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Amassando o Aro 479

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O time mais consistente da liga venceu. É o tetra campeonato do Sampaio Basquete. E com autoridade. Sampaio esteve nas últimas cinco finais e, apesar de ter sido vice nas últimas 3, este ano não deu chance para o azar e venceu a série final por 3 a 1 em cima do Unimed Campinas. Claro que começamos falando primeiro do campeonato paulista masculino, tentando manter a ordem dos campeonatos que sempre fazemos. Com os 4 primeiros jogos tendo rolado, o principal foi poder ver o renovado Mogi amassando e ganhando bem seu primeiro jogo. Parece que as contratações de peso que o Mogi fez para a temporada vão dar retorno. Fica só uma sensação ruim de ter apenas 8 times no campeonato paulista deste ano. São oito times que estão na NBB, então o sarrafo é lá em cima, mas ainda assim é pouco para um campeonato tão tradicional. Resta a esperança que, pelo menos, eles consigam terminar o campeonato antes do começo da NBB. Claro que teve destaque a conquista da LBF pelo Sampaio Basquete e falamos bastante do trabalho feito em São Luís e a consistencia deste time. Depois de ganhar os dois primeiros jogos da serie em casa, o Sampaio chegou em Campinas precisando só de uma vitória para se sagrar campeão. Mas no terceiro jogo o Unimed Campinas não deu chance, com uma defesa agressiva e muita velocidade na transição, o time campineiro dominou o jogo todo e ganhou com boa vantagem. Infelizmente, dois dias depois elas teriam de repetir o feito para levar a um possível jogo cinco e ai, dependendo de uma apresentação tão forte quanto o jogo anterior, faltou perna e o Sampaio, muito mais inteiro, fez o que quis, fechando a série em 3 a 1. Falamos também da semana da WNBA, das feitos da nossa Kamilla, das renovações da NBA, da situação que fica cada vez mais complexa e difícil para o Kawhi na liga (parece que não vai dar para se safar sem punição), respondemos as questões do pessoal da Live, mas, infelizmente, o segundo ponto mais importante do episódio foi a seleção brasileira feminina de basquete. O Brasil está participando do sulamericano qualificatório para a AmericupW. A AmericupW dá vaga para um pré olímpico, que por sua vez, da vaga para as Olimpíadas, como você deve ter adivinhado. É um caminho longo para finalmente voltar aos jogos olímpicos, mas é o caminho mais possível. A seleção vem de uma troca muito recente de comando, com a saída da Pokey Chatman e a entrada do Léo Figueiró. Também vem trazendo uma nova geração de meninas, muitas delas ainda jogando no universitário americano. São muitas novidades em pouco tempo, verdade. Mas este campeonato não tem um nível tão alto e era para o Brasil nadar de braçada. Ganhou bem o primeiro jogo em cima do Chile, é verdade. E também era esperado. Mas o segundo jogo, contra a Venezuela perdeu. E perdeu bem perdido. Foram controladas pelas venezuelanas, que não só tem o basquete como uma dos esportes principais, como também estão passando por uma nova fase. Ainda assim, esta foi a primeira vez que a Venezuela ganhou do Brasil. É motivo de preocupação sim, e é motivo de analise. A LBF vive um momento de começar a colher frutos de um trabalho longo e de pouca visibilidade, o país tem meninas jogando nos mais diferentes países do mundo, tendo gente na Europa, na NCAA e na WNBA (não, Damiris e Kamilla não vieram porque a W está no meio do campeonato). Com tudo isso, mesmo desorganizado e inexperiente, a expectativa era de que seria sim possível a vitória e a classificação sem sustos para a AmericupW. Agora, dependemos do jogo contra o Paraguai na sexta para classificar. Deve dar, mas fica o alerta. Agora para ouvir isso e muito mais, tá fácil, é só apertar o play e vir com a gente.
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