Ele não era um serial killer comum. Sua obsessão era tão específica e doentia que o levou a escrever um livro sobre ela, onde se autodenominava "caçador de anoréxicas". Quando Monica Calò, uma estudante de fonoaudiologia, respondeu a um de seus anúncios, ela entrou em um jogo de controle que terminaria com 22 facadas.
Em 1998, na Itália, Marco Mariolini, um antiquário de 40 anos, assassinou brutalmente sua noiva, Monica Calò, de 29 anos, com 22 facadas [citation:4]. O caso, no entanto, não foi um simples crime passional. Mariolini foi obcecado por mulheres anoréxicas, e escreveu um livro de memórias intitulado "Il cacciatore di anoressiche" (O caçador de anoréxicas), publicado um ano antes do assassinato [citation:4]. No livro, ele descrevia seu distúrbio parafílico que o atraía sexualmente por mulheres esqueléticas [citation:4]. Durante a apresentação da obra em 1997, ele chegou a admitir publicamente que era "potencialmente perigoso" [citation:4]. O relacionamento de Mariolini com Calò era marcado por controle coercitivo, incluindo sobre sua alimentação [citation:4]. Apesar de sua confissão e condenação a 30 anos de prisão em 2000, ele foi libertado em 2021, e seu pedido de liberdade em 2020 foi negado [citation:4]. O caso chocou a Itália e gerou debates sobre feminicídio e a glamourização de doenças mentais, inspirando o filme "Primeiro Amor", de 2004 [citation:4].
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