" sem sequer saberem, e analisa o impacto profundo dessa prática na nossa democracia.
E nos conta também:
Como casos reais de tribunais e cartórios inspiraram um estudo profundo sobre as candidaturas fictícias.
A diferença entre candidatas que não consentiram com o uso de seus dados e aquelas que foram coagidas ou enganadas.
Por que a simulação de candidaturas femininas deve ser entendida como uma faceta da violência política de gênero.
A importância de um Judiciário plural para julgar casos sob uma perspectiva de gênero e raça.
Por que as cotas de candidatura têm se mostrado insuficientes e por que a reserva de assentos pode ser o caminho ideal.
"A candidatura fictícia é o uso do gênero para fins políticos. É uma instrumentalização que fere os direitos políticos das mulheres." — Roberta Laena
Aperte o play e venha entender por que esse debate é urgente para a integridade do nosso sistema eleitoral! 🎧
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